segunda-feira, 6 de outubro de 2014

SÃO FRANCISCO BORJA (BORGIA) - 10 DE OUTUBRO




























São Francisco Borja (ou Bórgia)
1510-1572

Típico exemplo da nobreza espanhola, gentil e refinado, generoso e empreendedor, Francisco de Borja, bisneto do papa Alexandre VI e de Fernando II de Aragão, resume em seus 62 anos de vida o contraditório mundo quinhentista — luzes e sombras de onde emergem figuras de grandes santos, numa época de violentas contestações também no campo religioso.

Primogênito de João de Borja, duque de Gandia (Valência), Francisco formou-se na corte de Carlos V, que o adornou do título de marquês aos 20 anos. 

No ano anterior havia-se casado: um casamento feliz, alegrado por oito filhos em dez anos.

Da prematura morte da mulher e da imperatriz, Francisco deduziu o sentido da caducidade de tudo e decidiu dedicar-se ao serviço de um Senhor “que nunca pudesse morrer”. 










A IMPERATRIZ E A CONVERSÃO DE FRANCISCO DE BORJA

A imperial Toledo trocou as habituais vestes festivas pelo negro de luto naquele 1º de maio de 1539. A morte viera bater às portas de suas muralhas, ceifando a preciosa vida da imperatriz Isabel, cujo passamento deixou no esposo, Carlos V, e em todo o povo espanhol, uma tristeza inconsolável.

O formoso semblante da mais bela soberana das cortes europeias não mais encantaria a nobreza e a plebe. Só cabia sepultá-la junto a seus avós Fernando e Isabel, os Reis Católicos. Partiu, pois, para Granada um faustoso préstito conduzindo seus restos mortais.




St. Francis Borgia in front of the corpse of the empress Elizabeth, oil by Mariano Salvador Maella (1739-1819)

São Francisco Borja no translado do corpo da Imperatriz







O imperador confiou os cuidados do traslado a um homem da máxima confiança, para que nenhum imprevisto viesse aumentar sua dor, de si já tão grande. Era ele Francisco de Borja, Marquês de Lombay, dedicado vassalo da mais alta linhagem, o qual lastimava como ninguém o fato de a imperatriz ter deixado esta vida no auge de sua esplendorosa existência. Silencioso e reflexivo, avançava à testa do cortejo que cruzou quase metade do país, chegando a Granada, onde o aguardava o monarca.

O longo trajeto propiciou ao jovem marquês graves e profundas meditações sobre o fim último do homem, semeando bons propósitos em seu interior, pois não em vão promete o Eclesiástico: "Pensa nos teus novíssimos e não pecarás eternamente" (Eclo 7, 40). O acontecido fez evanescer a seus olhos as esperanças até então depositadas nas honras e dignidades deste mundo, uma vez que à sua senhora de nada serviram quando Deus a chamou para junto de Si.

Ao chegar a Granada, precisava o marquês testemunhar perante os notários ser realmente aquele o corpo da soberana. 








Mas ao abrir-se o caixão, espalhou-se no mesmo instante por todo o recinto o pior dos odores e constatou-se ser impossível reconhecer naquele cadáver, já putrefato, os traços daquela cuja beleza fora objeto da admiração geral.

Ali mesmo, depois de cumprir sua dolorosa obrigação, Francisco de Borja consumou com uma resolução concreta as inspirações vindas da graça. Uma famosa sentença, tantas vezes repetida pelos seus biógrafos, teria selado essa decisão: "Nunca mais servirei um senhor que possa vir a morrer!".




Exerceu por quatro anos o cargo de governador da Catalunha, embora secretamente votado à vida religiosa. A alta posição que ocupava permitiu-lhe nesse tempo estabelecer os filhos.

Com o falecimento de seu pai, em 1543, Francisco de Borja tornou-se o novo Duque de Gandia, título que trazia anexa a dignidade de Grande de Espanha, da qual desfrutavam apenas os 25 principais nobres do reino. Logo perceberam seus súditos como eram beneficiados em todos os sentidos pelo invulgar governante e passaram a chamá-lo de "o Duque Santo". Transparecia nele a bondade de sua alma "harmoniosa, serena, digna e delicada", qualidades para as quais contribuíam "sua nobre educação, sua fervorosa, implacável e constante ascese".

Mas o anseio de abandonar o mundo falava em seu coração mais forte do que todas as grandezas terrenas. E a morte da esposa em 1546, quando ele contava apenas 36 anos, veio possibilitar a realização de seus desejos de entregar-se por inteiro à vida de perfeição.





St. Francis Borgia saying goodbye to his family, <br>oil by Francisco Goya.

São Francisco Borja se despedindo da família




O encontro com o jesuíta Pedro Fabro foi determinante. 

Em 1546 fechou definitivamente a porta às honras mundanas e, demitindo-se dos altos cargos, depois de haver feito os exercícios espirituais, emitiu voto de castidade, empenhando-se com outro voto a ingressar na Companhia de Jesus. E o fez, de modo efetivo, em 1548 e, oficialmente, dois anos depois.

Nesse meio-tempo renunciara ao ducado de Gandia. 

Em Roma foi acolhido pelo próprio santo Inácio de Loyola, e a 26 de maio de 1551 celebrou a primeira missa.





O encontro com Santo Inácio de Loyola



Certamente quis Deus compensar os dissabores sofridos por Santo Inácio nos primeiros anos da Ordem recém-fundada, ao mandar-lhe este filho de ouro. Todos em Roma mostravam-se assombrados com sua despretensão. Esta o levava, por exemplo, a servir a mesa e a lavar as vasilhas com a mesma naturalidade com a qual pouco antes governava a Catalunha. E nada podia encantar mais os circunstantes do que ouvi- lo falar sobre Nossa Senhora, pois, quando o fazia, tinha o dom de aumentar a devoção dos ouvintes.

Intensos e fecundos foram os meses passados junto ao fundador. Como São Francisco Xavier, foi este outro Francisco um daqueles que mais profundamente conheceu seu coração e de modo mais integral soube espelhá-lo no próprio. Seguindo o exemplo de fidelidade a Santo Inácio dado pelo Apóstolo das Índias, Francisco de Borja foi confidente e, mais tarde, executor dos grandes anseios do fundador, pois sabe-se que neste período inicial, "os dois santos se comunicaram longamente seus projetos".10 Ao longo de algum tempo de convívio, pôde ele receber o carisma inaciano em sua pureza e plenitude.

As honrarias — que o haviam perseguido desde a juventude na corte da Espanha — continuaram a persegui-lo também na vida religiosa, a tal ponto que Francisco se apressou em emitir todos os votos da Companhia de Jesus, dos quais um veta a aceitação de dignidades eclesiásticas.

Apenas soube que o imperador Carlos V propusera seu nome ao papa para a púrpura cardinalícia. 

Mas não pôde subtrair-se, em 1555, à eleição ao mais alto cargo no seio da companhia, cujo capítulo o elegeu geral. Francisco exerceu esse cargo até a morte, que o colheu em Ferrara. 




Sao Francisco de Borja - Santa Cueva - Manresa.jpg

Após a morte de Santo Inácio, em 1556, o padre Diego Laynez governou a Companhia por nove anos, dois como Vigário Geral e sete como Superior Geral, vindo a falecer em 1565. Em seu leito de morte, fitou longamente o padre Francisco de Borja, numa premonição do futuro que o aguardava. As eleições realizadas nesse mesmo ano confirmaram seu mudo presságio, pois foi ele o escolhido. A unanimidade com que todos se voltaram para o Santo constitui uma prova de estarem convictos do quanto este representava o espírito da Instituição.

Deste período de sua vida chegaram até nós preciosos documentos, como seu diário e cartas. As missivas por ele redigidas enquanto Geral revelam o perfil do santo e do homem de governo: em linguagem clara e direta, oferecem diretrizes dadas por quem conhece tanto as agruras dos caminhos quanto a fragilidade do homem que os trilha.



São Francisco de Borja - Paroquia dos Jesuitas - Barcelona.jpg








Aos superiores locais, por demais severos com os subalternos, exigia maior brandura e afabilidade. Já aos missionários tentados de desânimo pelas fadigas do apostolado, não escondia o quanto seu coração de pai era sensível à bravura de que vinham dando mostras: "Animem-se ainda pensando na consolação que nós, na Europa, sentimos, louvando o Senhor pela coragem que Ele dá aos que lá longe lutam por seu amor",11 escreveu em 1568 ao padre Gregório Serrano, em missão no Brasil recém descoberto.

Entretanto, diante de religiosos empedernidos sabia valer-se da autoridade facultada por seu cargo e não admitia contemporizações. Em caso de necessidade, comenta um de seus biógrafos, "era enérgico, dizendo que Santo Inácio preferia ver sair da Companhia um sujeito mau a ver entrar nela um bom".


Por sete anos governou a Companhia de Jesus. Neles coube-lhe a grave responsabilidade de formar a primeira geração de religiosos que não conheceu o fundador, tarefa desempenhada com exímia fidelidade. Sob seu generalato, a Ordem adquiriu estabilidade, abriu numerosos colégios e consolidou-se nas missões. Em tão curto período, 66 jesuítas foram martirizados, entre os quais Inácio de Azevedo e seus 39 companheiros.


O falecimento de São Francisco de Borja, ocorrido em Roma, na madrugada de 1º de outubro de 1572, foi uma partida cheia de alegria para a Pátria Eterna, própria de quem deu tudo por Deus e estava prestes a receber d'Ele incomparavelmente mais.



Foi canonizado em 1671.







Oração a São Francisco Borja 
(ou Bórgia)

São Francisco Borja, que tivestes a graça de perceber quão ilusórias e passageiras são as vaidades do mundo e assim vos entregastes inteiramente ao ministério divino, intercedei junto a Deus por nós, para que nos conceda a graça de não esquecer jamais a tão rápida passagem por esta vida, a fim de que desprezando as coisas que passam abracemos as que não passam. 
Por Cristo Nosso Senhor. 
Amém.




Dai-nos, Senhor,
 por vossa imensa misericórdia 
e pela intercessão de voso servo, São Francisco Borja,
a graça da perseverança e da constância nas coisas do alto . 
Por Cristo, nosso Senhor, amém.

 São Francisco Borja, rogai por nós.



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Capela de São Francisco Borja, na Catedral de Valência, Espanha.







St. Francis Borgia assisting a dying man, <br>oil by Francisco Goya (1746-1828)













sábado, 4 de outubro de 2014

SANTA FAUSTINA - APÓSTOLA DA DIVINA MISERICÓRDIA - 05 DE OUTUBRO









Maria Faustyna Kowalska (Głogowiec, Łódź, 25 de agosto de 1905 — Cracóvia, 5 de outubro de 1938) foi uma freira e mística polaca. Atualmente é venerada como santa pela Igreja Católica, conhecida simplesmente por Santa Faustina.

Apelidada por Jesus a Apóstola (Diário 1142) ou Secretária da Divina Misericórdia (965, 1160, 1275, 1605, 1693, 1784), é considerada pelos teólogos como fazendo parte de um grupo dos mais notáveis místicos da Cristianismo. Sua missão fui preparar o mundo para a segunda vinda de Cristo (429, 625, 635, 1155, 1732; cf. 848).






Monumento dedicado à Santa Faustina, em uma praça em Lódz






Entrou para a vida religiosa em 1924 na Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia. Seu confessor, Beato Michał Sopoćko, exigiu de Santa Faustina que ela escrevesse as suas vivências em um diário espiritual. Este diário compõe-se de alguns cadernos. Desta forma, não por vontade própria, mas por exigência de seu confessor, ela deixou a descrição das suas vivências místicas, que ocupa algumas centenas de páginas. Faleceu em 5 de outubro de 1938.

A sua canonização aconteceu em 30 de abril de 2000, pelas mãos do Papa João Paulo II, de quem também conseguiu a instituição da Festa da Divina Misericórdia.

Índice 
1 Infância e Adolescência
2 Vivência Enquanto Freira
2.1 As aparições de Jesus Misericordioso
2.2 Vilnius: o encontro com Beato Michał Sopoćko
2.3 Os últimos anos em Cracóvia
3 Devoção à Divina Misericórdia
3.1 Popularização e supressão
4 Santidade



Casa onde nasceu Santa Faustina

Infância e Adolescência

Santa Faustina, nascida Helena Kowalska, veio ao mundo em 1905 no seio de uma pobre família camponesa no lugarejo de Głogowiec, a oeste de Łódź na Polônia. 

Foi a terceira dos dez filhos1 do casal Stanislaus, carpinteiro e agricultor, e Marianna Kowalska, que os educaram com grande disciplina espiritual. Muito pobres, só foi possível a Faustina que completasse três anos de estudos. Ela e suas irmãs tinham, por exemplo, apenas um bom vestido que tinham de revezar para ir às missas, cada uma assistia, portanto, a uma missa diferente

Aos 9 anos fez sua Primeira comunhão na Igreja de São Casimiro. 







Aos 16 anos de idade, deixou a casa dos pais e rumou para Aleksandrów, perto de Łódź, onde trabalhou como doméstica na casa de amigos da família Bryszewski a fim de sustentar-se e ajudar a família financeiramente. 

Em 1922, aos 17 anos, viajou a Łódź e durante um ano trabalhou na loja de Marejanna Sadowska.

Aos 18 anos Faustina, que já sentia uma vocação religiosa desde os 7, manifestou o desejo de ingressar em um convento, porém seus pais não permitiram.



Santa Faustina com os pais


Santa Faustina com sua família







 Faustina conta em seus diários que em 1924, aos 19 anos, ao ir a um baile com sua irmã Josefina, teve uma experiência que mudaria sua vida. 

Estava dançando quando viu Jesus coberto de chagas parado junto a si, então ele lhe disse: Até quando hei de ter paciência contigo? Até quando tu me enganarás? 

Faustina disfarçou o acontecido para que sua irmã não percebesse e, assim que pode, abandonou discretamente o baile e dirigiu-se até a Catedral de Santo Estanislau Kostka , lá ela pediu ao Senhor, em oração profunda, que lhe mostrasse o caminho a ser seguido, ao que escutou uma voz que lhe dizia: Vá imediatamente a Varsóvia, lá entrarás em um convento.









Catedral de  Santo Estanislau Kostka 






Na manhã seguinte, apenas com a roupa do corpo, sem a permissão de seus pais e tendo despedido-se apenas de uma de suas irmãs, tomou um trem em direção a Varsóvia com a intenção de entrar em um convento, sem conhecer ninguém na cidade.

Ao chegar em Varsóvia, ela entrou na primeira igreja que encontrou, tratava-se da Igreja de São Thiago situada na rua Grojeka, assistiu à missa e ao final pediu orientação ao Padre Dabrowski que a recomendou que procurasse a senhora Lipszcowa, uma pessoa muito católica com quem veio a hospedar-se enquanto procurava um convento.

Tentou ingressar em vários conventos, porém sempre sendo recusada devido às suas condições financeiras e à sua escolaridade. Em uma destas tentativas teria sido recusada com a frase não precisamos de domésticas aqui.





Casa Geral das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia , onde Santa Faustina foi acolhida.


 Depois de várias semanas de busca, a Madre Superiora do convento das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia decidiu lhe dar uma chance com a condição de que pagasse pelo ingresso, o que a levou a trabalhar como doméstica por um ano, período em que fazia depósitos na conta do convento até que completasse o montante exigido.

Faustina não sabia nada sobre o convento junto ao qual estava ingressando, apenas havia sido levada até lá. Entretanto, fora advertida de que ingressaria no convento como uma "irmã leiga" e que, devido ao seu nível de escolaridade, seria provável que não atingisse níveis mais elevados dentro da ordem e que seus deveres para sempre consistiriam em atividades relacionadas à cozinha, limpeza e jardinagem.

 Em 30 de abril de 1926, aos 20 anos, ingressou no convento adotando o nome de Maria Faustina do Santíssimo Sacramento. O nome Faustina significa abençoada, afortunada e pode ser uma referência ao mártir cristão Faustinus.

Segundo conta em seus diários, poucas semanas depois de seu ingresso no convento, teve a tentação de abandoná-lo. 

Chegou a procurar a Madre Superiora, porém não encontrou-a, retirando-se então para seu dormitório. Lá teve uma visão de Jesus, com seu rosto desfigurado por conta das chagas. Ela questionou-o: "Jesus, quem te feriu tanto?" Jesus respondeu: "Esta é a dor que me causarias se tivesses abandonado este convento. É para cá que eu te trouxe e não para outro; e tenho preparadas para ti muitas bênçãos."

 Ela compreendeu que o plano de Deus para ela era que ficasse ali. Neste convento trabalhou na cozinha e foi encarregada de cuidar da Madre Barkiewez durante sua enfermidade, bem como de limpar seu quarto.










Em abril de 1928 fez votos como freira, seus pais estiveram presentes na cerimônia. Um ano mais tarde Faustina foi enviada a um convento de Vilnius, Lituânia, onde também trabalhou como cozinheira, ficou por pouco tempo, mas retornou ao local mais tarde, ocasião em que encontrou com Michał Sopoćko, que apoiou sua missão. 

Um ano depois de seu retorno de Vilnius, em maio de 1930, ela foi transferida para um convento em Płock na Polônia, onde ficou por cerca de 5 anos. Faustina foi freira por uma década, falecendo em outubro de 1938.









Vivência Enquanto Freira

As aparições de Jesus Misericordioso

No outono do ano em que Faustina chegou em Płock, apareceram os primeiros sinais de tuberculose e por conta disso ela foi mandada para uma fazenda de propriedade de sua ordem religiosa com o intento de recuperar-se. Depois de refeita, ela retornou ao convento em Płock.

Em 22 de fevereiro de 1931, Irmã Faustina relatou, em seus diários (diário I, sessões 47, 48 e 49), ter tido a primeira revelação de Jesus enquanto Rei da Divina Misericórdia em seu quarto. Segundo ela, Jesus apareceu vestido de branco e de seu coração emanava feixes de luz vermelho e branco. 














Entre outras coisas, Jesus pediu-lhe que pintasse uma imagem sua, fiel à imagem que se mostrava a ela, tal imagem deveria conter a inscrição Jesus, eu confio em vós.

 Jesus manifestou a vontade de que esta imagem fosse venerada primeiro em sua capela, posteriormente no mundo todo e solenemente no domingo que sucede ao domingo de Páscoa, Jesus ainda teria dito a ela que quem quer que venerasse tal imagem seria salvo. Por não saber pintar, Faustina solicitou ajuda das irmãs de seu convento, contudo não recebeu nenhum auxílio.






Casa das Irmãs em Plock, onde Jesus apareceu a Santa Faustina pedindo-lhe que fizesse um quadro com sua imagem. 






Em novembro de 1932 Faustina retorna a Varsóvia para, em maio de 1933, tomar os votos definitivos como freira em Łagiewnike e tornar-se Irmã Perpétua de Nossa Senhora da Misericórdia.



Vilnius: o encontro com Beato Michał Sopoćko

No fim de maio de 1933 Faustina foi transferida para Vilnius para que trabalhasse no jardim e cultivasse a horta. Ela permaneceu na cidade por 3 anos (até 1936). O convento em Vilnius tinha, à época, apenas 18 irmãs e consistia em alguns poucos casebres dispersos.

 Pouco depois de chegar a Vilnius, Faustina encontrou o Padre Sopoćko, o recém-nomeado confessor das freiras do convento e professor de teologia na Universidade de Vilnius.

Quando Faustina fez sua primeira confissão com Sopoćko, ela lhe contou sobre sua conversa com Jesus e sobre a missão da qual estava incumbida.

 Depois de algum tempo, Sopoćko insistiu que Faustina fosse submetida a uma avaliação psiquiátrica completa pela Dra. Helena Maciejewska ao que foi declarada completamente sã. 

 Depois disso, Sopoćko teve confiança em Faustina e passou a assisti-la em seus esforços. Ele aconselhou-a a escrever um diário para que registrasse as mensagens que recebia e conversas que tinha com Jesus.


Foto de um trecho do Diário de Santa Faustina.





 Faustina contou a Sopoćko sobre a imagem da Divina Misericórdia e em janeiro de 1934 ele a apresentou ao artista plástico Eugene Kazimierowski que era também professor na Universidade de Vilnius.

Foi apenas em Vilnius, três anos depois de ter tido a visão que a incumbiu da missão de produzir o quadro da Divina Misericórdia, que Faustina conseguiu que, sob sua orientação em conjunto com Padre Sopoćko , o pintor Eugene Kazimiroski realizasse a pintura do quadro. Esta seria a única imagem da divina Misericórdia que Faustina conheceria.

 O quadro foi finalizado em junho de 1934 e sua imagem venerada publicamente em Ostra Brama entre 26 e 28 de abril de 1935, sendo a primeira imagem feita representando o Senhor da Misericórdia.

 Entretanto, a imagem que tornou-se famosa no mundo inteiro foi realizada pelo pintor Adolf Hyła, feita em agradecimento pela salvação de sua família da guerra.

Enquanto estava em Vilnius, Faustina previu que sua mensagem da Divina Misericórdia seria suprimida por algum tempo ao ponto de parecer ter sido feita em vão, mas que seria aceita novamente 16 Em 8 de fevereiro de 1935 ela escreveu no seu diário I, sessão 378: 

Virá um tempo em que este trabalho, que Deus quer muito que seja realizado, será como que totalmente desfeito. Depois Deus agirá com tal poder, que dará evidências de sua autenticidade.

 Sua profecia se cumpriu: 20 anos depois, em 1959, suas mensagens foram suprimidas pelo Vaticano e reaceitas em 1978.








Faustina escreveu em seu diário I, sessão 414, que na sexta-feira, dia 19 de abril de 1935, Jesus disse a ela que queria que a imagem da Divina Misericórdia fosse venerada publicamente.

 Na sexta-feira seguinte, Padre Sopoćko realizou o primeiro sermão em honra da Divina Misericórdia, Faustina assistiu ao sermão.

 Entretanto, a primeira vez em que a imagem da Divina Misericórdia foi exibida foi em 28 de abril de 1935, no segundo domingo depois da Páscoa e também foi assistida por Faustina, esta também foi a data em que se celebrou a redenção do Papa Pio XI. 

Padre Sopoćko conseguiu permissão junto ao Arcebispo Jałbrzykowski para que a imagem da Divina Misericórdia fosse exibida na igreja em Vilnius durante a missa daquele domingo e celebrou, ele mesmo, aquela missa.











Ainda em Vilnius, naquele mesmo ano, Faustina escreveu (diário I, sessão 476) a respeito de uma visão envolvendo o Terço da Divina Misericórdia.

 Faustina escreveu que o propósito das orações do terço é trino: obter misericórdia, confiar na misericórdia de Cristo, e mostrar misericórdia para com os outros. 

Pouco depois, Faustina escreveu as regras para uma nova congregação religiosa de natureza contemplativa e devotada à Divina Misericórdia. Ela chegou a visitar uma casa em Vilnius que ela disse ter visto em uma de suas visões como sendo o lugar do primeiro convento de tal congregação.

No início do ano seguinte, Faustina foi ter com o Arcebispo Jałbrzykowski para discutir a nova congregação para a Divina Misericórdia. Contudo, ele a relembrou de que seu voto para com sua congregação era um voto perpétuo.

 Faustina contou aos seus superiores que estava pensando em deixar sua ordem para iniciar uma nova ordem especialmente devotada à Divina Misericórdia, entretanto ela foi transferida para Walendow (Nadarzyn), a sudoeste de Varsóvia.









Os últimos anos em Cracóvia

No verão de 1936, Padre Sopoćko escreveu seu primeiro trabalho sobre a devoção à Divina Misericórdia e o Arcebispo Jałbrzykowski providenciou a impressão. A brochura trazia a imagem da Divina Misericórdia na capa e Sopoćko enviou alguns exemplares para Faustina em Varsóvia.20 

Ainda naquele ano, Faustina adoeceu provavelmente de tuberculose. Retirou-se para o sanatório de Pradnik, Cracóvia. Ela continuou dedicando muito tempo à oração, recitando o terço e orando pela conversão dos pecadores. Os dois últimos anos da sua vida foram dedicados à oração e às anotações em seu diário.

Faustina escreveu em seu diário III (sessão 1044, em 23 de março de 1937) que teve uma visão na qual a festa da Divina Misericórdia seria celebrada na sua capela local e seria assistida por uma multidão de fiéis e que a mesma cerimônia também teria lugar em Roma e seria conduzida pelo Papa.











Em 1937, Faustina recebeu uma mensagem de Jesus com instruções sobre a Novena da Divina Misericórdia, Sopoćko solicitou que Faustina a transcrevesse. Aquele ano foi marcado pela divulgação das mensagens da Divina Misericórdia, foram impressos os primeiros cartões com a imagem da Divina Misericórdia, também foi publicado um panfleto intitulado Cristo, o Rei da Misericórdia que incluía o terço, a novena e a litania da Divina Misericórdia.

 A superiora de Faustina, Madre Irene, mostrou os panfletos a ela, enquanto Faustina repousava em sua cama.









Ao final de 1937, a saúde de Faustina se deteriorou, suas visões se intensificaram e, no ano seguinte, teve que retornar ao sanatório de Pradnick para o que seria sua última internação no local, nesse período já não conseguia escrever. 

Por volta de um ano mais tarde, Padre Sopoćko a visitou no sanatório, encontrando-a com a saúde muito debilitada, mas absorta em êxtase enquanto orava. Logo depois, ela foi levada de volta para Cracóvia para esperar a morte e ainda e lá recebeu a última visita de Padre Sopoćko.

Em 5 de outubro de 1938, Faustina fez sua última confissão e morreu aos 33 anos, 13 anos depois de entrar no convento. 

Seu corpo foi sepultado dois dias depois, durante a Festa de Nossa Senhora do Rosário no cemitério da Comunidade de Cracóvia e, em 1966, foi transladado para a Basílica da Divina Misericórdia em Cracóvia, Polônia.







Devoção à Divina Misericórdia

Popularização e supressão

Antes de sua morte, Faustina previu que haverá uma guerra, uma guerra muito terrível e pediu às Irmãs que rezassem pela Polônia. 

Um ano depois da morte de Faustina, quando o Arcebispo Jałbrzykowski constatou que suas previsões haviam se concretizado, ele permitiu o acesso público à imagem da Divina Misericórdia, o que resultou em enormes aglomerações e espalhou a devoção à Divina Misericórdia.

Jałbrzykowski foi preso pelos nazistas em 1942, mas Padre Sopoćko conseguiu esconder-se durante dois anos perto de Vilnius, período durante o qual ele estabeleceu uma nova congregação baseada nas mensagens da Divina Misericórdia confiadas à Faustina. 

Finda a guerra, Sopoćko escreveu a constituição da congregação e ajudou na formação do que hoje é a Congregação das Irmãs da Divina Misericórdia.

 Treze anos depois do falecimento de Faustina, já havia 150 centros da Divina Misericórdia na Polônia. 

Depois da morte de Santa Faustina, as freiras de seu convento enviaram seus escritos para o Vaticano, já que até 1966, qualquer visão de Jesus e de Maria precisavam de aprovação da Santa Sé antes de serem tornadas públicas.

 Ápós uma tentativa malograda de persuadir o Papa Pio XII de assinar uma condenação das visões e da obra escrita de Faustina, o Cardeal Alfredo Ottaviani tentou junto ao Santo Ofício, que o Papa seguinte, João XXIII, a condenasse em 1959.

Este Papa assinou um decreto que incluía os diários de Faustina na lista de livros proibidos, a devoção da Divina Misericórdia foi proibida e o Padre Sopoćko sofreu uma severa reprimenda, tendo sua obra também proibida e, assim como a obra de Santa Faustina e a devoção à Divina Misericórdia, permaneceu assim até que o decreto fosse abolido, em 14 de junho de 1966, pelo Papa Paulo VI. 

A despeito da proibição, o arcebispo de Cracóvia permitiu que as freiras deixassem a imagem original na capela, de forma que pudessem praticar a devoção.

Karol Wojtyla, que veio a tornar-se Papa (João Paulo II), era Arcebispo de Cracóvia em 1965, quando abriu uma nova investigação entrevistando testemunhas e reportou abundante documentação ao Vaticano, solicitando o início do processo de beatificação de Faustina, o processo seria iniciado em 1968.







Santidade

Em 1978, ano em que João Paulo II assumiu o papado, o Vaticano publicou uma nota esclarecendo que o banimento dos diários de Faustina, e por extensão da Devoção da Divina Misericórdia, deu-se devido a um mal-entendido causado por erros de tradução do polonês para o italiano e da posterior dificuldade de comunicação devido a Segunda Guerra Mundial e a posterior era comunista.

MILAGRES DE SANTA FAUSTINA:

A formal beatificação de Faustina envolveu o caso da americana Maureen Digan. Em março de 1981, Digan relatou ter sido curada enquanto rezava junto à tumba de Santa Faustina. Ela sofria de linfedema há décadas, já havia sido submetida a dez operações incluindo a amputação de uma perna. 

Os relatos de Digan dão conta de que, ao rezar junto ao túmulo de Faustina, ela teria escutado uma voz dizendo me peça ajuda e eu te ajudarei, então sua constante dor teria cessado. Segundo Digan, depois de dois dias, seus sapatos tornaram-se largos pois seu corpo teria parado de reter líquido . Ao retornar para os EUA, cinco médicos declararam que ela havia sido inexplicavelmente curada. 

O caso foi declarado milagre pelo Vaticano em 1992 num processo baseado em relatos de testemunhas das condições de saúde de Digan.

  Outro milagre, acontecido no aniversário da morte de Santa Faustina, em 5 de outubro de 1995, consiste na cura de um problema congênito de coração que acometia o Padre Pytel.

Em 18 de abril de 1993, João Paulo II declarou Maria Faustina Kowalska Beata diante de uma multidão de devotos da Divina Misericórdia que ocupavam a Praça de São Pedro em Roma. Foi canonizada em 30 de abril de 2000. 

O Papa João Paulo II presidiu a cerimônia de canonização diante de uma multidão de peregrinos da Divina Misericórdia. 



Praça de São Pedro no dia da canonização de Santa Faustina.




Tanto a cerimônia que tornou Santa Faustina a primeira Santa canonizada no terceiro milênio quanto a cerimônia de beatificação foram realizadas no segundo domingo de Páscoa (o domingo seguinte ao domingo de Páscoa), dia que a Igreja Católica estabeleceu como Domingo da Divina Misericórdia.

Do legado de Santa Faustina surgiu a devoção à divina Misericórdia. Esta devoção considera que a principal prerrogativa de Jesus é a misericórdia e que esta é a última tábua de salvação. 

Acessa-se a misericórdia pela confiança. Esta devoção é constituída pela mensagem da Divina Misericórdia, a Coroa da Divina Misericórdia, a imagem da Divina Misericórdia e a Festa da Divina Misericórdia.






Altar in the Shrine of Divine Mercy, photo by Artur Żyrkowski

Altar do Santuário da Divina Misericórdia.







Entre 1999 e 2002, foi construído o Santuário da Divina Misericórdia, consagrado em 2002 pelo Papa João Paulo II. 

A basílica do local abriga o túmulo de Santa Faustina Kowalska.



Papa João Paulo II diante do túmulo de Santa Faustina.




Oração de Santa Faustina,
para ter um coração misericordioso para com os outros
Ó Jesus, eu entendo que Sua misericórdia é maior que tudo imaginável. Eu te peço, portanto,

para fazer o meu coração tão grande que haverá espaço nele para as necessidades de todas as almas que vivem neste mundo todo terreno.

Ó Jesus, meu amor vai além do mundo para as almas que sofrem no Purgatório, e eu quero exercer misericórdia para com elas por meio de orações indulgenciadas.

A Misericórdia de Deus é insondável e inesgotável, assim como o próprio Deus é insondável. Se eu usasse as palavras mais fortes para expressar esta misericórdia de Deus, elas não seriam nada em comparação com o que é na realidade.

Ó Jesus, faça meu coração sensível a todos os sofrimentos do meu próximo sejam eles do corpo ou da alma. Ó meu Jesus, eu sei que você age em relação a nós como agimos em direção ao nosso próximo.

Meu Jesus, fazei meu coração semelhante ao Vosso Coração misericordioso.

 Jesus, ajuda-me a passar a vida fazendo o bem a todos.

 Diário de Santa Faustina








Rogai por nós, Santa Faustina, 
para que com a vida e com as palavras 
proclamemos ao mundo a mensagem da Misericórdia.


Oremos:
Deus Misericordioso, acolhe os nosso agradecimento
 pelo dom da vida e da missão de Santa Faustina 
e ajuda-nos com a sua intercessão 
a crescer na atitude de confiança para Convosco e de misericórdia para com o próximo. 
Por Cristo Nosso Senhor. 
Amém.








<< Ó Jesus, que fizeste de Santa Faustina uma grande devota da Vossa ilimitada misericórdia, dignai-vos, pela sua intercessão, se for do agrado da Vossa santíssima vontade, conceder-nos a graça da conversão dos Sacerdotes e Bispos infiéis.

Nós, pecadores, não somos dignos da Vossa misericórdia, mas olhai para o espírito de sacrifício e dedicação da Santa Faustina e recompensai a sua virtude ouvindo os pedidos que por sua intercessão com confiança Vos apresentamos. >>

 Pai Nosso… Ave Maria… Glória ao Pai















quarta-feira, 1 de outubro de 2014

SÃO DIONÍSIO AREOPAGITA, BISPO DE ATENAS - 03 DE OUTUBRO







São Dionísio é mencionado no livro dos Atos dos Apóstolos juntamente com sua esposa Damarás. Converteu-se ao cristianismo através das pregações do Apóstolo São Paulo, quando este visitou Atenas na Grécia.

















 Conhecedor da filosofia grega, Dionísio era um dos conselheiros da suprema corte de justiça, conhecida também por Comitê Aerópago. 

Diz-se que no dia da crucifixão do Senhor em Jerusalém, Dionísio viu um eclipse solar , fenômeno desconhecido da astronomia daquela época. 

Tal fato fez com que Dionísio dissesse: «Ou Deus está ofendido, ou o fim do mundo está próximo»! 

Quando São Paulo passou por este centro cultural de Atenas que era o Aerópago, proclamou a célebre homilia: «Atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos; porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: Ao Deus Desconhecido. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio» (At. 17, 22); e começou a pregar o Deus verdadeiro.

Por mais que, por causa disso, muitos tivessem zombado de Paulo, outros aderiram à fé e creram; e entre esses estava Dionísio. 






A tradição nos diz que Dionísio foi o primeiro Bispo de Atenas.

 Também se conta que ele, na Dormição da Santíssima Mãe de Deus, se fez presente no Espírito Santo. 








Viveu 90 anos e foi decapitado durante a perseguição aos cristãos na época do imperador Domiciano (96 dC) Seu crânio está conservado no Monastério búlgaro Docheiariou, no Monte Athos. 

Desde o século V, divulgaram-se uns escritos místicos intitulados «Dionísio, o Aeropagita», que tiveram certa importância para a Igreja. 

Hoje, porém, os estudiosos afirmam que estes escritos podem não ter sido de sua autoria, mas que, o mais provável é que tenham sido compilados por um desconhecido das terras sírias, nas últimas décadas do século V.

 Por tal razão, tais escritos são conhecidos hoje como «Escritos apócrifos de Dionísio, o aeropagita».






Catderal de São Dionísio o Areopagita, em Atenas, Grécia.








Os cristãos sempre sofreram intensas perseguições, chacinas e saques durante o transcorrer dos séculos, principalmente no início da formação da Igreja. Tanto que muitos dos escritos foram queimados ou destruídos de outra forma. Por isso a memória da Igreja, às vezes, tem dados insuficientes sobre a vida e a obra de santos e mártires do seu passado mais remoto. Para que essas poucas evidências não se perdessem, ela se valeu das fontes mais fiéis da literatura mundial, que nada mais são do que as próprias narrações das antigas tradições orais cristãs preservadas pela humanidade.

HÁ DOIS SANTOS DIONÍSIOS - SÃO DIONÍSIO AEROPAGITA E SÃO DIONÍSIO DE PARIS (OU DÊNIS DE PARIS)

Interessante é o caso dos dois santos com o nome de Dionísio, venerados pelo cristianismo. A data de hoje é consagrada ao Areopagita, sendo o outro santo, o primeiro bispo de Paris, festejado no dia 9 deste mês.









O Dionísio homenageado foi convertido pelo apóstolo Paulo (At 17,34) durante a sua pregação aos gregos no Areópago, daí ter sido agregado ao seu nome o apelido de Areopagita.

O Areópago era o tribunal supremo de Atenas, na Grécia, onde eram decididas as leis e regras gerais de conduta do povo. Só pertenciam a ele cidadãos nascidos na cidade, com posses, cultura e prestígio na comunidade. Dionísio era um desses areopagitas.

Nascido na Grécia, no seio de uma nobre família pagã, estudou filosofia e astronomia em Atenas. Em seguida, foi para o Egito finalizar os estudos da matemática. Ao regressar a Atenas, foi nomeado juiz. Até ele chegou o apóstolo Paulo, quando acusado ante o tribunal em que se encontrava Dionísio.

Dionísio, ao assistir à eloqüente pregação de Paulo, foi o primeiro a converter-se. Por isso conseguiu para si inimigos poderosos entre a elite pagã que comandava a cidade. Foi então que são Paulo acolheu o areopagita entre seus primeiros discípulos.

Logo em seguida, Dionísio foi consagrado pelo próprio apóstolo como bispo de Atenas. 














Nessa condição, ele fez muitas viagens a terras estrangeiras, para pregar e aprender a cultura dos outros povos. 

Segundo se narra, nessas jornadas teria conhecido pessoalmente são Pedro, são Tiago, são Lucas e outros apóstolos. 

Além de os registros antigos fazerem referência sobre ele na dormição e Assunção da Virgem Maria, a mãe do Filho de Deus.

Em Atenas, seus opositores na política conseguiram sua condenação à morte pelo fogo, mas ele se salvou, viajando para encontrar-se com o papa em Roma. 

Depois, só temos a informação do Martirológio Romano, na qual consta que são Dionísio Areopagita morreu sob a perseguição contra os cristãos no ano 95.






Senhor, que convertestes São Dionísio Areopagita 
pela pregação do Apóstolo São Paulo, em Atenas, 
fazei que a Igreja ela seja sinal de amor neste mundo,
 levando a mensagem do evangelho a todos, 
e que por meio dela 
os homens se convertam e cheguem ao conhecimento do verdadeiro Deus.
Amém

Rogai por nós, São Dioníso Areopagita,
para que sejamos dignos das promessas de Cristo!






ORAÇÃO:

Ó Deus,
 que aos vossos pastores associastes São Dionísio Areopagita, 
animado de ardente caridade e da fé  que vence o mundo, 
dai-nos, por sua intercessão, perseverar na caridade e na fé,
 para participarmos de sua glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 
na unidade do Espírito Santo. 
Amém





São Dionísio, o Areopagita, Vitral de sua Catedral em Atenas, Grécia.







Dionisio instituiu o costume de enviar uma carta a cada ano na Páscoa
para encorajar os fiéis na doutrina, ainda é habitual na Igreja.






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A Dormição da Mãe de Deus é atestada na Igreja desde os tempos apostólicos.
 Já no primeiro século do cristianismo, São Dionísio Areopagita escreveu sobre sua "dormição".
E, segundo a tradição, ele a presenciou em espírito.


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São Dionísio Aeropagita foi consagrado pelo próprio apóstolo São Paulo como bispo de Atenas. Nessa condição, ele fez muitas viagens a terras estrangeiras, para pregar e aprender a cultura dos outros povos. Segundo se narra, nessas jornadas teria conhecido pessoalmente são Pedro, são Tiago, são Lucas e outros apóstolos. Além de os registros antigos fazerem referência sobre ele na dormição e Assunção da Virgem Maria, a mãe do Filho de Deus.





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Foto da Igreja Dormição em Jerusalém

Dionísio o Areopagita (+ 96dC), sobre a Dormição da Deípara:

“Pois até mesmo entre os nossos hierarcas inspirados,
 quando, como tu sabes, nós juntamente com ele [um presbítero ateniense chamado Hierotheos]
 e muitos de nossos santos irmãos se reuniram
 para contemplar aquele corpo mortal [de Maria],
 Fonte da Vida, que recebeu o Deus encarnado,
e Tiago, irmão de Deus [isto é, Tiago de Jerusalém] estava lá,
 e Pedro, o chefe maior dos escritores sagrados,
e então, depois de terem contemplado isso,
todos os hierarcas ali presentes celebraram, segundo o poder de cada um
a bondade onipotente da fraqueza Divina [ou seja, que Deus se fizesse homem]”.

 (Dionísio o Areopagita -Sobre os Nomes Divinos 3:2)