sábado, 6 de dezembro de 2014

SÃO JOÃO DIEGO (Juan Diego Cuauhtlatoatzin) - PADROEIRO DOS POVOS INDÍGENAS - 09 DE DEZEMBRO










Os registros oficiais narram que Juan Diego, para nós João Diego, nasceu em 1474 na calpulli, ou melhor, no bairro de Tlayacac ao norte da atual Cidade do México. 

Era um índio nativo, que antes de ser batizado tinha o nome de Cuauhtlatoatzin, traduzido como "águia que fala" ou "aquele que fala como águia".














Era um índio pobre, pertencia à mais baixa casta do Império Azteca, sem ser, entretanto, um escravo. Dedicava-se ao difícil trabalho no campo e à fabricação de esteiras. Possuía um pedaço de terra, onde vivia feliz com a esposa, numa pequena casa, mas não tinha filhos.

Atraído pela doutrina dos padres franciscanos que chegaram ao México em 1524, se converteu e foi batizado, junto como sua esposa. Receberam o nome cristão de João Diego e Maria Lúcia, respectivamente. 

Era um homem dedicado, religioso, que sempre se retirava para as orações contemplativas e penitências. Costumava caminhar de sua vila à Cidade do México, a quatorze milhas de distância, para aprender a Palavra de Cristo. Andava descalço e vestia, nas manhãs frias, uma roupa de tecido grosso de fibra de cactos como um manto, chamado tilma ou ayate, como todos de sua classe social.





A esposa, Maria Lúcia, ficou doente e faleceu em 1529. Ele, então, foi morar com seu tio, diminuindo a distância da igreja para nove milhas. Fazia esse percurso todo sábado e domingo, saindo bem cedo, antes do amanhecer. 



MIguel Cabrera - Fiel retrato do venerável Juan Diego.jpg




Durante uma de suas idas à igreja, no dia 9 de dezembro de 1531, por volta de três horas e meia, entre a vila e a montanha, ocorreu a primeira aparição de Nossa Senhora de Guadalupe, num lugar hoje chamado "Capela do Cerrinho", onde a Virgem Maria o chamou em sua língua nativa, nahuatl, dizendo: "Joãozinho, João Dieguito", "o mais humilde de meus filhos", "meu filho caçula", "meu queridinho".

A Virgem o encarregou de pedir ao bispo, o franciscano João de Zumárraga, para construir uma igreja no lugar da aparição. 

Como o bispo não se convenceu, ela sugeriu que João Diego insistisse. No dia seguinte, domingo, voltou a falar com o bispo, que pediu provas concretas sobre a aparição.

Na terça-feira, 12 de dezembro, João Diego estava indo à cidade quando a Virgem apareceu e o consolou. Em seguida, pediu que ele colhesse flores para ela no alto da colina de Tepeyac. Apesar do frio inverno, ele encontrou lindas flores, que colheu, colocou no seu manto e levou para Nossa Senhora. 












Ela disse que as entregasse ao bispo como prova da aparição. Diante do bispo, João Diego abriu sua túnica, as flores caíram e no tecido apareceu impressa a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. Tinha, então, cinqüenta e sete anos.









Após o milagre de Guadalupe, foi morar numa sala ao lado da capela que acolheu a sagrada imagem, depois de ter passado seus negócios e propriedades ao seu tio. 

Dedicou o resto de sua vida propagando as aparições aos seus conterrâneos nativos, que se convertiam. Ele amou, profundamente, a santa eucaristia, e obteve uma especial permissão do bispo para receber a comunhão três vezes na semana, um acontecimento bastante raro naqueles dias.


João Diego faleceu no dia 30 de maio de 1548, aos setenta e quatro anos, de morte natural.

O papa João Paulo II, durante sua canonização em 2002, designou a festa litúrgica para 9 de dezembro, dia da primeira aparição, e louvou são João Diego, pela sua simples fé nutrida pelo catecismo, como um modelo de humildade para todos nós.









Milagres 

Não obstante o fato de que a beatificação foi "equipolente", a exigência normal é que pelo menos um milagre deve ser atribuído à intercessão do candidato antes da causa de canonização pode ser levada a termo. 

