domingo, 3 de junho de 2012

CALENDÁRIO DOS SANTOS DE JUNHO


 

 §955 A união dos que estão na terra com os irmãos que descansam na paz de Cristo de maneira alguma se interrompe; pelo contrário, segundo a fé perene da Igreja, vê-se fortalecida pela comunicação dos bens espirituais."
Catecismo da Igreja Católica






01 de Junho - São Justino:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/search/label/S%C3%83O%20JUSTINO%20M%C3%81RTIR


Santo Aníbal Maria di Francia:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2017/05/santo-anibal-maria-de-francia-apostolo.html

, Bem-aventurado João Batista Scalabrini







02 de Junho - Santos Marcelino e Pedro:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/06/sao-marcelino-e-sao-pedro-02-de-junho.html

, Santo Erasmo:


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03 de Junho - Santos Carlos Lwanga e companheiros, 
Santa Clotilde:


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04 de Junho - São Francisco Caracciolo:
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05 de Junho - São Bonifácio:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/06/sao-bonifacio-05-de-junho.html





§962 "Cremos na comunhão de todos os fiéis de Cristo, dos que são peregrinos na terra, dos de juntos que estão terminando a sua purificação, dos bem-aventurados do céu, formando, todos juntos, uma só Igreja, e cremos que nesta comunhão o amor misericordioso de Deus e de seus santos está sempre à escuta de nossas orações."
Catecismo da Igreja Católica



06 de Junho - São Marcelino Champagnat:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/06/sao-marcelino-champagnat-ou-marcellin.html


, São Norberto, São Gerardo Tintori






07 de Junho - Santo Antônio Maria Gianelli






08 de Junho - São Medardo:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/06/sao-medardo-08-de-junho.html
 
, Bem-aventurado Pacífico de Cerano






09 de Junho - Santo Efrém:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/06/santo-efrem-da-siria-09-de-junho.html


, Bem-aventurado José de Anchieta:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/search/label/BEATO%20JOS%C3%89%20DE%20ANCHIETA

, Bem-aventurada Ana Maria Taigi






10 de Junho – Bem- aventurados Eduardo Poppe e João Dominici






11 de Junho – São Barnabé:

http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/06/sao-barnabe-11-de-junho.html

, Santa Paula Frassinetti






12 de Junho – Santo Onofre:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/06/santo-onofre-12-de-junho-patrono-da.html


, São João de Sahagun, São Gaspar Bertoni, São Bernardo de Menton (de Aosta)




















13 de Junho – Santo Antônio de Pádua:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/search/label/SANTO%20ANT%C3%94NIO%20DE%20P%C3%81DUA%20%28%20DE%20LISBOA%29


, Santo Ávito (Aventino), Bem-aventurado Inácio Maloyan








14 de Junho – São Basílio, Bem-aventurada Iolanda da Polonia






15 de Junho – São Vito:
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, Bem-aventurada Albertina Berkenbrock






16 de Junho – Santos Julita e Ciro:


http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/06/santa-julita-e-seu-filho-sao-ciro.html



17 de Junho – São Ranieri de Pisa:


http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/06/sao-ranieri-de-pisa-ou-sao-ranieri.html



18 de Junho – São Gregório João Barbarigo:

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19 de Junho – Santa Juliana Falconieri:

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, São Romualdo, Santa Ema de Gurk, 

Santos Gervásio e Protásio:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/06/sao-gervasio-e-sao-protasio-19-de-junho.html








"Eles não deixam de interceder por nós ao Pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus. Por conseguinte, pela fraterna solicitude deles, nossa fraqueza recebe o mais valioso auxílio" Catecismo da Igreja Católica §956








20 de Junho – Bem- aventurada Margarida Ebner






21 de Junho – São Luís Gonzaga:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/06/sao-luiz-gonzaga-21-de-junho-padroeiro.html





22 de Junho – São Tomás More:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/search/label/S%C3%83O%20TOM%C3%81S%20MORUS%20OU%20THOMAS%20MORE


, São João Fisher, Santo Albano,

 São Paulino de Nola:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/search/label/S%C3%83O%20PAULINO%20DE%20NOLA






23 de Junho – São José Cafasso






24 de Junho – Natividade de São João Batista:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/06/sao-joao-batista-nascimento-24-de-junho.html







25 de Junho – São Guilherme de Vercelli, São Máximo de Turim, São Próspero de Aquitânia






26 de Junho – São João e São Paulo, São José Maria Robles Hurtado, São Vigílio, São Josemaria Escrivá de Balaguer, São Sigismundo (Zygmunt) Gorazdowski






27 de Junho – São Cirilo de Alexandria,







28 de Junho – Santo Irineu de Lyon, Santo Atílio, Santa Vicência Gerosa






29 de Junho – São Pedro e são Paulo






30 de Junho – Os primeiros mártires do Cristianismo









Senhor, 
nós vos pedimos,
 tende piedade de todos nós 
e dai-nos participar da vida eterna, 
com a virgem Maria, mãe de Deus, 
com os santos apóstolos
 e todos os que neste mundo vos serviram, 
a fim de vos louvarmos e glorificarmos
 por Jesus Cristo, vosso Filho.

Concedei-nos 
o convívio dos eleitos!







sexta-feira, 1 de junho de 2012

SÃO JUSTINO MÁRTIR OU SÃO JUSTINO DE NABLUS ( O FILÓSOFO) - 01 DE JUNHO





 




Justino (em latim: Flavius Iustinus ou Iustinus Martir), também conhecido como Justino Mártir ou Justino de Nablus (100 - 165) foi um teólogo do século II.

 

 


 

Índice

  • 1 Biografia
  • 2 Participação das criaturas racionais no Logos
  • 3 Pensamento teológico
    • 3.1 Sobre o batismo
    • 3.2 O culto perpétuo dos cristãos
    • 3.3 O Dia do culto dos cristãos
    • 3.4 Descrição do culto dos cristãos
    • 3.5 Eucaristia
    • 3.6 Maria
  • 4 Os evangelhos canônicos

Biografia

Seu lugar de nascimento foi Flávia Neápolis (atual Nablus), na Síria Palestina ou Samaria. A educação infantil de Justino incluiu retórica, poesia e história. 

Como jovem adulto mostrou interesse por filosofia e estudou primeiro estoicismo e platonismo.

Justino foi introduzido na fé diretamente por um velho homem que o envolveu numa discussão sobre problemas filosóficos e então lhe falou sobre Jesus. 

Ele falou a Justino sobre os profetas que vieram antes dos filósofos, ele disse, e que falou "como confiável testemunha da verdade". Eles profetizaram a vinda de Cristo e suas profecias se cumpriram em Jesus.

 Justino disse depois que "meu espírito foi imediatamente posto no fogo e uma afeição pelos profetas e para aqueles que são amigos de Cristo, tomaram conta de mim; enquanto ponderava nestas palavras, descobri que a sua era a única filosofia segura e útil". Justino "se consagrou totalmente a expansão e defesa da religião cristã."

Justino continuou usando a capa que o identificava como filósofo e ensinou estudantes em Éfeso e depois em Roma.



 




 Os trabalhos que escreveu inclui: 2 apologias em defesa dos cristãos e sua terceira obra foi Diálogo com Trifão.








A convicção de Justino da verdade do Cristo era tão completa que ele teve morte de mártir sendo decapitado no ano 165 d.C..



   


Sofreu o martírio,juntamente com seus companheiros, no tempo de Marco Aurélio, cerca do ano 165.











Participação das criaturas racionais no Logos

O ponto central da apologética de Justino consiste em demonstrar que Jesus Cristo é o Logos do qual todos os filósofos falaram, e, portanto, a medida que participam do Logos chegando a expressar uma verdade parcial - vendo a verdade de modo obscuro - graças à semente do Logos que neles foi depositada podem dizer-se cristãos.

 Mas uma coisa é possuir uma semente e outra é o próprio Logos:
“Aprendemos que Cristo é o primogênito de Deus e que é o Logos, do qual participa todo o gênero humano” (Justino - Apol. Prima, 46).
“Consequentemente, aqueles que viveram antes de Cristo, mas não segundo o Logos, foram maus, inimigos de Cristo (...) ao contrário aqueles que viveram e vivem conforme o Logos são cristãos, e não estão sujeitos a medos e perturbações” (Justino – I Apologia).







Toda pessoa, criada como ser racional, participa do Logos, que leva desde a gestação e pode, portanto perceber a luz da verdade.

Justino, convencido de que a filosofia grega tende para Cristo, "acredita que os cristãos podem servir-se dela com confiança" e em conjunto, a figura e a obra do apologista "assinalam a decidida opção da Igreja antiga em favor da filosofia, em vez de ser a favor da religião dos pagãos", com a qual os primeiros cristãos "rechaçaram com força qualquer compromisso".

Justino, em particular, notadamente em sua primeira Apologia, conduziu uma crítica implacável com relação à religião pagã e a seus mitos, que ele considerava como «caminhos falsos» diabólicos no caminho da verdade.

Assim, Justino, e com ele os outros apologistas, marcaram a tomada de posição nítida da fé cristã pelo Deus dos filósofos contra os falsos deuses da religião pagã. Era a escolha pela verdade do ser, contra o mito do costume.




Pensamento teológico

 

 

 

 

Sobre o batismo

“Vamos expor de que modo, renovados por Cristo, nos consagramos a Deus. Todos os que estiverem convencidos e acreditarem no que nós ensinamos e proclamamos, e prometerem viver de acordo com essas verdades, exortamo-los a pedir a Deus o perdão dos pecados, com orações e jejuns; e também nós oraremos e jejuaremos unidos a eles. Em seguida, levamo-los ao lugar onde se encontra água; ali renascem do mesmo modo que nós também renascemos: recebem o batismo da água em nome do Senhor Deus Criador de todas as coisas, de nosso Salvador Jesus Cristo e do Espírito Santo. Com efeito, foi o próprio Jesus Cristo que afirmou: Se não renascerdes, não entrareis no reino dos céus (cf. Jô 3,3.5). É evidente que não se trata, uma vez nascidos, de entrar novamente no seio materno”. (Justino – I Apologia Cap. 61 : PG 6,419 - 422)
"Os que são batizados por nós são levados para um lugar onde haja água e são regenerados da mesma forma como nós o fomos. É em nome do Pai de todos e Senhor Deus, e de Nosso Senhor Jesus Cristo, e do Espírito Santo que recebem a loção na água. Este rito foi-nos entregue pelos apóstolos" (Justino, ano 151 d.C., I Apologia 61).




O culto perpétuo dos cristãos









“Os apóstolos em suas memórias que chamamos evangelhos, nos transmitiram a recomendação que Jesus lhes fizera. Tendo ele tomado o pão e dado graças, disse: Fazei isto em memória de Mim. Isto é o Meu Corpo [Lc 22,19 ; Mc 14,22]; e tomando igualmente o cálice e dando graças, disse: Este é o Meu Sangue [Mc 14,24], e os deu somente a eles. Desde então, nunca mais deixamos de recordar estas coisas entre nós” (Justino – I Apologia Cap. 66-67 : PG 6,427 - 431).





O Dia do culto dos cristãos

 

 

 

 

Justino afirma que os cristãos guardavam como dia sagrado a Deus o Domingo, pois foi neste dia que Jesus Cristo ressuscitou dos mortos:
“Reunimo-nos todos no dia do Sol [o primeiro dia da semana era denominado de dia de Sol no Império Romano até o século IV], não só porque foi o primeiro dia em que Deus, transformando as trevas e a matéria, criou o mundo, mas também porque neste mesmo dia Jesus Cristo, nosso Salvador, ressuscitou dos mortos. Crucificaram-no na véspera do dia de Saturno; e no dia seguinte a este, ou seja, no dia do Sol, aparecendo aos seus apóstolos e discípulos, ensinou-lhes tudo o que também nós vos propusemos como digno de consideração” (Justino I – Apologia Cap. 66-67 : PG 6,427 - 431).





Descrição do culto dos cristãos

 

 

 

 

“No chamado dia do Sol, reúnem-se em um mesmo lugar todos os que moram nas cidades ou nos campos. Lêem-se as memórias dos apóstolos ou os escritos dos profetas, na medida em que o tempo permite. Terminada a leitura, aquele que preside toma a palavra para aconselhar e exortar os presentes à imitação de tão sublimes ensinamentos.
Depois, levantamo-nos todos juntos e elevamos as nossas preces; como já dissemos acima, ao acabarmos de orar, apresentam-se pão, vinho e água. Então o que preside eleva ao céu, com todo o seu fervor, preces e ações de graças, e o povo aclama: Amém. Em seguida, faz-se entre os presentes a distribuição e a partilha dos alimentos que foram eucaristizados, que são também enviados aos ausentes por meio dos diáconos.
Os que possuem muitos bens dão livremente o que lhes agrada. O que se recolhe é colocado à disposição do que preside. Este socorre os órfãos, as viúvas e os que, por doença ou qualquer outro motivo se acham em dificuldade, bem como os prisioneiros e os hóspedes que chegam de viagem; numa palavra, ele assume o encargo de todos os necessitados” (Justino - I Apologia Cap. 66-67 : PG 6,427 - 431).




Eucaristia

A Fé dos cristãos primitivos na eucaristia: Corpo e Sangue de Cristo:


 

"Designamos este alimento eucaristia. A ninguém é permitido dele participar, sem que creia na verdade de nossa doutrina, que já tenha recebido o batismo de remissão dos pecados e do novo nascimento, e viva conforme os ensinamentos de Cristo. Pois não tomamos estas coisas como pão ou bebida comuns; senão, que assim como Jesus Cristo, feito carne pela palavra de Deus, teve carne e sangue para salvar-nos, assim também o alimento feito eucaristia (...) é a Carne e o Sangue de Jesus encarnado. Assim nos ensinaram." (Primeiro livro das Apologias de Justino, pag. 65-67.)





Maria

 

 

 

 


Justino afirma que Jesus nasceu de uma Virgem (Maria) e também que Maria é descendente do rei Davi:
"Dizia-se [Jesus] portanto, filho do homem, seja em razão de seu nascimento de uma Virgem que, como assinalei, era da raça de Daví, de Jacó, de Isaac e de Abraão, etc..." (Justino, mártir, Diálogo com Trifão, cap.94-100, PG VI, 701ss).





Os evangelhos canônicos

 

 

 

 

Justino freqüentemente cita os evangelhos: de Mateus, de Marcos, de Lucas e possivelmente de João, contudo não cita sob o nome de Mateus, de Marcos, de Lucas, e sim de “Memória dos apóstolos”. 




Por isso chegou-se afirmar que Justino desconhecia a divisão em quatro evangelhos, afirmada, por exemplo, fortemente por Ireneu mais ou menos 30 anos mais tarde.

Portanto, é provável que os 4 evangelhos andassem juntos desde o inicio do século II d.C. e referia-se a esses 4 evangelhos com um nome genérico, como “Memória dos apóstolos”. 

Ou, também, que já no inicio do II século se conhecia a distinção dos 4 evangelhos, mas de acordo com o testemunho de Justino era mais comum citá - los com um único nome.








ALTAR TÚMULO DE SÃO JUSTINO





 
Ó Deus, 
que destes ao mártir São Justino um profundo conhecimento de Cristo pela loucura da
cruz, concedei-nos, por sua intercessão, repelir os erros que nos cercam e permanecer firmes na
fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.







Santo mártir, sê propício
no teu dia de esplendor,
em que cinges a coroa,
o troféu de vencedor.

Este dia sobre as trevas
deste mundo te elevou,
e, juiz e algoz vencendo,
todo a Cristo te entregou.

Entre os anjos ora brilhas,
testemunha inquebrantável,
com as vestes que lavaste
no teu sangue venerável.






Junto a Cristo, sê agora
poderoso intercessor;
ouça ele as nossas preces
e perdoe ao pecador.

Desce a nós por um momento,
de Jesus traze o perdão,
e os que gemem sob o fardo
grande alívio sentirão.

A Deus Pai, ao Filho Único
e ao Espírito, a vitória.
Deus te orna com coroa
na mansão da sua glória.











 O JULGAMENTO DE SÃO JUSTINO


 SÃO JUSTINO OUTRORA ERA CELEBRADO NO DIA 13 OU 14 DE ABRIL


 FONTES:


 http://pt.wikipedia.org/wiki/Justino