sexta-feira, 15 de junho de 2012

SÃO JOSÉ DE ANCHIETA - O APÓSTOLO DO BRASIL - 09 DE JUNHO




 




São José de Anchieta SJ (San Cristóbal de La Laguna, 19 de março de 1534 — Iriritiba, 9 de junho de 1597) foi um padre jesuíta espanhol, um dos fundadores de São Paulo e declarado beato pelo papa João Paulo II. 


É cognominado de Apóstolo do Brasil.

É homenageado dando seu nome à Rodovia Anchieta construída pelo então governador Adhemar Pereira de Barros por onde passava o Caminho do Padre José de Anchieta.

Índice

  • 1 Biografia
    • 1.1 Infância
    • 1.2 Juventude
    • 1.3 Atuação no Brasil
  • 2 Obra
  • 3 A beatificação
  • 4 O Caminho de Anchieta
  • A canonização

Biografia

Infância

 

 

 

 

 

 

Nascido na ilha de Tenerife, no arquipélago das Canárias, em 19 de março de 1534, era filho de Juán López de Anchieta, um revolucionário que tomou parte na revolta dos Comuneros contra o Imperador Carlos V na Espanha e um grande devoto da Virgem Maria. 

Juán era aparentado dos Loyola, daí o parentesco de Anchieta com o fundador da Companhia de Jesus, Inácio de Loyola.

Sua mãe chamava-se Mência Dias de Clavijo y Llarena, natural das Ilhas Canárias, filha de judeus cristãos-novos.

 O avô materno, Sebastião de Llarena, era um judeu convertido do Reino de Castela.
Dos doze irmãos, além dele abraçaram o sacerdócio Pedro Núñez e Melchior.


Juventude

Anchieta viveu com a família até aos quatorze anos de idade, quando se mudou para Coimbra, em Portugal, onde foi estudar Filosofia no Real Colégio das Artes e Humanidades, anexo à Universidade de Coimbra. 

A ascendência judaica foi determinante para que o enviassem para estudar em Portugal, uma vez que na Espanha, à época, a Inquisição era mais rigorosa. 

Ingressou na Companhia de Jesus em 1551 como irmão.

 

 

 

 

Atuação no Brasil


Evangelho nas Selvas (Padre Anchieta), por Benedito Calixto (1893). Pinacoteca do Estado de São Paulo.


Tendo o padre Manuel da Nóbrega, Provincial dos Jesuítas no Brasil, solicitado mais braços para a atividade de evangelização do Brasil (mesmo os fracos de engenho e os doentes do corpo), o Provincial da Ordem, Simão Rodrigues, indicou, entre outros, José de Anchieta.

Anchieta, que padecia de "espinhela caída", chegou ao Brasil em 13 de junho de 1553, com menos de 20 anos de idade, com outros padres como o basco João de Azpilcueta Navarro.

 Noviço, veio na armada de Duarte Góis e só mais tarde conheceria Manuel da Nóbrega, de quem se tornaria particular amigo. 




 







José de Anchieta recebe a bênçao de Padre Manuel da Nóbrega






Nóbrega lhe deu a incumbência de continuar a construção do Colégio e foi a partir deste que Anchieta abriu os caminhos do sertão, aprendendo a língua tupi e compondo a primeira gramática desta que, na América Portuguesa, seria chamada de "língua geral".

No seguimento da sua ação missionária, participou da fundação, no planalto de Piratininga, do Colégio de São Paulo, do qual foi regente, embrião da cidade de São Paulo, junto com outros padres da Companhia, em 25 de janeiro de 1554. 

Esta povoação contava, no primeiro ano da sua existência com 130 pessoas, das quais 36 haviam recebido o batismo.






 



Sabe-se que a data da fundação de São Paulo é o dia 25 de janeiro por causa de uma carta de Anchieta aos seus superiores da Companhia de Jesus, na qual diz:

Cquote1.svg A 25 de Janeiro do Ano do Senhor de 1554 celebramos, em paupérrima e estreitíssima casinha, a primeira missa, no dia da conversão do Apóstolo São Paulo, e, por isso, a ele dedicamos nossa casa! Cquote2.svg






O religioso cuidava não apenas de educar e catequizar os indígenas, como também de defendê-los dos abusos dos colonizadores portugueses que queriam não raro escravizá-los e tomar-lhes as mulheres e filhos.

 







Esteve em Itanhaém e Peruíbe, no litoral sul de São Paulo, na quaresma que antecedeu a sua ida à aldeia de Iperoig, juntamente com o padre Manuel da Nóbrega, em missão de preparo para o Armistício com os Tupinambás de Ubatuba (Armistício de Iperoig).












Nesse período, em 1563, intermediou as negociações entre os portugueses e os indígenas reunidos na Confederação dos Tamoios, oferecendo-se Anchieta como refém dos Tamoios em Iperoig, enquanto o padre Manuel da Nóbrega retornou a São Vicente juntamente com Cunhambebe (filho) para ultimar as negociações de paz entre os indígenas e os portugueses.


Durante este tempo em que passou entre os gentios compôs o "Poema à Virgem".















 Segundo uma tradição, teria escrito nas areias da praia e memorizado o poema, e apenas mais tarde, em São Vicente, o teria trasladado para o papel. 









Ainda segundo a tradição, foi também durante o cativeiro que Anchieta teria em tese "levitado" entre os indígenas, os quais, imbuídos de grande pavor, pensavam tratar-se de um feiticeiro.

Lutou contra os franceses estabelecidos na França Antártica na baía da Guanabara; foi companheiro de Estácio de Sá, a quem assistiu em seus últimos momentos (1567).





 





Em 1566 foi enviado à Capitania da Bahia com o encargo de informar ao governador Mem de Sá do andamento da guerra contra os franceses, possibilitando o envio de reforços portugueses ao Rio de Janeiro. 



Por esta época foi ordenado sacerdote aos 32 anos de idade.

Após a expulsão dos franceses da Guanabara, Anchieta e Manuel da Nóbrega teriam instigado o Governador-Geral Mem de Sá a prender em 1559 um refugiado huguenote, o alfaiate Jacques Le Balleur, e a condená-lo à morte por professar "heresias protestantes" (segundo a versão de instituições calvinistas e dentro da ótica das provocações religiosas entre protestantes e católicos) . 

Em 1567, Jacques Le Balleur foi preso, e conduzido ao Rio de Janeiro para ser executado, mas o carrasco teria recusado a executá-lo. 

Diante disso, Anchieta o teria estrangulado com suas próprias mãos (relato segundo a versão de calvinistas e dentro da ótica das provocações religiosas entre protestantes e católicos).



 


 O episódio é contestado como apócrifo pelo maior biógrafo de Anchieta, o padre jesuíta Hélio Abranches Viotti, com base em documentos que, segundo o autor, contradizem a versão




Investigações históricas, baseadas em documentos da época (correspondência de Anchieta e manuscritos de Goa) revelam que o huguenote não morreu no Brasil; na verdade foi conduzido a Salvador, na capitania da Bahia, e daí mandado a Portugal, onde teve o seu primeiro processo concluído em 1569. 

Em um segundo processo no Estado Português da Índia, em 1572, foi finalmente condenado pelo tribunal da Inquisição de Goa.

 Não houve qualquer participação de Anchieta neste episódio, montado posteriormente pela propaganda antijesuítica.






 



Dirigiu o Colégio dos Jesuítas do Rio de Janeiro por três anos, de 1570 a 1573.

 Em 1569, fundou a povoação de Iritiba ou Reritiba, atual Anchieta, no Espírito Santo.






Em 1577 foi nomeado Provincial da Companhia de Jesus no Brasil, função que exerceu por dez anos, sendo substituído em 1587 a seu próprio pedido. Retirou-se para Reritiba, mas teve ainda de dirigir o Colégio do Jesuítas em Vitória, no Espírito Santo. 


Em 1595 obteve dispensa dessas funções e conseguiu retirar-se definitivamente para Reritiba onde veio a falecer, sendo sepultado em Vitória.

Obra


José de Anchieta em gravura de 1807.

Sua face em uma moeda de 1000 réis de 1938.





Segundo a "Brasiliana da Biblioteca Nacional" (2001) "o Apóstolo do Brasil", fundador de cidades e missionário incomparável, foi gramático, poeta, teatrólogo e historiador. 
















O apostolado não impediu Anchieta de cultivar as letras, compondo seus textos em quatro línguas - português, castelhano, latim e tupi, tanto em prosa como em verso.













Duas das suas principais obras foram publicadas ainda durante a sua vida:
  • "De gestis Mendi de Saa" ("Os feitos de Mem de Sá") impressa em Coimbra em 1563, retrata a luta dos portugueses, chefiados pelo governador-geral Mem de Sá, para expulsar os franceses da baía da Guanabara onde Nicolas Durand de Villegagnon fundara a França Antártica. Esta epopeia renascentista, escrita em latim e anterior à edição de "Os Lusíadas", de Luís de Camões, é o primeiro poema épico da América, tornando-se assim o primeiro poema brasileiro impresso e, ao mesmo tempo, a primeira obra de Anchieta publicada. 
  • "Arte de gramática da língua mais usada na costa do Brasil" impressa em Coimbra em 1595 por Antonio de Mariz. É a primeira gramática contendo os fundamentos da língua tupi. Apresenta folha de rosto com o emblema da Companhia de Jesus. Desta edição conhecem-se apenas sete exemplares, dois dos quais encontram-se na Biblioteca Nacional do Brasil: o primeiro pertenceu ao imperador D. Pedro II (1840-1889) e o outro é oriundo da coleção de José Carlos Rodrigues. Constituindo-se na sua segunda obra publicada, é ainda a segunda obra dedicada a línguas indígenas, uma vez que, em 1571, já surgira, no México, a "Arte de la lengua mexicana y castellana" de frei Alonso de Molina.

O movimento de catequese influenciou seu teatro e sua poesia, resultando na melhor produção literária do Quinhentismo brasileiro.











Entre suas contribuições culturais, podemos citar as poesias em verso medieval (sobretudo o poema De Beata Virgine Dei Matre Maria, mais conhecido como Poema à Virgem, com 4172 versos), os autos que misturavam características religiosas e indígenas, a primeira gramática do tupi-guarani (A Cartilha dos nativos).










Foi o autor de uma espécie de certidão de nascimento do Rio de Janeiro, quando redigiu sua carta de 9 de julho de 1565 ao Padre Diogo Mirão, dando conta dos acontecimentos ocorridos ali "no último dia de fevereiro ou no primeiro dia de março" do ano. 

Nela se encontram os seguintes trechos: "...logo no dia seguinte, que foi o último de fevereiro ou primeiro de março, começaram a roçar em terra com grande fervor e cortar madeira para cerca, sem querer saber nem dos tamoios nem dos franceses." E: "... de São Sebastião, para ser favorecida do Senhor, e merecimentos do glorioso mártir."

A sua vasta obra só foi totalmente publicada no Brasil na segunda metade do século XX.



A beatificação

 

 

 

 

Embora a campanha para a sua beatificação tenha sido iniciada na Capitania da Bahia em 1617, só foi beatificado em junho de 1980 pelo papa João Paulo II. 







Ao que se compreende, a perseguição do marquês de Pombal aos jesuítas havia impedido, até então, o trâmite do processo iniciado no século XVII.

Em 1622, na cidade do Rio de Janeiro, várias senhoras da cidade de São Paulo, entre elas Suzana Dias e Leonor Leme, que o conhecerem, deporam em seu favor, no seu processo de beatificação. 

Leonor Leme, matriarca da família Leme paulista, uma das depoentes, disse que "assistiu ela à primeira missa celebrada em São Vicente pelo Padre José de Anchieta, em 1567, e que ele se confessou depois muitas vezes".


Cquote1.svg Todos o tinham por santo publicamente! Cquote2.svg
Leonor Leme



E Ana Ribeiro, no mesmo processo, declarou que: durante algum tempo com ele se confessou em São Vicente. Relatou um milagre acontecido com seu filho, Jerônimo, que então contava 2 anos de idade. Estava há três dias sem se alimentar. Apresentou-o ao Padre Anchieta, que passava pela sua porta. "Deixe-o ir para o céu", disse Anchieta. Isso à noite. No dia seguinte o menino estava bom, inclusive de uma ferida incurável que até aí tinha no rosto. Todos reconheceram o milagre: nem um sinal !



 



  Narrou outro episódio, em que tomou parte seu marido Antônio Rodrigues, que abandonou um índio que estava enfermo havia 5 anos. 

 Voltando Anchieta à Vila de São Vicente pede a Antônio que tratasse do índio. 


Fazendo-se vir o índio de São Paulo para São Vicente, onde ficou internado em casa dos padres destinada aos índios, lá o medicou Rodrigues três ou quatro vezes. Sarou prontamente. A cura foi atribuída a Anchieta. De relíquia, possuía um dente dele. Sobre Anchieta disse ser ele homem milagroso, apostólico, celeste. Anchieta foi um grande Padre!

 

 

 

O Caminho de Anchieta

 

 

 

 

A sua disposição em caminhar levava a que percorresse, duas vezes por mês, a trilha litorânea entre Iriritiba, e a ilha de Vitória, com pequenas paradas para pregação e repouso nas localidades de Guarapari, Setiba, Ponta da Fruta e Barra do Jucu.

Modernamente, esse percurso, com cerca de 105 quilômetros, vem sendo percorrido a pé por turistas e peregrinos, à semelhança do Caminho de Santiago, na Espanha.



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Canonização

A 27 de fevereiro de 2014, o Papa Francisco anunciou que o Padre Anchieta seria canonizado em Roma, em abril de 2014. O anúncio foi comunicado primeiro a três sacerdotes das Ilhas Canárias (terra natal de Anchieta) que assistiu à missa do papa em sua casa em Santa Marta, que relatou ao bispo de Tenerife, Bernardo Álvarez Afonso.

Após um processo de canonização de mais de 400 anos, o decreto foi assinado a 3 de abril de 2014. Em 24 de abril realizou-se a cerimônia de Ação de Graças, presidida pelo Papa, realizada na Igreja de Santo Inácio de Loyola de Roma.
 O Padre Anchieta é o segundo santo nativo das Ilhas Canárias, depois de Pedro de Betancur, cuja festa litúrgica se comemora em 24 de abril. É também considerado o terceiro santo do Brasil, com Madre Paulina e Frei Galvão, mesmo não sendo nativo, mas por ter exercido sua missão religiosa no território brasileiro, assim como Madre Paulina.

Foi uma canonização por decreto ou canonização equivalente, sendo a sexta canonização pelo Papa Francisco, bem como o segundo jesuíta a ser canonizado pelo próprio Papa, depois do francês Pedro Fabro. Da mesma forma, foi a primeira canonização de 2014.

O processo durou 417 anos e foi um dos mais longos da história. Não foi necessário a comprovação de um segundo milagre para a canonização. No caso de São José de Anchieta, houve a confirmação de apenas um milagre, antes de sua beatificação.

No dia 3 de abril de 2014, o Papa Francisco assinou o decreto que proclama a santidade do Padre Anchieta. Anchieta foi o primeiro espanhol a ser canonizado pelo Papa Francisco.






ORAÇÃO

Bem-aventurado José de Anchieta, 
missionário incansável e
 Apóstolo do Brasil, 
abençoai a nossa Pátria e a cada um de
nós.

Inflamado pelo zelo da glória de Deus, 
consumistes a vida na
promoção dos indígenas, 
catequizando, instruindo, fazendo o
bem. 

Que o legado de vosso exemplo frutifique novos apóstolos
e missionários em nossa terra.






Professor e mestre, 
abençoai nossos jovens, crianças e
educadores.

Consolador dos doentes e aflitos, 
protetor dos pobres e
abandonados,
 velai por todos aqueles que mais necessitam e
sofrem em nossa sociedade,
nem sempre justa, fraterna e cristã. 

Santificai as famílias e
comunidades,
 orientando os que regem os destinos do Brasil e
do Mundo.

Através de Maria Santíssima,
 que tanto venerastes na terra,
 iluminai os nossos caminhos,
 hoje e sempre.
 Amém.







 CAPELA DAS RELÍQUIAS DE JOSÉ DE ANCHIETA,
 NO COLÉGIO JESUÍTA DE SÃO PAULO.





 RELÍQUIA DE JOSÉ DE ANCHIETA



RELÍQUIA DO FÊMUR DE JOSÉ DE ANCHIETA



Oração

Derramai, Senhor, sobre nós a vossa graça, a fim de que, a exemplo do Bem-aventurado José de
Anchieta, apóstolo do Brasil, sirvamos fielmente ao Evangelho, tornando-nos tudo para todos, e
nos esforcemos em ganhar para vós nossos irmãos no amor de Cristo. Que convosco vive e

reina, na unidade do Espírito Santo.









 FONTE:



domingo, 3 de junho de 2012

CALENDÁRIO DOS SANTOS DE JUNHO


 

 §955 A união dos que estão na terra com os irmãos que descansam na paz de Cristo de maneira alguma se interrompe; pelo contrário, segundo a fé perene da Igreja, vê-se fortalecida pela comunicação dos bens espirituais."
Catecismo da Igreja Católica






01 de Junho - São Justino:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/search/label/S%C3%83O%20JUSTINO%20M%C3%81RTIR


Santo Aníbal Maria di Francia:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2017/05/santo-anibal-maria-de-francia-apostolo.html

, Bem-aventurado João Batista Scalabrini







02 de Junho - Santos Marcelino e Pedro:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/06/sao-marcelino-e-sao-pedro-02-de-junho.html

, Santo Erasmo:


http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/06/santo-erasmo-02-de-junho-padroeiro-dos.html



03 de Junho - Santos Carlos Lwanga e companheiros, 
Santa Clotilde:


http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/06/santa-clotilde-03-de-junho.html



04 de Junho - São Francisco Caracciolo:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2017/05/sao-francisco-caracciolo-protetor_31.html




05 de Junho - São Bonifácio:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/06/sao-bonifacio-05-de-junho.html





§962 "Cremos na comunhão de todos os fiéis de Cristo, dos que são peregrinos na terra, dos de juntos que estão terminando a sua purificação, dos bem-aventurados do céu, formando, todos juntos, uma só Igreja, e cremos que nesta comunhão o amor misericordioso de Deus e de seus santos está sempre à escuta de nossas orações."
Catecismo da Igreja Católica



06 de Junho - São Marcelino Champagnat:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/06/sao-marcelino-champagnat-ou-marcellin.html


, São Norberto, São Gerardo Tintori






07 de Junho - Santo Antônio Maria Gianelli






08 de Junho - São Medardo:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/06/sao-medardo-08-de-junho.html
 
, Bem-aventurado Pacífico de Cerano






09 de Junho - Santo Efrém:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/06/santo-efrem-da-siria-09-de-junho.html


, Bem-aventurado José de Anchieta:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/search/label/BEATO%20JOS%C3%89%20DE%20ANCHIETA

, Bem-aventurada Ana Maria Taigi






10 de Junho – Bem- aventurados Eduardo Poppe e João Dominici






11 de Junho – São Barnabé:

http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/06/sao-barnabe-11-de-junho.html

, Santa Paula Frassinetti






12 de Junho – Santo Onofre:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/06/santo-onofre-12-de-junho-patrono-da.html


, São João de Sahagun, São Gaspar Bertoni, São Bernardo de Menton (de Aosta)




















13 de Junho – Santo Antônio de Pádua:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/search/label/SANTO%20ANT%C3%94NIO%20DE%20P%C3%81DUA%20%28%20DE%20LISBOA%29


, Santo Ávito (Aventino), Bem-aventurado Inácio Maloyan








14 de Junho – São Basílio, Bem-aventurada Iolanda da Polonia






15 de Junho – São Vito:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/06/sao-vito-15-de-junho-invocado-contra-os.html

, Bem-aventurada Albertina Berkenbrock






16 de Junho – Santos Julita e Ciro:


http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/06/santa-julita-e-seu-filho-sao-ciro.html



17 de Junho – São Ranieri de Pisa:


http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/06/sao-ranieri-de-pisa-ou-sao-ranieri.html



18 de Junho – São Gregório João Barbarigo:

http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/06/sao-gregorio-barbarigo-18-de-junho.html





19 de Junho – Santa Juliana Falconieri:

http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/06/santa-juliana-falconiere-19-de-junho.html

, São Romualdo, Santa Ema de Gurk, 

Santos Gervásio e Protásio:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/06/sao-gervasio-e-sao-protasio-19-de-junho.html








"Eles não deixam de interceder por nós ao Pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus. Por conseguinte, pela fraterna solicitude deles, nossa fraqueza recebe o mais valioso auxílio" Catecismo da Igreja Católica §956








20 de Junho – Bem- aventurada Margarida Ebner






21 de Junho – São Luís Gonzaga:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/06/sao-luiz-gonzaga-21-de-junho-padroeiro.html





22 de Junho – São Tomás More:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/search/label/S%C3%83O%20TOM%C3%81S%20MORUS%20OU%20THOMAS%20MORE


, São João Fisher, Santo Albano,

 São Paulino de Nola:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/search/label/S%C3%83O%20PAULINO%20DE%20NOLA






23 de Junho – São José Cafasso






24 de Junho – Natividade de São João Batista:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/06/sao-joao-batista-nascimento-24-de-junho.html







25 de Junho – São Guilherme de Vercelli, São Máximo de Turim, São Próspero de Aquitânia






26 de Junho – São João e São Paulo, São José Maria Robles Hurtado, São Vigílio, São Josemaria Escrivá de Balaguer, São Sigismundo (Zygmunt) Gorazdowski






27 de Junho – São Cirilo de Alexandria,







28 de Junho – Santo Irineu de Lyon, Santo Atílio, Santa Vicência Gerosa






29 de Junho – São Pedro e são Paulo






30 de Junho – Os primeiros mártires do Cristianismo









Senhor, 
nós vos pedimos,
 tende piedade de todos nós 
e dai-nos participar da vida eterna, 
com a virgem Maria, mãe de Deus, 
com os santos apóstolos
 e todos os que neste mundo vos serviram, 
a fim de vos louvarmos e glorificarmos
 por Jesus Cristo, vosso Filho.

Concedei-nos 
o convívio dos eleitos!







sexta-feira, 1 de junho de 2012

SÃO JUSTINO MÁRTIR OU SÃO JUSTINO DE NABLUS ( O FILÓSOFO) - 01 DE JUNHO





 




Justino (em latim: Flavius Iustinus ou Iustinus Martir), também conhecido como Justino Mártir ou Justino de Nablus (100 - 165) foi um teólogo do século II.

 

 


 

Índice

  • 1 Biografia
  • 2 Participação das criaturas racionais no Logos
  • 3 Pensamento teológico
    • 3.1 Sobre o batismo
    • 3.2 O culto perpétuo dos cristãos
    • 3.3 O Dia do culto dos cristãos
    • 3.4 Descrição do culto dos cristãos
    • 3.5 Eucaristia
    • 3.6 Maria
  • 4 Os evangelhos canônicos

Biografia

Seu lugar de nascimento foi Flávia Neápolis (atual Nablus), na Síria Palestina ou Samaria. A educação infantil de Justino incluiu retórica, poesia e história. 

Como jovem adulto mostrou interesse por filosofia e estudou primeiro estoicismo e platonismo.

Justino foi introduzido na fé diretamente por um velho homem que o envolveu numa discussão sobre problemas filosóficos e então lhe falou sobre Jesus. 

Ele falou a Justino sobre os profetas que vieram antes dos filósofos, ele disse, e que falou "como confiável testemunha da verdade". Eles profetizaram a vinda de Cristo e suas profecias se cumpriram em Jesus.

 Justino disse depois que "meu espírito foi imediatamente posto no fogo e uma afeição pelos profetas e para aqueles que são amigos de Cristo, tomaram conta de mim; enquanto ponderava nestas palavras, descobri que a sua era a única filosofia segura e útil". Justino "se consagrou totalmente a expansão e defesa da religião cristã."

Justino continuou usando a capa que o identificava como filósofo e ensinou estudantes em Éfeso e depois em Roma.



 




 Os trabalhos que escreveu inclui: 2 apologias em defesa dos cristãos e sua terceira obra foi Diálogo com Trifão.








A convicção de Justino da verdade do Cristo era tão completa que ele teve morte de mártir sendo decapitado no ano 165 d.C..



   


Sofreu o martírio,juntamente com seus companheiros, no tempo de Marco Aurélio, cerca do ano 165.











Participação das criaturas racionais no Logos

O ponto central da apologética de Justino consiste em demonstrar que Jesus Cristo é o Logos do qual todos os filósofos falaram, e, portanto, a medida que participam do Logos chegando a expressar uma verdade parcial - vendo a verdade de modo obscuro - graças à semente do Logos que neles foi depositada podem dizer-se cristãos.

 Mas uma coisa é possuir uma semente e outra é o próprio Logos:
“Aprendemos que Cristo é o primogênito de Deus e que é o Logos, do qual participa todo o gênero humano” (Justino - Apol. Prima, 46).
“Consequentemente, aqueles que viveram antes de Cristo, mas não segundo o Logos, foram maus, inimigos de Cristo (...) ao contrário aqueles que viveram e vivem conforme o Logos são cristãos, e não estão sujeitos a medos e perturbações” (Justino – I Apologia).







Toda pessoa, criada como ser racional, participa do Logos, que leva desde a gestação e pode, portanto perceber a luz da verdade.

Justino, convencido de que a filosofia grega tende para Cristo, "acredita que os cristãos podem servir-se dela com confiança" e em conjunto, a figura e a obra do apologista "assinalam a decidida opção da Igreja antiga em favor da filosofia, em vez de ser a favor da religião dos pagãos", com a qual os primeiros cristãos "rechaçaram com força qualquer compromisso".

Justino, em particular, notadamente em sua primeira Apologia, conduziu uma crítica implacável com relação à religião pagã e a seus mitos, que ele considerava como «caminhos falsos» diabólicos no caminho da verdade.

Assim, Justino, e com ele os outros apologistas, marcaram a tomada de posição nítida da fé cristã pelo Deus dos filósofos contra os falsos deuses da religião pagã. Era a escolha pela verdade do ser, contra o mito do costume.




Pensamento teológico

 

 

 

 

Sobre o batismo

“Vamos expor de que modo, renovados por Cristo, nos consagramos a Deus. Todos os que estiverem convencidos e acreditarem no que nós ensinamos e proclamamos, e prometerem viver de acordo com essas verdades, exortamo-los a pedir a Deus o perdão dos pecados, com orações e jejuns; e também nós oraremos e jejuaremos unidos a eles. Em seguida, levamo-los ao lugar onde se encontra água; ali renascem do mesmo modo que nós também renascemos: recebem o batismo da água em nome do Senhor Deus Criador de todas as coisas, de nosso Salvador Jesus Cristo e do Espírito Santo. Com efeito, foi o próprio Jesus Cristo que afirmou: Se não renascerdes, não entrareis no reino dos céus (cf. Jô 3,3.5). É evidente que não se trata, uma vez nascidos, de entrar novamente no seio materno”. (Justino – I Apologia Cap. 61 : PG 6,419 - 422)
"Os que são batizados por nós são levados para um lugar onde haja água e são regenerados da mesma forma como nós o fomos. É em nome do Pai de todos e Senhor Deus, e de Nosso Senhor Jesus Cristo, e do Espírito Santo que recebem a loção na água. Este rito foi-nos entregue pelos apóstolos" (Justino, ano 151 d.C., I Apologia 61).




O culto perpétuo dos cristãos









“Os apóstolos em suas memórias que chamamos evangelhos, nos transmitiram a recomendação que Jesus lhes fizera. Tendo ele tomado o pão e dado graças, disse: Fazei isto em memória de Mim. Isto é o Meu Corpo [Lc 22,19 ; Mc 14,22]; e tomando igualmente o cálice e dando graças, disse: Este é o Meu Sangue [Mc 14,24], e os deu somente a eles. Desde então, nunca mais deixamos de recordar estas coisas entre nós” (Justino – I Apologia Cap. 66-67 : PG 6,427 - 431).





O Dia do culto dos cristãos

 

 

 

 

Justino afirma que os cristãos guardavam como dia sagrado a Deus o Domingo, pois foi neste dia que Jesus Cristo ressuscitou dos mortos:
“Reunimo-nos todos no dia do Sol [o primeiro dia da semana era denominado de dia de Sol no Império Romano até o século IV], não só porque foi o primeiro dia em que Deus, transformando as trevas e a matéria, criou o mundo, mas também porque neste mesmo dia Jesus Cristo, nosso Salvador, ressuscitou dos mortos. Crucificaram-no na véspera do dia de Saturno; e no dia seguinte a este, ou seja, no dia do Sol, aparecendo aos seus apóstolos e discípulos, ensinou-lhes tudo o que também nós vos propusemos como digno de consideração” (Justino I – Apologia Cap. 66-67 : PG 6,427 - 431).





Descrição do culto dos cristãos

 

 

 

 

“No chamado dia do Sol, reúnem-se em um mesmo lugar todos os que moram nas cidades ou nos campos. Lêem-se as memórias dos apóstolos ou os escritos dos profetas, na medida em que o tempo permite. Terminada a leitura, aquele que preside toma a palavra para aconselhar e exortar os presentes à imitação de tão sublimes ensinamentos.
Depois, levantamo-nos todos juntos e elevamos as nossas preces; como já dissemos acima, ao acabarmos de orar, apresentam-se pão, vinho e água. Então o que preside eleva ao céu, com todo o seu fervor, preces e ações de graças, e o povo aclama: Amém. Em seguida, faz-se entre os presentes a distribuição e a partilha dos alimentos que foram eucaristizados, que são também enviados aos ausentes por meio dos diáconos.
Os que possuem muitos bens dão livremente o que lhes agrada. O que se recolhe é colocado à disposição do que preside. Este socorre os órfãos, as viúvas e os que, por doença ou qualquer outro motivo se acham em dificuldade, bem como os prisioneiros e os hóspedes que chegam de viagem; numa palavra, ele assume o encargo de todos os necessitados” (Justino - I Apologia Cap. 66-67 : PG 6,427 - 431).




Eucaristia

A Fé dos cristãos primitivos na eucaristia: Corpo e Sangue de Cristo:


 

"Designamos este alimento eucaristia. A ninguém é permitido dele participar, sem que creia na verdade de nossa doutrina, que já tenha recebido o batismo de remissão dos pecados e do novo nascimento, e viva conforme os ensinamentos de Cristo. Pois não tomamos estas coisas como pão ou bebida comuns; senão, que assim como Jesus Cristo, feito carne pela palavra de Deus, teve carne e sangue para salvar-nos, assim também o alimento feito eucaristia (...) é a Carne e o Sangue de Jesus encarnado. Assim nos ensinaram." (Primeiro livro das Apologias de Justino, pag. 65-67.)





Maria

 

 

 

 


Justino afirma que Jesus nasceu de uma Virgem (Maria) e também que Maria é descendente do rei Davi:
"Dizia-se [Jesus] portanto, filho do homem, seja em razão de seu nascimento de uma Virgem que, como assinalei, era da raça de Daví, de Jacó, de Isaac e de Abraão, etc..." (Justino, mártir, Diálogo com Trifão, cap.94-100, PG VI, 701ss).





Os evangelhos canônicos

 

 

 

 

Justino freqüentemente cita os evangelhos: de Mateus, de Marcos, de Lucas e possivelmente de João, contudo não cita sob o nome de Mateus, de Marcos, de Lucas, e sim de “Memória dos apóstolos”. 




Por isso chegou-se afirmar que Justino desconhecia a divisão em quatro evangelhos, afirmada, por exemplo, fortemente por Ireneu mais ou menos 30 anos mais tarde.

Portanto, é provável que os 4 evangelhos andassem juntos desde o inicio do século II d.C. e referia-se a esses 4 evangelhos com um nome genérico, como “Memória dos apóstolos”. 

Ou, também, que já no inicio do II século se conhecia a distinção dos 4 evangelhos, mas de acordo com o testemunho de Justino era mais comum citá - los com um único nome.








ALTAR TÚMULO DE SÃO JUSTINO





 
Ó Deus, 
que destes ao mártir São Justino um profundo conhecimento de Cristo pela loucura da
cruz, concedei-nos, por sua intercessão, repelir os erros que nos cercam e permanecer firmes na
fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.







Santo mártir, sê propício
no teu dia de esplendor,
em que cinges a coroa,
o troféu de vencedor.

Este dia sobre as trevas
deste mundo te elevou,
e, juiz e algoz vencendo,
todo a Cristo te entregou.

Entre os anjos ora brilhas,
testemunha inquebrantável,
com as vestes que lavaste
no teu sangue venerável.






Junto a Cristo, sê agora
poderoso intercessor;
ouça ele as nossas preces
e perdoe ao pecador.

Desce a nós por um momento,
de Jesus traze o perdão,
e os que gemem sob o fardo
grande alívio sentirão.

A Deus Pai, ao Filho Único
e ao Espírito, a vitória.
Deus te orna com coroa
na mansão da sua glória.











 O JULGAMENTO DE SÃO JUSTINO


 SÃO JUSTINO OUTRORA ERA CELEBRADO NO DIA 13 OU 14 DE ABRIL


 FONTES:


 http://pt.wikipedia.org/wiki/Justino