quarta-feira, 26 de abril de 2017

SANTA QUITÉRIA - PROTETORA CONTRA A RAIVA, A LOUCURA E CÃES RAIVOSOS - 22 DE MAIO





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Santa Quitéria teria nascido, pelo ano 120, na região do Império Romano conhecida, então, como Bracara-Augusta, a atual cidade de Braga. 

Seu pai, Lúcio Caio Atílio Severo, era régulo de uma província do Império Romano que abrangia parte da Galiza e da antiga Lusitânia. Estava casado com Cálcia Lúcia. Sendo ambos de famílias ilustres, embora pagãs, estiveram muitos anos sem terem descendência até que Cálcia Lúcia concebeu nove meninas que nasceram de um só parto, numa ocasião em que o marido se encontrava ausente acompanhando o imperador Adriano que viajava pela Península.

Cálcia, que considerou agoirento o nascimento de nove filhas, com o intuito de se subtrair às troças do mundo e a uma eventual indignação ou suspeições do marido sobre qualquer infidelidade, congeminou um plano para matar as filhas, mandando-as afogar no rio. 

Encarregou de concretizar este plano Cita, jovem donzela, devota e cristã oculta, que tinha sido a única pessoa a assistir ao parto. Foram-lhe dadas indicações para que divulgasse a notícia de que o parto tinha corrido mal e que as crianças tinham morrido à nascença. Todavia, Cita, movida por elevados sentimentos cristãos, levou as meninas de casa, como combinado, mas estava decidida não só a salvar a vida das nove irmãs, como também a dar-lhes a vida nova do Espírito, pelo sacramento do baptismo.

 Assim, em vez de atentar contra a sua vida, entregou-as a Santo Ovídio, arcebispo de Braga, que lhes administrou o baptismo e lhes atribuiu os seguintes nomes: 
Quitéria, Eufémia, Germana, Liberata (ou Librada), Vitória, Basília, Marinha, Genebra e Marciana.




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Detalhe do altar lateral direito do Santuário de Santa Quitéria em Felgueiras, Portugal






Conhecendo a tragédia que pesava sobre as inocentes crianças, e que quase as vitimara, Santo Ovídio, depois do baptismo, entregou-as aos cuidados de diversas famílias cristãs, para que tomassem conta delas durante a infância, dando-lhes educação religiosa, encarregando-se o arcebispo de prover a todas as despesas. 



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Santo Ovídio



Refere Frei Bento da Ascensão que a educação religiosa recebida pelas nove meninas, na infância, produziu nelas um tal domínio em seus corações que, durante a sua breve existência e até ao seu termo, sempre souberam pôr em prática as grandes virtudes e calcar aos pés as grandezas e vaidades do mundo a fim de glorificarem apenas a Jesus Cristo.

À medida que foram crescendo, as nove irmãs tomaram conhecimento do destino a que a mãe as tinha votado, entregando-as para morrerem, e o modo como foram salvas pela criada cristã. Sentindo-se particularmente agradecidas à Divina Providência, não só pelo facto de lhes ter salvo a vida do corpo, como por lhes ter dado uma vida nova pelo sacramento do Batismo e terem crescido no conhecimento dos princípios da vida cristã, decidiram afastar-se do mundo e viver juntas, como num convento, para um maior aperfeiçoamento da sua vida de piedade, para servirem a Deus de modo mais perfeito e para crescerem na prática das virtudes pelo mútuo auxílio e exemplo de vida.

 Para concretizarem este seu projeto contactaram o generoso arcebispo, Santo Ovídio e dele obtiveram a necessária aprovação. O modo de vida que seguiram rapidamente as tornou conhecidas entre todos, pois o exemplo de vida cristã evidenciado no fervor, na caridade, na mútua obediência, no serviço e na alegria despertavam a admiração de quantos com elas contactavam.



"Abrasadas estas santas meninas no fogo do amor divino, cada qual de per si, e umas na presença das outras, fizeram todas voto de castidade, consagrando a sua virginal pureza àquele soberano Senhor que as fizera nascer dum tão milagroso parto, e depois de nascidas as livrara da morte, que sua mãe lhes mandara dar, criando-as e sustentando-as até ali, com providência tão particular. Fechando pois os olhos ao mundo, e empregando-se só em seu divino esposo, Lhe sacrificaram as suas almas e juntamente com elas os seus corpos, vivendo, naquela tenra idade, estas esposas de Jesus Cristo, santas nos costumes, puras nos corpos, e abrasadas nas almas com as chamas da caridade e com o fogo do amor divino." (Citado a partir de LEITE, José, S. J. (org.) – Santos de cada dia II. 4.ª edição. Braga: Editoria )






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Com esta passagem, queremos sublinhar o facto de Quitéria, tal como as irmãs, ter consagrado a sua virgindade a Cristo, seu divino esposo, facto que aparecerá bem destacado numa das capelas do percurso ao ar livre do santuário de Felgueiras, na qual o pergaminho que Santa Quitéria apresenta ao seu pretendente patenteia, precisamente, estes esponsais divinos: «Jesus é o meu esposo».


Por ocasião de uma perseguição aos cristãos, levada a cabo pelo imperador Adriano (117- -138) que alastrou a todo o império romano, também a região de Braga, onde viviam as nove irmãs, se tornou palco de prisões e martírio dos que professavam a fé cristã. 

Cumprindo ordens, Lúcio Caio Severo ordenou que fossem detidos todos os cristãos encontrados nos seus domínios. Sendo conhecidas como cristãs exemplares, as irmãs foram levadas à presença do governador. Este, sem saber que era seu pai, ficou deveras impressionado com a atitude das jovens e interrogou-as para saber quem eram, onde viviam, quem eram os seus familiares. 

Foi então que Germana, tomando a palavra, respondeu em nome de todas, com coragem e desassombro, que eram naturais de Braga, filhas do próprio governador e que adoravam Jesus Cristo, único e verdadeiro Deus, estando prontas a tudo sofrer por amor a Jesus e em defesa da sua fé. 

Verdadeiramente impressionado e surpreendido, Lúcio Severo quis ficar sozinho com as suas filhas, a esposa e Cita, a criada que tinha salvo a vida das irmãs. Ficou, então, a par dos pormenores que rodearam o nascimento das crianças e, nessa altura, manifestou todo o seu afeto por elas. Recordando-lhes a antiga nobreza da família; falou-lhes do seu futuro do qual faziam parte grandes casamentos com rapazes ricos e nobres sendo, necessário, primeiro, renunciarem à fé cristã.




Ao ouvir a resposta negativa das filhas, o pai enfureceu-se e deixou-as a sós na sala do palácio onde se encontravam. Em oração invocaram do Céu a graça e a coragem de resistirem às propostas do pai que eram contrárias à vontade de Deus. Foi então que um anjo lhes apareceu e as avisou para saírem do palácio. Ao regressar à sala, Lúcio Severo ficou furioso por não as encontrar e mandou os soldados em sua perseguição.

Todas se dispersaram por diversas regiões, sobretudo pela Espanha, e apenas Santa Quitéria foi presa e trazida à presença do governador.








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Os diversos relatos são unânimes em referir que as oito irmãs de Santa Quitéria foram martirizadas. Resumimos o relato que apresenta Frei Bento da Ascensão:

7 Citado a partir de LEITE, José, S. J. (org.) – Santos de cada dia II, p. 164. Cf. NUNES, Pinho Pe (...)

Santa Marinha encaminhou-se para a Galiza onde ficou durante algum tempo ao serviço de uma lavradeira, perto de Orense. Denunciada como cristã, foi perseguida e martirizada mediante variados e horríveis suplícios que passaram pelo dilaceramento das suas carnes, por ser lançada num tanque de água do qual saiu milagrosamente viva, atirada para uma fornalha de enormes labaredas as quais se afastaram sem lhe terem causado qualquer dano. Por fim, quando contava apenas dezoito anos foi degolada em Águas Santas, perto da cidade de Orense, na Galiza. No local o rei Afonso, o Magno mandou erguer uma igreja.7


Santa Vitória foi martirizada em Córdova recebendo «tormentos esquisitos», de acordo com a expressão de Frei Bento da Ascensão, que passaram pelo fogo, pela roda de navalhas e, finalmente, por ser crivada de setas. Decorria o ano de 138 e Santa Vitória contava, apenas, dezasseis anos.8

Santa Genebra padeceu o martírio numa região da Galiza, onde hoje se situa a cidade de Tuy, contando dezasseis anos, embora não se conheçam pormenores do seu martírio.

Sobre Santa Marciana pouco se sabe, apenas que terá dado a sua vida em defesa do Evangelho na cidade de Toledo, com a idade de 35 anos.

Relativamente a Santa Germana, não são conhecidos pormenores quanto à data ou local em que entregou a sua vida a Deus, apenas se levanta a hipótese de que poderá ter sido martirizada em África ou em Águas Santas.




No que se refere a Santa Liberata, permanecem as mesmas incertezas que envolvem a vida das outras suas irmãs quanto à data e ao local da sua morte. São apresentados três lugares como possíveis locais onde foi martirizada, sofrendo o suplício da cruz: Miragaia (Porto), Castelo Branco e Águas Santas (norte do Porto). Segundo a tradição, nesse local terá brotado uma fonte denominada «santa» atendendo aos efeitos milagrosos das suas águas que beneficiavam a todos quantos a ela acorriam em cura das suas enfermidades.



Por fim, a tradição refere que Santa Eufémia viveu durante cerca de dois anos nas serras do Gerês e, no fim desse tempo, foi perseguida por ser cristã. Depois de ter sofrido maus tratos, foi lançada na prisão. Aí recebe a visita de um anjo que a cura de forma milagrosa de todas as suas feridas. Padeceu, então, novos suplícios, no fim dos quais foi degolada, estando as suas relíquias na Sé de Ourense.


Quanto a Santa Quitéria, podemos dizer que foi presa e conduzida à presença de seu pai, o qual tentou, uma vez mais, demovê-la de professar a fé cristã. Deu-lhe também a notícia de que tinha sido prometida em casamento a Germano, um nobre rico. Quitéria pede ao pai um tempo para pensar. O seu anjo custódio aconselhou-a a refugiar-se no Monte Pombeiro, no cimo do qual se erguia uma pequena capela dedicada a São Pedro, nas imediações de uma cidade denominada Eufrásia, destruída nas invasões dos Mouros e que era governada por Lenciano (ou Leuciano), feroz perseguidor de cristãos. 
Lenciano, tendo descoberto o refúgio de Santa Quitéria e das demais donzelas que a ela se tinham juntado a fim de viverem em comunidade cristã, prendeu-as e informou o pai sobre o seu paradeiro.

Estiveram na prisão três dias sem receberem qualquer alimento. Durante o tempo de cativeiro foram confortadas por um anjo e observaram-se situações inesperadas: os guardas foram convertidos ao cristianismo pela instrução recebida, enquanto alguns doentes obtiveram a cura dos seus males. Entre estes últimos se insere a iconografia do doente de raiva curado por Santa Quitéria, tal como é representado no Quinto Passo do Santuário de Santa Quitéria, em Felgueiras.



Lúcio Severo enviou então emissários para convencerem a sua filha a aceitar o seu casamento com Germano. Todavia, a decisão da jovem não se alterou. 

Germano, acompanhado de vários soldados, vai ao seu encontro com ordens para a matar. Ele mesmo, na manhã do dia 22 do ano de 135, tomou a espada e decapitou Santa Quitéria que, assim, se tornou a primeira mártir em terra que depois viria a ser portuguesa. 







Imagem de Santa Quitéria, da Igreja  do Monte de Santa Quitéria ( Miradouro) a 2 km de Felgueiras, Porrugal





Os soldados que a prenderam ficaram cegos. Diz ainda a tradição que após ter a cabeça decepada, Quitéria tomou em suas mãos e caminhou até a cidade vizinha onde caiu e foi sepultada.








No local do martírio, brotou uma fonte e  os soldados e o próprio Germano ficaram cegos, enquanto Lenciano, entretanto convertido, tal como as donzelas da comunidade de Santa Quitéria, bem como outros cristãos foram martirizados naquele monte e sepultados junto da capela de São Pedro. Talvez este relato venha justificar as dezenas de sepulturas com imensas ossadas que foram encontradas no local quando foi escavado a fim de construir as fundações da atual igreja.



O principal centro de culto de Santa Quitéria situa-se, como referimos, na região francesa da Aquitânia, mais precisamente na localidade de Aire-sur-l’Adour, povoação classificada pela Unesco como património mundial e que se encontra num dos «Caminho de Santiago». Segundo a tradição, a igreja foi construída no local do martírio de Santa Quitéria, e ali se conservam as suas relíquias, bem como o sarcófago e a fonte que brotou no local da sua decapitação. 

A lenda do Landes Quiteria


O sarcófago, que contém as relíquias da santa na cripta da igreja de Santa Quiteria em Aire. 

http://landesenvrac.blogspot.com.br/2010/01/quitterie-daire.html


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Fonte que brotou no local do martírio



Santa Quitéria é invocada pelos devotos contra a raiva, a mordedura dos cães raivosos e a loucura, sendo-lhe, igualmente, atribuída a ajuda para que as crianças que apresentavam atrasos no andar pudessem começar a caminhar.




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Igreja de Santa Quitéria, em Aire-sur-l'Adour, França

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Por que ela é patrona contra a raiva , a loucura e mordedura de cães raivosos?

Na prisão, lhe apareceu um anjo a consolá-la bem como a própria Virgem Maria que sobre ela derramou um vaso de odoríferos perfumes e lhe deu uma cruz dizendo que triunfaria com ela dos três inimigos da alma: o mundo, o diabo e a carne. Depois colocou-lhe um anel no dedo em sinal dos seus desposórios espirituais e assegurou-lhe que conservaria, durante a sua vida, a jóia da pureza. Prometeu-lhe ainda que os molestados pela raiva ou o furor, tanto que invocassem o seu patrocínio, alcançariam a perfeita saúde.



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Orações que lhe são dirigidas pedindo a sua intercessão contra a loucura e a mordedura de animais raivosos. Esta invocação em particular fica a dever-se, entre os factores já referidos, também ao facto de se acreditar que, enquanto vivia, a sua presença amainava a ira dos cães raivosos. Por este motivo, em algumas das suas representações surge acompanhada por um ou mais cães como indicação desta sua proteção. 

O homem que, como a jovem, se encontrava na prisão, apresentava algumas feridas nos membros superiores, sobre as quais Santa Quitéria derramou um unguento e o curou da hidrofobia.


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Oração à Santa Quitéria



Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Santa Quitéria, esposa de Cristo, recebestes no céu a coroa da glória eterna.

Senhor meu Jesus Cristo, Vós concedestes a Santa Quitéria a dupla coroa do martírio e da virgindade, nós Vos suplicamos que assim como destes a Vossa serva o poder de derrotar o demônio e de converter muitas almas, assim pelos méritos dessa Vossa Santa dignai-Vos dar-nos a graça de, com a sua intercessão, estarmos defendidos das tentações do espírito das trevas.

Assim como concedestes a Santa Quitéria o dom de operar curas, nós Vos pedimos que, por sua intercessão, estejamos protegidos contra as doenças e contra a peste, contra as enfermidades do corpo e da alma. Assim seja.

Rezar 1 Pai-Nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai.




ORAÇÕES:

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1-PROTEÇÃO CONTRA A IRA DE INIMIGOS


Santa Quitéria que fostes vítima da ira de teu pai, peço-te que rogue a Nosso Senhor Jesus, que me proteja contra a ira de meus inimigos, fazendo com que eu possa a eles me reconciliar, de forma a desfazer a inimizade, se isto não for possível que eu os perdoe do fundo de minha alma. Que assim seja. 


2 - PARA LIVRAR-ME DE MINHA IRA


Santa Quitéria, vós que fostes perseguida e morta pela ira de teu pai, eu a ti peço que me ajude a me livrar deste sentimento tenebroso a ira, que tantas vezes me invade, em nome de Jesus quero me tornar uma pessoa melhor. Que assim seja.








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FONTES:


https://cultura.revues.org/352
https://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Quit%C3%A9ria
http://autocaravanista.blogspot.com.br/2010/03/santa-quiteria-felgueiras.html
https://conexaoportugaldotcomdotbr.wordpress.com/tag/isabel-amorim/
https://cofradesdedaimiel.blogspot.com.br/2013/05/santa-quiteria-una-santa-muy-mora.html








































domingo, 8 de janeiro de 2017

SANTA NORBURGA - PADROEIRA DOS EMPREGADOS DOMÉSTICOS, CAMPONESES, JUVENTUDE RURAL - 14 DE SETEMBRO







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Santa Notburga de Eben, Doméstica - 14 de setembro

     Nasceu em 1265 em Rattenberg (Tirol Norte). Foi doméstica e cozinheira no vizinho Castelo de Rottenburg.
     Filha de uma família de lavradores sem fortuna do Tirol, foi educada nos princípios católicos.

Aos dezessete anos foi admitida como cozinheira no palácio do Conde Henrique de Rottenburg. Henrique e Jutta, sua esposa, grandes esmoleres, designaram Notburga como sua despenseira para com os pobres que chegavam a toda hora em seu palácio. 


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Ela distribuía generosamente aos pobres tudo aquilo que sobejava da mesa dos patrões. Ela também doava aos pobres o seu próprio alimento, especialmente às sextas-feiras.
     Seis anos viveu com os condes; com a morte deles tudo mudou para Notburga. Otília, a nova condessa, a maltratou de mil modos, e por fim a expulsou de sua casa. Mas, Otília ficou mortalmente enferma e Notburga cuidou dela e a preparou para a morte.


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     Notburga depois passou a trabalhar para os agricultores do vale do Eben. Ali realizou um milagre para que os trabalhos nos campos terminassem após o toque dos sinos das Vésperas do sábado – que segundo o costume medieval indicava o início da festa dominical –, para que os camponeses pudessem se dedicar à oração e aos trabalhos da casa.

     Depois do falecimento de Otília, seus filhos, que herdaram seus bens e eram católicos piedosíssimos, acolheram a jovem, que voltou a trabalhar como cozinheira no castelo. Novamente despenseira dos pobres, continuou suas atividades caritativas até sua morte.



     Notburga faleceu em 14 de setembro de 1313 no Castelo de Rottenburg. Um pouco antes de sua morte ela dissera ao seu senhor para colocar seu corpo em uma carroça puxada por dois bois, e para enterrá-lo onde os bois parassem. Os bois dirigiram a carroça para a Capela de São Roberto, em Eben am Achensee, onde ela foi sepultada.


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     A Santa é invocada como modelo e patrona da juventude rural, e venerada como patrona dos camponeses e das domésticas. 

O seu culto se difundiu no Tirol, Áustria, Ístria, Baviera e foi confirmado pelo Papa Pio IX com decreto de 27 de março de 1862.

     Não existem documentos contemporâneos que mencionem sua vida, somente um texto muito antigo, em alemão, pintado a óleo sobre madeira, que adornava o túmulo de Notburga em Eben am Achensee, e se perdeu.
   
  Este texto, que foi transcrito para o latim e é conservado no Museu Ferdinandeum de Innsbruck, narra numerosos milagres e prodígios que aconteceram depois de sua morte. 



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A iconografia que a representa é numerosa e a mostra como um dos seus símbolos: a foice. Segundo a legenda, diante da insistência de um camponês em continuar a trabalhar após o toque do sino, Notburga lançou a foice para o alto, e ela ficou suspensa no ar.



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     Notburga foi alvo de um culto notável nos séculos seguintes, eram numerosos os peregrinos que iam venerar seu túmulo e levavam um pouco de terra do cemitério consigo para usá-la contra as doenças que afligiam homens e animais.

     A igrejinha de Eben onde ela estava sepultada foi ampliada em 1434 e em 1516, e embelezada com o apoio do imperador Maximiliano I de Habsburg. 



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Em 1718 as suas relíquias foram recompostas, segundo o uso da época, revestidas com seda, ouro e prata, e colocadas no altar mor em posição vertical e ali estão ainda hoje.



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 Missa em honra de Santa Notburga em Rattenberg. A Imagem foi levada pelas jovens vestidas em uma imitação de Notburga-costume na Igreja begleitet.


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Ant. Bendito seja o nome do Senhor, que na sua serva fez prodígios de misericórdia (T. P. Aleluia).

ORAÇÃO :

Concedei-nos, Senhor, o dom de Vos conhecer e amar sobre
todas as coisas, a exemplo da vossa serva Santa Norburga, 
para que, servindo-Vos com sinceridade de coração, 
possamos agradar-Vos

com a nossa fé e as nossas obras. 
Por Nosso Senhor.

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LEITURA BÍBLICA
Filipenses 3, 7-8a:
Tudo o que para mim era lucro, considerei-o como perda
por amor de Cristo. Mais ainda: considero todas as coisas como
prejuízo, comparando-as com o bem supremo que é conhecer
Jesus Cristo, meu Senhor. Por Ele renunciei a todas as coisas e
considerei tudo como lixo, para ganhar a Cristo.




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Rogai por nós, Santa Norburga,
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo!

ORAÇÃO:

Senhor, 
que resumistes a observância de todos os mandamentos
no amor de Deus e do próximo, concedei-nos que,
imitando a caridade de Santa Norburga,
 sejamos um dia contados entre os eleitos do vosso reino. 
Por Nosso Senhor.
AMÉM






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Santa Norburga, orai por nós!
Santa Norburga, intercedei por nós!



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FONTES:



quinta-feira, 17 de novembro de 2016

SANTA HILDA - PADROEIRA DA CULTURA E DA POESIA - 17 DE NOVEMBRO







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     Não se sabe o local de nascimento de Hilda, mas, de acordo com São Beda o Venerável, foi no ano de 614. Era a segunda filha de Hereric, sobrinho de Eduino, primeiro rei cristão da Nortúmbria (atual Inglaterra), e de sua esposa Bregusvita. Sua irmã mais velha, Heresvita, se casou com Etelrico, irmão do rei Anna da Anglia Oriental. Quando era apenas um bebê, seu pai foi envenenado no exílio, na corte do rei de Elmet (hoje em dia West Yorkshire). Presume-se que ela cresceu na corte de Eduino, na Nortúmbria.



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O batismo de Hilda
     Em 12 de abril de 627, Festa da Páscoa, o rei Eduino foi batizado junto com sua corte, que incluía Hilda, na pequena capela de madeira construída, especialmente para a ocasião, próximo do local em que está hoje a Catedral de York. A cerimônia foi oficializada pelo monge bispo Paulino, que viera de Roma com Agostinho (Santo Agostinho de Canterbury). Ele acompanhava Etelburga, uma princesa cristã que voltava para Kent para casar-se com Eduino.


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     Desconhecem-se os detalhes da vida de Hilda de 627 a 647. Parece que depois da morte de Eduino em uma batalha, em 633, ela foi viver com sua irmã. São Beda resume sua história num ponto chave de sua vida quando, na idade de 33 anos, ela decidiu ir viver em um convento de Chelles, na França, acompanhando sua irmã que enviuvara. 


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Santo Adriano, bispo de Lindisfarne, dissuadiu-a de tal propósito e aconselhou-a a voltar para a Nortúmbria e viver como monja beneditina.



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Os mosteiros de Santa Hilda
     Não se sabe exatamente aonde Hilda iniciou sua vida de monja, apenas que ela se fixou com algumas companheiras junto ao Rio Wear. Elas aprenderam as tradições do monaquismo celta trazidas pelo Bispo de Iona, Santo Adriano. Depois de um ano, Santo Adriano nomeou Hilda a segunda Abadessa de Hartepool. Não restam vestígios desta abadia, porém o cemitério monástico foi encontrado próximo da atual Igreja de Santa Hilda.



Image: pintura de St. Hild, Abadessa de Whitby.



     Em 657, Hilda fundou com suas rendas um novo mosteiro duplo em Whitby (então conhecido como Straneshalch), aonde permaneceu o resto de sua vida até sua morte em 680. (Whit = Pentecostes; by = mantido por). Whitby era então a capital da Nortúmbria. Hilda governou os dois mosteiros com grande prudência durante 30 anos.

Vida monástica em Whitby
     Em Whitby erguem-se impressionantes ruínas de uma abadia beneditina do século XII. Entretanto, não foi este o edifício que Hilda conheceu. Evidências arqueológicas mostram que o seu mosteiro tinha estilo celta, com seus monges vivendo em pequenas casas para duas ou três pessoas. Na tradição dos mosteiros duplos, como os de Hartepool e Whitby, os monges e as monjas viviam separados, porém podiam rezar juntos na Missa.


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     São Beda nos conta que as idéias originais do monaquismo eram seguidas com rigor na abadia de Hilda. Todas as propriedades e bens eram comuns, praticavam-se os conselhos evangélicos, especialmente a paz e a caridade, todos tinham que estudar as Sagradas Escrituras e praticar obras de caridade. Entretanto, o número de monges e monjas que viviam em Whitby não é conhecido.
     Cinco monges de Whitby se tornaram bispos e um foi venerado como santo, São João de Beverly. A rainha Eanfreda de Deira e sua filha Alfreda se tornaram monjas, e juntas foram abadessas de Whitby depois da morte de Hilda.
     São Beda descreve Santa Hilda como uma mulher de grande energia, uma audaz e eficaz administradora e mestra. Gozava da reputação de grande sabedoria por toda a Inglaterra, e todas as grandes personalidades a consultavam: reis, príncipes e bispos. Entretanto, ela também se preocupava com as pessoas comuns, como Caedmon, um pastor e bardo religioso. Santa Hilda teve o dom da profecia e foi celebrada por todos os escritores e historiadores ingleses, tanto pela sabedoria divina que possuía como pela santidade altíssima. Mesmo tendo um temperamento forte, ela inspirava afeto. São Beda disse: "Todos os que a conheciam a chamavam de 'mãe' por causa de sua grande devoção e graça".

O Sínodo de Whitby
     Na segunda metade do século VI, os monges irlandeses, discípulos de São Patrício e São Columbano, chegaram à Inglaterra e fundaram uma série de mosteiros, entre eles o de Iona. Paralelamente, Roma havia enviado para lá vários monges, entre eles Santo Agostinho de Canterbury, com idêntica missão de evangelização. Esses empreendimentos missionários acabaram se chocando devido a diferenças que existiam entre eles de ritual, de estilo e de organização. 
     A Nortúmbria ficou durante alguns anos sem saber a quem dar razão, se aos monges irlandeses ou aos romanos. Então, o rei Oswin da Nortúmbria decidiu resolver a questão convocando o Sínodo de Whitby, o que aconteceu no ano de 664. São Beda o Venerável se refere a esta reunião em sua Historia eclesiástica dos ingleses.
     O rei Oswin escolheu o mosteiro de Santa Hilda como sede para o Sínodo de Whitby, o primeiro sínodo da Igreja em seu reino. A maioria dos presentes, incluindo Santa Hilda, seguiam as tradições do Cristianismo celta, porém, vários no reino, incluindo a rainha Eanfreda e sua filha, a monja Alfreda, que vivia com Hilda no mosteiro, seguiam as tradições da Igreja Romana. Convencidos por São Vilfrido, um mensageiro de Roma, decidiu-se optar pelas tradições romanas. Santa Hilda aceitou esta decisão e aderiu às novas regras dando um bom exemplo de devoção e de obediência.
     Muitas das tradições celtas continuaram em uso, porém pontos essenciais como festas e celebrações foram mudados. São Cutberto de Lindisfarne, um Santo da Nortúmbria, demonstrou com sua vida como as tradições beneditinas e celtas podem ser combinadas efetivamente.


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Morte de Santa Hilda
     Santa Hilda faleceu em 17 de novembro de 680 ao cabo de longa e penosa doença que durou seis anos. Não cessou, entretanto, de trabalhar durante esses anos. No último ano de vida ela fundou outro mosteiro em Hackness. Ela entregou a alma a Deus depois de receber o viático, e, segundo a tradição, os sinos do mosteiro de Hackness tocaram no momento de sua morte. 




Supostas ruínas da Abadia de Whitby



O legado de Santa Hilda
     As sucessoras de Santa Hilda foram Eanfreda, viúva do Rei Oswin, e sua filha Alfreda. Depois das mortes destas, não se sabe mais nada da Abadia de Whitby, além do fato de ter sido destruída pelos invasores daneses em 867. Depois da invasão da Inglaterra por Guilherme I, monges vindos de Evesham fundaram outra abadia beneditina para homens. E continuou existindo até a dissolução dos mosteiros por Henrique VIII em 1539.


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     A partir do século XIX até hoje, surgiu no mundo todo um renovado interesse e uma grande devoção por Santa Hilda. Com o crescimento da educação feminina, muitas escolas e universidades foram fundadas em sua honra. A Universidade Santa Hilda, em Oxford, recebeu este nome em sua homenagem.


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Santa Hilda é considerada uma das padroeiras da educação e da cultura, inclusive da poesia, graças ao apoio que dedicava a Caedmon,  que ganhou grande fama como poeta.

 Saint Hilda of Whitby Anglo-Saxon Abbess Receiving a Visit from Caedmon Giclee Print
Santa Hilda de Whitby recebe a visita de Caedmon 



Etimologia: Hilda, do alemão, abreviatura de nomes como Hildegarda. Do alto alemão antigo Hiltia: “combate, guerra”, também se traduz por “guerreira”.

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Ladainha de Santa Hilda

Senhor, tende piedade.

Cristo, tende piedade.

Senhor, tende piedade.

Cristo, ouvi-nos.

Cristo, atendei-nos.

Deus, o Pai do céu, tende piedade de nós.

Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós.

Deus, o Espírito Santo, tende piedade de nós

Santíssima Trindade, um sOh! Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, rogai por nós.

Santa Mãe de Deus, rogai por nós.

Mãe de Cristo, rogai por nós.

Santa Virgem das Virgens, rogai por nós.

Mãe do bom conselho, rogai por nós.

Rainha das Virgens, rogai por nós.



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Santa Hilda, rogai por nós.

Santa Hilda prudentíssima, rogai por nós.

Santa Hilda louvável, rogai por nós.

Santa Hilda virgem fiel, rogai por nós.

Santa Hilda líder da sua comunidade, rogai por nós.

Santa Hilda conselheira venerável, rogai por nós.

Santa Hilda consoladora dos necessitados, rogai por nós.

Santa Hilda homenageada pelos seus pares, rogai por nós.

Santa Hilda navio casto da unidade, rogai por nós.

Santa Hilda corajosa em tempo de sofrimento, rogai por nós.

Santa Hilda obediente à Santa Regra, rogai por nós.

Santa Hilda paciente na hora da aflição, rogai por nós.

Santa Hilda trabalhadora para a harmonia, rogai por nós.

Santa Hilda cheia de amor pela Santa Igreja, rogai por nós.


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Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo.

Perdoai-nos Senhor.

Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo.

Atendei-nos Senhor.

Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo.

Tem piedade de nós.

Oremos

Deus Todo-Poderoso, nós que somos afligidos pelo fardo da discórdia, possamos pela gloriosa intercessão de Santa Hilda, que através da inspiração do Espírito Santo foi fundamental na unificação da Igreja na Inglaterra, possamos ser levados ao porto seguro da unidade e da paz e livres de todas as adversidades possamos alcançar a salvação eterna, através de Jesus Cristo, Nosso Senhor e Deus. Amém.

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