quarta-feira, 16 de maio de 2012

NOSSA SENHORA AUXILIADORA - AUXÍLIO DOS CRISTÃOS - PROTETORA DA FAMÍLIA E DO LAR - 24 DE MAIO










Esta invocação mariana encontra suas raízes no ano 1571, quando Selim I, imperador dos turcos, após conquistar várias ilhas do Mediterrâneo, lança seu olhar de cobiça sobre toda a Europa.

 O Papa Pio V, diante da inércia das nações cristãs, resolveu organizar uma poderosa esquadra para salvar os cristãos da escravidão muçulmana. 

Para tanto, invocou o auxílio da Virgem Maria para este combate católico.

 












A vitória aconteceu no dia 7 de outubro de 1571.





SOBRE A BATALHA DE LEPANTO , VEJA:




 
 Afastada a perseguição maometana, o Santo Padre demonstrou sua gratidão à Virgem acrescentando nas ladainhas loretanas a invocação: Auxiliadora dos Cristãos.

No entanto, a festa de Nossa Senhora Auxiliadora só foi instituída em 1816, pelo Papa Pio VII, a fim de perpetuar mais um fato que atesta a intercessão da Santa Mãe de Deus

Napoleão I, empenhado em dominar os estados pontifícios, foi excomungado pelo Sumo Pontífice. 

Em resposta, o imperador francês seqüestrou o Vigário de Cristo, levando-o para a França. Movido por ardente fé na vitória, o Papa recorreu à intercessão de Maria Santíssima, prometendo coroar solenemente a imagem de Nossa Senhora de Savona logo que fosse liberto.

O Santo Padre ficou cativo por cinco anos, sofrendo toda espécie de humilhações. Uma vez fracassado, Napoleão cedeu à opinião pública e libertou o Papa, que voltou a Savona para cumprir sua promessa. No dia 24 de maio de 1814, Pio VII entrou solenemente em Roma, recuperando seu poder pastoral. Os bens eclesiásticos foram restituídos. Napoleão viu-se obrigado a assinar a abdicação no mesmo palácio onde aprisionara o velho pontífice.




 
 



Para marcar seu agradecimento à Santa Mãe de Deus, o Papa Pio VII criou a festa de Nossa Senhora Auxiliadora, fixando-a no dia de sua entrada triunfal em Roma.

 




O grande apóstolo da juventude, Dom Bosco, adotou esta invocação para sua Congregação Salesiana porque ele viveu numa época de luta entre o poder civil e o eclesiástico. 

A fundação de sua família religiosa, que difunde pelo mundo o amor a Nossa Senhora Auxiliadora, deu-se sob o ministério do Conde Cavour, no auge dos ódios políticos e religiosos que culminaram na queda de Roma e destruição do poder temporal da Igreja. 




 




Nossa Senhora foi colocada à frente da obra educacional de Dom Bosco para defendê-la em todas as dificuldades.

 







No ano de 1862, as aparições de Maria Auxiliadora na cidade de Spoleto marcam um despertar mariano na piedade popular italiana. 

Nesse mesmo ano, São João Bosco iniciou a construção, em Turim, de um santuário, que foi dedicado a Nossa Senhora, Auxílio dos Cristãos.

A partir dessa data, Dom Bosco, que desde pequeno aprendeu com sua mãe Margarida, a confiar inteiramente em Nossa Senhora, ao falar da Mãe de Deus, lhe unirá sempre o título Auxiliadora dos Cristãos.

 Para perpetuar o seu amor e a sua gratidão para com Nossa Senhora e para que ficasse conhecido por todos e para sempre que foi "Ela (Maria) quem tudo fez", quis Dom Bosco que as Filhas de Maria Auxiliadora, congregação por ele fundada juntamente com Santa Maria Domingas Mazzarello, fossem um monumento vivo dessa sua gratidão.

Dom Bosco ensinou aos membros da família Salesiana a amarem Nossa Senhora, invocando-a com o título de AUXILIADORA. 

Pode-se afirmar que a invocação de Maria como título de Auxiliadora teve um impulso enorme com Dom Bosco. 





 





Ficou tão conhecido o amor do Santo pela Virgem Auxiliadora a ponto de Ela ser conhecida também como a "Virgem de Dom Bosco".

 

Escreveu Dom Bosco: "A festa de Maria Auxiliadora deve ser o prelúdio da festa eterna que deveremos celebrar todos juntos um dia no Paraíso".

Padroeira

  • Nossa Senhora Auxiliadora é padroeira de Bagé, cidade do sudoeste gaúcho.

Velas votivas em Bagé






 




Em 1943, por iniciativa do padre Edgar Aquino Rocha, a população de Bagé foi convidada a ornamentar as fachadas das casas para produzir um espetáculo luminoso a fim de homenagear Maria. 




A população vivia um clima de instabilidade devido ao envolvimento do Brasil na Segunda Guerra Mundial, com militares bageenses lutando no front europeu. A atitude do padre deu início a esta tradição que faz votos de paz. Os anos passaram, as velas continuaram a ser acesas como forma de devoção à Nossa Senhora Auxiliadora. Até os dias de hoje, em Bagé, no dia 24 de maio, as janelas das residências são iluminadas com velas em homenagem à Padroeira.

 

 

 

 

 

 

O caso das velas da devoção

Um acidente automobilístico ocorreu no dia 12 de maio de 2011. Em torno das 5h da manhã, o motorista Daniel Dias Pereira saiu de Caçapava do Sul, na região central do Rio Grande do Sul, com mil velas divididas em dez caixas. Alguns quilômetros após deixar a cidade, na BR 153, ele perdeu o controle do carro numa curva e colidiu com um furgão, contra uma parede de pedras, que fica ao lado da estrada. O automóvel que ele conduzia teve perda total, mas o motorista nada sofreu, e nenhuma vela quebrou  .
Tem algo estranho em toda a história. As caixas vinham bem acondicionadas, mas se bateram, poderiam ter quebrado”, diz Daniel. “Tantas coisas acontecem, que não duvido de nada”, reflete.
Proprietária de uma loja em Bagé, a comerciante Adriana Caminha foi quem encomendou o carregamento de velas para revender à Paróquia de Nossa Senhora Auxiliadora, que realizaria a procissão em homenagem à Nossa Senhora Auxiliadora no dia 24 de maio. “Quando fiquei sabendo que o carro tinha dado perda total, falei que só por um milagre as velas se salvariam”, contou .
O fato correu a cidade e, segundo a comerciante, aumentou a procura pelas velas. “A procura foi bem maior. Hoje em dia é tão raro um milagre. Essas velas já vieram bentas”, crê a comerciante.

Janelas de Maio

A prefeitura de Bagé lançou, em 2011, salientar o hábito da colocação de velas nas janelas no dia 24 de maio através do concurso “Janelas de Maio”. A comissão julgadora percorre as principais ruas e bairros da cidade observando as decorações mais criativas alusivas à Santa. Enfeitar janelas com velas acesas e vitrais coloridos são tradições que existem desde a década de 40 em Bagé, assim como carregar velas acesas durante a procissão.

Procissão luminosa

Também em Bagé, nas noites de 24 de maio, após missa realizada na Igreja Nossa Senhora Auxiliadora, ocorre uma procissão em homenagem à Santa. Os milhares  de fiéis percorrem as ruas do centro da cidade, com a maioria carregando velas.










Oração

Santíssima e Imaculada Virgem Maria, nossa carinhosa Mãe e poderoso auxílio dos cristãos, nós nos consagramos inteiramente ao vosso doce amor e ao vosso santo serviço. Consagramo-vos o entendimento com os seus pensamentos, o coração com os seus afetos, o corpo com os seus sentidos e com todas as suas forças, e prometemos querer sempre trabalhar para dar a Deus uma grande alegria: a realização e felicidade de todas as pessoas.
Acolhei-nos todos sob o vosso manto, ó Maria Auxiliadora. Ajudai-nos a recorer a vós nas tentações, prontamente e com confiança. Fazei que a vossa lembrança tão boa, tão cara, tão amável, e a recordação do amor que tendes para com vossos devotos nos conforte, e nos faça vencedores, por meio do amor evangélico, dos inimigos do Reino, a fim de podermos, já nesta terra, viver o céu. Amém

















terça-feira, 15 de maio de 2012

SÃO CRISPIM DE VITERBO - 19 DE MAIO









Religioso da Primeira Ordem (1668-1750). Primeiro santo canonizado por João Paulo II no dia 20 de junho de 1982.








São Crispim nasceu em Viterbo de uma humilde família, a 13 de Novembro de 1668. 

Recebeu no baptismo o nome de Pedro Fioretti.

 Eram seus pais Ubaldo e Márcia que lhe deram uma profunda e cuidadosa educação cristã. Frequentou os primeiros anos da escola. 
Apesar da sua frágil constituição física, logo se começou a impor penitências voluntárias.

 O seu primeiro trabalho foi o de aprendiz de sapateiro.

Desejoso de levar uma vida austera e de se consagrar a Deus, a 22 de Julho de 1693, foi admitido no noviciado dos Capuchinhos em Palanzana, junto à sua terra natal.



 







 Feita a profissão religiosa, logo a seguir, foi destinado ao Convento de Tolfa, como ajudante de cozinha.





A sua personalidade de asceta, o seu estilo de cantor do bom Deus e de Nossa Senhora, bem depressa mostraram aquilo que iria ser. 

Amante da pobreza, dotado de espírito generoso e sensível às manifestações da alegria, cheio de caridade e de atenções fraternas para com os pecadores, os pobres, os encarcerados e as crianças abandonadas, sabia tornar-se útil e agradável nos mais variados ofícios. 




 






Era, ao mesmo tempo, encarregado do quintal, enfermeiro, cozinheiro e ainda ia pedir esmola de porta em porta.




Jovial por temperamento e por coerência com o ideal franciscano, sabia fazer amar a virtude e consolar os que sofriam.

 Com simplicidade edificante, entoava canções, compunha e recitava poesias. 




 




Levantava pequeninos altares a Nossa Senhora, sua Mãe e Senhora dulcíssima. 









A um seu irmão que lhe chamava a atenção por este seu modo de ser e de se comportar como inconveniente para o estado religioso, ele respondia: 

"Eu sou o arauto do grande Rei. Deixai-me cantar como São Francisco.

 Estes cantos hão-de fazer bem ao espírito de quem me ouve. Sempre, é claro, com a ajuda de Deus e da sua grande Mãe."

A sua confiança sem limites na Divina Providência e a sua união com Deus foram muitas vezes premiadas com milagres e carismas. 

Era procurado por prelados, nobres e sábios que lhe pediam conselhos, porém, nunca mudou a sua atitude simples e modesta.





 






Durante 40 anos pediu esmola, de porta em porta, em Orvieto e arredores, procurando os meios necessários de subsistência para a sua comunidade e para os necessitados da “grande família de Orvieto”. 


Neste trabalho praticou obras notáveis no campo da assistência e no campo religioso, sobretudo com os doentes, os encarcerados, as mães solteiras, as famílias pobres, as pessoas desesperadas. 

Homem de paz, no meio dos seus irmãos, no seio das famílias, entre os cidadãos, entre o povo e a autoridade civil ou religiosa e, tudo isto, sempre com uma santa alegria.





 


Devotíssimo do Santíssimo Sacramento e de Nossa Senhora, foi cumulado de sabedoria celeste que o levava a ser consultado, como se disse, por homens da cultura.








Desgastado pelo trabalho e pelas penitências, passou os últimos anos da sua vida em Roma, no Convento da Imaculada Conceição, na rua Vittorio Veneto.



O Cardeal Trémouille, embaixador do rei de França, encontrando-se gravemente doente, pediu que lhe chamassem o nosso santo que o curou com a sua oração. 

De outra vez, quando o Papa Clemente XIV tomava parte na eucaristia da igreja dos Capuchinhos, um dos seus camareiros foi acometido de dores gravíssimas. Era frequente suceder-lhe este fenômeno. Médico algum conseguia descobrir a cura para o seu mal.



 







 São Crispim levou-o diante do altar de Nossa Senhora e a cura foi instantânea. 




No dia 19 de Maio de 1750, com 82 anos de idade, entrega santamente sua alma ao Pai.

Fonte: “Santos franciscanos para cada dia”, edição Porziuncola










ORAÇÃO
Ó Deus, 
que conduzistes o vosso servo São Crispim
 até o cume da Perfeição evangélica, 
seguindo-vos pelo caminho da alegria, 
concedei-nos, por seu exemplo e intercessão, 
praticar sempre a autêntica virtude,
 que nos garante a paz e a felicidade nos céus. 
Por nosso Senhor Jesus Cristo,
 vosso Filho,
 na unidade do Espírito Santo





















SANTO ISIDORO ( OU ISIDRO), O LAVRADOR - PADROEIRO DOS TRABALHADORES DO CAMPO, AGRICULTORES E DE MADRID - 15 DE MAIO
















 



 
A Bela e encantadora Madri, capital da Espanha, foi o berço natal de Isidoro ou Isidro, o lavrador.

 Seus pais eram muito pobres, nada possuíam em bens, e todo bem que possuíam era por graça de Deus; o tesouro da fé.
 
A Isidro não foi permitida a frequência na escola, a extrema pobreza o chamou desde os primeiros anos de idade, ao trabalho pesado, no campo.
 



 





Foi a assistência do Espírito Santo, merecida pela sua extraordinária humildade, que substituiu-lhe perfeitamente a falta livros.

 Isidro, na ânsia de conhecer as verdades da fé, não perdia ocasião de ouvir a palavra de Deus, que tão profundamente lhe calava na alma.
 
A paciência nas contrariedades, o modo afável de tratar o próximo, a prontidão em perdoar ofensas à fidelidade nos patrões.
 
A pontualidade no cumprimento dos deveres, o respeito e a modéstia e antes de tudo a grande caridade para com todos, assim Isidro trilhava o árduo caminho da santidade.
 
Isidro transformava em oração os trabalhos mais pesados, tudo oferecia por amor ao seu Deus e para cumprir sua vontade.
 
Enquanto a mão dirigia o arado o coração estava elevado em Deus, era tanta intimidade, que os outros empregados e seus patrões tinham a impressão de que ele estava em êxtase. 

Seu olhar era iluminador e suas palavras cheias de ternura e mansidão.
 
Seu patrão chamava-se João de Vagas e soube sempre ser reconhecido ao seu mais ilustre servo Isidoro. 

João refletia o versículo do Eclesiastes, como conselho que diz: “Como tua alma ama e estima um empregado prudente.” 

 Isidro obteve de seu patrão a autorização de assistir a missa todos os dias. Levantava-se de madrugada para cumpri suas primeiras obrigações com Deus e seu patrão.
 
Apesar de sua pobreza, dava o que possuía aos mais pobres e sempre com o coração cheio de alegria.
 










Casou-se com Maria Turíbia que em tudo se parecia com seu santo esposo.
 








O único filho do casal morreu ainda criança, e logo em seguida morre Maria Turíbia, com fama de santidade.
 




 






Certo dia enquanto Isidro detinha-se em sua contemplação e oração, seu patrão foi a campo e testemunhou o grande prodígio, de ver um anjo arando a terra.
 




Isidro adoeceu gravemente e com exatidão predisse a sua morte, para a qual se preparou com todo o zelo. Era dia 11 de maio de 1170, estava com 60 anos.

Muitos milagres lhe confirmaram a grande santidade. Era por todos muito amado.
 


 




Quarenta anos depois de sua morte, o corpo foi transportado do cemitério para a Igreja de Santo André e mais tarde colocado na capela do Bispo.










Isidro foi canonizado em 1622 pelo Papa Paulo V.

Que os homens do campo, lavradores, agricultores, a exemplo de Santo Isidoro, façam do seu trabalho diário um meio perfeito de santificação.

 
 







E que Santo Isidro interceda por todos quantos tiram a terra o seu sustento e o alimento de milhares de mesas. Amém!
















Devemos aproveitar todas as ocasiões que o Senhor nos propõe como meio de santificação.

 No livro do gênesis o Senhor sentencia ao homem um meio eficaz; “Tirarás da terra, com trabalhos penosos, o teu sustento todos os dias de tua vida... Comerás o teu pão com o suor de teu rosto.” (Gen 3, 18-19)






O Senhor nos apresenta o trabalho como meio santificador, é no cotidiano e nas pequenas ocasiões que encontramos os meios eficazes para alcançá-la.
 
O lavrador possui todos os meios de salvação, todos os elementos 
da natureza são fontes de inspiração e que permitem uma maior intimidade com o Criador. O contato com a terra e seus frutos etc.








ORAÇÃO:
Ó Santo Isidoro,
 a vossa fé vos levava a esquecer o mundo para contemplar as belezas do Reino de Deus. 
 Dando-vos em oração, 
os anjos completavam o vosso trabalho de agricultor. 
Abençoai-me, Santo Isidoro! 
Abençoai a minha família, a minha terra,
 a minha horta, as minhas plantações, a minha criação. 
Pedi aos anjos
 que sustentem as minhas forças nas horas de cansaço. 
E que eu cumprindo fielmente os mandamentos do Senhor
 seja digno das promessas de Cristo.



Abri os meus olhos 
e fazei-me ver, na semente que nasce,
 na flor que desabrocha,
 no fruto que amadurece, 
a força criadora de Deus onipotente. 
Santo Isidoro, 
fortalecei a minha fé, 
dai-me gosto pela oração, 
para a minha piedade atraia as bênçãos de Deus
 e dos anjos do céu sobre o trabalho de minhas mãos
 e faça frutificar a minha plantação. 
Amém.



Passei as noites vigiando, passei frio e calor para aumentar teus bens. Pouco possuías, quando entrei no teu serviço
 e vês agora como estás rico”. 
(Gen 30,30)




FONTES:










domingo, 6 de maio de 2012

SÃO DOMINGO SÁVIO - PADROEIRO DAS PESSOAS ACUSADAS INJUSTAMENTES E DOS JOVENS DELINQUENTES - 06 DE MAIO





São Domingos Sávio


Nascido em Riva, Piedmont, Itália, em 1842; e morreu em Mondonio tambem na Itália em 9 de março de 1857. 


Foi beatificado em 1950 e canonizado em 1954.





Domingos era um de três filhos de um ferreiro e cresceu com desejos de ser um padre. 





 









Quando São João Bosco começou a treinar jovens como clérigos para ajudá-los no cuidado de meninos de rua, em Turim o padre da paróquia de Domingos o recomendou a João Bosco, o qual mais tarde escreveu a biografia de Domingos de tão impressionado que ficou ao conhece-lo.
 

Em outubro de 1854, na idade de 12 anos Domingos tornou-se um estudante no Oratório de São Francisco de Sales em Turim. 





 






Ele é mais conhecido pelo grupo que organizou chamado a "Companhia da Imaculada Conceição".
 





Em adição a sua devoção, ele fazia vários trabalhos como, varrer o chão e tinha especial paciência e cuidado com os jovens mais travessos. 

Logo que começou no Oratório Domingos separou uma luta entre dois rapazes que se atiravam pedras. 

Segurando um crucifixo entre eles ele disse : 

" Antes de lutarem olhem para isto" e em seguida disse "Jesus não tinha nenhum pecado e Ele morreu perdoando os seus executores, nós vamos ultraja-Lo sendo deliberadamente vingativos?"
 

Ele escrupulosamente seguia a disciplina da casa e com isto angariava o ressentimento dos outros jovens que esperam dele o mesmo comportamento. 

Não obstante, ele nunca ofendia quem o tratava mal.




 








 Talvez se não fosse a orientação de São João Bosco ele teria se tornado um fanático. 

Bosco o proibiu de fazer qualquer mortificação ao seu corpo sem sua permissão. 

Bosco certa vez encontrou Domingos, numa noite fria, em sua cama tremendo sem um só lençol por cima. 

"Não seja louco disse ele a Domingos, você poderá pegar pneumonia !" . 

"Por que eu? " perguntou Domingos " O meu Senhor não pegou pneumonia na manjedoura em Belém?"
 

Em outra ocasião Domingos sumiu de manhã até o jantar.

 Bosco o encontrou no coro da igreja de joelhos, em oração. Ele ficou lá por 6 horas depois que a missa havia acabado e disse que estava "distraído" . 

Sempre se referia a suas orações intensas como estando "distraído" orando e não havia visto o tempo passar.
 





 


Bosco reportou ao Papa Pio IX o desejo de Domingos em servir na Inglaterra e a Inglaterra tornou-se uma primeira preocupação de Bosco. 









Alguns dizem que isso era devido ao ímpeto de Pio IX de restaurar a hierarquia da Igreja na Inglaterra.
 

Domingos tornou-se conhecido como uma pessoa com dons espirituais especiais e que reconhecia a necessidade das pessoas, bem alem do percebido pelo padre comum e tinha uma habilidade de profetizar o futuro.
 

Entretanto, a frágil saúde de Domingos piorou e ele foi enviando para Mondonio para uma mudança de clima.






 

 Foi diagnosticado como tendo tuberculose e logo começou a sangrar e isso apressou sua morte.










 Ele recebeu os últimos sacramentos e pediu ao padre para ler a oração dos mortos e no final ele sentou-se e disse: "Adeus meu caro padre" ; 

sorriu e exclamou!:" Estou vendo coisas maravilhosas" e logo depois ele morreu sorrindo tão calmo e feliz, que ninguém duvidou de sua visão do paraíso.
 



 








Pouco tempo depois, São João Bosco escreveu sua biografia, o que contribuiu para a sua canonização. 

Ele foi a pessoa mais jovem a receber a canonização, na história da Igreja.

Ele é o padroeiro dos cantores de coro da igreja e delinqüentes juvenis.


Sua festa é celebrada no dia 5 de março





URNA COM RESTAOS MORTAIS DE DOMINGOS SÁVIO











Ó amável São Domingos Sávio,
 que em vossa breve vida de adolescente,
 fostes admirável exemplo de virtudes cristãs, 
ensinai-nos a amar a Jesus com vosso fervor,
 à Virgem Santa com vossa pureza,
 às almas com vosso zelo;
 fazei ainda que,
 imitando-Vos no propósito de tornarmo-nos santos, 
 saibamos, como Vós,
 preferir a morte ao pecado, 
para poder-Vos encontrar na eterna felicidade do Céu.
 Assim seja.








 FONTES: