quarta-feira, 26 de setembro de 2012

SÃO VICENTE DE PAULO - PADROEIRO DAS OBRAS DE CARIDADE - 27 DE SETEMBRO


 















 


Vicente de Paulo, nascido Vincent de Paul ou Vincent Depaul, (Pouy, 24 de abril de 1581 — Paris, 27 de setembro de 1660) foi um sacerdote católico francês, declarado santo pelo Papa Clemente XII em 1737. Foi um dos grandes protagonistas da Reforma Católica na França do século XVII.

Índice

  • 1 Biografia
  • 2 Obra
  • 3 Canonização
  • 4 O corpo incorrupto de São Vicente de Paulo

Biografia

São Vicente de Paulo nasceu em uma terça-feira de Páscoa, em 24 de abril de 1581, na aldeia Pouy, sul da França. Vicente foi batizado no mesmo dia de seu nascimento.

 Era o terceiro filho do casal João de Paulo (Jean de Paul) e Bertranda de Moras (Bertrande de Moras), camponeses profundamente católicos. Seus seis filhos receberam o ensino religioso em casa através de Bertranda.
Desde cedo destacou-se pela notável inteligência e devoção. Fez seus primeiros estudos em Dax, onde, após 4 anos, tornou-se professor.

 Isto lhe permitiu concluir os estudos de teologia na Universidade de Toulouse. Foi ordenado sacerdote, aos dezenove anos, em 23 de setembro de 1600.


 



 
Ordenou-se padre e logo passou pela primeira provação: uma viúva que gostava de ouvir as suas pregações, ciente de que ele era pobre, deixou para ele sua herança - uma pequena propriedade e determinada importância em dinheiro, que estava com um comerciante em Marselha.
No retorno desta viagem a Marselha, em 1605, o navio em que se encontrava foi atacado por piratas turcos. Pe. Vicente sobreviveu ao ataque, mas foi feito prisioneiro.  

Os turcos o conduziram a Túnis, onde foi vendido como escravo para um pescador, depois para um químico; com a morte deste, foi herdado pelo sobrinho do químico, que o vendeu para um fazendeiro, um renegado, que antes era católico e, com medo da escravidão, adotara a religião muçulmana. 

 Ele tinha três esposas: uma era turca e esta, ouvindo os cânticos do escravo, sensibilizou-se e quis saber o significado do que ele cantava.

 Ciente da história, ela censurou o marido por ter abandonado uma religião que para ela parecia tão bonita.

 O patrão de Pe.Vicente arrependeu-se e propôs a ele uma fuga para a França, que só se realizou dez meses depois, já em 1607.
Eles atravessaram o Mar Mediterrâneo em uma pequena embarcação e conseguiram chegar à costa francesa. 

De Aigues-Mortes foram para Avinhão, onde encontraram o Vice-Legado do Papa. 


 






Vicente voltou à condição de padre e o renegado abjurou publicamente, retornando à Igreja Católica. 

Vicente e o renegado ficaram vivendo com o Vice-Legado e, quando este precisou viajar a Roma, levou-os em sua companhia. 

Durante a estada na cidade, Pe. Vicente frequentou a universidade e se formou em Direito Canônico. E o renegado foi admitido em um mosteiro, onde se tornou monge.

O Papa precisou mandar um documento sigiloso para o Rei Henrique IV da França e Pe. Vicente foi escolhido como fiel depositário. 

Devido a sua presteza, o Rei Henrique IV nomeou-o Capelão da Rainha Margarida de Valois, a rainha Margot. 




 




 

Pe. Vicente era encarregado da distribuição de esmolas aos pobres e fazia visitas aos enfermos no hospital de caridade em nome da rainha. 

Após o assassinato de Henrique IV da França, em 1610, São Vicente passou um ano na Sociedade do Oratório, fundada pelo Cardeal Pierre de Bérulle. Mais tarde, padre Bérulle foi nomeado Bispo de Paris e indicou Vicente de Paulo para vigário de Clichy, subúrbio de Paris.
Vicente fundou a Confraria do Rosário e todos os dias visitava os doentes. 

