terça-feira, 14 de agosto de 2012

SANTA HELENA, IMPERATRIZ - PADROEIRA DOS DIVORCIADOS E DOS CASAMENTOS EM DIFICULDADES - 18 DE AGOSTO


 

Flavia Iulia Helena, também conhecida como Santa Helena, Helena Augusta, e Helena de Constantinopla, (Bítínia, 250 — Constantinopla, 330) foi a primeira mulher de Constâncio I Cloro, e a mãe do Imperador Constantino o Grande. 






Como nunca recebeu o título oficial de Imperatriz de Roma como esposa do imperador, a maior parte dos historiadores defende que Helena nunca foi casada oficialmente com Constâncio, tendo sua união recebido apenas um reconhecimento superficial. 




 






De acordo com a tradição cristã, teria sido ela quem descobriu o local de crucificação de Jesus Cristo, tendo sido lá erguida a Basílica do Santo Sepulcro.

 

Origens familiares

Helena nasceu numa família modesta de Drepanon, cidade na província de Bitínia, na Ásia Menor (atual Turquia),  e quando conheceu Constâncio Cloro era apenas uma serva e este ainda não tinha o título de César.

 Por esta razão, não existiu uma oposição à relação.

 Por motivos políticos, Constâncio divorciou-se de Helena para se casar com Flavia Maximiana Theodora, que era filha natural ou adotiva do imperador Maximiano, que o tinha nomeado como co-regente.






  

 

Augusta

Quando Constantino, o seu filho, se tornou imperador em 306, Helena saiu da situação marginal em que se encontrara nos últimos treze anos. 

Helena adquiriu poder, tendo financiado a construção da nova capital do império, Constantinopla. 

Em 324 recebeu o título de Augusta, junto com a sua nora, Flavia Maxima Fausta.




 










Helena converteu-se ao cristianismo e algumas tradições fazem dela responsável pela conversão do filho, que em 313 tinha mandado publicar o Édito de Milão através do qual se passava a tolerar o cristianismo. 



Helena era próxima do bispo Eusébio, sendo uma apoiante do arianismo, tendo utilizado seu dinheiro para apoiar esta causa.



















Helena gostava muito do seu neto mais velho, Crispus Caesar (filho de Constantino e de Minervina, uma relação ocorrida antes do casamento com Fausta), que foi nomeado pelo pai governante da Gália.



 Contudo, por volta de 326 Constantino decretou a execução de Crispus, então com vinte anos, que teria tentado seduzir a madrasta. 


Alguns dizem que, em vingança pela morte do neto, Helena teria mandado matar Fausta, porém não existem provas cabais disso, para comprovar essa afirmação.

 

 

 

 

 


Helena na Palestina

Logo após a morte de Fausta, Helena, que teria já perto de oitenta anos, fez uma peregrinação à Palestina. 

Lá dedicou-se a identificar os alegados locais onde se teria passado episódios da vida de Jesus Cristo.

 Ordenou a construção de igrejas, como a da Natividade em Belém e o Santo Sepulcro em Jerusalém. 

Helena faleceu pouco tempo depois de ter regressado da peregrinação, em Constantinopla, tendo sido sepultada em Roma.



   








Relicário com a cabeça de Santa Helena





Em 337 foi anunciado que a cruz onde Cristo foi crucificado (Vera Cruz ou Cruz Verdadeira) teria sido descoberta no Gólgota, tendo Helena sido identificada pela tradição com esta descoberta em finais do século IV.











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Filipenses 3, 7-8a:
Tudo o que para mim era lucro, considerei-o como perda
por amor de Cristo. Mais ainda: considero todas as coisas como
prejuízo, comparando-as com o bem supremo que é conhecer
Jesus Cristo, meu Senhor. Por Ele renunciei a todas as coisas e
considerei tudo como lixo, para ganhar a Cristo.




Santa Helena

Foi rainha, e a mãe do primeiro imperador cristão, Constantino, o Grande .
Foi Constantino que promulgou o Édito de Milão. Graças a este decreto o cristianismo foi considerado uma religião que tinha os mesmos direitos das outras religiões. 

Foi o primeiro passo para que, anos mais tarde, outro imperador, Teodósio, convertido ao cristianismo, tornasse o cristianismo a religião oficial do Império Romano.

Ela nasceu em Britynia e casou-se com um general romano Constancius I Chlorus, pelos idos de 270.  
Constancius foi feito Cezar em 293.

Logo divorciou-se de Helena e casou-se com a filha do imperador Maximiliano. 

Constantino tornou-se imperador em 312, logo após a vitória da Ponte de Milvian e Helena foi nomeada Augusta ou Imperatriz.

Ela se converteu para o catolicismo
e fez vários atos de caridade, construiu várias templos e igrejas em Roma e na Terra Santa.



 




 Numa das suas viagens a terra santa, teria tido visões, sonhos, que a ajudaram a descobrir a cruz na qual foi crucificado Jesus. 





Ela parece ter morrido na Nicomédia. 

O seus restos estão em um sarcófago no Museu do Vaticano. 





 






 Sarcófago de Santa Helena







Na liturgia da igreja, Santa Helena é mostrada como uma imperadora , segurando uma cruz.

Sua festa é celebrada no dia 18 de agosto

Ainda sobre Santa Helena:


 







A cruz foi encontrada numa cisterna no dia 3 de maio a leste do Monte Calvário. 




A historia de Santa Helena encontrando a cruz é objeto de um poema muito celebrado chamado Elene de Cynelwulf.

Em 395, 65 anos após a morte de Helena, São Ambrósio de Milão fez um sermão no qual ele disse que Helena havia encontrado a cruz onde Jesus tinha sido crucificado, mas também tinha encontrado aquele que ali tinha sido morto, ou seja Jesus.



 





 Ela, disse São Ambrósio,  tinha adorado não a madeira mas sim o Rei que ali tinha sido pendurado e que assim ela havia encontrado a imortalidade.







 A descoberta de Helena é também atestada por Rufinus e Sulpicius Severus no 4° seculo.

Parte da cruz ficou em Jerusalém e parte foi levada para Roma e alguns fragmentos foram distribuídos para um grande número de igrejas. 

Isto indica que Santa Helena queria que a cruz fosse de toda a Igreja.





 



 






Santa Helena não é uma santa somente porque ela encontrou a cruz de Cristo. 

Ela amava os pobres e vestia-se com modéstia e humildade. 

Euzébio escreveu que Helena passou seus últimos anos na Palestina, continuamente adorando e venerando ao lado de todos na igreja, humildemente vestida, igual as outras mulheres que estavam ali orando.

Em adição a isto, ela enfeitou as igrejas com ornamentos e decorações não esquecendo das mais simples capelas e dos pequenos vilarejos.

 Construiu basílicas no Monte das Oliveiras (A Eleona) e em Belém, viajando através de toda a Palestina, e era conhecida pela sua bondade com todos, pobre, soldados, e prisioneiros e muitos milagres foram a ela atribuídos.

 Quando ela morreu seu corpo foi solenemente levado de volta a Roma. 

A ilha do Atlântico chamada de Santa Helena, tem este nome porque os marinheiros espanhóis a encontraram no dia de sua festa.

Na arte litúrgica da igreja católica ela é mostrada :




 




1) Vestida como rainha e segurando uma cruz 

ou 2)Indicando a localização da Cruz,

3) A cruz sendo revelada a ela, em seus sonhos ,

4) Organizando e supervisionando a busca da cruz, 

5) Como uma lady medieval, com uma cruz e um livro como no mosaico Bisantino em Hagia, Sophia e nos mosaicos gregos, 

6)Com a cruz e os pregos, como nos mosaicos russos

Ela é invocada contra o trovão e o fogo.

E é a padroeira dos pintores e fabricantes de agulhas.

 

 

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O MILAGRE DA SANTA CRUZ:

Santa Helena, mãe do Imperador, advertida por um sonho, foi à Jerusalém procurar as insígnias da Paixão de Nosso Senhor. Estando na cidade, mandou despedaçar uma estátua de Vênus, que os ímpios gentios colocaram onde a cruz fora plantada a fim de abolir toda a lembrança da Paixão do Salvador. 



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Depois de limpado o local, onde se encontraria a Cruz, de todas as abominações pagãs, depois de furar profundamente, encontraram-se três cruzes e o título que faria reconhecer a do Salvador estava à parte. O Bispo Macário de Jerusalém, após ter dirigidos fervorosas orações para Deus, pediu que tocasse com as cruzes uma mulher gravemente doente. As duas primeiras não tiveram nenhum efeito, a terceira cruz depois de tocada restabeleceu subitamente a saúde à enferma.


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Oração do Sonho de Santa Helena

(para pedir uma revelação em sonhos)

 

Oh, minha Santa Helena dos Gentios, vós viste Cristo a favor do mar, vós fizeste uma cama debaixo de um pé de junco verde e nela deitou-se, e dormiu e sonhou que o vosso filho Constantino era Imperador em Roma.
Assim, pois, minha nobre senhora como o vosso sonho foi verdadeiro, vós mostrai-me em sonho.....(pergunta-se o que se quer saber).
Se isto tiver de acontecer, vós mostrai-me casa clara, igreja aberta, mesa bem ornada, campo verde e florido, luz acessa, água limpa e corrente ou roupa lavada. Se isto não tiver de acontecer, vós mostrai-me casa escura, igreja fechada, mesa desarrumada, campo seco, luz apagada, água turva ou roupa suja.

Rezar esta oração, um Pai Nosso e uma Ave Maria para Santa Helena todas as noites até sonhar com uma dessas coisas

 

 Esta oração é para ser avisado, em sonhos,
de perigos e revelações que possam
acontecer.

 


Minha beata Santa Helena, vós pecadora,
hoje Santa, diante de nossos senhor Jesus
Cristo, quando ele os encontrou, dizendo: "
Que quereis de minha pessoa?"
Vós respondestes:

 

 "3 cravos, senhor. um
para consagrar e botar no mar, para
defender de ondas e tempoestades,
defender os naufragos e salvar os perdidos
no mar.

 


Outro para o meu filho Constantino, para
vencer guerras e batalhas em defesa dos
cristãos, conversão dos hereges pagãos e
todos os que praticam maldade e quebrantar
as correntes do mal.


Outro para sonhar e re-sonhar, revelar-me
de todos os perigos, mostrar-me tudo o
quanto vos pedir por meio de sonhos e
visões, em bons sinais, com campos verdes,
águas claras, festas e tudo novo, caso
contrário, campos queimados, águas turvas
e tudo velho."
Só se reza esta oração na véspera de quinta
para sexta e de sexta para sábado, e se o
sonho for ruim ao acordar rezam-se 3 pai
nossos 3 aves maria e um credo.

 

 

Oração a Santa Helena

Pedir que nos livre dos maus pensamentos e de todas as aflições
 
Gloriosa Santa Helena, casta esposa do imperador Constâncio I Cloro,  Vós recebestes do céu a valiosa graça de descobrires o local onde tinha sido oculta a Santa Cruz onde Nosso Senhor Jesus Cristo derramou o seu sagrado sangue pela redenção da humanidade.
Tiveste um sonho, no qual vistes a Santa Cruz nos Vossos braços. 
Descobristes a Cruz de Nosso Senhor, a Sagrada Coroa de espinhos, os sagrados cravos com que os seus algozes pregaram as suas mãos e os seus pés no madeiro.
 
Destes um cravo ao Vosso filho, Constantino. Ficastes com outro e o terceiro atirastes ao mar, para amainar a tempestade que ameaçava afundar o barco em que conduzíeis a Santa Cruz.
Pela Cruz que descobristes, pela Coroa de espinhas e pelos Cravos, eu Vos peço, Santa Helena, sede a minha advogada, junto a Nosso Senhor Jesus Cristo.
Defendei-me, Senhora, das tentações, dos perigos, das aflições, dos maus pensamentos dos pecados.
Guiai-me nos meus caminhos, dai-me a força de suportar as provas que me forem impostas por Deus, livrai-me do mal.
Assim seja.
Rezar um Credo, um Pai Nosso, uma Ave Maria, e uma Salve Rainha.








COROA DE SANTA HELENA
 SARCÓFAGO DE SANTA HELENA



SANTA HELENA E CONSTANTINO








Gálatas 6, 8:
Cada um recolherá o que tiver semeado. Quem semeia na
carne, da carne colherá a corrupção; quem semeia no Espírito,
do Espírito colherá a vida eterna.

V. Felizes os que seguem o caminho perfeito (T. P. Aleluia)
R. E andam na lei do Senhor (T. P. Aleluia)



ORAÇÃO:
Concedei-nos, Senhor,
 o dom de Vos conhecer e amar sobre
todas as coisas, a exemplo da vossa serva Santa Helena, para que,
servindo-Vos com sinceridade de coração, possamos agradar-Vos
com a nossa fé e as nossas obras. 
Por Nosso Senhor.





 

 

FONTES:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Helena_de_Constantinopla

http://www.cademeusanto.com.br/santa_helena.htm

http://sextosentido.spaceblog.com.br/660153/ORACAO-SONHO-DE-SANTA-HELENA/


domingo, 12 de agosto de 2012

SÃO ROQUE - PROTETOR DOS CÃES E DAS VÍTIMAS DE PRAGAS, DOENÇAS E DOS CIRURGIÕES - 16 DE AGOSTO



 



São Roque (c. 1295 – 1327) é um santo da Igreja Católica Romana, protector contra a peste e padroeiro dos inválidos e cirurgiões. 


É também considerado por algumas comunidades católicas como protector do gado contra doenças contagiosas. 

A sua popularidade, devido à intercessão contra a peste, é grande sendo orago de múltiplas comunidades em todo o mundo católico e padroeiro de diversas profissões ligadas à medicina, ao tratamento de animais e dos seus produtos e aos cães.

 A sua festa celebra-se a 16 de Agosto.

Índice

  • 1 Biografia
  • 2 Canonização e culto
  • 3 Iconografia

 

 

 

 

 

 

 

Biografia

Não existem grandes certezas sobre a vida de São Roque, permanecendo a maior partes dos seus dados biográficos envolvidos em mistério. 

Até o seu verdadeiro nome é desconhecido, já que Roch (aportuguesado para Roque) seria o seu nome de família e não o nome de baptismo (está documentada a existência no século XII de uma família com aquele apelido na cidade).

Embora haja considerável variação nas datas apontadas para o seu nascimento e morte (consoante os hagiógrafos, a data de nascimento varia de 1295 a 1350; a da morte de 1327 a 1390), Roque terá nascido em Montpellier, França, por volta de 1350, e falecido na mesma cidade em 1379 (embora outra versão da sua biografia o dê como morto naquele mesmo ano, mas na Lombardia). Sabe-se contudo que terá falecido jovem.

Era filho de um mercador rico, de nome João, que teria funções governativas na cidade, e de sua mulher Libéria. Estava ligada a famílias importantes de Montpellier, sendo herdeiro de considerável fortuna.

Diz a lenda que Roque teria nascido com um sinal em forma de cruz avermelhada na pele do peito, o que o predestinaria à santidade. Roque terá ficado órfão de pai e mãe muito jovem, sendo a sua educação confiada a um tio. Terá estudado medicina na sua cidade natal, não concluindo os estudos.



 





Levando desde muito cedo uma vida ascética e praticando a caridade para com os menos afortunados, ao atingir a maioridade, por volta dos 20 anos, resolveu distribuir todos os seus bens aos pobres, deixando uma pequena parte confiada ao tio, partindo de seguida em peregrinação a Roma.

No decorrer da viagem, ao chegar à cidade de Acquapendente, próxima de Viterbo, encontrou-a assediada pela peste (aparentemente a grande epidemia da Peste Negra de 1348). 







 




De imediato ofereceu-se como voluntário na assistência aos doentes, operando as primeiras curas milagrosas, usando apenas um bisturi e o sinal da cruz. 




De seguida visitou Cesena e outras cidades vizinhas, Mântua, Modena, Parma, e muitas outras cidades e aldeias. 


Onde surgia um foco de peste, lá estava Roque ajudando e curando os doentes, revelando-se cada vez mais como místico e taumaturgo.



 











 São Roque entre os doentes de peste








Depois de visitar Roma (período que alguns biógrafos situam de 1368 a 1371), onde rezava diariamente sobre o túmulo de São Pedro e onde também curou vítimas da peste, na viagem de volta para Montpellier, ao chegar a Piacenza, foi ele próprio contagiado pela doença, o que o impediu de prosseguir a sua obra de assistência.







 








 Para não contagiar alguém, isolou-se na floresta próxima daquela cidade, onde, diz a lenda, teria morrido de fome se um cão não lhe trouxesse diariamente um pão e se da terra não tivesse nascido uma fonte de água com a qual matava a sede. 




O cão pertenceria a um rico-homem, de nome Gottardo Palastrelli, que apercebendo-se miraculosamente da presença de Roque, o terá ajudado, sendo por ele convertido a emendar a sua má vida.

Miraculosamente curado, regressou a Montpellier, mas logo foi preso e levado diante do governador, que alguns biógrafos afirmam seria um seu tio materno, que declarou não o conhecer. 




 





São Roque é capturado e preso











Roque foi considerado um espião e passou alguns anos numa prisão (alguns biógrafos dizem ter sido 5 anos) até morrer, abandonado e esquecido por todos, só sendo reconhecido depois de morto, pela cruz que tinha marcada no peito.




 


O anjo visitando São Roque na prisão.





 
Uma versão alternativa situa o local da prisão em Angera, próximo do Lago Maggiore, afirmando que teria sido mandado prender pelo duque de Milão sob a acusação de ser espião a soldo do Papa. 

Não se podendo livrar da acusação de espionagem (ou de disseminar a peste), morreu prisioneiro naquela cidade (diz-se que em 1379).

Embora não haja consenso sobre o local do evento, parece certo que ele morreu na prisão, depois de um largo período de encarceramento.


 




São Roque é encontrado morto na prisão










Descoberta a cruz no peito, a fama da sua santidade rapidamente se espalhou por todo o sul de França e pelo norte da Itália, sendo-lhe atribuídos numerosos milagres. 

Passou a ser invocado em casos de epidemia, popularizando-se como o protector contra a peste e a pestilência. 

O primeiro milagre póstumo que lhe é atribuído foi a cura do seu carcereiro, que se chamaria Justino e coxeava.

 Ao tocar com a perna no corpo de Roque, para verificar se estaria realmente morto, a perna ficou milagrosamente curada.











Embora sem provas que o consubstanciem, afirma-se que Roque terá pertencido à Ordem Terceira de São Francisco.








Canonização e culto

Não se conhece a data da canonização, a qual terá sido por devoção popular e não por decisão eclesiástica, como aliás era comum na época. 

A primeira decisão oficial da Igreja sobre o culto a São Roque aconteceu em 1414, quando no decurso do Concílio de Constança se declarou uma epidemia de peste. 




 




 Papa Paulo VI em procissão de São Roque, pelo fim da peste.





Levados pela fé popular em São Roque, os padres conciliares ordenaram preces e procissões em sua honra, tendo de imediato o contágio cessado.

O papa Urbano VIII aprovou os ofícios eclesiásticos para serem recitados a 16 de Agosto, dia da sua festa.

O papa Paulo III erigiu uma confraria, sob a invocação de São Roque, para administrar a igreja e o hospital erigidos em Roma durante o pontificado de Alexandre VI. 

A confraria cresceu rapidamente, de tal forma que o papa Paulo IV a elevou a arquiconfraria, como a faculdade de agregar outras confrarias da mesma invocação que tinham surgido noutras cidades. A confraria tinha um cardeal protector (ver Reg. et Const. Societatis S. Rochi). Vário papas concederam privilégios a esta confraria, nomeadamente Pio IV (1561), Gregório XIII (1577) e Gregório XIV (1591).






 







O culto a São Roque, que tinha declinado durante o século XVI reavivou-se com a aprovação papal da respectiva confraria, tendo surgido igrejas dedicadas ao santo em todas as capitais católicas, recrudescendo a devoção sempre que surgiam epidemias. O último grande ressurgimento ocorreu com a cólera nos princípios do século XIX.



Diz-se que as suas relíquias foram transportadas para Veneza em 1485, sendo aí objeto de grande veneração. 

A magnificente igreja seiscentista que as alberga, a Scuola Grande di San Rocco, foi decorada por Tintoretto. A cidade dedica-lhe uma festa anual (uma das obras primas de Canaletto retrata a saída da procissão de São Roque em Veneza).



 




 Procissão de São Roque, em Veneza





Iconografia

São Roque é geralmente representado em trajes de peregrino, por vezes com a vieira típica dos peregrinos de Compostela, e com um longo bordão do qual pende uma cabaça.

 Um dos joelhos é geralmente mostrado desnudado, sendo visível uma ferida (bubão da peste). Por vezes é acompanhado por um cão, que aparece a seu lado trazendo-lhe na boca um pão.






 


 Oração a São Roque   - Protetor contra a peste, o contágio e a poluição - (16 de agosto) 

São Roque, 
que vos dedicastes com todo o amor aos doentes contagiados pela peste, embora também a tenhais contraído, daí-nos paciência no sofrimento e na dor. 

São Roque, protegei não só a mim, mas também aos meus irmãos e irmãs, livrando-nos das doenças infecciosas. 

Por isso, hoje, rezo especialmente por uma pessoa muito querida (dizer o nome da pessoa), para que fique livre do seu mal. 

Enquanto eu estiver em condições de me dedicar aos meus irmãos, proponho-me ajuda-los em suas reais necessidades, aliviando um pouco o seu sofrimento. 

São Roque, abençoai os médicos, fortalecei os enfermeiros e atendentes dos hospitais e defendei a todos da doenças e do perigos.Amém. 





 


Oh! Deus, 
que por meio de vosso anjo apresentasteis ao Bem-aventurado São Roque uma taboa escrita, 
prometendo-lhe que qualquer que de Coração lhe invocasse ficaria livre dos estragos da peste, 
concedei-nos a graça de que celebrando sua gloriosa memoria, mediante seus méritos e rogos,
 sejamos livres de todo contágio tanto de corpo como de alma.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.


 


São Roque,
 pelos exemplos que nos desteis de pobreza, paciência e caridade com os enfermos,
 vos imploramos vossa intercessão para imitar-vos e conseguir a proteção de Cristo, Senhor universal; 
 especialmente contra a contaminação dos elementos naturais.

Confiamos que como tantas vezes socorresteis a nossos antepassados,
 também agora o faças conosco. 
Amém.
 

 ORAÇÃO CONTRA PESTE E EPIDEMIAS

Misericordiosíssimo e benigníssimo Senhor, que com paternal Providência castigastes nossas culpas, e pela infeção do ar nos tiras a saúde e a vida corporal, para que reconheçamos e humilhemo-nos em vosso acatamento, nos deis a vida espiritual de nossas almas: 

eu vos suplico humildemente pela intercessão de São Roque, que se for para vossa maior glória, e proveito de nossas almas, guardeis a mim e a toda esta familia e patria de qualquer enfermidade e mal contagioso e pestilente, e nos deis inteira saúde de alma e corpo, para que em vosso santo templo vos bendigamos e perpetuamente vos sirvamos.

E vos, oh! bem-aventurado Santo, que por exemplo de paciência, e maior confiança em vosso patrocinio, quis Deus que fosseis ferido de pestilencia, e que em vosso corpo padecesteis o que outros padecem, e de vossos males aprenderias a compadecer-vos dos doentes e socorriteis aos que estavam em semelhante agonia e aflição,

 olhai-nos com piedosos olhos, e livrai-nos, se nos convem, de toda mortalidade, por meio de vossas fervorosas orações, alcançai-nos a graça do Senhor, para que em nosso corpo são ou enfermo viva nossa alma curada, e por esta vida temporal, breve e caduca cheguemos a eterna e gloriosa, e convosco aproveitemos dela nos séculos dos séculos.
 Amém.











SÃO FABIANO, SÃO SEBASTIÃO E SÃO ROQUE


 SÃO LOURENÇO, SÃO SEBASTIÃO E SÃO ROQUE









SÃO ROQUE NO HOSPITAL CUIDANDO DOS DOENTES






 SÃO ROQUE ORANDO PELO FIM DA PESTE



















A APOTEOSE DE SÃO ROQUE

 
 SÃO ROQUE , NA GLÓRIA

 ALTAR DA CAPELA DE SÃO ROQUE, 
EM LOUISIANA, NEW ORLEANS, EUA.

E ABAIXO, EX-VOTOS POR GRAÇAS ALCANÇADAS DE CURAS
PELA INTERCESSÃO DE SÃO ROQUE: