sábado, 24 de junho de 2017

SÃO JOÃO E SÃO PAULO - MÁRTIRES CRISTÃOS - 26 DE JUNHO







João e Paulo foram dois cristãos santos  martirizados em Roma no dia 26 de junho. Eles não devem ser confundidos com os apóstolos de mesmo nome (João e Paulo). O ano da morte deles é incerto de acordo com os seus Atos, mas sabe-se que foi durante o reinado de Juliano, o Apóstata (r. 361–363).



Existe uma Paixão que narra os feitos dos santos João e Paulo irmãos de sangue e de fé, decapitados secretamente em sua casa no Célio e aí sepultados, na noite de 26 de junho de 362, durante a perseguição reavivada pelo imperador Juliano, o Apóstata.










João e Paulo eram irmãos ricos e generosos para com os pobres. Juliano que planejara pôr as mãos em seus bens, que Ihes tinham sido confiados por Constantina, filha de Constantino, convidou os irmãos à corte. Mas ambos rejeitaram decididamente por causa da impiedade dele. O chefe da guarda imperial, Terenciano, foi então à casa deles no Célio com a intimação de oferecerem dentro de dez dias incenso à estátua de Júpiter. Ao esgotar o prazo, Terenciano, após uma última e vã tentativa de convencê-los de idolatria, como narra a Lenda áurea, “mandou que fossem degolados secretamente e fossem sepultados em sua própria casa”.









O sucessor de Juliano, o imperador Joviniano, encarregou o senador Bizante de procurar os corpos dos irmãos Joao e Paulo e de construir uma igreja sobre seu túmulo.








Túmulo dos Santos João e Paulo em sua Igreja em Roma.





 Parece, todavia, que a perseguição de Juliano Apóstata atingiu só os cristãos do Oriente, onde Juliano residia, e não os cristãos de Roma; alguns estudiosos acham por isso que se deva antecipar o martírio dos dois irmãos de mais de meio século e situá-lo no tempo da perseguição de Diocleciano.








Igreja  Basílica de São João e São Paulo


O Sacramentarium Leonianum indica, em seu prefácio à festa dos santos, que seus restos foram depositados nas muralhas da cidade após o martírio enquanto que em um dos primeiros itinerários de visita às tumbas dos mártires romanos, o túmulo deles estava indicado como estando numa igreja no monte Célio.

Seja como for, a Igreja chamada titulus Byzantii ou Pammachii ficou conhecido, já há muito, pelo nome dos dois mártires (titulus SS. Joannis et Pauli). Não se discute que os dois foram de fato mártires, mas como e quando seus restos foram transportados para a casa de Bizâncio sob a basílica, só sabemos que ocorreu após o século IV. 








Os aposentos do térreo da citada casa de Pamáquio foram redescobertos sob a Basílica de Santi Giovanni e Paolo, em Roma. Eles estão decorados com importantes afrescos e o túmulo original dos mártires (confessio) está coberto de pinturas sobre eles. Os aposentos e a tumba são um dos primeiros e mais importantes memoriais cristãos em Roma.









Atos

De acordo com os seus "Atos" (Acta), que tem um caráter lendário e não tem nenhum fundamento histórico, os mártires eram eunucos de Constantina, filha de Constantino (r. 306–337), e conheceram um Galicano, que construiu uma igreja em Óstia. Por ordem do imperador romano Juliano, o Apóstata, eles foram decapitados secretamente por Terenciano na casa deles, no monte Célio, local onde uma igreja foi posteriormente erguida e onde eles foram enterrados.

Os "Atos dos Santos João e Paulo" também relacionam os dois mártires com a lenda de Santa Bibiana, algo que não tem nenhum suporte histórico.








Veneração

Desde a construção da basílica, os dois santos são objeto de grande devoção e o seus nomes são parte do Cânone da Missa. A Basílica de Santi Giovanni e Paolo, em Roma, é dedicada a eles, assim como a Basílica de San Zanipolo ("Zanipolo" é o termo para João e Paulo na língua veneziana), em Veneza.










O manuscrito de Lueneberg (ca. 1440-1450) menciona o dia de João e Paulo num antigo relato germânico da lenda do "Flautista de Hamelin":

No ano de 1284, no dia dos Santos João e Paulo
em 26 de de junho
130 crianças nascidas em Hamelin foram seduzidas
por um flautista, vestidas de todas as cores,
e perdidas no local de execução perto do koppen.







Ap 2, 10-11
Não temas os sofrimentos que te esperam. O demônio vai
lançar alguns de vós na prisão, para vos pôr à prova, e sereis
atribulados durante dez dias. Permanece fiel até à morte,
 e Eu te darei a coroa da vida.

V. Os santos, que esperam no Senhor (T. P. Aleluia),
R. Serão fortes e não cairão vencidos (T. P. Aleluia).





ORAÇÃO

Deus eterno e omnipotente, 
que concedestes aos Santos
Mártires São João e São Paulo
 a graça de sofrerem pelo nome de Cristo,
 vinde em auxílio da nossa fraqueza,
 para que, a exemplo dos que morreram corajosamente por Vós, saibamos dar firme testemunho da fé com a nossa vida. 
Por Nosso Senhor.
AMÉM!







ORAÇÃO

Pela intercessão dos vossos mártires São João e São Paulo,
 atendei benignamente,
Senhor, a nossa súplica e fortalecei-nos no testemunho
da vossa verdade. Por Nosso Senhor

AMÉM!





Ap 3, 21
Ao vencedor fá-lo-ei sentar-se comigo no meu trono, como
Eu também fui vencedor e Me sentei com meu Pai no seu
trono.
V. A vossa tristeza (T. P. Aleluia)
R. Converter-se-á em alegria (T. P. Aleluia)


HINO

Poder e glória do Espírito,
Felizes todos os Mártires:
A carne sacrificada
Por Deus há-de ressurgir.

Iguais aos grãos que se enterram
Para serem nosso pão,
Seu corpo se une ao de Cristo,
Oferta das nossas mãos.

Seu sangue se junta ao Sangue
De Cristo que nos redime.
É seiva ardente escorrendo
Das mesmas veias rasgadas.

Feliz quem dá sem medida,
Até dar a vida à morte.
Em Deus liberto, o seu rosto
No rosto de Deus se espelha.

É vã a carne sem alma,
É cinza espalhada ao vento.
Na Cruz, Senhor, sobrevive
A glória dos nossos corpos.

Morrendo nos vossos Mártires,
Em todos viveis, Senhor.
Neles a Igreja se exalta
Com a força do Espírito.

O grão chegará, na messe,
Ao dia do vosso Dia.
No reino do vosso Amor,
A morte é vida sem fim.



Related image




Ant. Alegrem-se no Céu as almas dos Santos, que seguiram
os passos de Cristo; e porque derramaram o sangue por seu

amor, com Cristo reinarão eternamente.





FONTES:
http://iviaggidiraffaella.blogspot.com.br/2015/09/roma-la-basilica-dei-ss-giovanni-e.html
http://www.katieking.it/santi.asp?ID=1177

http://www.papaboys.org/i-santi-di-oggi-26-giugno-santi-giovanni-e-paolo/
https://en.wikipedia.org/wiki/Basilica_of_Saints_John_and_Paul_on_the_Caelian_Hill
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bas%C3%ADlica_de_S%C3%A3o_Jo%C3%A3o_e_S%C3%A3o_Paulo



terça-feira, 20 de junho de 2017

SÃO JOSÉ CAFASSO - PADROEIRO DOS PRESIDIÁRIOS - 23 DE JUNHO









São José Cafasso nasceu em Castelnuovo Don Bosco, no ano de 1811. Desde criança sentiu-se chamado ao sacerdócio.

Foi ordenado padre aos vinte e três anos de idade. Destacou-se pelo serviço aos pobres e o zelo pela salvação das almas. 








Depois de dedicado trabalho na igreja São Francisco de Assis, em Turim, foi nomeado reitor e formador de novos sacerdotes: estima-se que tenha formado mais de cem sacerdotes. Era curvado, devido a um problema na coluna.


Apesar de sua pequenez e de seu corpo recurvado, a aparência de Dom Cafasso era impressionante e quase majestática. Seus contemporâneos se referem frequentemente a São Filipe Néri e a São Francisco de Sales quando falam dele, e, na verdade, parece que esses santos foram seus modelos. Distinguia-se por uma alegria e uma bondade serenas; e São João Bosco, entre outros, chama a atenção para a sua “tranquilidade imperturbável”. 







Dom Cafasso logo se tornou muito conhecido como pregador. Ele nada tinha de retórico: as palavras lhe afluíam aos lábios com facilidade: “Jesus, a Sabedoria Infinita”, dizia ele a Dom Bosco, “empregava as palavras e expressões que eram correntes entre aqueles aos quais se dirigia. Faça o mesmo”. E não havia tendência ou doutrina que ele não fosse capaz de enfrentar, ora em linguagem coloquial para as multidões, ora em termos mais técnicos para o jovem clero.

Dom Cafasso se destacou entre aqueles que destruíram os últimos vestígios do jansenismo na Itália do Norte, encorajando os fiéis com a esperança e a confiar, com humildade, no amor e na misericórdia de Deus, e combatendo uma moralidade que considerava a menor falta como um pecado grave. 


“Quando ouvimos confissões”, escrevia ele, “Nosso Senhor quer que sejamos amáveis e compassivos, paternais para com todos aqueles que nos procuram, sem nos preocuparmos com o que eles sejam ou o que tenham feito. Se repelimos alguém, se alguma alma se perde por nossa culpa, lembremo-nos de que um dia seremos chamados a prestar contas disto: seu sangue será requerido de nossas mãos”.





E Dom Cafasso desempenhou um grande papel na formação de uma geração de clérigos que combateria em todos os sentidos e se negaria a transigir com as autoridades civis cuja ideia a respeito das relações entre Igreja e Estado era a de dominação e interferência.

Dom Guala morreu em 1848 e Dom Cafasso foi indicado para lhe suceder como reitor da igreja de São Francisco e do Instituto anexo. Ele mostrou-se tão bom superior quanto fora bom subordinado, e o cargo não era fácil, porque havia uns sessenta padres jovens, provenientes de várias dioceses e de formação e  cultura diversas, e, o que era importante naquela época e naquele lugar, de pontos de vista políticos diferentes. Dom Cafasso fez deles um só corpo, com um só coração e uma só alma, e se uma mão forte e uma disciplina rígida tiveram a sua parte neste desempenho, mais tiveram a santidade do novo reitor e suas elevadas normas.

Seu amor e seu cuidado com os sacerdotes jovens e pastores inexperientes e sua insistência em afirmar que seu pior inimigo era um espírito de mundanidade, tiveram influência marcante no clero do Piemonte. E seu cuidado não se restringia apenas a este: religiosas contemplativas e ativas e leigos, especialmente os jovens, eram indistintamente objeto de seu interesse e de sua solicitude. Ele tinha uma intuição notável no trato com seus penitentes, e pessoas de todos os tipos, grandes e pequenos, clérigos e leigos, acorriam ao seu confessionário. O arcediago de Ivrea, Mons. Francisco Favero, foi um dos que deram seu testemunho pessoal sobre o poder que Dom Cafasso tinha de curar as almas quebrantadas.









Suas atividades, seja na pregação e no atendimento espiritual a todos, indistintamente, seja na orientação e na formação do clero jovem, não se limitavam à igreja de São Francisco e seu Instituto, e, dos lugares em que ele era muito conhecido, se sobressaía o santuário de Santo Inácio, situado fora da cidade, nas colinas de Lanzo. Com a supressão da Companhia de Jesus, este santuário ficou aos cuidados da arquidiocese de Turim, e Dom Luigi Guala foi nomeado seu administrador, em tempo oportuno, e depois de sua morte foi sucedido por Dom Cafasso. Este continuou a obra de seu predecessor, pregando aos romeiros e dando retiros para o clero e para os leigos, ampliando as acomodações e terminando a estrada que conduz ao santuário, iniciada por Dom Guala. 








Mas de todas as atividades de Dom Cafasso nenhuma tocou mais a imaginação do público, em geral, do que sua obra em favor dos detentos e sentenciados. As prisões de Turim naquela época eram instituições horríveis, cujos ocupantes viviam apinhados em condições bárbaras, mais próprias a degradar aqueles que as suportavam. Isto constituía um desafio para Dom Cafasso, e um desafio que ele agarrou com ambas as mãos. O mais conhecido de seus convertidos, nessas condições pouco promissoras, foi Pedro Mottino, um desertor do exército que se tornara o chefe de um bando de salteadores, particularmente mal afamados. 







Havia execuções em público, e Dom Cafasso acompanhou mais de setenta condenados até o cadafalso, em várias localidades, e nenhum deles morreu impenitente: ele os chamava seus “santos enforcados”, e lhe pedia que intercedessem por ele. 










Entre estes condenados se achava o general Jerônimo Ramorino, que tinha sido oficial de artilharia do exército de Napoleão I e, posteriormente, mercenário na Espanha, na Polônia e na Itália. Foi condenado à morte por desobedecer às ordens na batalha de Mortara, e, ao ser convidado a se confessar, na véspera de sua execução, respondeu: “Minha condição não é tal que me obrigue a semelhante humilhação”. Dom Cafasso não concordou e perseverou, e Ramorino foi ao encontro da morte como bom cristão.




São João Bosco foi um dos vocacionados de São José Cafasso. 
São José Cafasso serviu como professor, conselheiro e director espiritual de São João Bosco por 20 anos.

É considerado co-fundador dos Salesianos.








Por vários anos dedicou-se à confissão dos encarcerados e encarceradas: era certo de que queria ouvir os presos e condenados, e consolá-los mesmo depois da Confissão. Ficou famoso por suas constantes visitas às prisões, e nos enforcamentos que eram realizados em sua cidade. Dentre os vários ofícios que assumidos, destacava-se a evangelização aos condenados à morte, tanto que é conhecido como o Santo da Forca.


Na primavera de 1860, Dom Cafasso predisse que a morte o levaria no decorrer daquele ano. Ele redigiu um testamento espiritual, estendendo-se sobre as formas de se preparar para uma boa morte, que ele tantas vezes expusera aos participantes dos retiros do Santuário de S. Inácio, a saber, uma vida piedosa e íntegra, o desprendimento do mundo e o amor ao Cristo crucificado. E fez um testamento dispondo de seus bens, cujo herdeiro universal era o reitor da Pequena Casa da Divina Providência de Turim, fundação de S. José Cotolengo. Entre os outros herdeiros se achava S. João Bosco, que recebeu certa quantia de dinheiro e alguma terra e edifícios vizinhos ao oratório salesiano de Turim. Por essa época, Dom Bosco estava tendo dificuldades com o governador civil do Piemonte, fato este que era motivo de preocupações para Dom Cafasso e lhe afetou a saúde.


Depois de ouvir confissões em 11 de junho, ele se recolheu ao leito, exausto e doente. Manifestou-se uma pneumonia, e ele morreu no sábado, dia 23 de junho de 1860, à hora do Angelus da manhã. Multidões imensas assistiram-lhe os funerais, na Igreja de S. Francisco e na igreja dos Santos Mártires, onde, como convinha ao momento, pregou S. João Bosco. 

Faleceu jovem, com quarenta e nove anos de idade.




Sua festa litúrgica é celebrada aos 23 de junho.

Foi canonizado em 1947 pelo Papa Pio XII.





Igreja de São José Cafasso, em Palermo, Itália







 Lembrai-vos dos presos, 
como se estivésseis presos com eles,
 e dos maltratados, como sendo-o vós mesmos também no corpo.
Hebreus 13,3


Oração a São José Cafasso

São José Cafasso,
 que fostes tão generoso para com nosso amado são João Bosco, assistindo-o em suas necessidades
 e que como sacerdote acompanhastes inúmeros condenados à morte na forca , mostrando sempre atenção aos encarcerados, 
vós , que tínheis o dom do conselho,
 e morrestes tão santamente em oração e na paz, 
pedimos que intercedais junto a Deus para que nos dê 
o dom do sábio conselho 
e nunca deixemos de orar por todos os que estão à beira da morte, principalmente pelos mais abandonados. 
Por Cristo Nosso Senhor. 
Amém.







ORAÇÃO
Ó Deus, 
pela intercessão de São José Cafasso,
 fazei que minha vida seja um exemplo
 de autêntica caridade e de amor ao próximo.
 Que eu seja capaz de me doar aos meus irmãos 
e de suscitar neles o Vosso amor. 
Por Nosso Senhor Jesus Cristo. 
Amém.







São Mateus (25,34-36):
Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;
Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; 
estive na prisão, e foste me ver.







                               ORAÇÃO PELOS PRESOS:
Senhor, 
nós vos pedimos pelos encarcerados,
 para que tenham melhores condições de ressocialização, cumpram sua pena com dignidade e se arrependam de seus crimes,

que se sintam tocados por vossa graça
 para darem um novo significado para suas vidas 
e se purifiquem plenamente de suas culpas.
 Amém!


domingo, 18 de junho de 2017

SÃO GOBANO - MONGE E MÁRTIR - 20 DE JUNHO





Irlandês de nascimento e discípulo de S. Furseu, S, Gobano acompanhou seu mestre à Ânglia Oriental e depois atravessou o mar, passando à Gália, em companhia de S. Ultano. Depois de breve estadia em Corbie, onde ainda não havia abadia, S. Gobano foi para Laon. Dali se dirigiu para uma gran­de floresta junto ao Oise, e construiu uma cela perto de La Fere e Pré-montré. Em seguida edificou uma igreja dedicada a S, Pedro, posterior­mente conhecida como igreja de Saint-Gobain. Por fim, foi vitimado por bárbaros procedentes da Alemanha que saqueavam a região. Cortaram-lhe a cabeça por ódio à fé cristã ou porque não encontraram nenhum tesouro na cela do eremita. A cidade de Saint-Gobain, famosa por suas fábricas de vidro, situa-se no monte Ermitage onde se afirma que o santo viveu e morreu.

Por volta de 670, viveu um homem nascido na Irlanda, que se entregou-se desde a juventude à prática da virtude e do estudo das letras sagradas. Este homem era a São Gobano, ordenado sacerdote por São Furseu. São Gobano decidiu fugir do mundo e retirar-se para um deserto.
Por isso com um cajado, ele entrou numa floresta. À noite, cansado, ele parou em uma colina chamada Monte Erème (traduzido por terras não cultivadas).
Ele enfiou o cajado  no chão e deitou sobre as folhas, a fim de descansar e retomar sua jornada no dia seguinte.
Ele acordou de madrugada e ficou pronto para pegar a estrada em busca de um lugar solitário para construir uma ermida.
Mas quando ele puxou o bastão, uma fonte abundante escapou do buraco formado pela ponta da vara
Ao ver esse milagre, São Gobano, reconheceu que esse lugar era de Deus, e ele resolveu ficar ali.
Ele construiu uma cela e um oratório que dedicado a São Pedro no terreno doado pelo rei Clotaire III que em  vida não deixou de honrar o santo homem. Este lugar tomou o nome de Monte da ermida, e passou lá toda a sua vida.








 Mais tarde, construíram nesse local a igreja de São Gobano e, em uma cripta, ainda há essa fonte, numa capela subterrânea.
São Gobano entregou-se à oração e dedicou-se à conversão dos povos vizinhos, compostos por bárbaros e selvagens.
Mas sua pregação irritou alguns bárbaros, e, no dia 20 de junho de 670, entraram inesperadamente na cela do santo, que estava rezando e cortaram-lhe a cabeça.
 São Gobano foi enterrado na igreja que construíra. Muitos milagres ocorreram diariamente ao redor do túmulo, que atraiu uma enorme multidão de peregrinos.
Esta peregrinação deu origem a uma pequena cidade no meio da floresta, que tomou o nome de São Gobano. Um convento foi construído lá e Sir Coucy  construiu ali um grande castelo. O crânio do santo ainda estava presente há pouco em um belo relicário na igreja de São Gobano, infelizmente foi roubado alguns anos atrás e nunca mais achado. O resto das relíquias também se perderam durante as guerras.








Leitura breve  (Romanos 8, 28-30) :
Nós sabemos que Deus concorre em tudo para o bem
daqueles que O amam, dos que são chamados segundo o seu
desígnio. Porque os que Ele de antemão conheceu, também
os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho,
para que Ele seja o Primogénito de muitos irmãos. E aqueles
que predestinou, também os chamou; e aqueles que chamou,
também os justificou; e aqueles que justificou, também os
glorificou.




Ant. Quem faz a vontade de meu Pai, esse é meu irmão,
minha irmã e minha mãe, diz o Senhor (T. P. Aleluia). 


ORAÇÃO
Senhor,
 que destes a São Gobano
a graça de imitar fielmente a
Cristo pobre e humilde, 
fazei que também nós, 
vivendo plenamente a nossa vocação,
 caminhemos para a santidade perfeita,
à imagem de Jesus Cristo, vosso Filho, 
Ele que é Deus convosco
na unidade do Espírito Santo.
AMÉM!

Ant. Quem faz a vontade de meu Pai, esse é meu irmão,
minha irmã e minha mãe, diz o Senhor (T. P. Aleluia).





Ant. Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, para que se torne bem claro que as suas obras são realizadas em Deus (T. P. Aleluia).




FONTES:
http://missionnotredamedeliesse.over-blog.com/article-histoire-de-saint-gobain-pretre-et-martyr-80311452.html

sábado, 17 de junho de 2017

SANTO ADALBERTO DE MAGDEBURGO - APÓSTOLO DOS ESLAVOS - 20 DE JUNHO





Santo Adalberto de Magdeburgo (também Santo Alberto de Magdeburgo; Lorena, ca. 910 - Zscherben, 20 de junho de 981) algumas vezes conhecido por Apóstolo dos Eslavos, foi o primeiro arcebispo de Magdeburgo (a partir de 968), missionário e historiógrafo. Foi mais tarde canonizado; o dia de sua festa litúrgica é 20 de junho.






Adalberto, provavelmente nasceu na Lorena, foi um monge alemão no mosteiro beneditino de São Maximino em Trier. Foi consagrado bispo e em 961 foi enviado para o Principado de Kiev. A princesa Olga de Kiev pediu ao imperador Oto, o Grande, que lhe enviasse um missionário da Igreja de Roma. Contudo, seu filho Svyatoslav era contrário a esse pedido e tão logo Adalberto chegou ao principado, ele tirou a coroa de sua mãe. 






Os companheiros de missão de Adalberto foram mortos e Adalberto mal conseguiu escapar. Posteriormente, o Principado de Kiev aceitou a conversão feita por Constantinopla ao cristianismo bizantino.

Após escapar, Adalberto viajou para Mogúncia, onde tornou-se abade de Wissembourg, na Alsácia. Uma vez lá, trabalhou para melhorar a educação dos monges. Mais tarde, tornou-se arcebispo de Magdeburgo, uma cidade na Saxônia.

Os arcebispados de Hamburgo e Bremen foram criados com a intenção de atuarem como bases para as atividades missionárias na Europa setentrional e oriental. O arcebispado de Magdeburgo foi designado para fornecer programas missionários para os eslavos do leste europeu.





 Adalberto também fundou dioceses em Naumburg, Meißen, Merseburg, Brandenburgo, Havelberg e Poznań na Polônia. Um estudante no tempo de Adalberto, que passou a fazer um trabalho importante entre os eslavos, foi Vojtěch de Praga, posteriormente canonizado como São Adalberto de Praga.
Ele foi chamado de "Apóstolo dos eslavos" por pessoas que nunca ouviram falar de São Metódio e São Cirilo.









Leitura breve (Hebreus 13, 7-9a):
Lembrai-vos dos vossos chefes, que vos anunciaram a
palavra de Deus. Considerai o êxito da sua carreira e imitai a
sua fé. Jesus Cristo é sempre o mesmo, ontem, hoje e por toda
a eternidade. Não vos deixeis transviar por doutrinas incertas

e estranhas.

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Ant. Este é o servo fiel e prudente, que o Senhor pôs à
frente da sua família (T. P. Aleluia).


ORAÇÃO
Senhor, 
que, na vossa divina providência, quisestes contar
no número dos Santos Pastores
 o vosso servoSanto Adalberto de Magdeburgo
 e o fizestes resplandecer pela sua caridade ardente
 e pela fé que vence o mundo, 
concedei, por sua intercessão, 
que também nós, perseverando na fé e na caridade,
 mereçamos participar na sua glória. 
Por Nosso Senhor.
AMÉM!




Ant. Este é o servo fiel e prudente, que o Senhor pôs à

frente da sua família (T. P. Aleluia).