Atendendo a um pedido de padre Berulle, partiu e foi ser o preceptor dos filhos do general das galés e residir no Palácio dos Gondi. 

Naquele período, a Marinha francesa estava em expansão e, para resolver o problema da mão-de-obra necessária para o remo, era costume a condenação às galés por delitos comuns.

 Vicente empenhou-se nesta missão, lutando por mais dignidade para estes prisioneiros, que viviam em condições sub-humanas. 





 


São Vicente nas galés




No trabalho em favor dos condenados às galés chegou até a se colocar no lugar de um deles para libertá-lo

As propriedades da família dos Gondi eram muito grandes e Pe. Vicente e a senhora de Gondi faziam visitas às famílias que residiam nestas propriedades. 

Foi assim que o Pe. Vicente percebeu como era necessária a confissão deste povo. 





 





Na missa dominical, ele fazia com o povo a confissão comunitária. 

Conseguiu outros padres para as confissões, pois eram muitos os que queriam esse sacramento. Pe. Vicente esteve nas terras da família Gondi por cinco anos. Foi a Paris e, mais tarde, a pedido do Pe. Berulle, voltou para a casa dos Gondi por mais oito anos.

Sua piedade heróica conferiu-lhe o cargo de Capelão Geral e Real da França. 

Vendo o abandono espiritual dos camponeses, fundou a Congregação da Missão, que são os Padres Lazaristas, para evangelização do "pobre povo do interior".

 A Congregação da Missão demorou de 1625 até 12 de janeiro de 1633 para receber a Bula do Papa Urbano VIII, reconhecendo-a.
Em 1643, Luís XIII pediu para ser assistido, em seu leito de morte, por Vicente, tendo morrido em seus braços.

 A seguir foi nomeado pela Regente Ana d'Áustria, de quem era o confessor, para o Conselho de Consciência (para assuntos eclesiásticos dessa Regência).





 



Num apelo que o padre Vicente fez durante sermão em Châtillon, nasceu o movimento das Senhoras Damas da Caridade (Confraria da Caridade). 

A primeira irmã de caridade foi a camponesa Margarida Nasseau, que contou com a orientação de Santa Luísa de Marillac e que, mais tarde, estabeleceu a Confraria das Irmãs da Caridade, atuais Filhas da Caridade. 



  

São Vicente e Santa Luisa






 De apenas quatro irmãs no começo, a Confraria conta, hoje, com centenas delas.

 Foi também ele o responsável pela organização de retiros espirituais para leigos e sacerdotes, através das famosas conferências das terças-feiras (Confraria de Caridade para homens).
Inspirado por seu amor a Deus e aos pobres, Vicente de Paulo foi o criador de muitas obras de amor e caridade.

 Sua vida é uma história de doação aos irmãos pobres e de amor a Deus. Existem diversas biografias suas, mas sabemos que nenhuma delas conseguirá descrever com total fidelidade o amor que tinha por seu irmãos necessitados.

 Muitos acham que a maior virtude de São Vicente é a caridade, mas sua humildade suplantava essa virtude. Sempre buscava o bem da Igreja.

 São Vicente de Paulo foi um pai dos Pobres e um reformador do clero. Basta dizer que as Conferências Vicentinas, fundadas por Antônio Frederico Ozanam e seus companheiros, em 23 de abril de 1833, foram inspiradas por ele.  

Espalhadas no mundo inteiro, vivem permanentemente de seus exemplos e ensinamentos.

Segundo São Francisco de Sales, Vicente de Paulo era o "padre mais santo do século". 

Faleceu em 27 de setembro de 1660 e foi sepultado na capela-mãe da Igreja de São Lázaro, em Paris. Foi canonizado pelo Papa Clemente XII em 16 de junho de 1737. 

Em 12 de maio de 1885 é declarado patrono de todas as obras de caridade da Igreja Católica, por Leão XIII.

Obra

Funda sucessivamente diversas congregações:
  • Em agosto de 1617 funda as Damas da Caridade, hoje conhecidas como Associação Internacional de Caridades - AIC.
  • Em 8 de dezembro de 1617 cria as Confrarias da Caridade.
  • Em 17 de abril de 1625 funda a Congregação da Missão, cujos membros são conhecidos como padres Lazaristas, ou padres vicentinos.
  • Em 29 de novembro de 1633 funda a congregação das Filhas da Caridade.

 

 

 

 

 

 

 

 

Canonização

A sua canonização ocorreu em 16 de junho de 1737, pelo Papa Clemente XII. Em 12 de maio de 1885 foi declarado, pelo Papa Leão XIII, patrono de todas as obras de caridade da Igreja Católica.








 

 

 

O corpo incorrupto de São Vicente de Paulo

Cinquenta e dois anos após a sua morte, o corpo foi exumado pela primeira vez diante de dois médicos, autoridades da Igreja e outras testemunhas. 


 





Foi encontrado incorrupto, com sinais de deterioração apenas no nariz e nos olhos. Os médicos atestaram que esta preservação não poderia ocorrer por meios naturais

Vinte anos mais tarde, por ocasião da canonização, o corpo já estava em estado de decomposição devido a inúmeras inundações no terreno.
O corpo de São Vicente de Paulo, reconstituído em cera, está atualmente exposto à visitação pública na Capela de São Vicente de Paulo, na Rua de Sèvres, Métro Vaneau, em Paris. 

Seu coração encontra-se em um relicário na Capela Nossa Senhora da Medalha Milagrosa.



Não existe um homem com mais facetas que Vicente de Paulo.



 




 Ele é tido por quase todos como o organizador da caridade, que embora exercida por vários, era usualmente mal organizada e falha para gerar um resultado satisfatório. 

Ele revolucionou os hospitais da França. Embora pouco tempo antes, São Camilo de Lellis havia fundado uma Ordem de Enfermeiros masculinos na Itália, este era um trabalho que poderia ser mais bem feito por mulheres. 

E foi Vicente que colocou os hospitais com uma base sistematizada, iniciou o tratamento humano dos lunáticos e ainda foi ele  quem descobriu que os menos afortunados eram confinados em São Lazaro. 

Ele ainda tomou conta do problema da mendicância, tomou conta da prisão de Salpetriere onde ele cuidava dos escravos das galeras e durante a Guerra dos Trinta Anos e os distúrbios de Fronde ele enviou as Irmãs de Caridade para agirem como enfermeiras nas forças armadas ( hoje um efetivo comum em quase todos os paises). 

 Na verdade São Vicente atuou ou influenciou quase todas as atividades de caridade.  
No Brasil existem várias Conferências Vicentinas que tem o nome de Sociedade São Vicente de Paulo ( SSVP) e em geral ajudam muito os pobres, velhos e crianças da sua cidade.

Estas Conferências foram fundadas pelo Beato Antonio Frederido Ozanam em Paris, em 1833, inspirado em São Vicente de Paulo. Ele foi beatificado pelo Papa João Paulo II em 1997, festa celebrada no dia 9 de setembro.


Os Vicentinos tem mais de 122.000 membros só na America e mais de 1.500.000 ao redor do mundo, em 147 paises. No Brasil temos 250.744 confrades na ultima contagem em 2010.A maior Conferencia seria a de New Orleans com 800 membros.


No Brasil, uma delas na cidade de Piumhi, MG está fazendo mais de 100 anos de ajuda aos pobres. Durante vários anos no século passado a Sociedade São Vicente de Paulo de Piumhi, foi dirigida por Dario de Melo, homem de exemplar caráter, que tivemos   a honra de conhecer, e que conseguiu o sucesso que a  Sociedade tem naquela cidade.