Os eventos aceitos como cumprir esta exigência ocorreram entre 3 e 9 de Maio de 1990, em Querétaro, México (precisamente durante o período da beatificação), quando a 20 anos viciado em drogas, Juan José Barragán Silva caiu 10 metros cabeça primeiro de uma varanda do apartamento para uma área de cimento em uma oferta aparente suicídio. Sua mãe Esperanza, que testemunhou a queda, invocou Juan Diego para salvar o filho que havia sofrido ferimentos graves a sua coluna vertebral, pescoço e crânio (incluindo hemorragia intra-craniana). 








Barragán foi levado ao hospital, onde ele entrou em coma desde que de repente ele retornou em 6 de Maio de 1990. Uma semana depois ele estava suficientemente recuperado para receber alta. 

 O milagre de renome foi investigado de acordo com o procedimento habitual da Congregação para as Causas dos Santos: - primeiro os fatos do caso (incluindo registros médicos e seis depoimentos de testemunhas oculares, incluindo aqueles de Barragán e sua mãe) foram reunidos no México e encaminhado a Roma para aprovação quanto à suficiência - a qual foi concedida em novembro de 1994. Próximo , o relatório unânime dos cinco consultores médicos (como a gravidade dos ferimentos, a probabilidade de sua prova fatal, a inviabilidade de qualquer intervenção médica para salvar o paciente, sua recuperação completa e duradoura, e sua incapacidade de atribuí-la a qualquer conhecido processo de cura) foi recebido, e aprovado pela Congregação em fevereiro de 1998.

 A partir daí, o caso foi passado para consultores teológicos que examinaram a relação entre a queda e as lesões, a fé da mãe e a invocação do Beato Juan Diego, a recuperação, inexplicável em termos médicos. 

A sua aprovação unânime ocorreu em maio de 2001. 

 Finalmente, em setembro de 2001, a Congregação para as Causas dos Santos votou para aprovar o milagre, eo decreto relativo reconhecendo formalmente os eventos como milagrosa foi assinado pelo Papa João Paulo II em 20 de Dezembro de 2001. 

A Igreja Católica considera um milagre aprovado para ser uma validação divinamente concedido dos resultados alcançados pelo processo humano de investigação que constitui uma causa de canonização.






Imagem de São João Diego na Basílica velha de Guadalupe








     Há uma estátua representando-o,  na frente de uma igreja em Cuautitlan, México, onde Juan nasceu em 1474. Cuautitlan estava situada a 14 quilômetros ao norte da capital asteca de Tenochtitlan. 







Oração 

Oh, Pai Celestial, 
que concedestes a João Diego ser o confidente da Virgem de Guadalupe
 e assistir ao nascimento da fé em nosso continente, 
te pedimos, por sua intercesão, que socorras aos mais necessitados.
Consolai aos enfermos de alma e corpo e concedei que o povo Latino-Americano, 
unido pela força do amor a nossa doce Mãe de Guadalupe, 
faça de cada uma de suas casa um templo vivo em onde adoremos a Jesus Cristo,
 nosso Senhor, que vive e reina contigo pelos séculos dos séculos. 
Amém.











Oração 

Vós que fostes escolhido por nossa Senhora de Guadalupe
 como instrumento para mostrar a vossa gente e ao mundo
 que o caminho do cristão é o de amor, compaixão, valores, sacrificios, arrependimento dos pecados, apreço e respeito pela criação de Deus, e acima de tudo,  humildade e obediência.

Vós, que agora sabemos que estás no Reino de nosso Senhor e perto de nossa Mãe, 
sede nosso anjo e protegei-nos, permanecei conosco enquanto lutamos nesta vida moderna sem saber, a maior parte do tempo, onde fixar nossas prioridades.

Ajudai-nos a orar a Deus, por meio do coração de nossa Senhora de Guadalupe até o coração de Jesus, para obter os dons do Espírito Santo e usá-los para o bem da humanidade
 e o bem de nossa Igreja. 
Amém.








sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

SANTO AMBRÓSIO, BISPO E DOUTOR DA IGREJA - PADROEIRO DOS APICULTORES - 07 DE DEZEMBRO



















































Santo Ambrósio de Milão

Também conhecido com o Doutor "Língua de Mel"

De nobre e distinta família romana, nasceu provavelmente em 339, em Tréviros, onde seu pai exercia o cargo de prefeito das Gálias. A mãe ficou viúva muito cedo e voltou a Roma com três filhos: Marcelina, que se consagrou a Deus e tomou o véu das virgens; Sátiro, que morreu em 378, depois de exercer altos cargos do Estado; e Ambrósio, o último, que seguiu a carreira diplomática, tradicional na família. 

Ambrósio desde cedo aprendeu a alimentar as virtudes cívicas e morais, ao ponto de ter sido governador da Emília, do Lácio e de Milão, antes de ser Bispo. Estudou Direito antes de estudar Teologia.

A mãe de Ambrósio devia ser cristã praticante e generosa. O Papa Libério (352-366) impôs pessoalmente o véu à filha dela, Marcelina, e parece que visitava a casa da nobre senhora romana. 

Todos da família beijavam a mão de Libério. Ambrósio, ainda criança, depois de se despedir do Pontífice, tratou de imitá-lo e estendeu a mão aos criados e à irmã, para que a beijassem. Marcelina recusou-a com bons modos mas ele respondia: “Não sabes que eu também hei-de ser Bispo?” Dizia então Ambrósio, por brincadeira, mais do que sabia.








 No entanto, era para isso que a Divina Providência o destinava. Ambrósio era governador de Milão.

 Com a morte do Bispo de Milão, chamado Ariano, Ambrósio foi para a eleição do novo Bispo, a fim de evitar grandes conflitos.

 Em meio a confusão, de repente uma criança grita: “Ambrósio, Bispo!”.
 O Clero e o povo aderiu e todos aclamaram: “Queremos Ambrósio Bispo!”. 

O povo teve que teimar durante uma semana, até que vendo nisto a voz de Deus, Ambrósio que ocupava alto cargo no Império Romano e somente era catecúmeno, cedeu a vontade do Senhor. 

O 1° Concílio de Niceia (325) tinha proibido que subisse ao Episcopado qualquer neófito. Mas o Papa e o Imperador aprovaram a eleição. 

Depois de batizado, foi ordenado sacerdote e logo em seguida Bispo de Milão. Tudo isso no ano de 374.

Providencialmente usou as qualidades de organizador e administrador para o bem da Igreja, podendo assim atuar no campo pastoral, político, doutrinal, litúrgico, ao ponto de merecer o título de grande Doutor e Padre do Cristianismo no Ocidente. 

Sua figura política ficou marcante, principalmente quando aplicou ao Imperador uma dura penitência pública comum, pois teria Teodósio consentido uma invasão à cidade de Tessalônica, que resultou na morte de muitos.





Confronto com o Imperador

Teodósio I, o Grande, ascendeu ao trono imperial em 379.

No ano seguinte, declarou o Cristianismo religião do Estado e proibiu os cultos pagãos. Entretanto, embora muito amigos, não deixou de haver certas divergências entre o Bispo e o Imperador, um propugnando pela inteira independência da Igreja, outro, pela do Estado.

Durante uma rebelião no ano 390, foi assassinado em Tessalônica o comandante militar local.

Por excitação de um camareiro intrigante, Teodósio decretou terrível vingança contra os habitantes dessa cidade. Sem distinguir inocentes de culpados, sem mesmo tomar em consideração idade e sexo, as tropas imperiais massacraram sete mil pessoas.

Um clamor de indignação ressoou por todo o Império. Não podendo calar- se ante essa atrocidade criminosa, o Bispo - com solicitude de amigo e respeito de súdito, mas também com firmeza de representante de Deus - admoestou o Soberano de que nenhum sacerdote de sua Diocese lhe daria a absolvição. E, recordando-lhe o exemplo do Rei Davi, o exortou a fazer sincera penitência.

Como para mostrar que ninguém tinha direito de vituperar-lhe o procedimento, o Imperador se dirigiu à igreja com grande aparato, segundo o costume. À porta do recinto sagrado, Ambrósio barrou-lhe a entrada: 







"Vejo que por desgraça, ó Imperador, não medes a gravidade do fato sanguinário ordenado por ti (...) Não acrescentes um novo crime ao que já te pesa. Retira-te e submete-te à penitência que Deus te impõe. Já que imitaste David no crime, imitao também na penitência!" 

Com lágrimas nos olhos, o Imperador retirou-se. Oito meses se passaram sem ele se apresentar na igreja, nem o Bispo no palácio.

Por fim, porém, a Fé triunfou sobre o orgulho. Na manhã do dia de Natal, banhado em lágrimas, o Imperador disse a seu camareiro: "Não sentes minha desdita? A Igreja de Deus está aberta até para os escravos e mendigos; porém, para o Imperador está fechada e com ela a porta do Céu, pois Cristo disse: ‘O que atares na terra será atado no Céu'".

Decidido a obter o perdão de Deus, dirigiu-se à igreja, onde o esperava Santo Ambrósio, de pé no alto da escadaria.







- Aqui estou, livra-me do meu pecado - rogou.

- Onde está tua penitência? - perguntou o Santo.

- Suplico-te que me livres desta pena, em consideração da clemência de nossa Mãe a Igreja. Não me feches a porta, dize-me o que hei de fazer.

A decisão de Ambrósio mostra o incansável esforço da Santa Igreja para abrandar os costumes pagãos. Exigiu de Teodósio a promulgação de uma lei determinando que as sentenças de morte e de confisco não seriam executadas antes de 30 dias, e deveriam ser reapresentadas ao Imperador para sua confirmação.

Teodósio fez escrever e assinou imediatamente o decreto. Ato contínuo, recebeu a absolvição.










 À Imperatriz Justina, que desejou restaurar a estátua da deusa Vitória, opôs-se valentemente a Santo Ambrósio enquanto viveu. 

Santo Ambrósio, como homem de Deus, partilhou sua riqueza material e espiritual com o povo; jejuava sempre; pai carinhoso e tão grande orador que teve papel importante na conversão de Santo Agostinho. 








Deixou muitos escritos e morreu com 60 anos no ano de 397, após 23 anos de serviço ao seu amado Cristo, com estas palavras: 

“Não vivi de tal modo que tenha vergonha de continuar vivendo; mas não tenho medo de morrer, porque temos um Senhor que é bom”.

Santo Ambrósio, rogai por nós!


Faleceu em 4 de abril de 397 em Milão e suas relíquias estão no Santuário de São Ambrósio na Basílica de Milão


Seu titulo "Língua de Mel" inicialmente por causa de sua habilidade como pregador e orador, acabou levando a que se usasse abelhas nas iconografias dele, e outros símbolos que indicavam sabedoria. Isto levou a associar seu nome com abelhas, cêras ,fabricantes de candelabros, refinarias de cera e apiários.

Santo Ambrósio observa que nas Escrituras na passagem "Colocarei o meu arco nas nuvens", Deus não diz a flecha mas o arco, para nos fazer compreender que somos nós os pecadores que pelas nossa iniquidade colocamos a flecha sobre o arco e incitamos Deus a castigar-nos".
Sua famosa frase é : "Ninguém cura a si próprio ferindo outro".

É padroeiro dos trabalhadores com abelhas , fabricantes de cera e candelabros, da cidade de Milão.

        Na arte litúrgica da Igreja ele é representado como 1) um bispo segurando uma igreja em suas mãos, ou 2) com abelhas ou 3) argumentando com um pagão,ou
        4) com uma pena, ou 5) com São Gregório, o magno, 6) com São Jeronimo e 7) com Santo   Agostinho.





Cripta com os restos mortais de Santo Ambrósio







Altarpiece of St Ambrose - detail by Alvise Vivarini


ORAÇÃO

Meu Senhor, pelos méritos de Santo Ambrósio, dai-me o senso de justiça e fazei-me ativo nessa prática. Por Vossa graça, fazei-me pleno do Vosso Amor, a fim de que eu possa lutar contra o que é oposto a vossos ensinamentos e consiga implantar o Vosso Reino a quem me recomendastes. Entrego-Vos também as injustiças praticadas contra mim. Amém.




Bartolomeo Vivarini ca. 1440, Murano, Italy - ca. 1499, Murano, Italy School: Italian




Oração

Ó Deus, 
que fizestes o bispo Santo Ambrósio 
doutor da fé católica 
e exemplode intrépido pastor, 
despertai na vossa Igreja homens segundo o vosso coração, 
que a governem com força e sabedoria. 
Por nosso Senhor Jesus Cristo,
 na unidadedo Espírito Santo.
AMÉM




SANTO AMBRÓSIO CONVERTE E BATIZA SANTO AGOSTINHO

Com cerca de 30 anos, o futuro Bispo de Hipona foi levado por Santa Mônica a relacionar-se com Santo Ambrósio. De início hostil à Fé Católica, por causa de más influências dos maniqueus, Agostinho era, entretanto, admirador da cultura e da suave eloqüência do Bispo de Milão. Gostava não somente de ouvir seus sermões, mas também de passar horas inteiras em seu gabinete, em silêncio, vendo esse homem de Deus trabalhar ou estudar.




Santo Ambrósio pregando e Santo Agostinho e Santa Mónica, sentados, ouvindo.




Não sem grande dose de sagacidade, Ambrósio desfez na mente de seu ouvinte os maléficos sofismas da seita maniqueísta. Quem lê as Confissões, é levado a conjeturar que o grande pregador adaptava suas palavras às dúvidas de Agostinho, quando notava sua presença na igreja. Este narra, inclusive, que ele "muitas vezes, vendo-me quando pregava, prorrompia em louvores a ela [Santa Mônica] e me chamava ditoso por ser filho de tal mãe".

Convertido, Santo Agostinho não esconde seu entusiasmo por Santo Ambrósio. "Insigne pregador e piedoso Prelado", homem cujas palavras eram "fonte de água que corria para a vida eterna", "santo Bispo" - são expressões usadas por ele ao referir-se àquele que o batizou na vigília da Páscoa de 387.

O batismo de Santo Agostinho por Santo Ambrósio e, de joelhos, Santa Mónica.









Das cartas de Santo Ambrósio, bispo
(Epist. 2,1-2,4-5.7: PL 16 edit. 1845,847-881)
(Sec. IV)

O encanto de tuas palavras inspire confiança ao povo.
Recebestes o múnus sacerdotal e, sentado à popa da Igreja, governas a barca em meio
às ondas. Segura bem o leme da fé, para que as fortes procelas do mundo não te
perturbem. O mar é, na verdade, grande e vasto, mas não temas: ele a tornou
firme sobre os mares e sobre as águas a mantém inabalável (Sl 23,2).

Por isso, não é sem razão que, entre tantas agitações do mundo, a Igreja do Senhor,
edificada sobre a pedra apostólica, permanece firme e, contra o ímpeto das águas
te apóias sobre inabalável fundamento. É batida pelas ondas, mas não abalada; e embora
muitas vezes os elementos deste mundo a sacudam com grande fragor, ela oferece aos
navegantes cansados o mais seguro porto de salvação. Ela flutua no mar, mas também corre
pelos rios, sobretudo aqueles rios dos quais se diz: Levantaram os rios a sua voz (Sl 92,3).
São os rios que brotam do coração daqueles que beberam da água de Cristo e receberam
o Espírito de Deus. Quando transbordaram de graça espiritual, esses rios levantam a sua voz.

Há também um rio que corre para os seus santos como uma torrente. Existe ainda o ímpeto
do rio que alegra a alma tranqüila e pacífica. Quem receber da plenitude desse rio, como João
Evangelista, Pedro e Paulo, levanta a sua voz. É do mesmo modo que os apóstolos difundiram
Até os confins da terra, como num canto harmonioso, a voz da pregação evangélica, assim o que
receber da plenitude desse rio começa anunciar o Evangelho do Senhor Jesus.

Recebe, portanto, da plenitude de Cristo para que tua voz também se manifeste. Apanha
a água de Cristo, essa água que louva o Senhor. Apanha de muitos lugares a água que as
nuvens dos profetas deixam cair.

Quem apanha a água dos montes ou a retira e bebe das fontes, também começam a orvalhar
como as nuvens. Enche, pois, o íntimo do teu espírito com esta água, para que a terra da tua
alma seja regada e tenhas a fonte em tua própria casa.

Quem muito lê e compreende, fica repleto; e quem está repleto pode regar os demais, por
isso, diz a Escritura: se as nuvens estiverem carregadas farão cair a chuva sobre a terra (Eclo 11,3).

As tuas pregações sejam fluentes, puras e claras, de modo que o teu ensinamento moral
penetrem suavemente nos que te escutam e o encanto de tuas palavras inspire confiança
ao povo, deste modo ele te seguirá, de boa vontade, para onde conduzires. Os teus
discursos sejam repletos de inteligência. Por isso, diz Salomão: os lábios do sábio são
as armas da sabedoria (cf. Prov. 15,7); e noutra passagem: o pensamento dirige teus lábios,
isto é, os teus sermões brilhem pela tua clareza, e teus discursos e explicações dispensem
as opiniões alheias. Que tua palavra seja capaz de se defender por si mesma. Em si, não saia
de tua boca nenhuma palavra inútil e sem sentido.









quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

SÃO SABAS, EREMITA - 05 DE DEZEMBRO






Ícone medieval de São Sabas, o Santificado.







Sabas, o Santificado (Mazaca, 439 - Laura Mar Sabe, 5 de dezembro de 532) foi um eremita dos séculos V-VI. 

Oponente assumido dos monofisistas e dos origenistas, Sabas tentou dissuadir os imperadores bizantinos (Anastácio I Dicoro em 511 e Justiniano I em 531) contra eles. 

A ele é atribuído a autoria de Typicon S. Sabae, um regulamento para o Culto Divino, embora ainda haja controvérsias.

Filho do militar João e de sua esposa Sofia, aos oito anos ingressou no mosteiro de Flaviano II de Antioquia. Aos 17 anos recebeu a tonsura monástica, e adquiriu tamanha perfeição na vida monástica que a ele foi concedido o dom da taumaturgia. 

Após 10 anos no mosteiro de Flaviano, foi para Jerusalém (456) onde de lá partiu para o mosteiro de São Eutímio, o Grande. 

Santo Eutímio o enviou a Teoctisto, o chefe do mosteiro vizinho com uma regra cenobita, onde permaneceu até completar 30 anos.

Com a morte de Teoctito seu sucessor ordenou que Sabas se isolasse em uma caverna onde seguiu a vida de eremita por alguns anos. 

Com a morte de São Eutímio em 473, Sabas mudou-se para o mosteiro de São Gerásimo do Jordão. Após anos no mosteiro, diversos discípulos reuniram-se em torno de Sabas que, em 483, fundou Laura Mar Sabe, ao sudeste de Jerusalém. 

Devido a oposição interna de alguns de seus monges, o patriarca Salústio de Jerusalém ordenou-o em 491 que nomeasse um arquimandrita de todos os mosteiros da Palestina em 494. Devido a nova oposição, Sabas mudou para outro Laura que havia fundado.

Nos anos seguintes, Sabas fundou diversos mosteiros. 

Além disso, neste período,  foram registrados muitos milagres ocorridos, segundo as crenças, devido as orações de Sabas.





Relíquias de São Sabas na Catholicon do mosteiro de Mar Sabas, Cisjordânia.


Foi monge na solidão e experimentou também a vida comunitária. Dividiu tudo o que herdou entre os cristãos pobres e doentes. Trabalhou na conversão de seus conterrâneos e ajudando os cristãos perseguidos em sua pátria. Era caridoso e valente. 

Fundou uma comunidade monástica na Palestina, onde anos mais tarde seria erguido o Mosteiro de São Sabas. A fama dos prodígios e também a grande sabedoria sobre a doutrina de Cristo, fizeram essa comunidade crescer muito. A eloqüência da sua pregação do Evangelho atraia cada vez mais os pagãos à conversão. 








Oração: 
Deus de Amor, cuja Providência conduz a história humana, 
daí-nos receber de Santo Sabas 
a coragem e a caridade necessárias 
para levar as pessoas a Boa Nova do Vosso Filho Jesus.
 Criai em nós um coração puro e um espírito missionário, 
que responda com fidelidade ao seu chamado de amor. 
Por Cristo Senhor Nosso.
Amém


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

CALENDÁRIO DOS SANTOS DE DEZEMBRO













Deus quer que "sejamos imitadores
 dos que pela fé e paciência herdam as promessas" (Hb 6,12), 
assim devemos e podemos venerar os SANTOS (1 Sm 9,6; 1 Sm 28,14; 1 Re 18,7; Fl 3,17)  invocando-os (Ex 32,13; 2 Re 2,14; 2 Reis 13:23)
pedindo-lhes sua intercessão (Tgo 5, 16; I Tm 2, 1-5) por nós 
diante de Deus (Fl 1, 21, 23; II Mac 15,12-15; Lc 16, 19 e ss; Lc 20, 37-38; Apoc 6,9-11; Apoc 8,3-4).







01 de Dezembro – Santo Elói ou Elígio:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2014/11/santo-eloi-ou-eligio-bispo-padroeiro.html


 Bem-aventurado Charles de Foucauld, Bem-aventurada Maria Clementina Anuarite Nengapeta

São Naum, Profeta:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2010/12/sao-naum-o-profeta.html




02 de Dezembro – Santa Bibiana ou Viviana:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/search/label/SANTA%20BIBIANA

, São Silvério





03 de Dezembro – São Francisco Xavier:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/12/sao-francisco-xavier-padroeiro-dos.html

 São Galgano Guidotte




04 de Dezembro – São João Damasceno
Santa Bárbara:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2010/12/santa-barbara-04-de-dezembro.html




05 de Dezembro – São Sabas,  Bem-aventurado Nicola Stenon



07 de Dezembro – Santo Ambrósio, Santa Maria Josefa Rossello


08 de Dezembro –  Imaculada Conceição de Maria,
                              Bem-aventurado Luís (Alojzy) Liguda e companheiros


09 de Dezembro – São João (Juan) Diego Cuauhtlatoatzin, São Pedro Fourier




10 de Dezembro – Nossa Senhora do Loreto, São João Roberts
Santa Joana Francisca de Chantal:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/12/santa-joana-francisca-de-chantal-joana.html



11 de Dezembro – São Dâmaso I, São Sabino


                              Bem-aventurado Bartolomeu Bompedoni



13 de Dezembro – Santa Luzia ou Lúcia:

http://santossanctorum.blogspot.com.br/2010/12/santa-luzia.html

, Santa Otília ou Odília




14 de Dezembro – São João da Cruz:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2010/12/sao-joao-da-cruz.html

, São Venâncio Fortunato, Santo Esperidião, São Nimatullah Kassab Al-Hardini




15 de Dezembro – Santa Virgínia Centurione Bracelli

 Santa Nina ou Cristiana:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2010/12/santa-cristiana.html


                              Bem-aventurado Carlo Steeb,
                              Bem-aventurada Maria Vitória de Fornari Strata




  Há um só Mediador da Salvação (I Timóteo 2:5), que é Jesus, mas o Senhor quer que recorramos à intercessão de seus Santos (Jó 42,7-9), (At 18,11-12), (1 Tim 2,1), pois eles são "operários e administradores dos mistérios de Deus" (1 Co 4,1), daí Moisés chamar-se de mediador (Dt 5,5).






16 de Dezembro – Santa Adelaide


17 de Dezembro – São João da Mata, São Lázaro de Betânia, Santa Olímpia,
                              São José Manyanet y Vives


18 de Dezembro – São Graciano, São Vunibaldo

Nossa Senhora do Ó:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2010/12/nossa-senhora-do-o.html


19 de Dezembro – Santo Urbano V


20 de Dezembro – São Domingos de Silos

21 de Dezembro – São Pedro Canísio
São Tomé, Apóstolo:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2010/12/sao-tome-apostolo-21-de-dezembro.html


23 de Dezembro – São João Câncio


24 de Dezembro – Santa Paula Isabel Cerioli, Santa Tarsila:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2010/12/santa-tarsila-24-de-dezembro.html

                              Santa Adélia ou Adele de Pfalzel,
                              Santa Ermina ou Irmina ou Irma


25 de Dezembro – Natal de Jesus:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2010/12/natal-de-nosso-senhor-jesus-cristo.html


  Santa Anastácia



28 de Dezembro – Santos Inocentes:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2012/01/santos-inocentes-protetores-das.html

 Bem-aventurada Catarina Volpicelli



29 de Dezembro – São Tomás Becket, Sagrada Família




31 de Dezembro –  São Silvestre I, Papa:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/search/label/S%C3%83O%20SILVESTRE








Após à morte, os Santos,
 que não tiveram nada a se purificar ( Apo 21,27; Heb 12,14),
 já estão diante de Deus (II Tm 4,18; II Cor 5,1-2),
 intercedem por nós (Heb 11,4 ;Ap 5,8) ,
 podemos recorrer à intercessão deles 
(2 Re 2,9; Sl 131,10; Gen 18,32; Ex 32,11. 13-14) 
e por intermédio deles Deus nos concede seus milagres 
(2 Re 2,14; At 9,17; At 19,11) , 
pois "...a oração do justo, sendo fervorosa, pode muito" (Tgo 5, 16).