sábado, 5 de maio de 2012

CALENDÁRIO DOS SANTOS DE MAIO




 "ÀQUELE QUE SE ASSENTA NO TRONO E AO CORDEIRO, 
LOUVOR, HONRA GLÓRIA E PODER, PELOS SÉCULOS DOS SÉCULOS." 
APO 5,13









01 de Maio – São José Operário:
, São David,  
São Peregrino Laziosi:



02 de Maio - Santo Atanásio:

03 de Maio – São Filipe e São Tiago, apóstolos:


04 de Maio – São Ciríaco, São Silvano,
 São Floriano:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/05/sao-floriano-04-de-maio-padroeiro-dos.html
, Santa Antonina


05 de Maio – Santo Ângelo, Santo Hilário de Arles

06 de Maio – São Domingos Sávio:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/search/label/S%C3%83O%20DOMINGOS%20S%C3%81VIO

, São Mariano, São Lúcio de Cirene, Ana Rosa Gattorno

07 de Maio – Santo Agostinho Roscelli, Santa Gisela, São Bento II,
 Santa Flávia Domitila:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/05/santa-flavia-domitila-martir.html
, Santa Rosa Venerini


08 de Maio – São Vítor ,  
Santo Acácio:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/05/santo-acacio-08-de-maio.html

, São Pedro de Tarentaise, Nossa Sra. Da Estrela


09 de Maio – São Pacômio, São Jorge Preca, Maria Teresa de Jesus

10 de Maio – Damião de Molokai, Santo Antonino de Florença

11 de Maio – Santo Inácio de Lácomi, Santos Abades de Cuny

13 de Maio – Nossa Senhora de Fátima:
 http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/05/nossa-senhora-do-rosario-de-fatima-ou.html

, Santa Maria Domenica Mazzarello




 


"APARECEU, EM SEGUIDA, UM GRANDE SINAL NO CÉU: UMA MULHER VESTIDA DE SOL,
 A LUA DEBAIXO DE SEUS PÉS
 E NA CABEÇA 
UMA COROA DE DOZE ESTRELAS "
Apo 12,1





16 de Maio – São João Nepomuceno:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/05/sao-joao-nepomuceno-16-de-maio.html

, Santo Ubaldo, Santo André Bobola, São Simão Stock


17 de Maio – São Pascoal Baylon:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/05/sao-pascoal-bailao.html

, Júlia Salzano

18 de Maio – São Félix de Cantalício:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/05/sao-felix-de-cantalice-18-de-maio.html

, São João I, São Leonardo Murialdo

19 de Maio – São Pedro Celestino, 
São Crispim de Viterbo:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/search/label/S%C3%83O%20CRISPIM%20DE%20VITERBO

 Santo Ivo Helory de Kermartin, Agostinho Novello

20 de Maio –  São Bernardino de Sena:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2011/05/sao-bernardino-de-sena.html

, Colomba de Rieti

21 de Maio –  Santo Eugênio de Mazemod, Manuel G. Gonzáles e Adílio Daronch, Bem-aventurados


23 de Maio –  São João Batista de Rossi


24 de Maio –  Nossa S. Auxiliadora:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/2012/05/nossa-senhora-auxiliadora-auxilio-dos.html

, São Vicente de Lérins


25 de Maio –  Santa Maria Madalena de Pazzi:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/search/label/SANTA%20MARIA%20MADALENA%20DE%20PAZZI



, São Gregório VII, Santa Madalena Sofia Barat, São Beda, São Cristobal Magallanes Jara

29 de Maio –  Santa Úrsula Ledochowska


30 de Maio –  Santa Joana d'Arc:
http://santossanctorum.blogspot.com.br/search/label/SANTA%20JOANA%20DARC

, São Fernando III, São José Marello


31 de Maio –  Nossa Senhora da Visitação:

http://santossanctorum.blogspot.com.br/search/label/NOSSA%20SENHORA%20DA%20VISITA%C3%87%C3%83O


, São Félix de Nicósia, Camila Batista da Varano, Bem-aventurada





 "(...) SÃO ELES QUE ACOMPANHAM O CORDEIRO ONDE QUER QUE VÁ (...)"
Apo 14, 4

sexta-feira, 4 de maio de 2012

SÃO PEREGRINO - 01 DE MAIO - PADROEIRO CONTRA O CÂNCER E DOS DOENTES DE CÂNCER






 












São Peregrino nasceu na agitada cidade de Forli, na Itália, isto em 1282. 

A fama do santo do dia, antes de sua conversão era chamado de furacão, pois idealista chamava a atenção de muitos.

A cidade de Forli recebeu da Mãe Igreja uma correção que supôs a presença de um missionário chamado Filipe de Benício, o qual era superior geral dos Servitas. Numa de suas pregações, teve que se retirar antes do momento, pois o revolucionário Peregrino não parava de gritar: “Fora o missionário do Papa!”

Com a humilde saída do missionário, Peregrino caiu em contrição e procurou-o para pedir perdão; deste momento em diante iniciou uma conversão radical. 

 Peregrino, de furacão descontrolado, passou com a graça de Deus, a um furacão espiritual que chegou a entrar na Ordem dos Servitas e se destacar pela fidelidade na vivência da regra e do Evangelho de Cristo, desta forma, cresceu na santidade que o levou para o céu com 80 anos.

>>> Vocação de Peregrino

Alicerçando neste firme e santo propósito, certo dia, entrou na igreja de Santa Maria da Cruz.

Permaneceu longamente em oração diante da imagem da Virgem Maria, suplicando-lhe que se dignasse mostrar-lhe o caminho da salvação.





 





De repente, apareceu-lhe visivelmente a santa Virgem, ornada de vestes ricas e festivas, que assim lhe falou: 

Meu filho, eu também desejo guiar os teus passos nos caminhos da salvação”.

Enquanto meditava em seu coração por qual motivo a Virgem Maria, tão ricamente vestida, lhe teria falado tão prontamente, Peregrino, simples como uma pomba, temeu estar sendo induzido ao erro pelo enganador e inimigo do gênero humano.

Vendo-o titubeante e assustado, a Virgem voltou a falar-lhe com mais ternura ainda: 

“Não tenhas medo, filho.
Eu sou a mãe daquele que tu adoras na cruz, e por ele fui enviada para mostrar-te o caminho da felicidade eterna”.

A essas palavras, Peregrino respondeu:

 “Eis-me aqui.
Estou pronto para obedecer às tuas ordens.
Acima de qualquer coisa, sempre desejei executar fielmente o que ordenares.
Ordena, pois, ó Rainha.
De minha parte, cumprirei de boa vontade a tua vontade”.

A gloriosa Senhora então lhe perguntou: “Conheces os religiosos chamados Servos de Maria?”

Peregrino respondeu: “Lembro-me de ter ouvido muitas pessoas falar deles, com elogios à sua Ordem e à sua santa vida; mas não sei onde moram”.

Ele assim falava porque não havia então em Forli nenhum convento dos Servos da Virgem Maria.

Disse-lhe então a Virgem: 

“Tu te chamas Peregrino.
Pois bem, serás peregrino de nome e de fato.
É preciso que vás à cidade de Sena.
Aí, chegando encontrarás estes santos homens em oração.
Insiste com eles para que te recebam em seu convívio”.


>>> Peregrino ingressa na Ordem dos Servos de Maria








 

Ouvindo isso, Peregrino pôs-se logo a caminho, acompanhado por um anjo, e chegou a Sena.
Foi ao convento e bateu à porta.

O frade porteiro, de venerando idade, abriu e perguntou: “A quem procuras?”

E logo acrescentou que nessa hora os frades estavam guardando o silêncio prescrito.

Enquanto o porteiro assim falava, Peregrino, vencido pelo cansaço, atirou-se aos pés do bom velhinho, suplicando que não lhe fechasse a porta, principalmente porque tinha alguns segredos para contar ao prior.

Ao ouvir isso, o porteiro o fez entrar e, terminado o tempo de silêncio, conduziu-o à presença do prior.

Este, depois de examiná-lo de alto a baixo, perguntou-lhe finalmente de que cidade era.
E Peregrino respondeu: “Sou de Forli”.

Depois, tendo-se inteirado do que se tratava e conhecido o propósito de Peregrino, o prior e seus confrades, que a esta altura se encontravam reunidos, convenceram-se facilmente que ele lhes fora enviado pela Virgem Maria.

Consideraram o fato como um milagre da Virgem, que costuma iluminar os seus devotos e, com grande solicitude, os tona participantes da sua bem-aventurança.



 


Por isso, estando todos de acordo, acolheram-no de bom grado e o vestiram com o santo hábito que recorda a viuvez da Virgem Maria.







Terminado o rito, uma auréola luminosa envolveu-lhe a cabeça, como prova de que ele haveria de guardar íntegras a castidade, a obediência e a pobreza, mantendo-se fiel até o fim ao compromisso que havia professado.
Aos trinta anos de idade, era para todos o exemplo de vida santa.

>>> Exemplo de Penitência

Depois, por ordem do superior, voltou para Forli, sua cidade natal, para pôr fielmente em prática a lei do Senhor.
Domava de maneira extraordinária o corpo com vigílias, jejuns e cilícios.
Parece incrível, mas por trinta anos nunca foi visto sentar-se.
Comia sempre de pé e rezava ajoelhado.

Vencido às vezes pelo cansaço ou pelo sono, apoiava por algum tempo a cabeça numa pedra ou, se estivesse no coro, no banco.
Durante a noite, não se deitava: passava o tempo rezando hinos e salmos.

Meditava sem cessar a lei de Deus.
Empenhava-se com todas as forças para imitar os exemplos de Cristo.

Todos os dias fazia o exame de consciência de suas ações, chorava as ofensas e os erros que acreditava ter cometido e contava-os ao confessor com lágrimas nos olhos.
Movido pelo desejo ardente de observar integralmente a lei divina, o santo homem de muitas coisas se recriminava.

>>> Vítima de uma chaga incurável



 








Deus, grande e misericordioso, que costuma pôr à prova os seus filhos para robustecer, pela provação, os que ardem de desejo pelo amor sobrenatural, mandou a Peregrino uma doença muito grave.

Um inchaço numa perna provocou-lhe a erupção de uma chaga infecciosa.

Todos que o visitavam por dever não conseguiam conter as lágrimas.

À chaga e ao inchaço da perna juntou-se a terrível doença conhecida pelo nome de câncer, que exalava um mau-cheiro insuportável para os que o assistiam e para ele próprio.

Por isso, passou a viver isolado dos confrades.
Era visto pelo povo com um novo Jó, tão graves eram as suas dores e sua debilidade física.

No entanto, apesar de encontrar-se nessa situação, não se queixava da sorte, mas suportava a enfermidade e o sofrimento com ânimo forte, confiante na palavra do Apóstolo que diz: “Quando sou fraco, então é que sou forte”.





>>> Jesus Crucificado cura Peregrino

O médico Paulo Salaghi, que lamentava profundamente a doença de Peregrino, fez-lhe uma consulta.

Examinou cuidadosamente a perna para avaliar a gravidade do mal.
Por fim, com o consentimento de todos, chegou à conclusão que de nada adiantavam os remédios e que, com o passar dos dias, a chaga se propagaria até contaminar toda a perna, se esta não fosse amputada.

Foi isso que se decidiu fazer, pois todos concordavam que era preferível sacrificar um membro a deixar perecer todo o corpo.

Na véspera do dia marcado para a operação, durante a noite, depois de refletir longamente sobre a decisão tomada, Peregrino resolveu apelar a Jesus Cristo, seu Salvador.

Com as forças que lhe restavam, arrastou-se sozinho até à sala capitular, onde havia uma imagem do Crucificado.

Aí chegando, pôs-se a rezar:

Oh! Redentor do gênero humano, para apagar os nossos pecados, aceitaste ser submetido ao suplício da cruz e a uma morte atroz.
Quando estavas neste mundo, no meio dos homens, curastes muitas pessoas de toda a sorte de doença.
Purificaste o leproso (Mt 8,2), devolveste a vista ao cego que suplicava: Jesus, Filho de Davi, tem piedade de mim!.
Digna-te, pois, Senhor meu Deus, livrar a minha perna deste mal incurável.
Se não o fizeres, será preciso amputá-la.

Enquanto rezava, atormentado violentamente pela dor, acabou adormecendo.





 










No sono, viu Jesus descer da cruz e curar a perna, apagando qualquer vestígio da doença.

Ao acordar, deu-se conta que perna estava curada e tão robusta como se jamais tivesse estado doente.

Deu então graças ao Deus misericordioso por tão grande Dom e voltou para a sua cela.

Ao clarear o dia, chegou o médico com os instrumentos e as pomadas, necessárias para a operação.

Peregrino então lhe disse: 

“Ó tu que vieste operar-me, pode voltar para casa.
O médico que me curou totalmente assim me falou: “Sou que dou aos homens a saúde e a doença e as retiro deles.
Sou eu que cuido da alma e do corpo.
Devolvi a vista aos cegos, limpei os leprosos, curei os paralíticos e ressuscitei os mortos.
Nenhuma fadiga, nenhum opróbrio, nem sequer a morte mais atroz recusei pela vossa salvação”.
Aquele que assim me falou, ele mesmo, o Príncipe dos Médicos, curou-me totalmente”.


Ao ouvir essas palavras, o médico pensou que Peregrino estivesse delirando devido às fortes dores que sofria e disse:

 “Mostra-me a perna, para que eu possa livrar-te desta chaga que ameaça contagiar todo o teu corpo”.

Mas Peregrino respondeu: “Médico, cura a ti mesmo! Não preciso mais dos teus serviços.
O Príncipe dos Médicos e autor da salvação humana, com o seu poder, afastou de mim toda enfermidade”.





 











E, mostrando a perna, acrescentou: “Olha e vê que grande médico eu tive!” 

O doutor ficou sobremodo estupefacto ao ver a perna limpa e robusta, sem qualquer vestígio da chaga e do tumor maligno.

Voltou-se então para os presentes e exclamou: “É um milagre!”

Ao sair, pôs-se a contar a todos que encontrava no caminho o grande prodígio que Deus havia feito em favor do seu servo, e divulgou o fato por toda a cidade.

A notícia deste evento singular espalhou-se rapidamente por toda a parte, suscitando grande veneração de todos pelo amigo de Deus Peregrino.

Fortalecido mais ainda por esses fatos, com todas as forças, ele continuou firme no caminho do Senhor, anelando às alegrias eternas preparadas para todos os que observam os salutares preceitos divinos.



>>> Morte de Peregrino

Peregrino morreu com a idade de quase oitenta anos, vítima de febre alta.

Sua alma foi levada às honras do reino celeste pela Virgem Maria e pelos bem-aventurados Filipe de Florença e Francisco de Sena, ambos da mesma Ordem.

Após a morte, do seu corpo inanimado fluía um suavíssimo perfume, de tal sorte que os presentes sentiram-se sobremodo admirados diante dessa fragrância extraordinária.

Enquanto a morada corpórea de sua alma já triunfante, segundo costume, jazia deitada no caixão, exposto no coro da igreja, a notícia de sua morte chegou ao conhecimento de todos os habitantes da cidade, como se houvesse sido anunciada por mensageiros.

Todos queriam ver as santas relíquias expostas no coro da igreja.
De todas as partes e por todas as portas da cidade acorriam os habitantes do condado, atraídos pela fama do servo de Deus.
Naquela noite, devido à grande afluência de gente, não foi possível fechar as portas da cidade.













 
CORPO DE SÃO PEREGRINO



Ao bem-aventurado Peregrino não faltou a confirmação celeste de sua santidade por meio dos milagres.

>>> Um cego recupera a vista

Enquanto o corpo do bem-aventurado Peregrino jazia exposto no coro da igreja, um pobre homem, mendigo e cego, aproximou-se timidamente do caixão e pôs-se a implorar do fundo do coração que lhe fosse devolvida a vista.

Oh! infinito poder e graça de Deus que se manifesta nos seus servos! De repente, diante da multidão estupefacta, o bem-aventurado Peregrino levantou-se do caixão onde jazia e traçou o sinal da cruz sobre o cego.

Logo caíram-lhe dos olhos umas escamas e o que fora cego começou a gritar exultante de alegria, mostrando a todos que estava enxergando.
Depois de agradecer muito a Deus e ao bem-aventurado Peregrino, foi embora feliz.

>>> Uma mulher libertada do demônio

 










Um dentre os piores diabos ou talvez um legião deles se haviam apoderado de uma mulher da cidade.

Dominada pelo furor, ficava tão feroz que ninguém conseguia segurá-la, nem amarrando-a a um tronco, nem com correntes.
Era dotada de uma força sobre-humana tal que conseguia romper qualquer tipo de amarra e desvencilhar-se.

Tendo-se espalhado pela região a fama dos milagres do santo, seus familiares arrastaram-na até o caixão do bem-aventurado Peregrino, exposto na igreja.
Ao tocar o caixão, o espírito maligno, com grande alarido, afastou-se dela.

Os que aí estavam viram sair da boca da mulher toda sorte de animais e ouviram estas palavras: “Tuas preces, Peregrino, me causam tormentos atrozes!”

A mulher, liberada totalmente do domínio do diabo, agradeceu muito a Deus e ao bem-aventurado Peregrino.
Depois, alegre, voltou para casa com os seus.

>>> Cura de um homem caído de uma árvore

Certo homem precipitou-se do alto de uma árvore muito alta e caiu estatelado no chão.

Na queda, ficou gravemente ferido, com as vísceras expostas, de tal sorte que já não havia nenhuma esperança de vida para ele.

Mas, por intercessão do bem-aventurado Peregrino, recuperou totalmente a saúde.
Sentindo-se curado, agradeceu com devoção.






 


>>> Conclusão

No ano de 1726 a Santa Sé aprovou três milagres operados pela intercessão de São Peregrino: a cura de um menino paralítico; a cura de uma religiosa e de um sacerdote, ambos vítimas de câncer.

No mesmo ano, o papa Bento XIII elevou Peregrino à glória dos altares, declarando-o santo.

Seu corpo, até hoje incorrupto, é venerado na basílica dos Servos de Maria, de Forli.

São Peregrino, rogai por nós!








Oração a São Peregrino.

Oh! São Peregrino, a quem a Santa Mãe Igreja tem declarado Patrono daqueles que sofrem de câncer e úlceras, venho com grande confiança para que me ajudes na presente enfermidade (se diz a situação).
Olhai que aflito no corpo e na alma já meu valor começa a decair e a impaciência e a tristeza me oprimem, por isso vos rogo intercedais por mim Bom São Peregrino, peçais a Deus me alivie desta enfermidade se é sua Santa vontade.


 

Advoga ante a Santíssima Virgem das Dores, a quem vós amastes tão ternamente e em união de quem sofreu as dores do câncer, para que ela me ajude com sua poderosa súplica e doce consolo.
Mas, se é a vontade de Deus que eu sofra esta enfermidade, obtêm valor e fortaleza para aceitar com resignação e paciência todas estas provas da amorosa mão de Deus.

Possam estes sofrimentos levar-me a uma vida melhor e me permitam expiar meus pecados e os pecados do mundo.
São Peregrino, ajudai a imitar em seu sofrimento, a unir-me a Jesus Crucificado e a sua Mãe Dolorosa e a oferecer minhas penas e dores a Deus com todo o amor de meu coração para sua Glória e a salvação das almas, especialmente da minha. Amém.






































FONTES:

terça-feira, 1 de maio de 2012

SÃO JOSÉ , OPERÁRIO - 01 DE MAIO - PADROEIRO DOS TRABALHADORES


 


 

 

 

 

 

 

 A devoção  a São José na Igreja Católica é antiquíssima. 

A Igreja do Oriente celebra-lhe a festa desde o século nono, tendo os Carmelitas introduzido tal festa na Igreja ocidental. 

Os Franciscanos em 1399 já festejavam a comemoração do santo Patriarca. Xisto IV inseriu-a no breviário e no missal; Gregório XV generalizou-a em toda a Igreja.

 Clemente XI compôs o ofício com os hinos para o dia 19 de março e colocou as missões da China sob a proteção de São José.

 Pio IX introduziu, em 1847, a festa do Patrocínio de São José e, em 1871 declarou-o PADROEIRO DA IGREJA CATÓLICA; Leão XIII e Benedito XV recomendaram aos fiéis a devoção a São José, de um modo particular, chegando este último Papa a inserir no missal um prefácio próprio.

Nada sabemos a respeito  da infância de São José, tampouco da vida que levou, até o casamento com Maria Santíssima. 

 

 

 

 

 

 

Os santos Evangelhos não nos dizem cousa alguma a respeito; limitam-se apenas a afirmar que  José era justo, o que  quer dizer: José era cumpridor da lei, homem santo.





 Que a virtude e santidade de São José foram extraordinárias, vemos pela grande missão que Deus lhe confiou. 

Segundo a Doutrina de São Tomás de Aquino, Deus confere as graças e privilégios à medida da dignidade e da elevação do estado, a que destina o indivíduo.

 Pode imaginar-se dignidade maior que a de S. José que, pelos desígnios de Deus, devia ser esposo de Maria Santíssima e pai nutrício de seu divino Filho? 

 Maria Santíssima, consentindo no enlace com o santo descendente de David, não podia ter outra cousa em mira, senão uma garantia para o futuro, uma defesa de sua virtude e uma satisfação perante a sociedade, visto que no Antigo Testamento não era conhecida, e muito menos considerada, a vida celibatária. 

Celebrando o contrato, Maria Santíssima certamente o fez com  a garantia absoluta da pureza virginal, que por inspiração divina votara a Deus. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ao realizar-se a grandiosa obra da Encarnação do Verbo , o Arcanjo Gabriel comunicou-se o grande mistério, que nela se havia de realizar e, após pronunciar o "fiat", consentindo sua maternidade operada pelo Espírito Santo, deixou São José em completa ignorância. 

Com esse consentimento, dirigiu-se à casa de Isabel, onde se demorou três meses e, de volta para casa, seu estado causou no espírito se São José as mais graves preocupações e cruéis  dúvidas. 

A virtude e a santidade da esposa estavam acima de qualquer  suspeita, não lhe permitindo explicação menos favorável. 

Nesta perplexidade invencível, resolveu abandonar a esposa e, quando tudo já estivesse providenciado para a partida, um Anjo do Senhor lhe aparece em sonhos e lhe diz: : 

"José, filho de Davi, não temas admitir Maria, tua Esposa, porque o que nela se operou é obra do Espírito Santo". 

Foram assim de vez dissipadas as negras nuvens do espírito de José. Com quanto respeito, com quanta atenção não teria tratado aquela, que pela fé sabia ser o tabernáculo vivo do Messias.

Ignora-se quando São José  morreu.

 

 Há razões que fazem supor que o desenlace se  tenha dado antes da vida pública de Jesus  Cristo. 

Certamente não se achava mais vivo quando seu Filho morreu na cruz; do contrário não se explicaria porque Jesus recomendou a Mãe a São João Evangelista, não tendo por isto razão, se estivesse vivo São José.

  Que morte santa terá tido o pai nutrício de Jesus! 

Que felicidade morrer nos braços do próprio Jesus Cristo, tendo à cabeceira a Mãe de Deus! 

Mortal algum teve igual ventura. 

A Igreja com muita razão invoca São José como padroeiro dos moribundos e os cristãos se  lhe dirigem com confiança, para alcançar a graça de uma boa morte.

 

Não existem relíquias de S. José, tampouco sabe-se algo do lugar onde foi sepultado. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Homens ilustrados e versados nas ciências teológicas houve e há  que defendem a opinião que S. José, em atenção a sua alta posição e grande santidade, foi, como São João Batista, santificado antes do nascimento e já gozava de corpo e alma da glória de Deus no céu, em companhia de Jesus, seu Filho e Maria, sua Santíssima esposa. 

 Grande deve ser a nossa confiança na intercessão de S. José.

 Não há pessoa, não há classe que não possa, que não deva se lhe dirigir. 

Santa Tereza, a grande propagandista da devoção a São José, chegou a dizer: 

 "Não me lembro de ter-me dirigido a São José, sem que tivesse obtido tudo que pedira". 

José é um personagem célebre do Novo Testamento bíblico, marido da mãe de Jesus Cristo. Segundo a tradição cristã, nasceu em Belém da Judeia, no século I a.C., era pertencente à tribo de Judá e descendente do rei Davi de Israel. No catolicismo, ele é considerado um santo e chamado de São José.

Segundo a tradição, José foi designado por Deus para se casar com a jovem Maria, mãe de Jesus, que era uma das consagradas do Templo de Jerusalém, e passou a morar com ela e sua família em Nazaré, uma localidade da Galileia. Segundo a Bíblia, era carpinteiro de profissão, ofício que teria ensinado seu filho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

São José é um dos santos mais populares da Igreja Católica, tendo sido proclamado "protetor da Igreja Católica Romana"; por seu ofício, "padroeiro dos trabalhadores" e, pela fidelidade a sua esposa, como "padroeiro das famílias", sendo também padroeiro de muitas igrejas e lugares do mundo.


O lugar que José ocupa no Novo Testamento é discreto: está totalmente em função de Cristo e não por si mesmo. José é um homem silencioso, e pouco aparece na Bíblia. 

 

Não se sabe a data aproximada de sua morte, mas ela é presumida como anterior ao início da vida pública de Jesus. Quando este tinha doze anos, de acordo com o Evangelho de Lucas (cap. 2), José ainda era vivo, sendo que em todos os anos a família ia anualmente a Jerusalém para a festa da Páscoa

  Na Páscoa desse ano, "o menino Jesus permaneceu em Jerusalém sem que seus pais soubessem", os quais "passaram a procurá-lo entre os parentes e os conhecidos" e, por fim, o reencontraram no Templo da Cidade Santa "assentado entre os mestres, ouvindo-os e interrogando-os, os quais se admiravam de sua inteligência e de suas respostas".

 

 "Logo que seus pais o viram, ficaram maravilhados" e Maria, sua mãe, diz-lhe: "Teu pai e eu, aflitos, estamos à tua procura", sendo essa sua última referência a José estando vivo.

 

 

 

Nos Evangelhos

O Evangelho de Lucas atesta que o imperador Augusto ordenou um recenseamento em todo o Império Romano, que na época incluía toda a região, e a jovem Maria e seu esposo José se dirigiram a Belém, por ambos serem da Tribo de Judá e descendentes de Davi. Nessa época, reinava na Judeia Herodes, o Grande, monarca manipulado pelos romanos, célebre pela crueldade.

O texto do Evangelho deixa claro que José era o pai legal e certo de Jesus, pelo que (Mateus 1) é através de José que é referida a ascendência de Jesus até David e Abraão, embora o texto deixe inequívoco que ele não foi o pai biológico de Jesus. 

 

José quando encontrou Maria grávida "sem antes terem coabitado", "sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente", quando na época a lei bíblica vigente (Deuteronômio 22) prescrevia a lapidação (morte por pedradas) das adúlteras. Eis que, então, enquanto José dormia, apareceu-lhe, em sonho, um anjo que pede-lhe que não tema em receber Maria como sua esposa, "pois o que nela foi gerado é do Espírito Santo", passagem normalmente interpretada pelos cristãos como uma concepção sem necessidade de uma participação masculina e, desde que se a suponha também virgem, de uma concepção virginal (já por tradições judaicas, Jesus é referido como "mamzer", algo como bastardo). 

 

 

 

 

 

 

 

De qualquer forma, portanto, o Evangelho não deixa dúvidas de que não é "pela carne" que Jesus herda os títulos messiânicos de "filho de Davi" e "filho de Abraão" com o que Mateus abre o Novo Testamento.


O texto evangélico também é insistente —ao apresentar a genealogia de José e citar uma linha patrilinear que inclui os reis de Judá e vai até Davi e Abraão— em ressaltar terríveis impurezas morais na ancestralidade de José, o marido de Maria a mãe de Jesus. 

 Entre tantos homens, somente quatro mulheres, além de Maria, são citadas por Mateus nessa lista genealógica: Tamar, Raabe, Rute e a mulher de Urias (Betsabé), respectivamente: uma incestuosa, uma prostituta, uma estrangeira (era proibido aos israelitas casarem-se com estrangeiras) e a que foi tomada como esposa pelo rei Davi, que para obter isso encomendou a morte de seu marido, Urias, significando aqui o assassinato e o adultério.

Nessa época, Maria, sua esposa deu à luz Jesus numa manjedoura, pois não encontraram outro local para se hospedarem em Belém. Devido a tirania do rei Herodes e de sua fúria em querer matar o menino Jesus por ter ouvido que havia em Belém nascido o "rei dos Judeus", a Bíblia, no Evangelho de Mateus, refere que Deus, através de um anjo e igualmente em sonho, orientou seu esposo José para que fugissem para o Egito. Assim, apenas nascido, Jesus já era um exilado, juntamente com José e Maria seus pais.

Posteriormente, tendo Herodes morrido, um anjo de Deus, igualmente em sonho, aparece a José e orienta-o para que regressem à terra de Israel "porque já morreram os que atentavam contra a vida do menino". Ao regressar, tendo ouvido que Arquelau (Herodes Arquelau) reinava na Judeia no lugar de seu pai Herodes, temeu ir para lá e, por mais uma vez, em sonho, tendo sido prevenido por divina advertência, retirou-se para a região da Galileia, voltando a família a residir em Nazaré.

Apócrifos do Novo Testamento

São José é também uma figura proeminente nos Apócrifos do Novo Testamento, principalmente pela tentativa de explicar o dogma da virgindade perpétua de Maria, a existência dos irmãos de Jesus como sendo filhos de um casamento anterior dele e a Infância de Jesus. As principais obras são:

  • História de José, o carpinteiro

  • Protoevangelho de Tiago

 








 

 

 

 

 

 

 

 

 FONTES:

 

 http://www.paginaoriente.com/santosdaigreja/mai/jose0105.htm