Raríssima foto de Dario de Melo com o seu amigo de muitos anos e confrade vicentino o Sr Bernardino Polcaro. Cumpre salientar que o povo piumhiense soube agradecer, pois hoje naquela cidade existe uma linda avenida chamada Avenida Dario de Melo.







ORAÇÃO: 

 


Ó glorioso São Vicente, patrono de toda caridade, pai daqueles que estão na miséria e que, enquanto na Terra, jamais deixou de amparar a todos que a Vós recorreram, considerai os males que estão nos oprimindo e vinde em nosso socorro. 

Obtende junto do Senhor ajuda para os pobres, alívio para os enfermos, consolo para os aflitos, proteção para os abandonados, espírito de generosidade para os ricos, a graça da conversão para os pecadores, entusiasmo para os padres, paz para a Igreja, tranqüilidade e ordem para as nações e salvação para todos. 

Permiti-nos comprovar os efeitos da vossa misericórdia intercessão e assim sermos ajudados nas misérias da vida. Possamos nós estar unidos com o Senhor no paraíso, onde não existe mais dor, choro ou tristeza, mas alegria, contentamento e duradoura felicidade.
Amém.







FRASES DE SÃO VICENTE DE PAULO







«Se procurardes a Deus, encontra-Lo-eis por toda a parte...»
«Não me basta amar a Deus, se o meu próximo também não o ama»



 



«Nunca se tem Deus como Pai, se não tem Maria como Mãe»







«Não sei quem é mais carente: se o pobre que pede pão ou o rico que pede amor»



 








«Ainda que a firmeza seja necessária para atingir o fim a que nos propomos em nossas boas obras é contudo, necessário empregar muita ternura nos meios»








 




«Como ser cristão e ver o seu irmão aflito, sem chorar com ele! É permanecer sem caridade, é ser cristão de pintura, é não possuir nada de humanidade, é ser pior que os animais»

«Não sou daqui nem dali, mas de qualquer lugar onde Deus quer que esteja»




 



«Dez vezes irão aos pobres, dez vezes encontrarão a Deus»



«Convém amar os pobres com um afecto especial, vendo neles a pessoa do próprio Cristo, e dando-lhes a importância que Ele mesmo dava»






 




"Só as verdades eternas podem encher o nosso coração".



"É preciso dar o seu coração, para obter em troca o dos outros".



"Os pobres abrem-nos a porta para a eternidade".



 
 


 
"Temos que atribuir a Deus qualquer bem que resulte de nossas acções, do contrário, deveríamos atribuir a nós todo o mal que ocorre na comunidade".

"Uma maneira óptima para se exercitar no amor de Cristo, é acostumar-se a tê-lo sempre presente em nós".





 




 
"Os que desejam realmente seguir as máximas de Cristo, devem ter em grande conta a simplicidade".









 
















































"Ainda que a firmeza seja necessária para atingir o fim a que nos propomos em nossas boas obras é contudo, necessário empregar muita doçura nos meios".

















FONTES:






terça-feira, 18 de setembro de 2012

SANTO EUSTÁQUIO - PATRONO DOS CAÇADORES E INVOCADO CONTRA O FOGO TEMPORAL E ETERNO - 20 DE SETEMBRO












Santos Eustáquio e
companheiros, Mártires.
(+ Roma, sécs. I-II)
 
            Segundo antiga tradição, nos tempos do imperador Trajano, em data não muito determinada, sofreram o martírio Santo Eustáquio, que tinha sido um dos mais prestigiosos e heróicos generais do Império, sua esposa Santa Teopista, e os dois filhos do casal, Santos Agapeto e Teopisto. 

Foram todos colocados dentro de uma estátua de metal com forma de touro, aquecida em brasa.


Santo Eustáquio (ou Eustácio) é um lendário mártir e santo militar cristão, que alegadamente terá vivido no final do século I e inícios do século II da nossa era. 

Tal como muitos outros santos, há poucas provas da existência de Eustáquio; alguns elementos da sua história estão, de resto, presentes nas vidas de outros santos (como São Huberto).
Era festejado pela Igreja Católica no dia 20 de Setembro, mas a Igreja deixou de observar esta data desde que, em 1969, o Papa Paulo VI removeu do calendário litúrgico inúmeros santos que careciam de documentação histórica conveniente.


Vida e obras


 





Antes da sua conversão ao cristianismo, Eustáquio era um general romano de nome Plácido (latim: PLACIDVS) ao serviço do imperador Trajano. 

Enquanto caçava nas proximidades de Roma, Plácido teve uma visão de Jesus entre os anjos. Acto contínuo, converteu-se, fez-se baptizar a si e à sua família, e mudou o seu nome para o grego Eustachion (com o significado de «boa fortuna»).

Uma série de calamidades abateram-se sobre o recém-convertido e a sua família para testar a sua fé: foi roubado, a sua esposa raptada pelo capitão do navio onde seguia e, por fim, ao atravessar um rio, os seus dois filhos foram levados, um por um lobo, outro por um leão. 

Tal como Jó, Eustáquio lamentou-se, mas não vacilou nem perdeu a fé.

Acabaria por recuperar o seu prestígio, cargos e reunir a família; porém, quando demonstrou a sua nova fé ao recusar-se a fazer um sacrifício pagão, o imperador Adriano condenou Eustáquio, a esposa e os filhos à morte, ordenando que fossem cozinhados vivos dentro de um touro de bronze, no ano de 118.



 



Cena da conversão e martírio de Santo Eustáquio







Devoção

A história tornou-se popular graças à Legenda Áurea de Jacopo de Voragine (c. 1260) e Eustáquio tornou-se santo patrono dos caçadores, sendo também invocado em tempos de adversidade; foi incluído entre os catorze santos auxiliares.
A ilha de Sint Eustatius, nas Antilhas Neerlandesas, foi assim chamada em sua honra.






 




 Santo Eustáquio chamava-se Plácido e sua esposa Tatiana, antes de se converterem  ao Cristianismo.

 Plácido foi um general que viveu em Roma na época do imperador Trajano (98-117). 

Ainda pagão, Plácido era notavelmente virtuoso e tinha um amor especial para com os pobres. Vendo sua natureza bem intencionada, Deus se revelou a ele como havia feito com São Paulo. 




 




Certo dia, caçando na floresta, Plácido apanhou um grande cervo e, entre seus chifres viu uma cruz mais brilhante que o sol na qual se lhe revelou a face de Cristo.




 Ouviu ainda uma voz que lhe disse: 

 «Plácido, por que me persegues? Eu sou o Cristo, a quem, inconscientemente, tens honrado com tuas boas obras. 

Eu vim ao mundo como homem para salvar a humanidade, e como tal, mostro-me hoje a ti para acolher-te na rede do meu amor pela humanidade». 



 





 Assombrado e aterrorizado, Plácido caiu de seu cavalo e permaneceu inconsciente por várias horas. 







A veracidade de sua visão foi indubitável quando Cristo lhe  apareceu uma segunda vez e lhe deu a conhecer que é Deus por natureza, que fez o céu e a terra, e que por seu amor à humanidade, assumiu como própria a nossa natureza humana. 




 





Plácido ,então, acreditou do fundo de seu coração, e se fez batizar juntamente com sua esposa e filhos, recebendo todos eles novos nomes cristãos.




 Os pais passaram a se chamar Eustáquio e Teopista, e seus dois filhos, Agapito e Teopisto.
 
Encontrando em Eustáquio a virtude que provém da fé, o Senhor novamente se mostrou a ele dizendo-lhe das tribulações que o diabo usou para com Jó, e que também a ele estas coisas poderiam acontecer, mas, que a divina graça estaria com ele. 

E, um pouco adiante Eustáquio perdeu todos os seus bens e decidiu então embarcar para o Egito com sua esposa e filhos.

 O capitão do barco, desavergonhado e licencioso, capturou sua esposa no momento em que ele desembarcava seus filhos.



 







 Com lágrimas nos olhos Eustáquio prosseguiu seu caminho e, enquanto atravessava um rio, um lobo e um leão afugentaram seus filhos, ficando Eustáquio solitário e arruinado, mas firme em sua fé e com sua esperança voltada no Senhor. 

Ele, que já havia sido um notável membro da nobreza romana, agora perambulava de um lugar a outro, tendo a mesma paciência de Jó e vivendo de trabalhos eventuais. 

Finalmente estabeleceu-se num lugar chamado Badissos cuidando de um jardim, não muito longe de onde seus dois filhos, que haviam sido resgatados por alguns pastores, cresciam sem saber do pai.
Quinze anos mais tarde, os bárbaros tinham feito cativa sua esposa Teopista, preparavam-se para invadir em massa o império; os romanos não encontraram um general suficientemente hábil que pudesse enfrentar ao ataque.

 O Imperador lembrou-se então das muitas vitórias e do grande valor de Eustáquio, e mandou que o buscassem. 

Quando se apresentou na corte, mal era possível reconhecê-lo, pois a pobreza e a miséria haviam deixado suas marcas em seu semblante. 



 






O imperador lhe restituiu a sua posição e posses, dando-lhe também o comando da Legião. 

E, com a ajuda de Deus, afastaram para longe os bárbaros.  

Durante a campanha Eustáquio reencontrou a sua esposa e filhos e pode provar que sua paciência não ficou sem recompensa nesta vida.

Em seu retorno triunfal a Roma, Adriano, o novo imperador, o encheu de presentes e perguntou-lhe se, em agradecimento por sua vitória, iria oferecer um sacrifício aos ídolos. 

Eustáquio respondeu que sua vitória pertencia somente a Cristo e não a poderes imaginários de falsos deuses. 

Esta resposta enfureceu o tirano e, novamente, todos os seus bens foram confiscados e sua esposa e filhos foram levados como comida aos leões famintos, mas os animais não se atreveram a tocá-los, sentando-se, com reverência, diante deles. 


 





Os santos foram então jogados num caldeirão cheio de bronze fervente (outras lendas dizem que foram cozinhados numa estátua de boi de bronze) onde entregaram suas almas a Deus sem que seus corpos sofressem qualquer alteração.

 Isto produziu grande assombro aos pagãos, e grande alegria aos fiéis que, por estes sinais reconheceram que a graça de Deus habitava aqueles corpos dos santos mártires, e neles permaneceu como conforto no sofrimento. 

Que suas intercessões sejam também com todos nós!






 
Que através da intercessão de Santo Eustáquio, 
o Senhor nos dê paciência na adversidade.



Interceda por nós, ó Deus,
 o mártir Santo Eustáquio,
 para que guardemos fielmente e
proclamemos em nossas obras
 a fé que ele testemunhou com o seu sangue.

 Por nosso Senhor Jesus Cristo,
 vosso Filho,
 na unidade do Espírito Santo.





 

Por intercessão de vossos mártires que, carregando a cruz, seguiram vossos passos,  
 dai-nos, Senhor, suportar com coragem as dificuldades da vida.









 "Ele nos consola em todas as nossas aflições, para que, com a consolação que nós
mesmos recebemos de Deus, possamos consolar os que se acham em toda e qualquer aflição. "

 2Cor 1,4









São Jorge, a cena do nascimento do Senhor e Santo Eustáquio


A visão de Santo Eustáquio



 A visão de Santo Eustáquio 




A visão de Santo Eustáquio





"Pois, à medida que os sofrimentos de Cristo crescem para nós, cresce também a nossa
consolação por Cristo."
2 Cor 1,5




Santo Eustáquio,
 protetor contra a discórida familiar,
 orai pela união de nossas famílias em Cristo Jesus. 
Santo Eustáquio,
orai por nós!




Santo Eustáquio, 
invocado contra o fogo temporal e eterno, 
orai por nós!








FONTES: