segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

SANTA LUZIA, VIRGEM E MÁRTIR DE SIRACUSA



Santa Lúcia de Siracusa (± 283 - † 304), também conhecida por Santa Lúcia,ou Santa Luzia, foi, segundo a tradição, uma jovem siciliana, venerada  como virgem e mártir, que, segundo conta-se, morreu por volta de 304 durante as perseguições de Diocleciano em Siracusa.
Na antiguidade cristã, juntamente com Santa Cecília, Santa Águeda e Santa Inês, a veneração à Santa Lúcia foi das mais populares e, como as primeiras, tinha ofício próprio.



santa luzia e santa águeda


Chegou a ter 20 templos em Roma dedicados ao seu culto. Sua festa é celebrada em 13 de Dezembro.

Santa Luzia, virgem e mártir é um dos modelos mais acabados de santidade que surgiu nos primeiros séculos do cristianismo.



NASCIMENTO E VIDA CRISTÃ



 Nasceu em Siracusa, cidade da Sicília (Itália) entre os anos de 280 a 290. De família ilustre, pois seus pais pertenciam a nobreza siciliana.

 
Sua mãe Eutíquia, depois de convertida ao cristianismo, tornou-se fervorosa dama cristã e, segundo se afirma, recebeu como a filha a palma do martírio.

 
O nascimento de Luzia foi motivo de grande alegria para toda a família por ser o primeiro e o único fruto da união indissolúvel dos seus venturosos pais.

 Constituiu-se ela numa risonha esperança para todos os familiares. Bem cedo, porém, Luzia se viu privada do afeto paterno.

 O pai que amava com entranhado amor e nela via um sinal de glória e de justificado orgulho, deixou este mundo quando Luzia tinha quatro anos apenas.


Na verdade a inocente menina tornaria glorioso o nome da família não somente em Siracusa mas em todo o mundo pela excelência de suas virtudes, pela sua pureza angélica e pelo seu acendrado amor a Nosso Senhor.

Seus dotes físicos eram de tal encanto parecendo que o céu houvesse feito estravasar por sobre ela a abundância dos seus dons: os olhos traduzindo a pureza da alma e o rosto de uma formosura incomum.

Tais predicados chamaram a atenção de quantos a viram e foi, por isso mesmo que atraiu os olhares de um jovem de nobre linhagem que dela se enamorou e manifestou o desejo sincero de tê-la como esposa.

 

Em se tratando de um moço que se distinguia pela nobreza da estirpe, refinada educação e senhor de muitos haveres, não faltaram reiterados e insistentes apelos da parte dos familiares de Luzia para que aceitasse o vantajoso e honroso partido.

Ela porém, que de há muito havia se comprometido com o Esposo Divino, consagrando-se-lhe inteiramente pelo voto de castidade, recusou, com nobreza, a proposta do reputado patrício.

 

Para se assegurar cada vez mais nos santos desejos, quis visitar, em Catânia, junto com sua mãe, enferma, o túmulo da virgem e mártir Santa Águeda que também havia preferido o martírio às honras do mundo, com o intuito de recomendar à gloriosa padroeira daquela cidade siciliana o voto que fizera de, como ela, ser tão somente de Jesus Cristo, o Divino Esposo.

Da visita ao túmulo da excelsa virgem e mártir resultou a cura de uma doença grave em sua mãe, e hauriu mais força e coragem para se manter fiel nos santos propósitos.



A VISÃO DE SANTA ÁGUEDA E A CURA DA MÃE DE LUZIA







Eutichia, uma mulher de muita fé, não demorou a aceitar o convite da filha, decidiram então partir em peregrinação até Catânia, onde chegaram em 5 de fevereiro de 301, justamente no dia da festa de Santa Ágata.

Durante a celebração Luzia e sua mãe ouviram uma parte do Evangelho de Mateus, que fala sobre uma mulher que sofria de hemorragia e foi curada ao tocar o manto de Jesus.

Na mesma hora Luzia foi iluminada e, convencida da potente intercessão da Santa, disse a sua mãe que tocasse o sepulcro de Santa Ágata.



No momento em que Eutichia tocou o sepulcro Luzia teve uma visão de Santa Ágata, que disse:

"Luzia, irmã minha, porque pedes a mim aquilo que tu mesma podes obter para a tua mãe?

Eis, tua mãe foi já curada pela tua fé. E como por meio meu vem beatificada a cidade de Catânia, assim por meio teu será salva a cidade de Siracusa".



Luzia disse à mãe:

 "Pela intercessão de Santa Ágata, Jesus te curou!".

 Imediatamente Eutichia sentiu a melhora, suas forças voltaram e ela compreendeu que havia sido curada.

Luzia compreendeu no mesmo instante que aquele era o momento justo para revelar à mãe sua intenção de consagrar-se a Jesus, doando seu dote nupcial aos pobres. Eutichia, que tinha o coração repleto de agradecimento pela graça alcançada, aceitou imediatamente o desejo da filha.












 PERSEGUIÇÕES AOS CRISTÃOS E À LUZIA

O século terceiro foi tristemente célebre pelas ferozes perseguições aos cristãos sobretudo ao tempo de Diocleciano e Maximiliano.

Luzia e seus familiares, fervorosos praticantes do cristianismo, viviam vida acentuadamente cristã, não só através de exercícios religiosos em casa e nas catacumbas, mas também, valendo-se dos bens da fortuna que possuiam, auxiliando generosamente os pobres e doentes.


Eram inúmeros os necessitados que procuravam a casa de Luzia afim de receberem alimentos, roupas, remédios e mais que tudo isso, lições do Santo Evangelho.


A prática de tanta caridade irritou terrivelmente os perseguidores dos cristãos e para que tal prática fosse abolida, o jovem pretendente à mão de Luzia, denunciou-a ao feroz inimigo dos seguidores de Cristo, o prefeito Pascásio, induzindo-o, pelo seu prestígio, a forçar a jovem cristã a aceitá-lo como esposo.



LUZIA DIANTE DO PREFEITO NO TRIBUNAL











 Pascásio não se fez de rogado e atendeu de súbito à solicitação do moço fidalgo.

 

Imediatamente ordenou que trouxessem à sua presença a inocente Luzia, obrigando-a aabandonar o cristianismo e aceitar o jovem patrício como esposo. Se recusasse, o preço seria a morte.

Mas Luzia não se atemorizou com as ameaças de Pascásio e permaneceu fiel na resolução de ser somente esposa de Jesus Cristo pelo voto de castidade.

 O prefeito, irritado com a corajosa recusa de Luzia, ameaçou violar seu corpo virginal.

Ao ouvir a terrível ameaça, a princípio Luzia se apavorou, mas depois confiante na proteção divina pode dizer como São Paulo “tudo posso naquele que me conforta ” e respondeu ao algóz:

  "O corpo só é violado quando há consentimento e por isso mesmo eu te digo: Deus que conhece os meus desejos, propósitos e pensamentos, sabe que eu de modo algum lhe serei infiel, enquanto tu, Pascásio, não podes induzir-me ao pecado.

Aqui está meu corpo disposto a todas as torturas: porque demoras? Começa a por em prática o que teu pai, o inimigo, deseja”, foram suas últimas palavras.



NINGUÉM CONSEGUE CARREGÁ-LA









Algumas lendas dizem que como ela dava extrema importância à virgindade, o governante mandou que a carregassem à força a um prostíbulo, para servir à prostituição.

Conta a tradição que, embora Luzia não movesse um dedo, nem dez homens juntos conseguiram levantá-la do chão.

Foi, então, condenada a morrer ali mesmo. Os carrascos jogaram sobre seu corpo resina e azeite ferventes, mas ela continuava viva as chamas não tiveram nenhum efeito.








Logo em seguida, Luzia foi condenada à morte pela espada, maravilhando a todos com sua inabalável resolução e seu profundo espírito de fé.

Antes, porém, de infligir-lhe o martírio, Pascásio ordenou que lhe atassem fortemente as mãos e os pés.

 

Aproximava-se a hora por ela tão desejada, hora em que podia entregar sua bela alma ao Esposo celeste e ser imersa em Deus que lhe sugeria tudo o que dizia.


Ajoelhada em atitude de oração proferiu estas memoráveis palavras:

“SENHOR, EIS QUE SUPLICO PAZ PARA A IGREJA DE CRISTO.

DIOCLESIANO E MAXIMILIANO DECAIRÃO DO IMPÉRIO E COMO A CIDADE DE CATÂNIA VENERA A SANTA ÁGUEDA, TAMBÉM SEREI VENERADA POR GRAÇA DO SENHOR JESUS CRISTO, OBSERVANDO DE CORAÇÃO OS PRECEITOS DO SENHOR.”



enterro de santa luzia


Nem bem acabava de pronunciar estas palavras, quando o juiz irado e insolente vendo-a triunfar de todas as provações, afim de puni-la mandou degola-la.

Um dos algozes mergulhou-lhe um punhal na garganta que a transpassou e ela entregou sua cândida alma a seu criador e Esposo Divino.

 Cerrou-se as suaves pupilas à luz terrena, para contemplar com os olhos gloriosos da Visão Beatífica na Mansão dos justos.

 

Ao cair martirizado, seu corpo permaneceu em atitude de oração e o rosto voltado para o céu.






Sua alma, partida do corpo virginal subia ao céu acompanhada de um cortejo de anjos para ocupar o trono que lhe estava preparado e receber a dúplice coroa tanto almejada da virgindade e do martírio. Era o dia 13 de dezembro de 304.












OUTRA VERSÃO DIZ:

Após lançá-la a fogueira e ver que ela não morria, o Gov­er­nador Pascá­sio enver­gonhado, man­dou que ela fosse tor­tu­rada e ferida a ferro frio.

Depois disso, os ami­gos cristãos de Luzia a levaram para casa, e ela, assis­tida piedosa­mente em sua ago­nia, expirou entre­gando o seu espírito ao Divino Esposo, depois de ser con­for­t­ada pela Sagrada Comunhão aos 13 de dezem­bro de 304 d.C.












A PROFECIA DE LUZIA DA QUEDA DOS IMEPRADORES SE CUMPRE

Neste mesmo dia Diocleciano que se vangloriava de haver banido o cristianismo do Império, era acometido de grave enfermidade que conforme testemunho ocular de Lactâncio pareceu a todos que havia morrido.

Recuperado apareceu somente para abdicar de suas funções no cume de uma colina de Nicomédia a 1º de maio de 305.

Nesse mesmo dia, Maximiliano abdicava em Milão. 
 







 CORPO DE LUZIA E VENERAÇÃO
Os cristãos de Siracusa logo após a morte de Santa Luzia elegeram sua padroeira e já no ano 310, seis anos após sua morte, no mesmo local onde se dera o martírio construíram um templo em sua honra.

O corpo da virgem e mártir recolhido com reverência e piedade fora colocado num lugar sagrado, nas catacumbas onde dormiam os filhos da Cruz e os mártires do Senhor até que em 1040 o general grego Jorge Mariace apoderando-se da cidade de Siracusa requisitou o corpo da santa e o fez transportar para Constantinopla afim de doá-lo à imperatriz Teodora.

Finalmente os cruzados venezianos após a conquista de 1204 levaram-no para Veneza onde ainda hoje se venera na igreja de São Jeremias sob o altar lateral e conservado numa preciosa urna de mármore.


Corpo mumificado de Santa Luzia


Conta uma lenda que o carrasco teria arrancado os olhos de Santa Luzia, os quais lhe foram milagrosamente restituídos



OUTRA LENDA SOBRE OS OLHOS DE LUZIA

.A lenda que deu origem à devoção de Santa Luzia como protetora dos olhos e da vista deve-se ao seguinte fato:

 
. . . . .Tendo Pascásio perguntado a Luzia porque não consentia no casamento com o jovem patrício que a desejava como esposa, ela em resposta disse-lhe " mas afinal o que o nobre patrício vê em mim que seja belo e desejável?"



 O tirano respondeu: "os teus olhos brilham como duas estrelas e encantam como duas pérolas", ao que Luzia acrescentou: " traga-me um prato" e quando lhe foi apresentado numa bandeja de prata, Luzia, num gesto rápido e sublime heroísmo, arrancou os dois olhos tão decantados e os colocou na bandeja ordenando que os enviasse ao seu pretendente.





. . . . .Muito embora este fato seja apenas uma lenda, por este motivo e também pelo significado do nome de Luzia, que quer dizer LUZ, nasceu naqueles povos grande devoção a Santa Luzia como protetora dos olhos e muitos prodígios foram operados por ela nesse sentido.



 

MILAGRES E VENERAÇÃO











Dentre os milagres atribuídos a Santa Luzia está a salvação, por várias vezes, da cidade de Siracusa nos seus momentos mais dramáticos como escassez de víveres, terremotos, guerras.

A Santa interveio junto ao Criador também por outras cidades como Brescia que, graças a sua intercessão, foi liberada da uma grave carestia.

A devoção à Santa Luzia se difundiu amplamente logo depois da sua morte e continua a ser transmitida até os dias de hoje.
O testemunho mais antigo é uma epigrafe marmórea em grego do século IV, descoberta no ano 1894, nas catacumbas de Siracusa.

 O papa Gregorio Magno, que viveu entre os anos 590 e 604, inseriu Santa Luzia no cânone da missa romana.

Algumas citações se encontram na Suma Teológica de São Tomás de Aquino.

Entre os seus devotos encontramos Santa Catarina de Siena, São Leão Magno.

Dante a faz o símbolo da Graça iluminadora e se define seu fiel.

 A considerava protetora da vista e como conta no Convívio, pediu muitas vezes a Ela que curasse os distúrbios dos olhos.












A legenda popular narra, que à Santa foram tirados os olhos da órbita, por isso algumas iconografias figuram a Santa com uma bandeja na mão onde os olhos se encontram em cima.

Santa Luzia é protetora dos olhos e da vista.

No Norte da Itália, na Checoslováquia e também na Áustria, se comemora Santa Luzia como portadora de dons para as crianças.

Santa Luzia também é muito venerada na Dinamarca, Suécia e pela Igreja Luterana.




Na Dinamarca e Suécia a Santa vem comemorada com a escolha de uma moça que a represente e no corteu com outras moças que na Suécia é muito venerada também da Igreja Luterana.





santo antônio, santa luzia e santa apolônia




3 comentários:

  1. boua narraçao fiquei maravilhado

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  2. Quanto amor e confiança em Deus!!!!!!Quisera eu, meu Amado Senhor, Te amar incondicionalmente dessa forma, mas sou tão fraca e pecadora.....

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  3. QUE EXEMPLO DIVINO TEVE SANTA LUZIA!!!
    SUA HISTORIA ME COMOVEU MUITO!PESSO A DEUS QUE A CADA DIA QUE PASSA AUMENTE MINHA FE E AMOR AO PROXIMO!!!
    AONDE EU MORO E COMEMORADO A FESTA EM HONRA A SANTA LUZIA!!!ADOREI!!!
    SANTA LUZIA ROGUAI POR NOS!!!!!!!!

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