terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

SÃO SÉRGIO DA CESAREIA OU CAPADÓCIA - MONGE E MÁRTIR - 24 DE FEVEREIRO






ENCONTREI SÉRIA DIFICULDADE EM ACHAR QUAL SÃO SÉRGIO SE COMEMORA NESSE DIA.

UM SITE COLOCAVA O PAPA SÃO SÉRGIO OUTRO OS MÁRTIRES SÃO SÉRGIO E BACO.

 MAS PESQUISANDO EM SITES EM INGLÊS , LI QUE A DATA DA FESTA DE SÃO SÉRGIO E SÃO BACO É 7 DE OUTUBRO E A DO PAPA SÃO SÉRGIO É 8 DE SETEMBRO. 

ENTÃO, NESSE DIA SE COMEMORA SÃO SÉRGIO DE CESAREIA OU DA CAPADÓCIA, MONGE E  MÁRTIR.

PROCUREI IMAGENS DE SÃO SÉRGIO , MAS NÃO ENCONTREI, ACHEI APENAS A FOTO ABAIXO, NUM SITE BLESSED BLOG, MAS RECEIO QUE, NA VERDADE ,SEJA DO SANTO RUSSO ,TAMBÉM MONGE,  SÉRGIO DE RADONEZH. 



Celebramos neste dia a santidade de vida do monge Sérgio que chegou ao martírio devido seu grande amor a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.

 São Sérgio vivia no deserto enquanto os cristãos estavam sendo perseguidos e entregando a vida em sacrifício de louvor.


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Certa vez o santo monge e intercessor foi movido pelo Espírito Santo para ir à Cesareia, onde lá ele encontrou no centro da praça a imagem de Júpiter, que era considerado como o maior dos deuses entre os pagãos.

Diante da imagem os sacerdotes pagãos acusavam os cristãos e os condenavam, com o motivo de serem eles os culpados da omissão dos deuses diante das necessidades do povo.





Encorajado por Deus, São Sérgio levantou-se para denunciar as mentiras e anunciar no poder do Espírito Santo o Evangelho. Depois de fazer um lindo trabalho de evangelização, São Sérgio foi preso e no século IV e martirizado partindo para a Glória.





São Sérgio, rogai por nós!

Sérgio, mártir da Cesarea, na Capadócia, por muito pouco não se manteve totalmente ignorado na história do cristianismo.

 Nada foi escrito sobre ele nos registros gregos e bizantinos da Igreja dos primeiros tempos.

Entretanto, ele passou a ter popularidade no Ocidente, graças a uma página latina, datada da época do imperador romano Diocleciano, onde se descreve todo seu martírio e o lugar onde foi sepultado.



O texto diz que no ano 304, vigorava a mais violenta perseguição já decretada contra os cristãos, ordenada pelo imperador Diocleciano. Todos os governadores dos domínios romanos, sob pena do confisco dos bens da família e de morte, tinham de executá-la. Entretanto alguns, já simpatizantes dos cristãos, tentavam em algum momento amenizar as investidas.

Não era assim que agia Sapricio, um homem bajulador, oportunista e cruel que administrava a Armênia e a Capadócia, atual Turquia.



A narrativa seguiu dizendo que durante as celebrações anuais em honra do deus Júpiter, Sapricio, estava na cidade de Cesarea da Capadócia, junto com um importante senador romano.

 Num gesto de extrema lealdade, ordenou que todos os cristãos da cidade fossem levados para diante do templo pagão, onde seriam prestadas as homenagens àquele deus, considerado o mais poderoso de todos, pelos pagãos.

Caso não comparecessem e fossem denunciados seriam presos e condenados à morte.



Poucos conseguiram fugir, a maioria foi ao local indicado, que ficou tomado pela multidão de cristãos, à qual se juntou Sérgio.

 Ele era um velho magistrado, que há muito tempo havia abandonado a lucrativa profissão para se retirar à vida monástica, no deserto.

 Foi para Cesarea, seguindo um forte impulso interior, pois ninguém o havia denunciado, o povo da cidade não se lembrava mais dele, podia continuar na sua vida de reclusão consagrada, rezando pelos irmãos expostos aos martírios.

