quinta-feira, 9 de agosto de 2012

SANTA FILOMENA, VIRGEM E MÁRTIR - 11 DE AGOSTO










Santa Filomena (século III) é considerada "santa virgem e mártir", cuja veneração pela Igreja Católica Apostólica Romana iniciou-se em meados do século XIX. 









O pouco que se sabe de sua vida, além do fato de ter sido uma jovem mártir, chegou à Igreja através de revelações privadas, que teriam sido recebidas pela Serva de Deus Maria Luisa de Jesus (1799-1875) em agosto de 1833, na cidade de Nápoles. 








Picture 





Serva de Deus Maria Luisa de Jesus (1799-1875)










Essas revelações, por obediência ao seu diretor espiritual, foram transcritas e a veracidade de seus escritos foi atestada pelo Santo Ofício (atual Congregação para a Doutrina da Fé) em 21 de dezembro do mesmo ano.

Índice

  • 1 Revelações de Santa Filomena
  • 2 Restos mortais
  • 3 Veneração
  • 4 Milagre do Século
  • 5 Crescimento da Devoção
  • 6 Controvérsias
  • 7 Respostas à controvérsia
  • 8 Datas Relevantes no culto a Santa Filomena
  • 9 Objetos Devocionais
  • 10 Status Atual da Devoção a Santa Filomena
  • ALGUNS MILAGRES E GRAÇAS

Revelações de Santa Filomena

Santa Filomena nasceu, segundo a crença, numa cidade-estado da Grécia, filha de pais nobres.

 Ainda muito jovem, aos 13 anos, foi prometida ao Imperador Diocleciano para ser sua esposa em troca da pacificação de confrontos políticos.




 


 O Imperador, por sua vez, "impressionou-se com a beleza da jovem". 




Como Filomena se recusasse a casar, porque havia eleito o "próprio Senhor Jesus Cristo para seu esposo", o "tirano" ordenou, primeiramente, que a "colocassem num cárcere e a flagelassem sangrentamente".





 
Tendo sido curada miraculosamente deste suplício, foi ordenado que ela fosse "lançada ao rio Tibre com uma âncora amarrada ao pescoço". 


 




E como a "correnteza a levasse até a margem do rio", apesar da âncora, mandou Dioclesiano que a "ferissem com flechadas". Com o corpo todo ferido pelas flechas, a jovem foi "lançada novamente no cárcere". 





Entretanto, no dia seguinte, conta a tradição que "Filomena foi encontrada com o corpo sadio e sem qualquer marca de ferimento". O "cruel tirano" ordenou, então, que a "ferissem com flechas em chamas". 


 






Estas, porém, "voltaram-se contra os arqueiros, matando a muitos". Por fim, "foi a heróica jovem decapitada, por ordem do Imperador".

 

 

 

 

Restos mortais

No dia 24 de maio de 1802, os ossos de uma mulher entre treze e quinze anos foi descoberto no cemitério de Santa Priscila, nas escavações das catacumbas em Roma por um pedreiro.








 Foto do local onde foi encontrada a tumba de Santa Filomena, nas catacumbas.






Avisou-se Monsenhor Ponzetti, então o Guarda das Santas Relíquias, que ordenou que se parasse de quebrar o que quer que fosse.

 No dia seguinte, 25 de maio de 1802, acompanhados pelo padre Filipo Ludovici, desceram às catacumbas para assistir À abertura total da sepultura. 

foram encontrados uma ânfora com uma substância, notoriamente "sangue seco" e uma palma, símbolos do martírio. 

A sepultura estava lacrada por três placas com a seguinte inscrição:
LUMENA (primeira placa) PAXTE (segunda placa) CUMFI (terceira placa)


 







A sepultura foi documentada por Monsenhor Ponzetti, Guarda das Santas Relíquias, como FILOMENA, uma interpretação do epitáfio de acordo com o antigo costume de se começar as inscrições pela segunda placa e também pela lógica do contexto etimológico.

 O epitáfio inteiro lê-se, segundo sua interpretação pois
PAX TECUM FILUMENA



 




O nome de Filomena foi oficialmente atribuído pela Igreja Católica aos restos examinados em 25 de maio de 1802 e inscritos no documentos publicado por Monsenhor Ponzetti, que enviou os despojos dessa mártir cristã à Diocese de Nola (Itália) aos 8 de junho de 1805.



 




Os símbolos encontrados no epitáfio do sepulcro de Filomena.






Veneração

Graças à assistência de Monsenhor Bartolomeo de Caesare, Bispo de Nola (Itália), o padre Francisco de Lucia (1796-1847), pároco da Igreja Nossa Senhora das Graças, da cidade de Mugnano del Cardinale (Itália), desejou levar as relíquias de um santo para sua paróquia e foi à Santa Sé em Roma para solicitá-las.

Quando estava na Capela do Tesouro (onde ficavam as sagradas relíquias), dentre tantas apenas três possuíam nomes: um adulto, uma criança e Santa Filomena. Quando ajoelhou-se diante das relíquias de Santa Filomena, alegou que "sentiu-se possuído de uma alegria espiritual jamais experimentada". Sentiu também um "incontrolável desejo de levar aquelas Sagradas Relíquias para sua igreja em Mugnano".

Terminada essa visita, dirigiu-se ao Sr. Bispo de Potenza e ficou sabendo então que "precisaria de uma graça muito especial, ou talvez um milagre". 

Não havia precedentes de a Santa Sé haver confiado tão preciosos tesouros à guarda de um simples sacerdote. E nesse caso seria praticamente impossível, por se tratar das relíquias de uma virgem mártir cujo nome era conhecido.













Tendo caído gravemente enfermo, padre Francisco "recorreu ao auxílio" de Santa Filomena, prometendo tomá-la como especial Padroeira e levar suas relíquias para Mugnano del Cardinale, caso obtivesse autorização para tanto. 






Curado milagrosamente, retornou então à Santa Sé narrando a graça alcançada e obteve o pedido, levando triunfalmente as relíquias para sua paróquia em 1º de julho de 1805, onde até hoje se encontram.

 Assim que lá chegou começaram a acontecer tantos milagres que ia gente de toda a Itália e Europa a pedir e agradecer graças alcançadas.


Milagre do Século

Já em 1833, o Bispo Anselmo Basilici, da Diocese de Nepi e Sutri (atual Diocese de Cività Castellana), pediu a abertura do processo de canonização de Santa Filomena em virtude das inúmeras "graças" que vinham sendo relatadas, obtidas alegadamente através da "jovem mártir". 

 
  No entanto, era necessário um milagre devidamente documentado pela Igreja e atestado pela Santa Sé e esse milagre veio através de Pauline Jaricot.




Picture 






A cura da jovem Pauline-Marie Jaricot (1799-1862) foi fundamental para a divulgação da devoção a Santa Filomena pelo mundo católico. 








Seriamente doente de uma enfermidade cardíaca e já desenganada pelos médicos, decidiu sair em peregrinação a Mugnano del Cardinale para rezar junto aos restos mortais de Santa Filomena. 

Partiu da França e, ao chegar à Itália, dirigiu-se a Roma, onde pediu em audiência ao Papa Gregório XVI que ponderasse sobre a canonização de Santa Filomena caso ela voltasse curada.

 O Supremo Pontífice responde que sim, convencido de que Pauline, alegadamente moribunda, apenas precisava de uma consolação espiritual e que ele não poderia negá-la.

Pauline Jaricot chegou a Mugnano após uma viagem, dita extenuante, sob o calor do verão italiano do mês de agosto, às vésperas da festa de Santa Filomena.










No dia seguinte ela comungou e desmaiou: pensou-se que ela estava morta. Recomposta do desmaio, ela pediu que a levassem até o relicário de Santa Filomena, onde foi curada milagrosamente. 








O reitor da Basílica tocou os sinos para anunciar a novidade, enquanto o povo exultava de alegria, com o que se chamou de "Milagre do Século", aos 10 de agosto de 1835.

 Após passar alguns dias em Mugnano del Cardinale, rezando e agradecendo, ela voltou a Roma, onde o Papa Gregório XVI aprovou o culto a Santa Filomena aos 13 de janeiro de 1837.








 






Primeira imagem de Santa Filomena, Mugnano, Itália.









Crescimento da Devoção

Os Papas foram generosos com Santa Filomena. O próprio Papa Gregório XVI concedeu-lhe, além a aprovação do culto público, um ofício, uma missa especial e uma leitura própria no Breviário (atual Liturgia das Horas). 

O Papa Leão XIII aprovou o uso do famoso "Cordão de Santa Filomena", assim como eregiu a Arquiconfraria de Santa Filomena na França. Por sua vez São Pio X estendeu a Arquiconfraria de Santa Filomena para o mundo inteiro.

 Assim, a popularidade dela logo se espalhou, sendo seus mais memoráveis devotos João Maria Batista Vianney, Madalena Sofia Barat, Pedro Eymard, e Pedro Chanel, todos eles santos da Igreja Católica Apostólica Romana.






 

Controvérsias

Já em 1904, uma publicação feita pelo arqueólogo Orazio Marucchi (artigo na Wikipédia em inglês) (Osservazioni archeologiche sulla Iscrizione di S. Filomena dans Miscellanea di Storia Ecclesiastica, Vol. 2, 1904, pp. 365–386) colocou em dúvida a existência histórica de Santa Filomena. Ele defendia fundamentalmente quatro postulados:

1. As placas deveriam estar em ordem direta e não indireta (como estavam) o que constituía um indício de que haviam sido reutilizadas, podendo pertencer, portanto, a qualquer outra pessoa ali enterradas;

2. O que havia na ânfora não era sangue, mas perfume ressecado, o que invalidaria a teoria do martírio;

3. Nem mesmo as placas e o sangue juntos são provas de que os restos que ali jaziam eram de uma mártir;

4. O único relato disponível sobre a vida de Santa Filomena eram as revelações de Maria Luisa de Jesus, fantásticos por natureza, sem caráter histórico nem científico.

Todos esses argumentos foram refutados na mesma ocasião (1906) pelo professor católico da Pontifícia Universidade Gregoriana Giuseppe Bonavenia, jesuíta, e pelo arqueólogo católico J. B. Rossi, especialista em paleoarqueologia cristã no livro "Controversia sul celeberrimo epitaffio di Santa Filomena, V. e M.". No entanto, a semente da dúvida já estava lançada.

 A questão tomou mais corpo ainda quando, em 14 de fevereiro de 1961, a Congregação dos Ritos publicou um ato no qual excluía a celebração litúrgica de Santa Filomena, o que levou muitas pessoas, desde então, a afirmar que "Filomena não é mais santa".









 

Respostas à controvérsia

Convém lembrar que Santa Filomena nunca foi incluída no Calendário Geral Romano (de uso universal), mas desde 1837 foi aprovada sua memória para ser celebrada apenas em alguns lugares. 

A edição de 1920 do Missal Romano incluía uma menção a ela em 11 de agosto, na seção intitulada "Missae pro aliquibus locis" (Missas para alguns lugares), com uma indicação de que a missa a ser usada naquelas ocasiões era a Comum de uma Virgem Mártir, mas sem oração coleta própria.

 Já no missal de 1962, a edição constituída para o uso como forma extraodinária do Rito romano também não a mencionou.

Mesmo sem ter sido incluída na versão revista do Martirológio Romano, publicado em 2001 pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, o que daria um esclarecimento substancial à devoção a Santa Filomena, um congresso foi levado a cabo pelo Reitor da Basílica de Santa Filomena, Monsenhor Giovanni Braschi, aos 9 de maio de 2005, em Roma, contando com a participação, entre outros, do Doutor Carlo Lalli, cientista católico do "Istituto delle Pietre Dure di Firenze" (Florença), responsável pelos estudos científicos sobre as placas e o suposto sangue ali encontrados, e do professor Jos Janssen, jesuíta responsável pelo relato histórico do ponto de vista religioso, entre outros.

Por essa ocasião, os seguintes pontos foram esclarecidos:
1. As relíquias encontradas em 1802 são comprovadamente de uma jovem mártir, conforme atestou a Santa Sé na ocasião;

2. O culto a Santa Filomena foi aprovado oficialmente pelo Papa Gregório XVI em 1837;

3. Dezenove atos da Santa Sé, ao longo do reinado de cinco Papas atestam, afirmam, promovem e incrementam o culto a Santa Filomena, o que por si nada prova.

4. As conclusões arqueológicas de Oracio Marucchi foram devidamente "contestadas" já em 1906 e ainda em 1963 pelos estudos feitos pelo padre Antonio Ferrua, jesuíta, arqueólogo e secretário da Comissão Pontifical de Arqueologia Sagrada e professor de arqueologia da Pontifícia Universidade Gregoriana;

5. A supressão de 1961 é litúrgica, isto é, diz respeito à missa própria e leituras do Breviário (Liturgia das Horas), e não à santidade em si de Santa Filomena, cuja canonização procedeu-se como pede a praxe (isto é, através de um milagre que de fato foi verificado, estudado, analisado e aprovado);

6. O Martirológio Romano não constitui uma compilação exaustiva de todos os mártires ou supostos santos reconhecidos pela Igreja, nem a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos jamais teve tal intenção (contudo, contém quase todos os santos que foram canonizados pela Igreja Católica, havendo sim exceções).








Datas Relevantes no culto a Santa Filomena

Além da Missa, que é o centro da vida da Igreja Católica, Santa Filomena também é frequentemente honrada com o Ofício da Liturgia das Horas, ambos retirados do chamado "Comum das Virgens" (podendo, no entanto, também ser honrada com os Ofícios do "Comum dos Mártires"). 

Paralelamente, para os devotos de Santa Filomena, algumas datas do calendário civil são importantes, uma vez que remetem a fatos importantes da vida da mesma. São elas:

a. 10 de janeiro: nascimento de Santa Filomena;

b. Domingo depois de 10 de janeiro: Patrocínio de Santa Filomena;

c. 25 de maio: celebração do reencontro do corpo de Santa Filomena;

d. 10 de agosto: celebração da transladação do corpo e do martírio de Santa Filomena;

e. 11 de agosto: festa litúrgica de Santa Filomena;

f. 13 de agosto: celebração do nome de Santa Filomena;

Tendo em vista a antiquíssima tradição que considera o dia da morte terrena dos seus santos como sendo o dia de seu nascimento para a vida eterna, a
Igreja Católica (em função do martírio de Santa Filomena ter ocorrido em 10 de agosto) costuma promover suas festas patronais, paroquiais e devocionais durante todo o mês de agosto.





Objetos Devocionais

Paralelamente, a Igreja Católica aprova e incentiva o uso dos chamados "Sacramentais", que são objetos que não sendo Sacramentos, ajudam os fiéis na recepção dos mesmos. 




 


No caso de Santa Filomena, o uso dos Sacramentais já é tradicional, difundidos desde o início da devoção a essa santa na vida da Igreja Católica por uma dos primeiros e mais ilustres devotos de Filomena, São João Maria Batista Vianney. 






Os "Sacramentais" de Santa Filomena são:

a. Coroa de Santa Filomena: é um pequeno rosário formado por uma medalha de Santa Filomena, onde se reza um "Credo"; três contas brancas, onde se reza um "Pai Nosso" em cada uma das contas, para honrar as três pessoas da Santíssima Trindade; e treze contas vermelhas, que fazem menção ao sangue do martírio de Santa Filomena, onde se rezam a jaculatória "Santa Filomena, pelo vosso amor por Jesus e Maria, rogai por nós".




 


b. Cordão de Santa Filomena: 

é um cordão de Crochê feito com linha vermelha e branca, trançadas uma na outra. 

A linha branca faz referência à pureza e a vermelha, ao martírio de Santa Filomena. 
O cordão, benzido por um sacerdote, é geralmente usado pelo devoto atado à sua cintura.







 

c. Óleo de Santa Filomena: é um óleo comum benzido, que os devotos costumam aplicar em pequeníssimas doses no corpo e até mesmo consumí-lo, tendo em vista a cura de enfermidades. 


É benzido apenas no dia 10 de agosto e unicamente no Santuário de Santa Filomena, na Itália, pelo padre reitor do mesmo.

 

 

 

 

 

 

 

 

Status Atual da Devoção a Santa Filomena

A devoção a Santa Filomena espalhou-se pelo mundo principalmente através do grande fenômeno que foi a Emigração italiana de fins do século XIX e começo do século XX, cujos imigrantes levaram suas devoções para os países onde se estabeleceram. 

Assim, fora da Itália, encontram-se fiéis devotos de Santa Filomena no Brasil, Estados Unidos e Austrália, por exemplo.

 Uma vez suprimidas as concessões litúrgicas pelo ato de 1961, a atual missa em louvor a Santa Filomena é tirada do Comum das Virgens, assim como a Liturgia das Horas, o que exalta o caráter cristológico da mesma devoção. 

Só dessa forma a devoção a Santa Filomena - assim como toda e qualquer outra devoção - atinge sua finalidade, que é a de ser testemunho de vida cristã para os membros da igreja. Nessa dimensão, e apenas nela, o martírio e a virgindade atingem o seu ápice, que é o próprio Jesus.

 







 
Ó DEUS,
 QUE HOJE NOS ALEGRAIS COM A COMEMORAÇÃO DE SANTA FILOMENA,
 CONCEDEI QUE SEJAMOS AJUDADOS PELOS SEUS MÉRITOS
 E ILUMINADOS PELOS SEUS EXEMPLOS 
DE CASTIDADE E FORTALEZA. 
POR NOSSO SENHOR JESUS CRISTO,
VOSSO FILHO,
NA UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO.
AMÉM





  

ALGUNS MILAGRES E GRAÇAS DE SANTA FILOMENA :

http://rezairezairezai.blogspot.com.br/2012/08/milagres-de-santa-filomena-virgem-e.html


 

FONTES:

http://www.philomena.us/

http://saintphilomenaph.weebly.com/finding-of-the-holy-relics.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Filomena

http://www.oracoes.info/SantaFilomena07.html

 

 

 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

SÃO JOÃO MARIA VIANNEY OU SANTO CURA D`ARS - PADROEIRO DOS PADRES, VIGÁRIOS - 04 DE AGOSTO





São João Maria Batista Vianney (Lion, Dardilly, 8 de maio de 1786 - Ars-sur-Formans, 4 de agosto de 1859), ou Santo Cura de Ars, como ficou conhecido, foi um sacerdote francês, canonizado pela Igreja Católica. É considerado o padroeiro dos sacerdotes.






João Maria Batista Vianney sem dúvida alguma, se tornou o melhor exemplo das palavras profetizadas pelo apóstolo Paulo: "Deus escolheu os insignificantes para confundir os grandes".

 Ele nasceu em 8 de maio de 1786, no povoado de Dardilly, ao norte de Lyon, França. Seus pais, Mateus e Maria, tiveram sete filhos, ele foi o quarto. Gostava de freqüentar a igreja e desde a infância dizia que desejava ser um sacerdote.

Vianney só foi para a escola na adolescência, quando abriram uma na sua aldeia, escola que freqüentou por dois anos apenas, porque tinha de trabalhar no campo. 

Foi quando se alfabetizou e aprendeu a ler e falar francês, pois em sua casa se falava um dialeto regional.



 

Para seguir a vida religiosa, teve de enfrentar muita oposição de seu pai.

 Mas com a ajuda do pároco, aos vinte anos de idade ele foi para o Seminário de Écully, onde os obstáculos existiam por causa de sua falta de instrução.








Foram poucos os que vislumbraram a sua capacidade de raciocínio. Para os professores e superiores, era considerado um rude camponês, que não tinha inteligência suficiente para acompanhar os companheiros nos estudos, especialmente de filosofia e teologia. 

Entretanto era um verdadeiro exemplo de obediência, caridade, piedade e perseverança na fé em Cristo.

Em 1815, João Maria Batista Vianney foi ordenado sacerdote. Mas com um impedimento: não poderia ser confessor. Não era considerado capaz de guiar consciências. Porém para Deus ele era um homem extraordinário e foi por meio desse apostolado que o dom do Espírito Santo manifestou-se sobre ele. Transformou-se num dos mais famosos e competentes confessores que a Igreja já teve.






 




Durante o seu aprendizado em Écully, o abade Malley havia percebido que ele era um homem especial e dotado de carismas de santidade. Assim, três anos depois, conseguiu a liberação para que pudesse exercer o apostolado plenamente. 





Foi então designado vigário geral na cidade de Ars-sur-Formans. Isso porque nenhum sacerdote aceitava aquela paróquia do norte de Lyon, que possuía apenas duzentos e trinta habitantes, todos não-praticantes e afamados pela violência. Por isso a igreja ficava vazia e as tabernas lotadas.

Ele chegou em fevereiro de 1818, numa carroça, transportando alguns pertences e o que mais precisava, seus livros. Conta a tradição que na estrada ele se dirigiu a um menino pastor dizendo: "Tu me mostraste o caminho de Ars: eu te mostrarei o caminho do céu". Hoje, um monumento na entrada da cidade lembra esse encontro.

Treze anos depois, com seu exemplo e postura caridosa, mas também severa, conseguiu mudar aquela triste realidade, invertendo a situação. O povo não ia mais para as tabernas, em vez disso lotava a igreja. Todos agora queriam confessar-se, para obter a reconciliação e os conselhos daquele homem que eles consideravam um santo.

Na paróquia, fazia de tudo, inclusive os serviços da casa e suas refeições. Sempre em oração, comia muito pouco e dormia no máximo três horas por dia, fazendo tudo o que podia para os seus pobres.



 




 O dinheiro herdado com a morte do pai gastou com eles.





A fama de seus dons e de sua santidade correu entre os fiéis de todas as partes da Europa. Muitos acorriam para paróquia de Ars com um só objetivo: ver o cura e, acima de tudo, confessar-se com ele. Mesmo que para isto tivessem de esperavam horas ou dias inteiros. Assim, o local tornou-se um centro de peregrinações.

O Cura de Ars, como era chamado, nunca pôde parar para descansar.

 Morreu serenamente, consumido pela fadiga, na noite de 4 de agosto de 1859, aos setenta e três anos de idade. 

Muito antes de ser canonizado pelo papa Pio XI, em 1925, já era venerado como santo. 




 




O seu corpo, incorrupto, encontra-se na igreja da paróquia de Ars, que se tornou um grande santuário de peregrinação.



 São João Maria Batista Vianney foi proclamado pela Igreja Padroeiro dos Sacerdotes e o dia de sua festa, 4 de agosto, escolhido para celebrar o Dia do Padre.

São João Maria Vianney...Rogai por nós !!!



 

Oração a São João Maria Vianney

Deus todo-poderoso e misericordioso,
 que haveis feito ao bem-aventurado JOÃO MARIA BATISTA VIANNEY, admirável pelo seu zelo pastoral e pelo seu constante amor à oração e a penitência, concedei- nos a graça,
 nós vos suplicamos, 
de ganhar para o Cristo a seu exemplo 
e pela sua intercessão, 
as almas de nossos irmãos 
e de chegar com eles à gloria eterna.
Pelo mesmo Jesus Cristo, Nosso Senhor.

Assim seja,
Amém.










 São João Batista Vianney era devoto de Santa Filomena

 



 

 

 

 

domingo, 5 de agosto de 2012

SÃO DOMINGOS DE GUSMÃO - PADROEIRO DOS ASTRÔNOMOS - 08 DE AGOSTO





                                                    

Domingos (ou Dominique)  nasceu no ano de 1170, em Caleruega, pequena localidade na Velha Castelha. 

 O pai, Félix de Gusmão, pertencia a uma família de alta linhagem na Espanha;  a mãe era Joana de Aza.   

Antes de Domingos nascer, sua mãe, em sonho misterioso, viu um cão que trazia na boca uma tocha acesa, de que irradiava luz sobre o mundo inteiro. 

Efetivamente, São Domingos  veio a  ser uma luz extraordinária de  caridade e de zelo apostólico, que dissipou grande parte das  trevas das heresias e restabeleceu a  verdade em milhares de corações vacilantes.  

 Domingos,  foi o nome  dado à criança, devido à uma devoção que a mãe do santo tinha com São Domingos de Silos, do qual um dia teve uma aparição, comunicando-lhe os planos divinos em referência ao recém-nascido.  

 A esse aviso extraordinário, os pais corresponderam com esmerada atenção na  educação do filho.   

Domingos,  pequeno ainda, deu provas de  inclinação declaradíssima às coisas de  Deus. 
                                                    Seis anos  contava o menino, quando os pais o confiaram à direção de um tio, reitor de  uma igreja em Gumyel.  Sete anos passou Domingos na escola daquele  sacerdote, aprendendo, além das primeiras letras, como sejam, acolitar, enfeitar os altares e  cantar no coro.  Terminado este curso prático, transferiu-se para Valência, cidade episcopal  no reino de Leon, onde existia uma universidade que  mais tarde,  em 1217, passou para Salamanca.
                                       



 

             Durante o  tempo dos estudos em Valência, isto é, durante seis anos,  dedicou-se à arte retórica, além da filosofia e teologia. 

  Acompanharam-lhe os trabalhos científicos às práticas da  piedade, inclusive,  severas penitências.  Retraído por completo  do mundo, visitava somente os pobres e doentes, protegia as viúvas e órfãos.   

Por ocasião de uma grande fome, vendeu os livros para poder socorrer os  necessitados. 

Certa vez,  ofereceu sua própria  pessoa para resgatar um jovem que caira nas mãos  dos mouros. 
                                     

               A caridade de  Domingos, não satisfeita com as obras corporais de misericórdia, estendia-se principalmente às necessidades espirituais do próximo. Para este fim, desenvolveu um zelo extraordinário, como pregador. 

 O primeiro  fruto deste labor apostólico,  foi a conversão do amigo e companheiro dos estudos, Conrado, que mais  tarde entrou para a  ordem de cister, elevado posteriormente à dignidade de Cardeal da Santa Igreja.
                                                    

 Domingos contava  apenas vinte e quatro anos e era considerado um dos mais competentes mestres da vida interior.

 Dom Diego de Asebes,  bispo de Osma, conhecendo os brilhantes dotes de Domingos, convidou-o a incorporar-se ao cabido da diocese, esperando desta aquisição uma reforma salutar do clero. O prelado não se viu iludido nas suas previsões. 






 



Domingos em pouco tempo, foi objeto da admiração de todos, como modelo exemplaríssimo em todas as  virtudes cristãs. 
                                                  






  Como cônego de Osma,  Domingos percorreu diversas províncias da Espanha, pregando por toda a parte a  palavra de Deus, pela conversão dos pecadores, cristãos e maometanos. 

 Uma das conversões mais sensacionais que Deus operou por intermédio de Domingos foi a de Reiniers, célebre heresiarca, que mais tarde tomou o hábito dos frades dominicanos.
                                                  

  Domingos não era ainda sacerdote. 

 Do bispo de Osma recebeu a unção sacerdotal, continuando depois a  missão apostólica de pregador. 

  Quando em  1224, por ordem do rei Afonso de Castelha,  o bispo de Osma foi à França  na qualidade de  embaixador real, a fim de tratar dos negócios matrimoniais do príncipe herdeiro Fernando, com a  princesa de Lussignan, Domingos acompanhou-o. 

Na província de Languedoc, puderam de perto observar as horríveis devastações feitas  pelos albingenses.

 Numa segunda viagem que empreenderam, cujo fim era buscar a princesa e entregá-la ao esposo, tiveram o grande  desgosto de não a encontrar entre os vivos. Chegaram ainda a tempo de  assistir-lhe ao enterro. 
                                                  
  Preferiram, então,  ficar na  França, para dedicar-se à  campanha contra os hereges.  O bispo Diego, com o consentimento do Papa, ficou três anos na província de Languedoc.  Passado este tempo, voltou à diocese. 
                                              

      A São Domingos, que foi nomeado superior da Missão, associaram-se doze abades  cistercienses.  Pouco tempo, porém, durou o trabalho coletivo. 

 Dom Diego voltou à Espanha, os cistercienses retiraram-se para os seus claustros e o próprio Legado pontifício abandonou o solo francês. 
                                             
       Domingos  não desanimou apesar da missão ter-se-lhe tornado dificílima e perigosa.  Com mais oito  companheiros que lhe foram mandados, continuou os trabalhos apostólicos. 

 A inconstância, porém, que encontrou nos coadjutores, fez nele  amadurecer a idéia de fundar uma nova Ordem, cujos membros, por um voto, se dedicassem à obra da pregação.  Os primeiros que se lhe associaram foram Guilherme de Clairel e Domingos, o Espanhol.  

 Em 1215 a  nova comunidade contava já dezesseis religiosos, com seis espanhóis, oito franceses, um inglês e um português.  Para assegurar-se da  aprovação pontifícia,  Domingos em companhia do bispo de Toulouse foi à Roma e  apresentou-se ao Papa Inocêncio III.   

Coincidiu ele chegar à capital da Cristandade na  abertura do Concílio de Latrão.  Opinaram os padres que em vez de aprovar as  regras de novas ordens, devia o Concílio dirigir a atenção para as Ordens já existentes e  aperfeiçoar-lhes as  constituições.    

Inocêncio III, baseando-se nestas decisões, negou-se,  por diversas vezes, em dar aprovação à regra da Ordem fundada por Domingos. 




 




 São Domingos recebendo a regra da ordem das mãos de Pedro e Paulo , apóstolos.








 Aconteceu, porém, que o Papa teve uma visão, quase idêntica à que lhe fez aprovar a Ordem de São Francisco de Assis, em 1209.   

Não querendo contrariar a obra do santo homem, deu consentimento à fundação da Ordem, prometendo a Domingos expedir a bula, logo que este tivesse adotado uma regra de ordem já aprovada pela Igreja. 

 Domingos  decidiu-se em favor da regra de Santo Agostinho, à qual acrescentou mais algumas constituições, como  por exemplo, o silêncio, o jejum e  a  pobreza. 


                                                    Quando Domingos, pela segunda vez chegou à Roma,  já não encontrou o Papa Inocêncio III, mas o sucessor deste, Honório III.  Contrariamente ao que receava, obteve a aprovação da ordem, que veio a ser chamada Ordem dos Pregadores.






 




 São Domingos recebendo o hábito dos pregadores de Nossa Senhora.










  Nomeado o primeiro superior, fez a profissão nas mãos do Papa. 
                                             

       Graças à generosidade do bispo de Toulouse e do conde Simão de Montfort, Domingos pode construir o primeiro convento em Toulouse. 

O número dos religiosos crescera consideravelmente, de modo que Domingos pode introduzir à nova comunidade a regra recém-aprovada.     
                                                  

  Pouco tempo depois, Domingos voltou à Roma e fundou diversos conventos na Itália.

 Em Roma, conheceu São Francisco de Assis, a quem se ligou em íntima amizade.

 Em 1218 foi a Bolonha fundar um convento, perto da Igreja de Nossa Senhora  de Mascarella. 

Um ano depois, teve Domingos a  satisfação de fundar outro na mesma cidade, sendo que este, tempos depois, veio a  ser um dos mais importantes da Ordem na Itália.
                                               

     O exemplo de São Francisco de Assis e o admirável desenvolvimento da Ordem por ele fundada, influiu grandemente no espírito de são Domingos.

 Como o Patriarca de Assis, introduziu S. Domingos na sua ordem o voto de pobreza em todo o rigor. 

                                                     São Domingos convocou três capítulos gerais e teve o prazer de ver a Ordem se  estabelecer na Espanha, em Toulouse, na Provença e na França toda.  Conventos surgiram na Itália, Alemanha e Inglaterra. O próprio fundador mandou emissários  à Irlanda, Noruega, Ásia e Palestina. 
                                                    


 



São Domingos morreu no dia 06 de agosto de 1221, na idade de 51 anos. 





Numerosos milagres por seu intermédio Deus se dignou de fazer. 






 









Túmulo de São Domingos








O Papa Gregório IX inseriu-lhe o nome no catálogo dos Santo, em 23 de julho de 1234. Muito concorreu para o culto de S. Domingos na Igreja Católica, a devoção do Santíssimo Rosário, de quem era grande Apóstolo. 
                                    

                A Ordem dos pregadores deu à Igreja,  muitos Santos, entre estes o grande São Tomás de Aquino, Santo Alberto Magno, Santa Catarina de Siena, São Vicente Ferrer, o Papa Pio V.
São Domingos é mostrado na liturgia católica segurando um lírio e é acompanhado de um cão ou um globo em fogo. 

O seu halo tem uma estrela para distingui-lo dos demais.







É considerado um dos grande incentivadores do Rosário.











Diz a tradição que a Virgem Maria para ele apareceu e o ensinou a orar o Rosário.

 Assim ele é considerado por muitos como o criador desta linda oração. 









Os dominicanos são os guardiões do Rosário e as mudanças, rarríssimas, devem ter a sua aprovação e naturalmente a devida Bula Papal. Em outubro de 2002 ao Rosário foram acrescentados 5 novos mistérios (os luminosos) a serem orados no "terço" das quintas feiras.












O Rosário: 

Cumpre lembrar que cada terço tem 5 misterios lembrando as 5 chagas de Jesus e cada mistério tem 10 Aves Marias lembrando os 10 mandamentos.

 Os mistérios são:

misterios de alegria,
que lembram Jesus no humilde lar de Maria de Nazaré.
misterios de dor,que lembram a dura caminhada de Jesus Cristo para o Calvário.
misterios da glória, que lembram Jesus vencendo a morte para salvar toda humanidade.
e os novos misterios luminosos que são os seguintes:

1º Batismo do Senhor no Jordão
2º Bodas de Caná
3º A proclamação do Reino
4º A Transfiguração
5º A Instituição da Eucaristia

Assim agora o terço é orado contemplando:
Segunda e Sábado = mistérios da Alegria (mistérios gozosos)
Terça e Sexta = mistérios da Dor (mistérios dolorosos)
Quarta e Domingo = mistérios da Glória (mistérios gloriosos)
Quinta = mistérios da Luz (mistérios luminosos)





MILAGRES DE SÃO DOMINGOS COM O ROSÁRIO:





Certa vez, São Domingos pregava a devoção do Rosário em Carcassone. Um herege zombava do Rosário e dos milagres, o que impedia a conversão dos hereges. Deus permitiu, para castigá-lo, que 15.000 demônios se apossassem dele. Seus parentes o levaram a São Domingos, para livrá-lo dos demônios.

O Santo insistiu para que todos rezassem o Rosário em voz alta. A cada Ave Maria a Santíssima Virgem fazia sair 100 demônios do corpo desse herege, em forma de carvões acesos.


Depois que foi curado, abjurou todos os seus erros e converteu-se, juntamente com outros amigos seus, tocados com a força do Rosário.


A recompensa para aqueles que por seu exemplo atraem outros a esta devoção é enorme. O Rei Afonso, de Leão e Galícia, desejando que todos os criados louvassem a Ssma. Virgem Maria com esta devoção, usava ostensivamente o Rosário, porém ele mesmo não rezava. No entanto, todos os súditos rezavam. Caindo em grave enfermidade, e quando todos o acreditavam morto, foi transportado em espírito ao terrível tribunal de Cristo. Viu ali todos os demônios, que o acusavam de seus crimes e pecados.


Nossa Senhora do Rosario, Andaluzia
Quando já pensava estar condenado, apareceu a Ssma. Virgem Maria em seu favor. Trouxeram então uma balança, onde de um lado foi colocado todo o peso de seus pecados.

No entanto Nossa Senhora colocou no outro lado o enorme rosário que ele carregava na cintura, e este pesava bem mais do que os pecados.


Nossa Senhora disse-lhe então: "Obtive isto de meu bom Filho. Como recompensa pelo pequeno serviço que fizeste, carregando na cintura o Rosário, a tua vida será por alguns anos prolongada. Emprega-os bem e faze penitências".


O rei, voltando a si, disse: "Oh! Bendito o Rosário, que me livrou das penas eternas". Passou o resto da vida com grande devoção ao Rosário, rezando-o todos os dias.


D. Pero, primo de São Domingos, levava uma vida muito devassa. Sabendo que muitos ouviam os sermões de seu santo primo, resolveu ouvi-lo também. Ao vê-lo, durante o sermão, S. Domingos empenhou-se para fazer ver ao primo o estado lamentável em que este se encontrava. Empedernido no pecado, não se converteu.


São Domingos de Gusmão, Fra Angelico
No dia seguinte, São Domingos vendo-o entrar novamente, para tocar seu coração endurecido resolveu fazer algo de extraordinário. E gritou em alta voz: "Senhor Jesus, fazei ver a todos desta igreja o estado em que se encontra este homem que acaba de entrar".

Os fiéis, voltando-se para D. Pero, viram-no rodeado de uma multidão de demônios em formas de animais horríveis, que o prendiam a correntes de ferro. Horrorizados, tentaram fugir, mas, impedidos por S. Domingos, permaneceram na igreja.


Ele então prosseguiu: "Conhece, desgraçado, o deplorável estado em que te encontras. Ajoelha-te aos pés da Ssma. Virgem, toma este Rosário e reza-o com arrependimento e devoção, e muda a tua vida".


Ele se pôs de joelhos, rezou o Rosário e sentiu o desejo de confessar-se. O Santo o atendeu em confissão e instou-o a rezar o Rosário todos os dias. Na saída, da cara assustadora com que antes entrara, nem resquícios havia. Pelo contrário, brilhava como a de um anjo. E assim morreu.


Em Roma havia uma fervorosa senhora cuja piedade edificava até os mais austeros monges. Certa vez foi confessar-se com S. Domingos, que lhe impôs como penitência rezar um Rosário, e depois aconselhou-a rezá-lo todos os dias de sua vida. Ela resmungou que rezava muitas outras orações, que não gostava do Rosário, e que já fazia muitas penitências.


Virgem do Rosário, Mexico
São Domingos insistiu até que, irritada, ela saiu do confessionário. Um dia, estando em oração, ela foi arrebatada em êxtase, e sua alma foi obrigada a comparecer diante do supremo Juiz. São Miguel apresentou uma balança, onde de um lado colocou todas as suas penitências e outras orações, e de outro lado seus pecados e imperfeições.

O prato das boas obras não conseguiu contrabalançar o outro. Alarmada, recorreu a Nossa Senhora, pedindo misericórdia. A Ssma. Virgem colocou sobre a balança das boas obras um único Rosário, que ela havia rezado por penitência. Foi tão grande o peso, que venceu o dos pecados. Foi repreendida pela Ssma. Virgem, por não haver seguido o conselho do seu servidor Domingos, de rezar o Santo Rosário todos os dias.


Quando voltou a si, foi ajoelhar-se diante de S. Domingos, contou o ocorrido, pediu-lhe perdão pela sua incredulidade e prometeu rezar o Rosário todos os dias. Chegou por este meio à perfeição cristã, à glória eterna.


São Domingos, ao visitar Santa Branca de Castela, Rainha de França casada havia doze anos, mas ainda sem filhos, aconselhou-a a rezar o Rosário. Ela assim o fez, e nasceu Felipe, seu primogênito, que cedo morreu. Além de redobrar as orações, ela distribuiu rosários por todo o Reino. Deus a cumulou de graças, e no ano de 1215 veio ao mundo São Luís, glória da Cristandade e modelo dos reis católicos.

São Tiago, a Virgem com o Menino e São Domingos.
Ajoelhados estão uma família de devotos.

São Domingos combatendo os hereges albigenses.








ORAÇÃO A SÃO DOMINGOS DE GUSMÃO
Ó Deus, que os méritos e ensinamentos de São Domingos 
venham em socorro da vossa Igreja,
 para que o grande pregador da vossa verdade
 seja agora nosso fiel intercessor.
 Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Amém










São Domingos sendo recebido na glória 
por Jesus e Maria
FONTES: