sábado, 19 de novembro de 2011

SÃO COLUMBANO ABADE - 23 DE NOVEMBRO




Poucos dados há sobre o nascimento e os primeiros anos desse Santo que tanta influência exerceria na vida monacal do Ocidente, em seu século e na baixa Idade Média.

 Sabe-se que nasceu em Leinster, Irlanda, em 540, mesmo ano em que o patriarca São Bento falecia em Monte Cassino.



O que é ressaltado na primeira biografia de Columbano, escrita por um de seus monges, Jonas de Bobbio, é que sua educação e instrução foram esmeradíssimas, tendo ele muito cedo se iniciado no estudo das Sagradas Escrituras.

 Fala também que era notável por sua beleza moral e física.



Adolescente, sentia em si, como São Paulo, os aguilhões da carne.

Para não cair em sua escravidão, procurou conselho junto a uma piedosa reclusa que vivia em odor de santidade nas cercanias.

Expôs-lhe suas tentações, pedindo que indicasse um remédio seguro para nelas não cair.

“Inflamado pelo fogo da adolescência -- respondeu-lhe ela -- tentarás em vão escapar de tua própria fragilidade enquanto permaneceres em teu solo natal. Para te salvares, é preciso fugir” .



Columbano, sempre determinado a fazer o que via ser seu dever, decidiu partir em seguida.

Sua mãe, para detê-lo, deitou-se na soleira da porta. Saltando heroicamente sobre seu corpo, ele fugiu para o famoso mosteiro de Bangor.



 Com seus três mil monges, este brilhava iluminado por seu abade São Congal, discípulo de São Finiano, reputados ambos pela austeridade e severidade na direção de seus discípulos.



Determinado a ser um verdadeiro santo, no meio deles o espírito inflamado de Columbano encontrou o alimento que desejava. Mas não por muito tempo.

Passados alguns anos, sentiu que outras terras e outros povos o chamavam, e decidiu partir para as Gálias.

 São Congal, vendo naquele desejo uma inspiração divina, concedeu-lhe a autorização para partir com doze de seus condiscípulos, em honra dos doze apóstolos.



Gálias: nova messe para seu zelo apostólico

As Gálias, que compreendiam mais ou menos o território da França de hoje, dividiam-se em vários reinos, governados por soberanos em sua maioria cristãos, mas ainda semi-bárbaros como o eram também os costumes da época.









Columbano e seus discípulos, em suas peregrinações apostólicas, chegaram à Borgonha, onde o rei Gontram os recebeu com alegria.

Concedeu-lhes como moradia o antigo castelo romano de Annegray, que os monges transformaram em mosteiro.










Aí levavam uma rude vida de penitência, passando semanas sem outro alimento senão ervas, sendo algumas vezes mantidos milagrosamente pela Providência.



Como o heroísmo católico atrai e contagia, a vida desses monges começou a impressionar os povos que viviam em redor do mosteiro.

Em breve, muitos nobres e plebeus para lá acorreriam para juntar-se aos monges, ou pelo menos para deles receber uma bênção para si, suas famílias e suas colheitas.



Entretanto, por vezes São Columbano sentia necessidade de afastar-se até do convívio dos seus, para afervorar-se mais.

Retirava-se então para um lugar deserto, levando consigo só as Sagradas Escrituras e vivendo pacificamente no meio das feras.

 Nos fins-de-semana participava do Ofício Divino com sua comunidade.



A afluência sempre crescente de candidatos ao monacato obrigou Columbano a fundar outros mosteiros, entre eles o de Luxeuil, num antigo acampamento romano abandonado, rodeado ainda de restos de cultos idolátricos.

Este tornar-se-ia um dos mais famosos mosteiros das Gálias.



Severidade monástica: ímã de atração das almas

São Columbano dizia aos seus monges:










Que o monge viva no mosteiro sob a lei de um só e a companhia de muitos, para aprender de uns a humildade e de outros a paciência.

Que não faça o que lhe agrade; que coma o que lhe é mandado; que não tenha senão o que lhe dêem e que obedeça a quem o desagrada.

Irá ao leito esgotado de cansaço, dormindo já ao dirigir-se a ele, deixando-o sem terminar o sono.

 Se sofre alguma injúria, que se cale; tema ao superior como a Deus, e ame-o como a um pai.

Não julgue as decisões dos anciãos. Avance sempre, reze sempre, trabalhe sempre, estude sempre”.



Para ele o monge tinha que ser um herói de Jesus Cristo, combatendo constantemente o demônio, o mundo e a carne.

Quer dizer, tinha que estar em uma luta constante:

Onde há luta, há valor, entusiasmo, fidelidade. Onde não há, resta vergonha e miséria. Sem luta, diz o Apóstolo, não há coroa” .



Um dos seus biógrafos comenta:



Por “mais macerações e jejuns que faça, será de rigor a submissão do juízo e da vontade à direção do abade. Columbano constituía um exemplo vivo de suas prescrições: era exato no trabalho e nos variados atos do dia, e tornava-se especialmente meigo e insinuante ao expor seu tema predileto – a Eucaristia, o Pão e Fonte da Vida” .



A intransigência e mesmo a severidade de São Columbano, em vez de afastar os monges atraía mais candidatos, de modo tal que em pouco tempo o número de monges de Luxeuil ascendeu a 600.

O Santo pôde assim instituir o Laus perennis, isto é, o louvor perene a Deus nosso Criador, por grupos de monges que se revezavam no cântico do Ofício Divino nas 24 horas do dia.

Esses ofícios às vezes compreendiam todo o saltério e muitas orações pelos pecadores, por toda a Cristandade, pela concórdia entre os reis e inimigos.







No que concerne à disciplina, o fundador era inabalável, e os castigos severíssimos.

Por exemplo, aqueles que respondessem desrespeitosamente ao superior ou aos companheiros, recebiam 50 chicotadas.

Havia castigos também para o sacerdote que não se banhava (aqueles tempos eram ainda bárbaros) ou não cortava as unhas antes de celebrar missa; como também para o diácono que exercesse suas funções com a barba em desordem.





Dizia: “É necessário pisotear o prazer .... A mortificação é o ponto mais importante da regra monacal .... Despojar-se de toda propriedade é a primeira perfeição do monge”. E com orgulho afirmava a respeito da religião de seus monges: “Ninguém entre nós foi jamais herege, cismático ou judeu” .



Obstinado de início, submisso ao Papa depois

Se os Santos podem ser determinados, São Columbano o era. Um pouco saudoso de seu País, para ele o modelo de vida religiosa era o da Irlanda. Por isso queria que tudo, nas Gálias, fosse como lá.



Ora, isso algumas vezes parecia vantajoso, e outras não. Um dos bons costumes irlandeses que ele acabou convencendo o episcopado franco a adotar foi o uso da confissão auricular, que não havia nas Gálias.

 Mas estabeleceu-se toda uma polêmica a respeito do dia para se comemorar a Páscoa, tema controvertido desde a fundação da Igreja.



Num concílio nacional nas Gálias fora estabelecida uma data, segundo orientação de Roma.

Na Irlanda ainda se observava o chamado cânon alexandrino, muito anterior, que estipulava outra.

 São Columbano queria que o costume irlandês fosse aceito não só na França, mas em toda a Igreja universal, tentando, em longa e fogosa carta, convencer disso o Papa São Gregório Magno.

 O santo irlandês não ficou satisfeito com a concessão que lhe foi dada, de continuar a comemoração segundo seu costume nos mosteiros por ele fundados.

Isso suscitou longa e estéril luta. Por fim, São Columbano curvou a cabeça e aceitou a decisão do Papa Sabiniano, sucessor de São Gregório, e seguiu as normas comumente vigentes no resto da Igreja.



Espírito profético

Na Austrásia, antiga província da Gália, atual França, quem verdadeiramente governava era a rainha Brunilde, avó do rei Thierry.

Temendo que este se casasse com uma princesa que ofuscasse sua autoridade, essa degenerada avó levava o rei a viver com concubinas.

 Columbano envidou todos os esforços para que o rei se casasse. Quando este o fez, foi tal a pressão da avó, que em menos de um ano ele repudiava a esposa legítima para voltar às concubinas.



Certo dia o monge foi visitar a corte, e a rainha-avó apresentou-lhe os quatro filhos ilegítimos de Thierry, dizendo: “São filhos do rei; fortaleça-os com uma bênção”. “Não!” respondeu Columbano. E acrescentou profeticamente: “Eles não reinarão, porque vêm de um mau lugar”.



A partir desse momento Brunilde jurou vingança e proibiu os monges de Columbano de sair do convento.

Este foi procurar Thierry, que o convidou para jantar. Columbano não quis participar de uma mesa com aquele que acabava de desferir um golpe contra seus monges, mas sem recusar taxativamente.











Apenas fez o Sinal da Cruz sobre os alimentos, todas as travessas que os continham se romperam.
















Thierry ficou muito abalado pelo milagre, mas pouco depois caía novamente em suas desordens. Acabou cedendo às pressões da avó, expulsando Columbano de seus territórios.



Em Tours, o monge foi recebido pelo Bispo. Referindo-se à sua atitude com Thierry, um nobre perguntou ao santo se não era mais apropriado para atrair as pessoas dar-lhes leite em vez de absinto. “Vejo, – respondeu-lhe Columbano – que queres guardar teu juramento de fidelidade ao rei. Pois vai e dize a ele que daqui a três anos ele será esmagado com seus filhos e toda a sua estirpe. Eu não posso calar o que Deus me manda dizer” .



Depois de passar pela corte de Clotário II, a quem predisse que reinaria em toda a Gália, São Columbano dirigiu-se para a Itália, onde o rei dos lombardos, embora ariano, doou-lhe uma construção junto a uma igreja em Bobbio.


Ele fez da abadia que aí erigiu “a cidadela da ortodoxia contra os arianos e um lar da ciência e do ensino, que foi por muito tempo o facho que iluminava a Itália setentrional”.

Essa escola e a biblioteca de Bobbio foram das mais célebres da Idade Média.



Entretanto, segundo a profecia do Santo, Clotário II, a ferro e a sangue, tornou-se o único rei dos francos.

 Lembrando-se que Columbano lhe havia predito isso, enviou uma embaixada para rogar-lhe que retornasse a Luxeuil.

 Mas o fundador negou-se, pois sabia que já estava próximo o fim de sua peregrinação na Terra, o que ocorreu um ano depois da fundação de Bobbio.



Retirando-se a uma caverna que havia transformado em capela dedicada a Nossa Senhora, o grande batalhador terminou seus dias em jejum e orações, a 21 de novembro do ano 615.







TÚMULO DE SÃO COLUMBANO

 






Ó DEUS,
QUE REUNISTES ADMIRAVELMENTE EM SÃO COLUMBANO
A SOLICITUDE PELA PREGAÇÃO DO EVANGELHO E O ZELO PELA VIDA MONÁSTICA,
CONCEDEI QUE, POR SUA INTERCESSÃO E EXEMPLO ,
VOS PROCUREMOS ACIMA DE TUDO
 E NOS EMPENHEMOS NO CRESCIMENTO DO VOSSO POVO.

POR NOSSO SENHOR JESUS CRISTO,
VOSSO FILHO,
 NA UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO.
AMÉM








"POR ISTO QUEM NÃO PODE DIZER:
 O SENHOR DEU-ME UMA LÍNGUA ERUDITA PARA PODER SUSTENTAR COM A PALAVRA O ABATIDO ( IS 50,4) ,
CALE-SE E SE DISSER ALGO QUE SEJA DE PAZ "
SÃO COLUMBANO








HOJE CANTAMOS O TRIUNFO
DO GUIA SÁBIO E BOM PASTOR
QUE JÁ REINA ENTRE OS ELEITOS
 TESTEMUNHA DO SENHOR


OREMOS PARA QUE, BONDOSO,
PEÇA PERDÃO PARA OS FALTOSOS,
 E SUA PRECE NOS CONDUZA
DO CÉU AOS CUMES LUMINOSOS.

PODER, LOUVOR, HONRA E GLÓRIA
AO DEUS ETERNO E VERDAEIRO,
QUE, EM SUAS LEIS, REGE E SUSTENTA,
GOVERNA E GUIA O MUNDO INTEIRO.











AFRESCO DE SÃO COLUMBANO

CLARO ESPELHO DE VIRTUDE,
HOMEM SANTO , BOM PASTOR,
OUVE O HINO QUE, EM TI, LOUVA
OS PRODÍGIOS DO SENHOR





PELA INTERCESSÃO DE SÃO COLUMBANO,
DAI-NOS, SENHOR,
CRESCER NO VOSSO CONHECIMENTO
 E VIVER NA VOSSA PRESENÇA SEGUNDO O EVANGELHO,
FRUTIFICANDO EM BOAS OBRAS.






SÃO CONGAL, SÃO GALL E SÃO COLUMBANO




SENHOR,
EM VOSSOS SANTOS,
QUE GUIAM OS POVOS,
SOIS O MÉDICO DOS CORPOS E DAS ALMAS;
NÃO CESSEIS DE EXERCER PARA CONOSCO
O MINISTÉRIO DA VIDA E DA SANTIDADE.

ESCUTAI-NOS, SENHOR,
PELA INTERCESSÃO DE SÃO COLUMBANO.






SÃO COLUMBANO, ROGAI POR NÓS!











sexta-feira, 18 de novembro de 2011

SANTA CECÍLIA - PADROEIRA DA MÚSICA E DOS MÚSICOS - 22 DE NOVEMBRO







Santa Cecília é  a padroeira dos músicos pois quando ela estava morrendo, ela cantou a Deus.

Não se tem muitas informações sobre a sua vida.

 É provável que,tenha sido martirizada entre 176 e 180, sob o império de Marco Aurélio.

Escavações arqueológicas não deixam dúvidas, sobre a existência, mas sua história só foi registrada no século V, na narrativa Paixão de Santa Cecília.

 Sua história

Segundo este relato, Cecília seria da "nobre família romana dos Metelos, filha de senador romano e cristã desde a infância".

Os pais de Cecília, "sem que a filha soubesse, prometeram-na em casamento a um jovem patrício romano, chamado Valeriano".

Se bem que tivesse alegado os motivos que a levavam a não aceitar este contrato, a vontade dos pais se impôs de maneira a tornar-lhe inútil qualquer resistência.






Assim se marcaria o dia do casamento e tudo estava preparado para a grande cerimônia. Da alegria geral que estampava nos rostos de todos, só Cecília,fazia exceção.

 A túnica dourada e alvejante peplo que vestia não deixavam adivinhar que por baixo existia o cilício, e no coração lhe reinasse a tristeza.

 

Estando só com o noivo, disse-lhe, Cecília com toda a amabilidade e não menos firmeza:

“Valeriano, acho-me sob a proteção direta de um Anjo que me defende e guarda minha virgindade. Não queiras, portanto, fazer coisa alguma contra mim, o que provocaria a ira de Deus contra ti”.

A estas palavras, incompreensíveis para um pagão, Cecília fez seguir a declaração de ser cristã e obrigada por um voto que tinha feito a Deus de guardar a pureza virginal.

 

Disse-lhe mais: que a fidelidade ao voto trazia a bênção, a violação, porém, o castigo de Deus.

Valeriano,ficou "vivamente impressionado" com as declarações da noiva, respeitou-lhe a virgindade, converteu-se e recebeu o batismo naquela mesma noite.

 Valeriano relatou ao irmão Tibúrcio o que tinha se passado e conseguiu que também ele se tornasse cristão.








Turcius Almachius, prefeito de Roma, "teve conhecimento da conversão do dois irmãos.

Citou-os perante o tribunal e exigiu peremptoriamente que abandonassem, sob pena de morte, a religião que tinham abraçado.

Diante da recusa formal, foram condenados à morte e decapitados".


Também Cecília, " teve de comparecer na presença do juiz. Antes de mais nada, foi intimada a revelar onde se achavam escondidos os tesouros dos dois sentenciados.

Cecília respondeu-lhe que os sabia bem guardados, sem deixar perceber ao tirano que já tinham achado o destino nas mãos dos pobres. Almachius, mais tarde, cientificado deste fato, enfureceu-se e ordenou que Cecília fosse levada ao templo e obrigada a render homenagens aos deuses.

De fato foi conduzida ao lugar determinado, mas com tanta convicção falou aos soldados da beleza da religião de Cristo que estes se declararam a seu favor, e prometeram abandonar o culto dos deuses."

 

 "Vendo novamente frustrado seu estratagema, deu ordem para que Cecília fosse trancada na instalação balneária do seu próprio palacete e asfixiada pelos vapores d’água.

 Cecília teria sido então protegida milagrosamente, e embora a temperatura tivesse sido elevada a ponto de tornar-se intolerável, ela nada sofreu".













Segundo outros mitos, a Santa "foi metida em um banho de água fervente do qual teria saído ilesa".

 

Almachius recorreu então à pena capital." Três golpes vibrou o algoz sem conseguir separar a cabeça do tronco.

 Cecília, mortalmente ferida, caiu por terra e ficou três dias nesta posição.

Aos cristãos que a vinham visitar dava bons e caridosos conselhos.

Ao Papa entregara todos os bens, com o pedido de distribuí-los entre os pobres.

 Outro pedido fora o de transformar a sua casa em igreja, o que se fez logo depois de sua morte".

 Foi enterrada na Catacumba de São Calisto.


As diversas invasões dos godos e lombardos fizeram com que os Papas resolvessem a transladação de muitas relíquias de santos para igrejas de Roma.

O corpo de Santa Cecília ficou muito tempo escondido, sem que lhe soubessem o jazigo.

Uma aparição da Santa ao Papa Pascoal I (817-824) trouxe luz sobre este ponto.

Achou-se o caixão de cipreste que guardava as relíquias.

 O corpo, foi "encontrado intacto e na mesma posição em que tinha sido enterrado".

O esquife foi "achado em um ataúde de mármore e depositado no altar de Santa Cecília".

Ao lado da Santa acharam seu repouso os corpos de Valeriano, Tibúrcio e Máximo.


Em 1599, por ordem do Cardeal Sfondrati, foi aberto o túmulo de Santa Cecília e o corpo encontrado ainda na mesma posição descrita pelo papa Pascoal.

O escultor Stefano Maderno que assim o viu, reproduziu em finíssimo mármore, em tamanho natural, a sua imagem.







A Igreja ocidental, como a oriental, têm grande veneração pela Mártir, cujo nome figura no cânon da Missa.

O ofício de sua festa traz como antífona um tópico das atas do martírio de Santa Cecília, as quais afirmam que a Santa, nos festejos do casamento, ouvindo o som dos instrumentos musicais, teria elevado o coração a Deus nestas piedosas aspirações:

“Senhor, guardai sem mancha meu corpo e minha alma, para que não seja confundida”.

Desde o século XV, Santa Cecília é considerada padroeira da música sacra.

Sua festa é celebrada no dia 22 de Novembro, dia da Música e dos Músicos.




ESTÁTUA DE CECÍLIA NO LOCAL ONDE FOI ENCONTRADA,
NA CATACUMBA DE SÃO CALISTO.




UMA DAS EXPLICAÇÕES PARA CECÍLIA SER
 CONSIDERADA PADROEIRA DA MÚSICA
É A POSIÇÃO DE SEUS DEDOS:

OS DEDOS QUE TOCAM PIANO E DEDILHAM A HARPA.

SEGUNDO ALGUMAS LENDAS,
ELA MORREU ASSIM PARA AFIRMAR SUA CRENÇA
NAS TRÊS PESSOAS DIVINAS
DE UM SÓ DEUS, TRÊ DEDOS NUMA MÃO
E UM DEDO EM OUTRA.







MARTÍRIO DE CECÍLIA

BEM CEDO , AO ROMPER DA AURORA,
CECÍLIA FALOU EM VOZ ALTA:
Ó SOLDADOS DE CRISTO JESUS,
DESPOJAI-VOS DAS OBRAS DAS TREVAS,
REVESTI-VOS DAS ARMAS DA LUZ!








Oração a Santa Cecília



Ó Gloriosa Santa Cecília,

apóstola de caridade,

espelho de pureza e modelo de esposa cristã!

Por aquela fé esclarecida,

com que afrontastes

os enganosos deleites do mundo pagão,

alcançai-nos o amoroso conhecimento

das verdades cristãs,

para que conformemos a nossa vida

com a santa lei de Deus e da sua Igreja.

Revesti-nos de inviolável confiança

na misericórdia de Deus,

pelos merecimentos infinitos

de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Dilatai o nosso coração, para que,

abrasados do amor de Deus,

não nos desviemos jamais

da salvação eterna.

Gloriosa Padroeira nossa,

que os vossos exemplos de fé e de virtude

sejam para todos nós um brado de alerta,

para que estejamos sempre atentos à vontade de Deus,

na prosperidade como nas provações,

no caminho do céu e da salvação eterna.

Assim seja.





ESCUTA, Ó FILHA E VÊ;
INCLINA O OUVIDO PORQUE O REI AMA A TUA FORMOSURA.
SL 44,11







LOUVAI O SENHOR COM A CÍTARA, NA HARPA DE DEZ CORDAS SALMODIAI!
CANTAI-LHE UM CÂNTICO NOVO!
SL 32,2.3


Ó DEUS,
 SEDE FAVORÁVEL ÀS NOSSAS SÚPLICAS
 E DIGNAI-VOS ATENDER ÀS NOSSAS PRECES
 PELA INTERCESSÃO DE SANTA CECÍLIA.

POR NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, VOSSO FILHO,
NA UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO.
AMÉM











A VIRGEM SANTA CECÍLIA
SEMPRE TRAZIA O EVANGELHO DE JESUS CRISTO
NO CORAÇÃO;
SEMPRE ORAVA, DIA E NOITE,
E COM DEUS FALAVA.











Oração à Santa Cecília

(Padroeira dos músicos e artistas - 22 de novembro)



Ó Virgem e mártir, Santa Cecília, pela fé viva que vos animou, desde a infância, tornando-vos tão agradável a Deus e ao próximo, merecendo a coroa do martírio, convertendo pagãos ao cristianismo, alcançai-nos a graça de progredir cada vez mais na fé e professá-la através do testemunho das boas obras, especialmente servindo aos irmãos necessitados.



Gloriosa Santa Cecília, que os vossos exemplos de fé e virtude sejam para todos nós um brado de alerta, para que estejamos sempre atentos a vontade de Deus, na prosperidade como nas provações, no caminho do céu e da salvação eterna.



Santa Cecília, padroeira dos músicos e artistas, rogai por nós.

Amém.







CANTAI PARA ELE COM ARTE E COM JÚBILO.
SL 32, 3







Ó DEUS,
QUE NOS ALEGRAIS COM A SOLENIDADE ANUAL
DA BEM-AVENTURADA CECÍLIA,
VOSSA VIRGEM E MÁRTIR,
FAZEI QUE, VENERANDO-A COM AS NOSSAS HOMENAGENS,
IMITEMOS O EXEMPLO DA SUA SANTA VIDA.
POR NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.
AMÉM




GLORIFCA O SENHOR, JERUSALÉM!
Ó SIÃO, CANTA LOUVORES AO TEU DEUS!
SL 147, 12




TRANSBORDA UM POEMA DO MEU CORAÇÃO;
VOU CANTAR-VOS, Ó REI, ESTA MINHA CANÇAO;
SL 44, 2





UM CANTO NOVO, MEU DEUS,
VOU CANTAR-VOS,
NAS DEZ CORDAS DA HARPA LOUVAR-VOS.
SL143, 9


ABRI OS MEUS LÁBIOS, Ó SENHOR,
PARA CANTAR,
E MINHA BOCA ANUNCIARÁ VOSSO LOUVOR!
SL 50, 17









Três golpes vibrou o algoz
sem conseguir separar a cabeça do tronco.
Cecília, mortalmente ferida,
caiu por terra e ficou três dias nesta posição.








VALERIANO E TIBÚRCIO VEEM O ANJO DE CECÍLIA



TENHO VALERIANO UM SEGREDO
 QUE TE QUERO REVELAR:
TENHO UM ANJO DE DEUS QUE ME AMA
E QUE GUARDA O MEU CORPO COM GRANDE ZELO.





NÓS VOS SUPLICAMOS , SENHOR,
POR INTERCESSÃO DA BEM-AVENTURADA CECÍLIA,
VOSSA VIRGEM E MÁRTIR,
QUE NOSSAS ORAÇÕES VOS AGRADEM
E NOS TORNEM DIGNOS DA VOSSA MISERICÓRDIA.
POR NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.
AMÉM















Oração do Músico



Senhor Jesus Cristo,
nós , teus servos,
 somos notas diferentes na mesma pauta do Reino de Deus.
 Nós Te Louvamos por este tempo de pausa, de silêncio.
 
Lembramos que a quietude de Tua mãe, Maria, permitiu que ela respondesse, sim!
E a Canção se fez gente,
 e habitou no meio de nós (Jo 1,14).
 
 Temos timbres diferentes e exatamente por isso podemos cantar a trinitária harmonia dos acordes da fé, da esperança e do amor.
 
 Que possamos unir nossas diferenças para que a canção seja mais santa e mais bela. Sabemos que na vida existem acidentes. Mas não nos deixes cair na desafinação.
 
Que possamos ouvir a voz uns dos outros, seguindo as Tuas orientações e movimentos, nosso maestro maior!
 
Alerta-nos para que saibamos obedecer os sinais de expressão: Desde o pianíssimo e oculto serviço da composição, até a fortíssima visibilidade de nossa canção nos Meios de Comunicação.
 
Acima de tudo nós Te pedimos: Lembra-nos que a clave é quem dá o nome, a altura e o significado de tudo o que cantamos.
 
E a nossa clave és Tu, Sol nascente, Luz do Alto, que veio nos ensinar a profetizar pela canção, com os olhos para o alto e com os pés firmes no chão.
 
De todas as verdades És o supremo cantor.
 
Senhor Jesus, Nossa boca cantará o ritimo do Teu coração.
 
Unidos cantaremos a Tua eterna canção de Amor.
 
 Amém!






CECÍLIA SANTA,
CECÍLIA PURA,
VIRGEM PADROEIRA
DA MÚSICA,

ORAI POR NÓS
PECADORES
PARA TE VERMOS
NAS ALTURAS.
















domingo, 13 de novembro de 2011

SANTA GERTRUDES OU GERTRUDES DE HELFTA- 16 DE NOVEMBRO







BREVE RESUMO:


Santa Gertrudes de Helfta (ou Santa Gertrudes a Grande) foi uma beneditina, mística e teóloga alemã.


Nasceu em 6 de Janeiro de 1256, em Eisleben (Alemanha). Nada é sabido sobre seus pais, donde se supõe ter sido orfã.

Ainda jovem ingressou no monastério de Santa Maria em Helfta, sob a direção da abadessa Gertrudes de Hackeborn.

Eventualmente é confundida com sua abadessa, motivo pelo qual em algumas imagens aparece, erradamente, segurando um báculo.

Alguns estudiosos referem-se ao monastério como Cisterciense, pois foi fundado por sete irmãs da comunidade de Halberstadt.


Gertrudes dedicou-se aos estudos, tornando-se especialista em literatura e filosofia.

Depois experimentou a conversão a Deus e iniciou uma caminhada de perfeição na vida religiosa, voltando seus talentos para o estudo das escrituras e teologia.

Produziu numerosos textos, mas somente dois deles: Revelações do Amor Divino, parcialmente escrito com outras monjas da comunidade, e Exercícios Espirituais, permanecem conhecidos até.

Teve várias experiências místicas, incluindo uma visão de Jesus, convidando-a a repousar sua cabeça em seu peito para ouvir seu coração batendo no compasso do divino amor.

Morreu em Helfta, Saxônia, em torno de 1302.

 Sua festa é celebrada em 16 ou 17 de Novembro, mas a data exata confunde-se com os registros da abadessa Gertrudes.

Foi canonizada pelo Papa Clemente XII no ano de 1677.


Santa Gertrudes de Helfta foi monja cisterciense e escritora mística, também conhecida como Gertrudes a Grande, ou Gertrudes a Magna.

Das origens de Gertrudes de Helfta só se conhece a data de nascimento: 6 de janeiro de 1256.

O lugar parece ter sido Eisleben, e a familia é um enigma. O silêncio a respeito resultou suspeito, e se há elaborado conjecturas como a procedência servil ou pobre; haver sido abandonada; ou ser filha ilegítima de algum nobre.

O que é seguro é que em sua familia existiam circunstâncias que na época não era adequado mencionar.


Com a idade de 5 anos ingressou no monasterio de Helfta.















NO MOSTEIRO

Sobre isto tão pouco hão ficado noticias, desconhecendo-se como chegou e se foi acolhida exclusivamente como educanda, para ser formada na escola de meninas a cargo de Matilde de Hackeborn; ou como oblata, oferecida a Deus para converter-se em monja.

Gertrudes iniciou sua aprendizagem monástica.

Realizou o noviciado, professou e recebeu uma cuidada formação teológica, filosófica, literaria e musical.

Sua vida foi normal até os 25 anos, como uma monja a mais do monastério, dedicada à copia de manuscritos, a costura e aos labores agrícolas da horta monastica.

Não desempenhou cargos importantes, ou ao menos só se conhece que foi cantora segundo às ordens de Matilde de Hackeborn.





















AS EXPERIÊNCIAS MÍSTICAS

Em 27 de janeiro de 1281 teve sua primeira experiencia mística, que suporía uma profunda mudança em sua vida.

Se tratou de uma visão de Cristo adolescente, que lhe dizia:

"Não temas, te salvarei, te livrarei... Volve-te a mim e eu te embriagarei com a torrente de meu divino regalo".

A partir disto deixou os estudos profanos e de literatura pelos estudos teológicos; e sua existência passou de ser rotineira a viver uma profunda experiencia mística.

Gertrudes viverá uma intensa vida mística em meio a vida comunitaria.

















SUAS OBRAS LITERÁRIAS

Muitas vezes sofreu enfermidades, porém isto não a incapacitou para dedicar-se a escrever diversas obras literárias entre as que se encontravam comentarios à Sagrada Escritura.

Se perderam quase todas as suas obras, conservando-se só três.

Memorial da abundancia da divina suavidade.

 Tem 24 capítulos. O gênero é semelhante às Confissões de Santo Agostinho.

Recolhe a experiencia mística de Gertrudes desde sua conversão até o ano 1190.

 

Dos materiais soltos escritos ou ditados por Gertrudes, assim como os recolhidos pelas monjas contemporaneas, surgiu a segunda obra.

A autora que os ordenou permanece no anonimato, e se chama a si mesma "redatora" (redactrix).

A compilação se terminou pouco antes de morrer Gertrudes. Consta de cinco livros.

 O primeiro é um panegírico da pessoa e atividade de Gertrudes de Helfta, obra da redatora.

O segundo incorpora o Memorial exclusivamente.

Os livros terceiro, quarto e quinto recolhem os materiais de diversa procedência, que relatam as experiencias místicas de Gertrudes em torno às festas litúrgicas, assim como as revelações recebidas sobre a morte e gloria de pessoas de sua volta.


Livro de orações composto integralmente por Gertrudes.











 A finalidade é reavivar o fervor religioso mediante a reflexão. São 7 exercicios, que respondem aos momentos mais importantes da vida de uma monja: batismo, conversão, consagração virginal, profissão monástica, louvor divino e morte, entendida como encontro com o divino Esposo.


Toda a obra de Gertrudes se organiza em torno à vida monástica, cujo centro é a Liturgia das Horas, a Eucaristia e a Lectio Divina.















Sua espiritualidade é de caráter cristocêntrico, destacando especialmente a imagem do Coração de Jesus, símbolo do amor divino.

 Suas obras, junto com a de Matilde de Hackeborn, são um dos testemunhos mais antigos desta devoção.

A presença da Virgem Maria também é importante, porém sua mariologia se integra por completo em sua cristologia.


A respeito das virtudes, têm uma visão otimista e positiva, em chave de acolhida da graça divina e de progressiva união com Cristo, mais que como uma luta contra os vicios e as paixões.

 Junto a isto desenvolve a ideia da suplência de Cristo, pela qual o amor de Jesus lhe leva a suprir e sanar com seus méritos e virtudes a insuficiência do homem para salvar-se.

 

Tudo isso entrega ao homem a liberdade de coração.

Talvez este seja o ponto que mais chamou a atenção aos seus leitores.

Gertrudes se sente soberanamente livre confiando plenamente no amor e na misericordia de Cristo.

Isso a fez ser otimista e intrépida, manifestándo-o por exemplo em sua prática de comungar sempre que podia, algo impensavel para seu tempo, pelas orações, jejuns e exercicios necessários para preparar-se.

A suplência de Cristo sanava os esquecimentos a este respeito.


Seus escritos e espiritualidade passaram desapercebidos até 1536 em que os cartuxos de Colonia imprimem o Memorial.

A aceitação e êxito foi enorme, e se produziu toda uma corrente espiritual em torno a ela que se traduziu em reedições contínuas de seus escritos e numerosas biografias.

Por tal êxito, e ao desconhecer o apelido, começou a ser chamada Gertrudes a Grande, ou a Magna.


Gertrudes morreu em 17 de novembro de 1302, em Helfta, aos 45 anos de idade.














 

PENSAMENTOS DE SANTA GERTRUDES DE HELFTA

 




"Beber desta fonte salvadora significa restituir a si a própria verdade, ofuscada pelo pecado, para recuperar a luminosidade da inteligência e do amor originais. Quem faz tal experiência reencontra o próprio coração, recriado no amor de Deus"










"Ó Amor, mergulha meu espírito nas águas deste Coração melífluo, sepultando nas profundezas da divina misericórdia todo o peso da minha iniqüidade e da minha negligência. Restitui-me, em Cristo, uma inteligência luminosa e um afeto puro, para que – através de ti – eu possa ter um coração imune, desembaraçado e livre".







"Ó Senhor, desejo louvar-te e agradecer-te porque, apesar da minha indignidade, mantiveste tua transbordante ternura para comigo.






Quero ainda louvar-te porque alguns, ao ler estas páginas, poderão saborear na intimidade de seu ser as mais elevadas experiências.

De fato, por meio do alfabeto, alcançam a ciência da filosofia aqueles que querem estudar; similarmente, por meio de sinais que, na verdade, são apenas figuras retratadas, os leitores destas páginas aprenderão a degustar dentro de si mesmos aquele maná escondido que não poderia ser associado a nenhuma mistura de imagens corpóreas, e de cujo sabor somente quem já experimentou sentirá fome".








"Naquela mesma hora, quando minha memória ainda se ocupava devotamente com tais pensamentos, senti que me estava sendo divinamente concedido – a mim, tão indigna que sou – aquilo mesmo que havia pedido na oração, isto é: no interior de meu coração, como sendo um lugar corpóreo, eu soube que tinham sido impressos os sinais de tuas santíssimas chagas, dignas de respeito e adoração".

"Deus onipotente e Mestre generoso de todo bem, digna-te garantir-nos sempre este alimento enquanto caminhamos em nosso exílio, na espera de que – contemplando com rosto descoberto a glória do Cristo – sejamos transformados à sua própria imagem, de luz em luz, como sob suavíssimo sopro".

"Durante uma pregação feita na capela por um frade, este dizia:

 'O amor é um dardo de ouro. Se o homem o lança sobre qualquer outra pessoa, ele a possui de algum modo. Seria, pois, loucura usar o amor para os bens terrestres, mas negligenciar os bens celestes'.

 Inflamada por tais palavras,









Gertrudes disse ao Senhor: 'Que me seja condedido este dardo! Então, sem esperar um segundo, eu me esforçaria para vos transpassar com ele, a Vós, único bem-amado de minha alma, para ter-vos sempre comigo'.

Ela ainda pronunciava tais palavras, quando viu o Senhor que a mirava com uma flecha áurea e lhe dizia:







 'Tu planejas ferir-me, caso possuísses uma flecha de ouro. Mas eis que sou eu quem a tenho! Desejo com ela transpassar-te de tal modo, que jamais poderás sarar'".


"E era uma flecha com três curvaturas: no início, no meio e na extremidade.

 Assim se mostrava o tríplice efeito que esta flecha provocava na alma ferida.

Quando a primeira curvatura penetra na alma, sua ferida a torna semelhante a um enfermo, que sente somente desgosto pelos bens passageiros: não há coisa alguma neste mundo que lhe assegure prazer nem consolação.

A segunda, ao penetrar na alma, a faz parecer uma pessoa com alta febre que, exasperada pela dor, reclama pelo remédio com extrema impaciência.

Assim é a alma nesta situação: o desejo que possui é tão intenso que, sem conseguir dominá-lo nem moderá-lo, arde por unir-se a Deus. E quando isto lhe parece impossível, se acaso ela não o experimenta, chega quase a perder o respiro.

A terceira curvatura, enfim, quando penetra na alma, a faz elevar-se a uma altura tão sublime que nenhum de nós pode imaginar. A tal ponto, que uma mínima descrição deste estado nos faria dizer que a alma – como se fosse separada de seu corpo – estivesse toda mergulhada em delícias, nas torrentes do néctar da divindade".






"Ó Fogo verdadeiro que tudo consome!

Ó Fogo operante, cujo poder queima os vícios para manifestar à alma o suave vigor de tua unção!

Só em ti nos é dada a força que restaura, re-fomando nosso ser segundo a imagem e semelhança original".

"Eu recitava esta prece:

 'Pelo vosso Coração transpassado, ó Senhor amantíssimo, dignai-vos transpassar meu coração com os dardos de vosso amor, para que nada de terrestre nele pemaneça e que ele seja repleto unicamente da virtude de vossa divindade'.

Tendo assim rezado, bem depressa percebi – através de uma graça interior e de um sinal externo que vi surgir sobre o crucifixo – que minha prece havia chegado ao vosso Coração.

Com efeito, depois de receber o sacramento da vida, já de volta ao meu lugar, pareceu-me ver partir do lado direito do crucifixo que está impresso sobre meu livro algo como um raio de sol, cuja extremidade tinha forma de uma flecha.

Este raio emanava vigorosamente em minha direção. Conteve-se por um instante, depois se lançou novamente e permaneceu fixo, atraindo toda a minha afeição".











"Ainda que sabia eu que me achava no dormitorio, me parecia que me encontrava no lugar do coro aonde costumava fazer minhas tibias orações e ouvi estas palavras 'eu te salvarei e te livrarei. Não Temas'.











Quando o Senhor disse isto, extendeu sua mão mão fina e delicada até tocar a minha, como para confirmar sua promessa e proseguiu:

'Has mordido o pó com meus inimigos e has tratado de extrair mel dos espinhos. Volve-te agora a Mim, e minhas delicias divinas serão para ti como vinho'".

"Então vi na mão que pouco antes se me havía dado como prenda, as joias radiantes que anularam a pena de morte que havia sobre nós".















COM ETERNA CARIDADE , O SENHOR AMOU GERTRUDES
E POR ISSO, COMPASSIVO, DESDE A INFÂNCIA , A ATRAIU,
A LEVOU PARA O DESERTO

E FALOU-LHE AO CORAÇÃO

DESPOSOU-A PARA SEMPRE, NUM AMOR-FIDELIDADE.

E FALOU-LHE AO CORAÇÃO
Cf.  Jr 31,3B; cf. Os 2, 16b.21







Ó DEUS,
QUE PREPARASTES PARA VÓS
UMA AGRADÁVEL MORADA NO CORAÇÃO DA VIRGEM 
SANTA GERTRUDES,

ILUMINAI , POR SUAS PRECES,
AS TREVAS DO NOSSO CORAÇÃO,
PARA QUE EXPERIMENTEMOS EM NÓS A ALEGRIA DA VOSSA PRESENÇA
 E A FORÇA DA VOSSA GRAÇA.

POR NOSSO SENHOR JESUS CRISTO,
VOSSO FILHO,
NA UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO.
AMÉM 


"ESTAI DE PRONTIDÃO, CINGI OS VOSSO RINS
E TRAZEI EM VOSSAS MÃOS AS LÂMPADAS ACESAS."
LC 12, 35



QUE A INTERCESSÃO DA VIRGEM SANTA GERTRUDES
NOS AUMENTE O FERVOR DA ORAÇÃO.








Ó Santa Gertrudes,
vós que tínheis terna devoção à humanidade de Cristo,
velai pelos que a vós recorrem com sincero arrependimento das suas faltas, como eu  , nesta hora,
 ajuda-me a dizer sempre sim ao plano de Deus para minha vida
 e àqueles a quem apresento-vos em minha prece.

Ó Santa Gertrudes,
vós que fostes uma das primeiras devotas do Culto ao Coração de Jesus, conceda-me a graça de me sentir todo(a) inteiro(a) nos corações Sagrados de Jesus e Maria.

Olhai por todos os que têm fome de Deus e de Pão,
 protegei nossas crianças,
orientai a juventude,
conservai o amor no coração dos esposos,
 amparai os doentes e idosos,
conservai a Paz nos lares
e protegei-nos hoje e sempre.
AMÉM















SANTA GERTRUDES,
QUE TANTO AMASTES O CORAÇÃO DE JESUS,
INTERCEDEI POR NÓS!






PELA INTERCESSÃO DE SANTA GERTRUDES,
CONCEDEI-NOS, SENHOR, SEGUIR FIELMENTE
AO CRISTO, VOSSO FILHO.












"Ó Amor, o ardor de tua divindade abriu-me o Coração dulcíssimo de Jesus! Ó Coração do qual mana toda doçura. Ó Coração transbordante de ternura. Ó Coração repleto de caridade!"



ESTA SANTA, COM TODAS AS FORÇAS,
QUIS A VÓS SE UNIR PELO AMOR.
DA VIRTUDE AS MAIS ALTAS MONTANHAS
PROCUROU ESCALAR COM ARDOR

A DEUS PAI, E A JESUS, CRISTO REI,
 E AO ESPÍRITO, PERENE LOUVOR.
CEM POR UM DAIS, Ó DEUS, PARA O POBRE
QUE DEU POUCO, PORÉM COM AMOR.

VIRGEM SANTA GERTRUDES
ORAI POR NÓS!