segunda-feira, 20 de outubro de 2014

SANTO HILARIÃO - PAI DO MONAQUISMO PALESTINO - 21 DE OUTUBRO







Os pais (pagãos) haviam-no mandado completar os estudos em Alexandria do Egito, onde Hilarião se converteu ao cristianismo, entusiasmado pela vida que levavam os monges, particularmente os eremitas, nas proximidades da cidade.











Uma rosa em meio aos gramáticos. Hilarião, nascido na aldeia de Tavata, situada a uns sete quilometros e meio de Gaza, cidade da Palestina, floresceu, segundo o provérbio, como uma rosa entre os espinhos, já que seus pais eram idólatras. Eles o enviaram para a Alexandria e o confiaram a um gramático; ali Hilarião, tendo em conta a sua idade, deu mostras do seu grande talento e bons costumes. Em pouco tempo, era amado por todos e chegou a ser bem versado na arte de falar. Porém, mais importante que tudo isto, é que acreditava no Senhor Jesus.
 Não se deleitava nas paixões do circo, nem no sangue da arena, nem na luxúria do teatro; todo seu afã era para participar das assembléias da Igreja.








Assim, depois da morte dos pais, voltou à pátria para distribuir aos pobres todos os bens herdados, depois retirou-se a Maiuna, nas margens do deserto, e levou vida de árdua penitência, sendo alvo do demônio, que se lhe apresentava sob falsas aparências para tentá-lo.








A tentação de Santo Hilarião por Dominique-Louis-Féréa Papety , 1843-1844 ( Wallace Collection )






"Tantas foram as suas tentações e tão variadas as ciladas dos demônios noite e dia, que se eu quisesse relacioná-los, um volume não seriam suficientes. Quantas vezes quando ele se deitou apareciam mulheres nuas do nada para ele, quantas vezes festas suntuosas, quando ele estava com fome! ( São Jerônimo, Vida de Santo Hilarião)








"A Tentação de Santo Hilarião", de Octave Tassaert , c.1857 ( Montreal Museum of Fine Arts )






Como sucedia naquela época, em redor de um eremita conviviam outros monges para fazer vida comum. Nasceu assim o primeiro convento palestino.

A fama de sua santidade e os dotes de taumaturgo atraíram-lhe sempre mais numerosos discípulos, e Hilarião, para subtrair-se à não obstante afetuosa presença de tantos devotos, recorreu a uma verdadeira e própria fuga, em direção à Líbia. Depois de percorrer distâncias, aportou na Sicília. 

Mas também aí sua presença não passou despercebida. Subiu então a península itálica e encontrou refúgio na Dalmácia. Daí retomou o caminho do sul e sua última etapa foi a ilha de Chipre, onde viveu os últimos cinco anos, visitado de tempos em tempos por seu fiel discípulo Eusíquio.




Gruta de Santo Hilarião na Sicília.










Depois da morte do mestre, Eusíquio subtraiu-lhe o corpo, levando-o a Gaza, suscitando protestos dos cipriotas, que o consideravam seu santo protetor. 

Os cruzados, séculos depois, encontraram em Gaza sempre viva a devoção a este santo eremita, testemunhada por uma igreja a ele dedicada, junto da qual eles construíram sua fortaleza. 

Parece que as relíquias do santo não tiveram estável morada na pátria, em Gaza, pois que, segundo uma tradição, teriam sido novamente furtadas e levadas para a França, para Duraval, no tempo de Carlos Magno.



World Monuments Fund

Foto de uma restauração do Mosteiro de Santo Hilarião, na Palestina, em Gaza.

Este mosteiro cristão era um dos maiores no Oriente Médio. O mais antigo edifício, que data do século IV, é atribuído a Santo Hilarião, um nativo da região de Gaza e o pai do monaquismo palestino. Abandonado após um terremoto no século VII e descoberto por arqueólogos locais em 1999, o lugar está no meio de olivais e habitações da cidade adjacente.


TELL UMM EL-'AMR (SAINT HILARION MONASTERY)TELL UMM EL-'AMR (SAINT HILARION MONASTERY)












A PRIMEIRA SÉRIE DE MILAGRES

A mulher sem filhos.
 Já estava há vinte e dois anos no deserto e sua fama era conhecida por todos, eis que difundida por todas as cidades da Palestina. Uma mulher de Eleuterópolis, a quem o marido desprezava em razão da sua esterilidade (durante quinze anos de matrimônio não foi capaz de produzir frutos), foi a primeira que se atreveu a apresentar-se diante de Hilarião e - sem que ele pudesse imaginar algo semelhante - repentinamente se atirou aos seus pés e lhe disse: “Perdoa o meu atrevimento, mas considera a minha necessidade. Por que afastas de mim os teus olhos? Por que foges de quem te suplica? Não me vejas como uma mulher, mas como uma aflita. O meu sexo gerou o Salvador; não são os sadios que precisam de médico, mas os doentes”. 
Finalmente, Hilarião lhe deu atenção – depois de tanto tempo sem ver mulher – e lhe perguntou o motivo da sua vinda e das suas lágrimas. Uma vez informando, levantou os olhos para o céu e a exortou a ter confiança e, em lágrimas, a despediu. Após um ano, teve um filho.












Atende o pedido de uma Mãe e cura os três filhos dela
O início de seus milagres se fez ainda mais célebre quando ocorreu outro ainda maior. Quando Aristenete, mulher de Helpídio (que depois foi prefeito do pretório), muito conhecida entre os seus e mais ainda entre os cristãos, regressava com seu marido e seus três filhos após ter visitado Santo Antonio, se deteve em Gaza por causa de uma enfermidade que os havia atacado. 
Ali, seja pelo ar contaminado, seja – como depois de manifestou – para a glória do servo de Deus, Hilarião, todos foram atacados ao mesmo tempo por febres altas e os médicos já não esperavam recuperação.

 A mãe jazia, gemendo em alta voz, e ia de um filho a outro, semelhantes já a cadáveres, sem saber a qual chorar primeiro. Ouvindo dizer que no deserto próximo havia um monge, deixando de lado a sua fama de senhora respeitável – considerando apenas seu instinto materno – para lá se dirigiu acompanhada de donzelas e eunucos. Seu marido, a duras penas, conseguiu que efetuasse a viagem montada sobre um asno. 

Quando chegou à presença de Hilarião, lhe disse: “Em nome de Jesus, nosso misericordiosíssimo Deus, te conjuro por sua cruz e por seu sangue que me devolvas os meus três filhos e assim seja glorificado o nome do Senhor Salvador nesta cidade pagã. Que seu servo entre Gaza e Marnas seja destruído”. Ele resistia, dizendo que nunca saíra de sua cela e que não estava habituado a entrar nas cidades, nem sequer em uma aldeia. 
Ela, prostrada na terra, dizia várias vezes: “Hilarião, servo de Cristo, devolva-me os meus filhos. Antonio os teve em seus braços no Egito; salvai-os tu na Síria”. Todos os presentes choravam e ele também, negando, chorou. “Que mais posso dizer?”. A mulher não partiu enquanto ele não prometesse que entraria em Gaza após o pôr-do-sol. 
Quando chegou ali, fazendo o sinal da cruz sobre o leito de cada um e sobre os membros acometidos pela febre, invocou o nome de Jesus e – coisa admirável! – de imediato, o suor dos enfermos começou a brotar de três fontes. 
Então, nessa mesma hora, se alimentaram e, reconhecendo à sua mãe que chorava, beijaram as mãos do santo, bendizendo a Deus. Quando isto aconteceu e a notícia se espalhou por todos os cantos, se dirigiram a ele multidões da Síria e do Egito, de modo que muitos passaram a crer em Cristo e abraçaram a vida monástica. Todavia, não existia monastérios na Palestina e ninguém na Síria havia conhecido um monge antes de Hilarião. Ele foi o fundador e o primeiro mestre deste estilo de vida e desta ascese naquela província. O Senhor Jesus tinha no Egito o ancião Antonio e, na Palestina, o jovem Hilarião.








Um cego vê.
 Facídia é um bairro de Rhinocorura, cidade do Egito. Dali levaram ao beato Hilarião uma mulher cega desde os dez anos de idade. Lhe foi apresentada por vários irmãos, muitos dos quais eram monges. Ela lhe disse que havia gasto todos os seus bens com médicos. Então ele lhe disse: “Se tivesses dado aos pobres o que perdeste com médicos, Jesus, o verdadeiro médico, te teria curado”. Como ela gritava pedindo misericórdia, ele tocou seus olhos com saliva e, em seguida, a exemplo do Salvador, ocorreu o milagre da cura.

O cocheiro de Gaza.
 Também um cocheiro de Gaza, que ia sentado em sua carruagem, foi atacado por um demônio. Caiu completamente imóvel, a ponto de não poder mover as mãos nem dobrar os joelhos. Colocado sobre um leito e podendo apenas mover a língua para orar, ouviu o que lhe foi dito [por Hilarião]: que não poderia sarar se não cresse em Jesus e prometesse renunciar à sua antiga profissão. Ele creu, prometeu e foi curado; e se alegrou mais pela saúde da sua alma que da de seu corpo.







Marsitas - jovem exorcizado. 

Havia um jovem forte chamado Marsitas, do território de Jerusalém, que se gabava de possuir uma força tão grande que podia carregar durante muito tempo e por um longo caminho quinze módios de trigo. Se gloriava de possuir uma força superior à dos eqüinos. Estava possuído por um demônio muito mau e nada podia detê-lo: correntes, grilões, celas ou portas. Com suas mordidas, havia arrancado fora o nariz ou as orelhas de muitos. A um cortou os pés e a outros, a garganta. A tal ponto aterrorizava a todos que, amarrado com cordas e correntes o arrastaram ao monastério, como que a um touro enfurecido. Quando os irmãos o viram, cheios de terror – era um homem de extraordinário porte físico – avisaram o pai [Hilarião]. Este, permanecendo sentado, ordenou que o trouxessem e que o soltassem. Uma vez que o deixaram, lhe disse: “Inclina a cabeça e vem”. Ele começou a tremer e a dobrar o joelho, e nem sequer se atrevia a olhar Hilarião. Deposta sua ferocidade, começou a lamber os pés daquele que estava sentado. Assim, o demônio que havia possuído o jovem, exorcizado e castigado, saiu dele ao final de sete dias.








Orión - é exorcizado.
 Tampouco podemos nos calar no que se refere a Orión, homem importante e rico da cidade de Aila, situada junto ao mar Vermelho. Estava possuído por uma legião de demônios e foi conduzido a Hilarião. 
Suas mãos, joelhos, quadris e pés estavam acorrentados; seus olhos, torcidos e ameaçadores, expressavam a crueldade do seu furor. Enquanto o santo caminhava com os irmãos e lhes interpretava certa passagem da Escritura, aquele escapou das mãos que o sujeitavam e, tomando Hilarião pelas costas, o levantou às alturas. Um grande clamor brotou de todos, pois temeram que destroçasse seus membros debilitados pelo jejum. 
O santo, sorrindo, disse: “Fiquem tranqüilos; deixem-me na arena com o meu adversário”. E, assim, passando a mão sobre os seus ombros, tocou a cabeça de Orión e, tomando-o pelos cabelos, o trouxe até seus pés, retendo-o à sua frente, com ambas as mãos, e pisando os pés daquele com os seus pés. E repetia: “Retorce-te!”. 
E Orión gemeu e, ajoelhando-se, tocou o solo com sua cabeça. Hilarião disse: “Senhor Jesus: liberta este desgraçado, livra este cativo; assim como vences a um, podes vencer a muitos”. E ocorreu algo inaudito: da boca do homem saíram diversas vozes, como o clamor confuso de um povo. Uma vez curado, também este, pouco tempo depois, foi ao monastério com sua mulher e seus filhos, dar graças e levar muitos presentes. 
O santo, então, lhe disse: "Não leste sobre como sofreram Giezei e Simão, um por haver recebido e o outro por haver oferecido dinheiro? Aquele queria vender a graça do Espírito Santo; este outro, queria comprá-la”. 
E como Orión, chorando, insistia: “Toma e dá aos pobres”, Hilarião respondeu: “Tu podes distribuir teus bens melhor que eu, pois percorres as cidades e conheces os pobres. Eu, que abandononei o que era meu, por que vou desejar o alheio? Para muitos, o nome dos pobres é um ocasião de avareza; a misericórdia, ao contrário, não conhece artifícios. Ninguém dá melhor que aquele que não reserva nada para si”. Orión, entristecido, jazia em terra. Hilarião, então, lhe disse: “Filho, não te entristeças! O que faço por mim, faço também por ti. Se aceitasse esses presentes, ofenderia a Deus e a legião de demônios voltaria para ti”.



O paralítico de Maiuma. 
E como silenciar o que diz respeito a Zanano de Maiuma? Enquanto cortava pedras retiradas da orla do mar, não muito distante do monastério de Hilarião, para uma construção, foi atacado por uma paralisia em todos os seus membros. Seus companheiros de trabalho o conduziram ao santo. 
Sarou imediatamente e pôde retornar à sua obra. A costa que se extende da Palestina ao Egito, suave por sua natureza, se torna áspera em razão da areia que se endurece como pedra, tornando-se paulatinamente mais sólida. Então deixa de ser areia para o tato, ainda que continue conservando tal aparência.





Santo Hilarião. Breviário franciscano. Savoie. XV.



Itálico, criador de cavalos - vence feitiçeiro com ajuda de Santo Hilarião.

 Itálico, cidadão cristão da mesma localidade, criava cavalos para o circo, competindo com um magistrado romano de Gaza, que era adorador do ídolo Marnas. Nas cidades romanas se conservava, desde os tempos de Rômulo, a recordação do rapto das Sabinas, que fôra bem sucedido. Os cavaleiros, dirigindo carroças com quatro cavalos, percorrem sete vezes o circuito em honra de Conso, o deus dos conselhos. A vitória consiste em eliminar os cavalos do adversário.
 Como seu rival tinha um feiticeiro que, com seus encantamentos demoníacos, freava os cavalos daquele e estimulava a correr seus próprios cavalos, Itálico foi ver Hilarião e lhe suplicou não tanto para prejudicar ao adversário, mas para proteger seus animais.
 Ao venerável ancião não lhe pareceu razoável orar por um motívo tão fútil. Sorriu e lhe disse: “Por que não dás aos pobres o preço da venda dos teus cavalos, para a salvação da tua alma?”. Ele respondeu que se tratava de um emprego público que realizava não por vontade própria, mas por obrigação. 
Como cristão, não podia empregar artes mágicas, mas podia pedir ajuda a um servo de Cristo, especialmente contra os habitantes de Gaza, inimigos de Deus, que insultavam não tanto a ele como a Igreja de Cristo. A pedido dos irmãos que se encontravam presentes, Hilarião ordenou que enchessem de água o vaso de terracota em que ele costumava beber e o dessem àquele homem. Itálico o levou e roçou com ele o estábulo, os cavalos e seus cocheiros, o coche e as celas do recinto. Era extraordinária a expectativa do povo. O adversário ironizava, satirizando esse gesto, mas os partidários de Itálico exultavam, prometendo uma vitória segura. Dado o sinal, uns correram rapidamente enquanto que outros [, os do magistrado,] foram impedidos. Sob o coche daqueles, as rodas ardiam; estes, por outro lado, viam apenas o afastamento daqueles, que se adiantavam como se estivessem voando. Então se elevou um grandiosíssimo clamor entre a multidão, ao ponto que também os pagãos gritaram: “Marnas foi vencido por Cristo”. 
Os adversários de Hilarião, furiosos, pediram para que este, como feiticeiro dos cristãos, fosse levado ao suplício. A vitória indiscutível daqueles jogos de circo e os outros feitos precedentes foram ocasião para que um grande número de pagãos abraçassem a fé.



Uma jovem libertada de um encantamento mágico.

 Um jovem do mesmo mercado de Gaza, amava perdidamente uma virgem de Deus que morava ali perto. Não havia tido êxito nem com suas freqüentes bajulações, nem com seus gestos e assobios, nem outras coisas semelhantes que podem ser o começo para a morte da virgindade. Então foi a Mênfis para revelar sua ferida de amor, regressar e ver a donzela caída por artes mágicas.
 Depois de um ano, instruído pelos sacerdotes de Esculápio - que não curam as almas mas as perdem - retornou com o propósito de estuprá-la, como havia antecipado em sua imaginação. Enterrou sob o umbral da casa da donzela certas palavras e figuras estranhas gravadas sobre uma mina de bronze do Chipre. De repente, a virgem enlouqueceu, arrancou o véu, soltou os cabelos e, rangendo os dentes, chamava o jovem aos gritos. A veemência do amor havia se convertido em loucura. Então foi levada por seus pais ao monastério e recomendada ao ancião. 
O demônio uivava e declarava: “Sofri violência! Fui trazido aqui contra a minha vontade! Com meus sonhos enganei os homens em Mênfis! Quantas cruzes, quantos tormentos estou sofrendo! Me obrigas a sair, porém estou preso sob o umbral! Não posso sair se não me soltar o jovem que me retém!”. Então o ancião lhe disse: “Grande é a tua força por te reterdes em troca de um cordão de uma mina! Diz-me: por que te atreveste a entrar em uma donzela consagrada a Deus?”. Respondeu aquele: “Para conservá-la virgem”. [Disse Hilarião:] “Irás conservá-la? Tu, inimigo da castidade? Por que não entraste naquele que te enviou?”. 
Porém, ele respondeu: “Por que iria entrar nele, se ele já tem um colega meu, o demônio do amor?”. O santo quis purificar a virgem antes de mandar buscar o jovem e seus objetos mágicos. Assim não pareceria que o demônio só se retiraria porque os encantamentos foram pagos ou porque se dera crédito às palavras do demônio, justamente ele que assegurava que os demônios são mentirosos e astutos em fingimento. Por isso, depois de devolver a saúde à virgem, a repreendeu ásperamente por ter feito algo que permitiu ao demônio entrar nela.






Santo Hilarião, em oração, lutando contra o demônio




Um oficial de Constâncio libertado. 
A fama do santo se havia espalhado não apenas pela Palestina e cidades vizinhas do Egito e Síria, mas já chegara às províncias afastadas. Um oficial do Imperador Constâncio, que pela cabeleira ruiva e brancura de seu corpo indicava a província de onde provinha (seu povo natal está situado entre os saxões e os alemães, região não tão extensa quanto forte, chamada Germânia pelos historiadores e, agora, França), há muito tempo, desde sua infância, estava possuído por um demônio que o obrigava a gritar durante a noite, a gemer e a ranger os dentes. 
Em segredo, pediu ao imperador um salvo-conduto para ver o ancião, indicando cuidadosamente o motivo. Também recebeu cartas para o governador da Palestina e foi conduzido a Gaza com grande honra e escolta. Quando perguntou aos decuriões desse lugar onde habitava o monge Hilarião, os cidadãos de Gaza ficaram aterrorizados, pensando que havia sido enviado pelo imperador. O levaram ao monastério para honrar ao emissário e, deste modo, se em algo tinham ofendido a Hilarião, com este gesto se desculpariam. 
Neste momento, o ancião passeava pelas areias suaves, murmurando para si os versos de algum salmo. Ao ver tanta gente que se aproximava, se deteve, saudou a todos e os abençoou com a mão. Depois de uma hora, despediu aos outros, que se foram, e disse ao visitante que ali ficasse com seus servidores e guardas. Pela expressão dos seus olhos e do seu rosto, compreendeu o motivo da sua vinda. De imediato, ante a pergunta do servo de Deus, o homem foi elevado ao alto, de modo que apenas tocava a terra com os pés, e, com um fortíssimo rugido, respondeu na língua síria, na qual foi interrogado. Viu-se sair da boca daquele bárbaro - que só conhecia a língua franca e a latina - palavras sírias com uma pronúncia bem pura. Não faltavam os estridores, nem as aspirações, nem nenhuma outra característica da linguagem palestinense. O demônio confessou de que modo havia entrado nele e, para que pudessem compreender os intérpretes, que só conheciam o grego e o latim, Hilarião também o interrogou em grego. Ele respondeu e fez alusão aos numerosos ritos de encantamento e procedimentos infalíveis das artes mágicas. Hilarião lhe disse: “Não me interessa saber como entraste, porém te ordeno que saias em nome de nosso Senhor Jesus Cristo”. 
Quando foi curado, o bárbaro ofereceu, com ingenuidade, dez libras de ouro. Ele recebeu de Hilarião um pão de cevada e o ouviu dizer que quem comia desse pão considerava o ouro como barro.




Santo Hilarião de Francisco Villamena. (Italiaan, 1566-1624)



Animais curados
Porém, não basta falar dos homens. Todos os dias levavam até ele animais furiosos. Por exemplo: um dia levaram-lhe um camelo de enorme tamanho, conduzido por mais de trinta homens e amarrado com fortes cordas, em meio a grandes gemidos. Já havia pisoteado a muitos. Seus olhos estavam cheios de sangue, saía espuma da sua boca e movia a língua inchada. Porém, o que atemorizava mais era o barulho dos seus ferozes rugidos.
 O ancião ordenou que o desamarrassem. Imediatamente, tanto os que haviam trazido [o animal], como os que estavam com o ancião, fugiram, sem exceção, para todas as direções. Então ele avançou ao encontro do animal e lhe disse: “Diabo, não me assustas com esse teu imenso corpo. Em uma raposa ou em um camelo, és sempre o mesmo”. 
E assim se mantinha firme, com a mão estendida. Quando a besta, furiosa, se cercou dele como que para devorá-lo, subitamente desaprumou e caiu com a cabeça sobre a terra. Todos os presentes se maravilharam ao ver tão repentina mansidão, após tanta ferocidade. 
O ancião os ensinava que, para prejudicar os homens, o diabo atacava também os animais domésticos; que nutria um ódio tão grande contra os homens que queria fazê-los perecer, não apenas eles, como também suas posses. Para ilustrar isto, propunha o exemplo de Jó: antes de obter a permissão para tentar [o homem], o diabo havia destruído todos os seus bens. E a ninguém devia perturbar o fato de que, por ordem do Senhor, dois mil porcos foram aniquilados pelos demônios. De outro modo, os que presenciaram esse fato não teriam acreditado que uma tal multidão de demônios pudesse sair de um só homem, se não vissem com seus próprios olhos, semelhante quantidade de porcos precipitando-se ao mar, ao mesmo tempo.






São Paulo Eremita, Santo Antão e Santo Hilarião, em pé.











Senhor nosso Deus, que destes a Santo Hilarião a graça de viver uma vida heróica de contemplação e oração, concedei-nos, por sua intercessão, que, renunciando a nós mesmos, Vos amemos sempre sobre todas as coisas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.








Algumas fontes:









sábado, 18 de outubro de 2014

SÃO PAULO DA CRUZ - FUNDADOR DOS PASSIONISTAS - 19 DE OUTUBRO








     Este santo, nasceu em 1694, na Itália setentrional e recebeu no batismo o nome de Paulo Francisco. 
 Os piedosos pais souberam dar a  seu filho uma educação ótima cristã, e em suas instruções, muitas vezes relataram-lhe fatos da vida de penitência que levaram os santos eremitas. Foi neste ambiente de piedade e amor de Deus, que Paulo Francisco nasceu e cresceu. 

Não podia, pois, faltar, que também ele fosse do mesmo espírito e, menino ainda de poucos anos, se  entregasse aos exercícios de oração e penitência também. 

Seu lugar predileto era a igreja, ou para acolitar o sacerdote no altar ou para visitar Nosso Senhor no SS. Sacramento.  

Este terno amor a Maria Santíssima, teve-o recompensado uma vez com a aparição de Nossa Senhora com o Menino Jesus, e outra vez pela salvação miraculosa de um grande perigo de morte. 












                                            Nas sextas-feiras se flagelava e seu alimento era um pedaço de pão embebido em vinagre e fel.  

                                            Fez estudos em Cremolino, localidade vizinha. Não só revelou bonitos talentos, como entre os condiscípulos se distinguiu pela pureza de costumes, que o fez ser por todos respeitado e amado.

  Com alguns de seus  companheiros fez uma santa aliança, com o fim de se solidificarem no amor de Deus  e se familiarizarem com a meditação sobre a Sagrada Paixão e Morte do Salvador. 

 Entrou com eles na Irmandade de Santo Antônio, sendo ele  nomeado seu chefe. Nesta qualidade, muitas vezes dirigia a  palavra à numerosa assistência dos Irmãos, que muito apreciavam suas alocuções, cheias de sentimento e piedade. 




                                            




Quis seu tio sacerdote que,  por interesse puramente materiais, tomasse estado, a que o sobrinho teve esta bela resposta:  "Meu Salvador crucificado, eu vos asseguro, em que vós vejo o meu sumo Bem  e que, possuindo-vos a vós, me basta".

 Esta vitória sobre sua própria natureza Deus lhe recompensou com um forte desejo, que lhe deu ao martírio. 

                                            Quis  se alistar  entre os soldados de Veneza, para com eles ir ir combater com os turcos, mas Deus lhe revelou, ser a sua vontade que fundasse uma Congregação de homens que, como missionários, trabalhassem para a salvação das almas.

 Paulo confiou este segredo ao bispo de Alexandria, o qual, após madura reflexão, aprovou o plano, e em 22 de novembro de 1720, lhe deu o hábito preto com uma cruz branca sobre o peito, encimada esta do Santo Nome de Jesus, e impôs-lhe o nome de Paulo da Cruz. 

Na mesma ocasião, autorizou-o a ensinar a  doutrina cristã ao povo de Castelazzo. 





                         





                   Paulo obedeceu;  com o crucifixo na mão, andou pelas  ruas da cidade, chamando o povo para dar atenção às verdades  divinas.  Suas prédicas sobre a Sagrada Paixão, causaram profunda impressão. Os ouvintes choravam, velhas inimizades acabaram de vez;  não mais se ouvia falar de orgias no Carnaval e por toda a parte apareceram dignos frutos de penitência. 





Ali mesmo,  restringindo a  sua alimentação a pão e água, escreveu a Regra da sua futura Ordem, fez uma romaria a Roma, e com seu irmão João, se retirou para o monte Argentano, perto de Orbitello. 












A fama do seu zelo apostólico, de sua vida mortificada e santa, fizeram com que o bispo de Toja os chamasse para sua diocese, lhes conferisse as ordens sacerdotais e do Papa Benedito XIII alcançasse a licença para aceitar candidatos em seu noviciado.  

                                            Depois  de alguns anos de abençoada atividade, os Irmãos voltaram para o monte Argentano, para proceder à fundação da Ordem. Em breve, aliaram-se-lhes discípulos.

 A cidade de Orbitello se encarregou de os dotar de grande convento, de que tomara posse em 1737. 









                                            A finalidade da Ordem, fundada por São Paulo da Cruz é pela  pregação de missões implantar e  firmar, nos corações, o amor de Deus por meio de meditação da Sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo.  

Todos os  seus religiosos, aos três votos comuns, acrescentam o quarto,  pelo qual se obrigam a trabalhar pela propagação entre os fiéis da  devoção à Sagrada Paixão.  

                                            A Ordem foi aprovada pelo Papa Bento XIV, em 1741. 

Deste mesmo Papa é o conceito: "Esta Ordem, que ao nosso ver, devia antes de todas ser a primeira, acaba de  ser aprovada por último". Paulo foi nomeado seu primeiro superior geral.  





                                            





Com o estabelecimento oficial da Ordem, as suas obrigações começaram a vigorar. Não é possível enumerar  as Missões que foram pregadas nas cidades e nas aldeias;  e muito menos haverá quem possa contar as  conversões nelas  efetuadas.

 As prédicas de São Paulo da Cruz sobre a Paixão de Cristo operaram milagres nas almas dos mais empedernidos pecadores. "Padre,  disse-lhe certa vez um oficial militar, eu estive no tumulto da batalha; presenciei terrível canhoneio sem estremecer; mas as suas práticas fazem-me tremer da cabeça aos pés".  

Paulo, pregando, parecia ser tomado todo do amor divino;  falando do amor de Jesus na Eucaristia, dos tesouros insondáveis do sacrifício da Missa, ou tratando da devoção da Mãe de Deus dolorosa, seu rosto se transfigurava, e o ardor com que falava, se comunicava aos ouvintes.  

                                            A santa Missa celebrada por ele, era um espetáculo de piedade e de concentração para todos, a quem era dado lhe assistir.  









                                            Os seis Papas, em cujo governo Paulo da Cruz viveu, tinham-no em alta consideração.  Clemente XIV deu à sua Ordem o Convento de São João e Paulo no monte Céio, onde tinham pregado as últimas Missões.

                                            Quando, muito doente, desenganado pelos médicos, mandou ao Santo Padre pedir a bênção para a hora da morte, Pio VI deu ao mensageiro esta resposta:  "Não queremos que o vosso Superior morra agora;  dizei-lhe que esperamos a  sua visita aqui, depois de três dias".  

Paulo, ao receber esta ordem, apertou o crucifixo ao coração e disse, em abafado gemido: "Oh, meu Senhor crucificado, quero obedecer ao vosso representante".  

O perigo da morte desapareceu imediatamente e  três dias depois esteve no Vaticano, cordialmente recebido pelo Papa. 















                                            Viveu mais três anos, cheios de  sofrimentos, mas sempre unido a  Jesus na Sagrada Paixão e a Maria a  Mãe dolorosa, de quem favores especiais recebeu na hora da morte, em 18 de outubro de 1775.  

Paulo da Cruz despediu-se do mundo na idade de 81 anos. Sua Ordem chamada a  dos "Passionistas", continua florescente, no vigor e no espírito do seu fundador,  espalhada em  diversos  lugares do mundo.

  No Brasil, ela se estabeleceu em 1911, com Casa Provincial em São Paulo.     










O seu corpo venera-se na basílica dos santos João e Paulo.











Oração a São Paulo da Cruz:

Ò glorioso São Paulo da Cruz, que meditando a Paixão de Jesus Cristo, Vos elevasTes a tão elevado grau de Santídade na terra, e de tanta felicidade no Céu. 
E pregando-a, oferecestes ao mundo, o remédio mais eficaz contra todos os seus males. Pois, obtende-nos a graça,
de tê-La sempre impressa em nosso coração, a fim de que possamos obter os mesmos frutos, no tempo e na eternidade. Assim seja!
São Paulo da Cruz, rogai por nós!










ORAÇÃO
Concedei-nos, Senhor, a vossa graça, por intercessão do presbítero São Paulo da Cruz, cujo único amor foi a paixão de Cristo, para que, estimulados pelo seu exemplo, abracemos generosamente a nossa cruz de cada dia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.





Senhor nosso Deus, que de modo admirável revelastes na vida do presbítero São Paulo o mistério da cruz, concedei-nos que vivamos fielmente unidos a Cristo e trabalhemos na Igreja pela salvação do mundo. 
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Amém










Frases de S. Paulo da Cruz:

"A alegria está no interior e não na agitação externa".

"Oração de 24 horas diárias, isto é, fazei todas as ações com o coração e a mente elevados a Deus"

"Recomendo muito a oração para o cristão, não longa, mas segundo o permite o estado de vida"

"É melhor dizer bem poucas orações, do que muitas e com pouca devoção"

"Para fazer bem a oração e tirar fruto é necessária a divina presença"

"Não é necessário filosofar nem refletir sobre si mesmos, mas sim, agir com simplicidade".

"Aceitar o trabalho não como necessidade humana, mas como dádiva do Criador, faz-nos chegar mais brevemente à perfeição".

"Toda a santidade resume-se nestas palavras: Pai meu, faça-se a vossa vontade".

"As obras importantes devem nascer da oração".

"Eis as fontes da caridade fraterna: a Paixão de Jesus e a Comunhão".









"Se não pode fazer muita oração devido o trabalho, procure cumpri-lo bem e com pureza de intenção".

"A salvação eterna esta nas mãos do Pai Celeste, não em nossas mãos, por isso, nada há que temer".

"A nobreza das pessoas não deve impedir-nos de avisá-las com caridade e discrição".

"Reflita bem antes de agir, assim tudo sairá melhor".

"O mérito e a perfeição consistem em carregar a cruz que Deus quer e não a que nós queremos".

"Nunca me sinto contente como quando penso no presente ou tocado de sofrimento, então digo: Quero amar a Deus nesse momento como se fosse o ultimo de minha vida, com alegria, sem pensar no futuro".












"A Paixão de Jesus Cristo é a porta que dá acesso as pastagens deliciosas do espírito".

"Caminhai na fé. Muito me agradam as almas que caminham em pura fé e vivem abandonadas nas mãos de Deus".

"Não nos assustem as dificuldades, as faltas diárias e fraquezas, porque elas são o trono da misericórdia divina".

"Meditai com freqüência nas dores da divina Mãe, Maria. Elas são inseparáveis das de seu divino Filho".









"Logo que se conhece a vontade de Deus deve-se acatá-la com prontidão”.

"O amor tudo ensina, pois a dolorosíssima Paixão é obra de infinito amor”.

"A fé nos diz que nosso coração é um santuário, é templo vivo de Deus. Nele reside a santíssima Trindade”.

"Que vosso coração seja tabernáculo vivo de Jesus”.

"Ficai contentes no Lado amoroso de Jesus, na paz, ainda que acabasse o mundo todo”.

"Cumpri vossos deveres, lançando com freqüência vosso espírito no mar imenso do divino amor”.










"Para fazer bem a oração e tirar fruto é necessária a divina presença”.

"Deus nos concede grande honra ao convidar-nos a percorrer o mesmo caminho de seu divino Filho”.

"É preciso manter o coração sempre tranqüilo porque o demônio pesca em água turva”.

"A alma não deve repousar no dom, mas no Doador”.

"Os dons de Deus causam: desapego de tudo, grande amor a cruz e ao sofrimento”.

"Na fronte dos pobres está escrito o nome de Jesus”.










"Olhai os pobres, trazem esculpido na fronte o nome de Jesus Cristo".

“O verdadeiro obediente torna-se sempre mais apto para ajudar a santa Igreja”.

"A meditação da Paixão de Cristo é um bálsamo que suaviza todo o sofrimento”.

"O reino de Deus esta dentro de nos. Renovai esta verdade no estudo, no trabalho... e ao levantar”.

"O justo vive da fé, porque sua vida é Deus que ele encontra mesmo na obscuridade da fé, mas para a alma que ama torna-se mais clara que o dia”.

"A temperança e a sobriedade são como um jejum contínuo”.

"A humildade é o fundamento da fé”.

"A salvação eterna esta nas mãos do Pai Celeste, não em nossas mãos, por isso, nada há que temer”.

"Para a comunhão espiritual basta ter vivo desejo de ter Jesus Sacramentado no coração”.

"A nobreza das pessoas não deve impedir-nos de avisá-las com caridade e discrição”.

"A virtude praticada em momentos improvisos não engana”.

"Ficai preparados para a Comunhão, conservando o coração puro e guardando o silencio”.

"Socorrei os pobres; se não tiverdes meios, recomendai-os a Deus, o Pai de todas as criaturas”.

"A humildade não consiste em exterioridade (que poderia ser soberba), mas em uma atitude de coração”.














"Procurai agradar somente a Deus e deixai que os outros digam o que quiserem”.

"Passai cada dia como se fosse o ultimo de vossa vida”.

"Jamais vos faltarão cruzes e, quanto mais se progride no serviço de Deus, mais aumenta o sofrimento. Assim foi a vida de Cristo e será a dos seus servos”.

"A santidade consiste em estar totalmente unido a vontade de Deus”.

"Os desígnios do Senhor são altíssimos, profundos, mas ocultos: deixemo-nos guiar por Ele como crianças”.

"Faça freqüentes comunhões espirituais, também em casa, trabalhando, etc...”

"Reflita bem antes de agir, assim tudo sairá melhor”.

"O mérito e a perfeição consistem em carregar a cruz que Deus quer e não a que nós queremos”.

"Digam freqüentes orações jaculatórias. Em tempo de aridez ajudam a manter o recolhimento”.

"Na Paixão de Cristo não há engano. Quem se aconselha com o Crucificado jamais erra”.

"A virtude verdadeira se conhece nas ocasiões árduas”.

"O lugar não muda o espírito e não faz ninguém santo se não se aspira a santidade imitando o exemplo de Cristo”.

"Deus é amantíssimo da verdade pois Ele é a Verdade”.

"É bem ver se nosso coração deseja algo fora de Deus e se deseja alguma coisa como meio de unir-se a Ele”.

"Ter sempre em vista o exemplo de Jesus Padecente”.

"Não é a força de braços que se conquista a perfeição mas fazendo aquilo que se pode”.

"Não se adquire a virtude autentica e verdadeira senão por meio da tentação contrária”.

"Quem confia em si mesmo de não cair, já caiu por sua soberba”.

"Ame sempre mais a virtude básica que é a humildade de coração”.

"As vezes pedimos a Deus uma graça e, Ele no-la concede de modo diferente por ser mais proveitosa ao nosso bem”.

"Repetir mais vezes atos de aceitação a vontade de Deus”.

"O amor fala pouco e se expressa mais com o silencio. Uma palavra de amor basta”.

"É preciso animar e encorajar as almas e levá-las a confiar em Deus, caso contrario jamais crescerão na via da perfeição”.

"Os responsáveis pelo governo devem ser, para os súditos, modelos de virtude”.

"Aprendereis, na meditação diária da Paixão de Cristo, a caridade, a paciência e a mansidão com os outros”.

"Visitai mais vezes o SS. Sacramento e, se impedidos, visitai-o em espírito”.

"A pobreza é boa, mas a caridade é melhor”.

"Recomendo muito a oração para o cristão, não longa, mas segundo o permite o estado de vida”.

"Fazei as coisas em paz, sem pressa... Trabalhai, servi a todos, amando a Deus”.

"Quem mais cumpre o beneplácito divino é mais santo, porque fazer a vontade de Deus encerra o amor perfeito e no amor de Deus estão todas as virtudes”.

"A doença não impede a união com Deus, fá-la crescer”.

"Sede agradáveis com todos, vendo Jesus no próximo”.

"Aos pés do Crucificado aprende-se a verdadeira ciência dos santos”.

"Deus não quer que se faça o bem por constrangimento, mas por amor”.

"O serviço de Deus não requer boas palavras e bons desejos, mas obras eficazes, fervor e coragem”.

"Para receber tudo com resignação e sofrer com fortaleza, e necessária a santa oração”.

"Bom é o desejo de ser santo, mas para isso é preciso que o desejo seja seguido pelas virtudes, pedras fundamentais da santidade”.

"Nas necessidades, lançai-vos nos braços de Maria, recorrei a ela como Mãe de misericórdia com muita confiança”.

"A santa obediência da quietude e paz de consciência”.

"Devemos dar grande importância aos bons desejos, pois fazem parte do amor divino”.

"É boa a solidão do corpo, mas melhor é a da mente”.

"Se observardes, escutareis o sermão que vos fazem as flores, a vegetação e todo o criado, sentireis que vos falam do amor de Deus”.

"A caridade de muitos corações faz deles um só coração pela união em Deus e os torna dóceis, concordes e bem dispostos para conhecer a vontade divina”.

"Levar a cruz com tranqüilidade encontra-se a paz”.

"O pouco, repetido constantemente, conduz ao fim”.

"A verdadeira perfeição consiste: fazer o que Deus quer”.

"Ótima coisa é pensar na Paixão de Cristo e rezar sobre ela: assim, chega-se a união com Deus”.

"Conformar-se com os outros, praticam-se grandes atos de mortificação”.

"Deus às vezes faz-nos desejar grandes coisas, mas depois não quer a sua execução”.

"Ficai crucificados com Jesus, aproveitando as ocasiões para mortificar-vos por amor de Deus”.

"Humilde é quem teme muito de si e confia em Deus”.

"Quem se conhece e permanece no seu nada esta na verdade”.

"A Paixão do Redentor e meio eficacíssimo para destruir a inimizade e conduzir a alma a grande santidade”.

"As correções devem ser doces e breves, não importunas”.

"Ao cair em alguma falta, não vos perturbeis, pedi perdão a Deus e, com o propósito de emenda, segui alegres”.

"A paz não deve ser procurada na tranqüilidade que o amor próprio deseja”.

"A verdadeira vida apostólica consiste na ação pelas almas e na contínua oração”.

"E' bom começar a oração pelo mistério da Paixão e depois, perder-se no mar da divindade”.

"O demônio sabe macaquear, apresentando o mal sob as aparências de bem”.

"Os defeitos são o trono da misericórdia de Deus”.

"Para viver vida feliz e santa na agitação do mundo, é preciso manter-se na divina presença”.

"A santa semente da educação cristã dos filhos produz bons frutos, porque Deus da eficácia às palavras dos pais”.

"A melancolia espiritual não traz a paz; a física, deve-se expulsa-la como o diabo”.

"Mortificação interna e externa, eis as asas que levam a Deus”.

"O mundo deve recordar a Paixão de Cristo, milagre dos milagres do amor de Deus”.

"O silêncio é a chave de ouro que guarda todas as virtudes”.

"Eis as fontes da caridade fraterna: a Paixão de Jesus e a Comunhão”.

"Meditar os mistérios da vida e morte de Jesus para seguir seus exemplos”.

"Não olhar a conduta dos outros senão para edificar-se; cuidar somente de si mesmo”.

"Trazer impressa no coração como selo de amor, a memória dos sofrimentos do Salvador”.

"E' melhor dizer bem poucas orações, do que muitas e com pouca devoção”.

"Jamais alguém se arrependeu de ter empregado tempo para deliberar mas sim, quem agiu com precipitação”.

"E' necessário procurar a perfeição, não ao nosso modo mas como é do agrado de Deus”.

"A mortificação interna vale mais que a externa”.

"Quem se conhece a si mesmo em profundidade, realmente è humilde de coração”.

"Quem não tem a Igreja por Mãe, não tem a Deus por Pai”.

"Supliquemos a Maria SS. que nos dê seus sentimentos, assim nos compadeceremos mais das dores de Seu Filho”.

"O Senhor fala ao coração, longe do barulho”.

"Aceitar o trabalho não como necessidade humana, mas como dádiva do Criador, faz-nos chegar mais brevemente à perfeição”.

"Trabalhar com as mãos e com o coração tratar com Deus”.

"Deixar-se penetrar pelo amor com que Jesus sofreu; mas o caminho mais breve e perder-se no mar destas penas, como disse o Profeta, "a Paixão de Jesus e um mar de amor e de dor".

"É preciso propagar a Paixão de Cristo para que os homens aprendam a ciência do amor divino”.

"Quem é casado faça as obrigações do próprio estado com pontualidade, fique recolhido, ajude o próximo como pode, seguindo a prudência e a discrição”.




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Algumas fontes:
http://ensinamearezar2.blogspot.com.br/2011/10/sao-paulo-da-cruz-oracao.html
http://comfilhosdacruz.blogspot.com.br/2012/04/frases-de-s-paulo-da-cruz.html
http://santo.cancaonova.com/santo/sao-paulo-da-cruz-profundo-devoto-da-sagrada-paixao/
http://www.paginaoriente.com/santos/crspc1910.htm