A sua chegada causou grande surpresa e euforia, os cristãos desviaram toda a atenção para o respeitado monge, gerando confusão.

O sacerdote pagão que preparava o culto ficou irado.

Precisava fazer com que todos participassem do culto à Júpiter, o qual, segundo ele, estava insatisfeito e não atendia as necessidades do povo.

Desta forma, o imperador seria informado pelo seu senador e o cargo de governador continuaria com Sapricio.

Mas, a presença do monge produziu o efeito surpreendente de apagar os fogos preparados para os sacrifícios.

Os pagãos atribuíram imediatamente a causa do estranho fenômeno aos cristãos, que com suas recusas haviam irritado ainda mais o seu deus.



Sérgio, então se colocou à frente e explicou que a razão da impotência dos deuses pagãos era que estavam ocupando um lugar indevido e que só existia um único e verdadeiro Deus onipotente, o venerado pelos cristãos.

Imediatamente foi preso, conduzido diante do governador, que o obrigou a prestar o culto à Júpiter.

Sérgio não renegou a Fé, por isto morreu decapitado naquele mesmo instante. Era o dia 24 de fevereiro.

O corpo do mártir, recolhido pelos cristãos, foi sepultado na casa de uma senhora muito religiosa.

De lá as relíquias foram transportadas para a cidade andaluza de Ubeda, na Espanha.








FONTES:


http://en.wikipedia.org/wiki/Sergius_of_Cappadocia


http://www.santasusanna.org/ourUniqueHistory/popes.html
http://nesmose.blog.co.uk/2008/02/24/saints_of_the_day_february~3771740/
http://en.wikipedia.org/wiki/Saints_Sergius_and_Bacchus


http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2009/02/sao-sergio-e-sao-bacchus-martires-24-de.html

domingo, 19 de fevereiro de 2012

SÃO PEDRO DAMIÃO, BISPO E DOUTOR DA IGREJA - INVOCADO CONTRA A INSÔNIA - 21 DE FEVEREIRO












São Pedro Damião nasceu em Ravena (Itália), em 1007, de família extremamente pobre.

 Era o último de muitos irmãos. Sua mãe, desesperada pelos apertos que passava para alimentar sua numerosa prole, abandonou-o certa vez em plena rua.







Foi então recolhido por determinada mulher, que vivia pecaminosamente com um sacerdote, sendo mais tarde devolvido à casa paterna.



Ficando órfão em tenra idade, um irmão encarregou-se de sua subsistência, mas tratou-o como escravo, ordenando-lhe que cuidasse dos porcos que possuía.



Outro irmão, chamado Damião, que era arcipreste de Ravena, libertou-o dessa situação e ajudou-o a iniciar os estudos.

Em sinal de gratidão, Pedro juntou seu pré-nome ao dele, passando assim a ser conhecido como Pedro Damião.



Terminados seus estudos, dedicou-se ao ensino, chegando a lecionar em Faenza e Ravena.











Porém, não sendo esta sua vocação, aos 28 anos ingressou na Ordem Camaldulense, fundada pouco antes por São Romualdo.









Entrou no Mosteiro de Fonte Avellana, onde, estimulados pelo exemplo de sua vida virtuosa, os monges o elegeram Abade, após o falecimento do superior daquela casa religiosa.



Sua atuação nesse honroso cargo foi altamente benéfica para a Ordem, não só pela fundação de vários mosteiros, como pela reforma da Ordem dos Monges da Santa Cruz.

Vários discípulos seus atingiram a santidade, como São Rodolfo, São João de Lodi e São Domingo Loricato.



Imbuído por verdadeira caridade, Pedro Damião não se contentou em viver tranqüilamente em seu mosteiro, enquanto numerosas almas se perdiam no mundo.

Julgou seu dever atacar com vigor os erros e vícios da época, especialmente os disseminados nos ambientes eclesiásticos.



A imoralidade dos clérigos: alvo do Santo reformador



São Pedro Damião percebeu com clareza que a imoralidade reinante entre os sacerdotes era o primeiro inimigo a ser debelado, visto ser ela a fonte de outros pecados -- avareza, inveja e soberba -- que devastavam o Clero naquele tempo.










Não julgando suficiente apenas a pregação contra esses males, escreveu em 1051 uma obra que até hoje suscita polêmicas: O livro de Gomorra.








Nele, empregando uma linguagem forte, vitupera todo tipo de pecados contra a castidade, fustigando aqueles que deveriam impedir este estado de coisas e não o faziam.



O Papa reinante, São Leão IX, acolheu esse livro com significativas palavras de elogio.

Mas, naturalmente, os atingidos por tal ataque ficaram indignadíssimos.

E conseguiram o apoio de numerosos sacerdotes que, apesar de deplorar a imoralidade vigente, julgavam não ser oportuno desvendar de forma tão clara os vícios existentes no seio do Clero.



O clamor produzido foi tal que o próprio Sumo Pontífice ficou um tanto perturbado.

São Pedro Damião, porém, não se deixou abater e escreveu ao Papa uma carta na qual, a par da reverência e submissão devidas ao Sumo Pontífice, justificava sua posição e a necessidade de semelhante obra naquelas circunstâncias muito especiais.

Com isso, a tormenta esmoreceu um tanto, mas ainda continuou viva por vários anos.



Conhecedor, por sua grande experiência, que as paixões da carne se vencem mortificando a carne, tornou-se um decidido promotor, e até renovador, do velho costume da auto-flagelação.



Essa luta contra a imoralidade no Clero durou toda a vida de São Pedro Damião, valendo-lhe numerosos inimigos, os quais não sentiram qualquer escrúpulo em lançar contra ele as mais variadas calúnias.







Eliminação da simonia: decisiva vitória do Santo





Outro campo de batalha abriu-se para São Pedro Damião, cujo zelo pela causa da Igreja era inesgotável: a luta contra a venda de cargos eclesiásticos, conhecida como simonia (palavra derivada de Simão Mago, que tentou comprar com dinheiro o poder de São Pedro para crismar, conforme narram os Atos dos Apóstolos (At. 8, 18-19).



A esse respeito, começaram a aparecer na época doutrinas absurdas.

Uma delas afirmava que se um Bispo houvesse comprado seu cargo, perdia o poder de conferir o sacerdócio.

Ora, se as ordenações sacerdotais, conferidas por ele, não eram válidas, os sacramentos administrados por esses padres também não o eram. É óbvio que a aplicação de tal doutrina provocaria logo grande desordem.



De fato, começou a estabelecer-se uma confusão generalizada, em meio à qual Bispos reordenavam sacerdotes por medida de segurança. Três Concílios foram convocados, sem conseguir solucionar o problema em seus justos limites.



Para cortar o passo a tamanhos absurdos, São Pedro Damião redigiu uma obra intitulada Gratissimo, na qual defende a verdadeira doutrina católica sobre a matéria, demonstrando a tese de que o Sacramento da Ordem conferido por um Bispo, apesar de simoníaco, é valido.

 O autor ilustra sua tese apresentando exemplo de Santos sacerdotes, ordenados por Bispos simoníacos.



Normalmente a refutação de doutrinas errôneas é um processo longo, que suscita polêmicas. A mencionada obra de São Pedro Damião, contudo, de tal maneira esclarecia a questão, que sua simples leitura era suficiente para extinguir as controvérsias.



Assim, em pouco tempo os Bispos -- e o próprio Papa São Leão IX -- tomaram posição a respeito do tema, sendo a simonia condenada num Concílio efetuado em Roma no ano de 1049.

Posteriormente, foi ela igualmente condenada em outros Concílios.



Entretanto, nosso Santo não ficou inativo após este grande triunfo. Combateu ainda a ignorância dos clérigos de seu tempo e fundou numerosos mosteiros.







Contra sua vontade, Cardeal e Bispo de Óstia





Após essas lutas em defesa da Igreja, desejava São Pedro Damião retirar-se novamente para uma vida solitária, própria à sua vocação de camaldulense, de monge contemplativo, na qual pudesse retemperar a alma.



A história desse Santo, porém, é um caso característico do tratamento que Deus reserva aos que mais ama: suscita na alma o desejo de um tipo de vida e obriga a seguir outro.

A exemplo de São Bernardo, esse grande contemplativo foi compelido a uma vida ativa, repleta de viagens e polêmicas, oposta à solidão e ao silêncio de um claustro.



Após a morte do São Leão IX, foi eleito novo Papa, que morreu logo depois.

Seu sucessor, Estêvão IX, desejou conceder o chapéu cardinalício ao incansável Abade do Mosteiro de Fonte Avellana como recompensa pelos grandes serviços prestados à Igreja.

E nomeou-o também Bispo de Ostia.



São Pedro Damião, entretanto, recusava com tal vigor o convite que foi necessário ameaçá-lo com a excomunhão, caso persistisse na recusa.



Após sua elevação ao cardinalato e sagração episcopal, não deixou de pedir várias vezes demissão daquela primeira dignidade, pois a considerava um obstáculo para sua união com Deus.

 Chegou ao ponto de, muitos anos após a morte de Estêvão IX, chamá-lo seu perseguidor, por lhe haver imposto o episcopado.







Missões delicadas e importantes






Conhecedores de suas virtudes, os Papas encarregaram-no de executar várias e complicadas missões, que exigiram dele viagens freqüentes.



A primeira delas foi a reforma do Clero da diocese de Milão, onde quase todos os sacerdotes eram simoníacos e grande número deles mantinha concubinas.



Tentativas anteriores, lideradas por Santo Arialdo -- o qual morreu mártir por essa razão -- haviam fracassado.



A intervenção paciente e caridosa de São Pedro Damião, porém, foi decisiva.

O próprio Prelado de Milão escreveu Carta Pastoral condenando os vícios da simonia e a impureza reinantes em seu Clero.

Em comovente cerimônia, todos os clérigos da diocese juraram abandonar estes dois vícios e aceitaram as penitências que lhes foram impostas.



Apenas concluída tal missão, o Santo participou ativamente da luta a favor do novo Papa Alexandre, contra o antipapa que havia sido suscitado na Alemanha.

 A esse respeito escreveu um livro denominado Disputa Sinodal, no qual expõe os princípios pelos quais um Papa, para subir ao Sólio Pontifício, não necessita aprovação do Imperador do Sacro Império Romano Alemão.



São Pedro Damião e São Gregório VII: profunda amizade com divergências


Um dos episódios mais interessantes da História da Igreja dessa época foi o relacionamento entre São Pedro Damião e o Arquidiácono Hildebrando, futuro Papa São Gregório VII.



Ambos Santos, animados de grande ardor pela reforma da Igreja, admiravam-se mutuamente, mas possuíam temperamentos muito diversos e divergiam no modo de conceber a reforma eclesiástica.



São Gregório VII era reservadíssimo, muito prudente, diplomático, discreto e um tanto frio. Hábil político e estrategista, não se movia sem traçar um plano que seguia rigorosamente, derrotando um inimigo após o outro.



São Pedro Damião era impetuoso e apaixonado, embora sabendo dominar-se quando necessário. Não elaborava planos e combatia o primeiro inimigo que divisava pela frente da melhor forma que podia. E nem prestava atenção nos golpes que recebia.



A maior divergência que surgiu entre eles era a atitude a ser tomada em face da reforma eclesiástica.

São Gregório VII considerava um dever estar presente no meio da sociedade para reformá-la.

São Pedro Damião, com vocação contemplativa, julgava mais eficaz retirar-se para a solidão do claustro, a fim de converter o mundo mediante a oração.



Dessa divergência surgiram disputas entre ambos, sempre sobre o tema do múnus episcopal, que para São Gregório VII era um dever e para São Pedro Damião um obstáculo.

 Assim, o Arquidiácono Hildebrando conseguia frustrar invariavelmente as tentativas de demissão do cargo por parte de São Pedro Damião junto ao Papa Alexandre II.



Como último recurso, resolveu o Santo enviar uma carta ao Sumo Pontífice e outra a Hildebrando, na qual o chama de seu Santo Satanás e o acusa de ter para com ele uma compaixão e piedade neroniana, além de tê-lo acariciado com garras de águia.



Não foi essa a única vez que qualificou o Arquidiácono de "Santo satanás", tendo repetido tal expressão em outras cartas.

Contudo, sempre teve admiração e dedicou profunda amizade àquele amigo, sobre quem Deus tinha especiais desígnios, os quais, naquele momento, escapavam ao seu entendimento.







Últimas cruzes e morte antes de voltar à almejada contemplação


Além das numerosas viagens que teve de empreender, não faltaram a São Pedro Damião as mais diversas cruzes.



Ele próprio chegou a ser acusado de simoníaco pelo povo de Florença, pois tendo sido chamado a julgar uma causa entre o bispado e monges locais, constatou que a justiça estava do lado do Prelado.

O povo da cidade, contudo, não gostou dessa decisão...



Acusavam-no também de credulidade excessiva, pois, para provar suas teses, utilizava com freqüência fatos sobrenaturais.

O que não impediu, porém, que fosse declarado posteriormente Doutor da Igreja.



Ademais, é preciso ressaltar que durante toda sua vida teve que suportar uma saúde frágil, sofrendo especialmente de insônia e de dores de cabeça, motivo pelo qual é invocado contra tais males.



Com o fim do cisma provocado pela eleição do antipapa Honório II, tão atacado por ele, parecia ao Santo ser possível afinal retirar-se para seu tão almejado mosteiro.



Foi quando surgiu o caso do Imperador Henrique IV, que desejava divorciar-se de sua legítima esposa, tendo para isso convocado uma assembléia em Frankfurt.

O mau exemplo de um Imperador poderia disseminar tal pecado por toda a Cristandade.



O Papa Alexandre II, por meio do Arquidiácono Hildebrando, enviou nosso Santo à Alemanha para resolver o problema.

O que poderia um Cardeal contra o homem mais poderoso de sua época, na esfera temporal?

São Pedro Damião todavia contava mais com os auxílios sobrenaturais do que com suas próprias forças ou influência.

 Por isso conseguiu impedir que o Imperador consumasse o escândalo.

Sem nenhum temor ou respeito humano, ameaçou excomungá-lo ele próprio, naquela mesma assembléia e diante de todos seus súditos.

O Imperador, apesar de ser muito soberbo e não querer dobrar a cabeça, compreendeu ser impossível enfrentar o Santo, preferindo reconciliar-se com sua mulher.



Após essa missão vitoriosa, foi encarregado ainda de outra, que seria a última de sua vida: a reconciliação de sua cidade natal, Ravena, com o Papa.



O Arcebispo dessa cidade tinha sido excomungado, morrendo sem ser absolvido, o que levou o povo a uma atitude de revolta contra Roma.

Foi necessário o Santo empregar toda sua caridade e inteligência para tranqüilizar os ânimos e restabelecer a paz.



Obtida essa, estava São Pedro Damião a caminho de Faenza, quando a morte o colheu aos 65 anos, no Mosteiro de Santa Maria dos Anjos, onde foi sepultado.

Era o dia 22 de fevereiro de 1072.



Seu corpo foi trasladado várias vezes de sepultura, e pelo menos até o ano de 1595 encontrava-se incorrupto.



Leão XIII concedeu-lhe o título de Doutor da Igreja.



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TÚMULO DE SÃO PEDRO DAMIÃO, NA CATEDRAL DE FAENZA.
Ó PAI TODO-PODEROSO,
DAI-NOS SEGUIR AS EXORTAÇÕES E O EXEMPLO
 DE SÃO PEDRO DAMIÃO,
PARA QUE, NADA ANTEPONDO A CRISTO
E SERVINDO SEMPRE À VOSSA IGREJA,
CHEGUEMOS ÀS ALEGRIAS DA LUZ ETERNA.
POR NOSSO SENHOR JESUS CRISTO,
VOSSO FILHO,
NA UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO.
AMÉM









SÃO PEDRO DAMIÃO, À ESQUERDA EM PÉ.

RESPONSÓRIO
( Eclo 31, 8.11a.10cd):

"FELIZ AQUELE HOMEM QUE SEM MANCHA FOI ACHADO, QUE NÃO FOI ATRÁS DO OURO E NÃO PÔS SUA ESPERANÇA NO DINHEIRO E NOS TESOUROS.

r- POR ISSO ESTÃO SEUS BENS APOIADOS NO SENHOR.

ELE PÔDE VIOLAR A LEI DE DEUS E NÃO VIOLOU;
ELE PÔDE , IGUALMENTE, FAZER O MAL E NÃO O FEZ."











LEGENDA DE SÃO PEDRO DAMIÃO:


Legend of St Peter Damian.jpg




















sábado, 18 de fevereiro de 2012

SANTOS JACINTA E FRANCISCO MARTO - PASTORINHOS DE FÁTIMA - 20 DE FEVEREIRO





 SANTOS JACINTA E FRANCISCO


LEIA AS APARIÇÕES DE FÁTIMA:


Jacinta de Jesus Marto (Fátima, Ourém, 11 de Março de 1910 — Lisboa, 20 de Fevereiro de 1920)  foi uma dos três pastorinhos que afirmaram ter visto Nossa Senhora na Cova da Iria, entre 13 de Maio e 13 de Outubro de 1917.







Filha mais nova de Manuel Pedro Marto e de sua mulher Olímpia de Jesus dos Santos, Jacinta era uma criança típica do Portugal rural da época. Como de início não frequentava a escola, Jacinta trabalhava como pastora em conjunto com o seu irmão e a sua prima Lúcia.








Mais tarde, logo após as aparições e segundo as mesmas, por recomendação de Nossa Senhora, entrou na escola primária.

 De acordo com as memórias de Lúcia, Jacinta era uma criança afectiva e muito afável e emocionalmente frágil.





Lúcia (aos dez anos de idade, no meio) e seus dois primos: Francisco (nove anos) e Jacinta Marto (sete anos)








Na sequência das aparições, os dois irmãos foram influenciados porque terão visto o Inferno, durante a terceira aparição (Julho de 1917).

Deslumbrada com a triste sorte dos pecadores, na sua simplicidade, decide responder ao apelo da Virgem Maria e fazer penitência e sacrifício pela conversão dos pecadores.

As três crianças, mas particularmente Jacinta, praticavam mortificações e penitências.












FOTO TIRADA APÓS A VISÃO DO INFERNO














É possível que prolongados jejuns a tenham enfraquecido ao ponto de ter sucumbido à epidemia do vírus influenza que varreu a Europa em 1918 e em consequência da Primeira Guerra Mundial.



 Jacinta, que sofria de pleurisia e não podia ser anestesiada devido à má condição do seu coração, foi assistida em vários hospitais, acabando por sucumbir em 20 de Fevereiro de 1920, no Hospital D. Estefânia em Lisboa.

Jacinta foi beatificada, juntamente com o seu irmão, pelo Papa João Paulo II a 13 de Maio de 2000; é a cristã mais nova não-mártir a ser beatificada.

 O seu dia festivo é 20 de Fevereiro; no dia 11 de Março de 2010 celebrou-se o centenário do nascimento da Beata Jacinta Marto, com a audiência do Santo Padre.

Índice

1 Aparições particulares a Jacinta

2 Eventos históricos


 



 Aparições particulares a Jacinta

Jacinta vê o Santo Padre -

Lúcia assim relata na sua Terceira Memória:

"Um dia, fomos passar as horas da sesta para junto do poço de meus pais.

A Jacinta sentou-se nas lajes do poço; o Francisco, comigo, foi procurar o mel silvestre nas silvas dum silvado duma ribanceira que aí havia.

Passado um pouco de tempo, a Jacinta chama por mim:



 – Não viste o Santo Padre? – Não! – Não sei como foi! Eu vi o Santo Padre em uma casa muito grande, de joelhos, diante de uma mesa, com as mãos na cara, a chorar.


Fora da casa estava muita gente e uns atiravam-Ihe pedras, outros rogavam-lhe pragas e diziam-lhe muitas palavras feias. Coitadinho do Santo Padre! Temos que pedir muito por Ele.




Em outra ocasião, fomos para a Lapa do Cabeço. Chegados aí, prostrámo-nos por terra, a rezar as orações do Anjo.

Passado algum tempo, a Jacinta ergue-se e chama por mim:

 – Não vês tanta estrada, tantos caminhos e campos cheios de gente, a chorar com fome, e não tem nada para comer?

E o Santo Padre em uma Igreja, diante do Imaculado Coração de Maria, a rezar? E tanta gente a rezar com Ele?



Visões da guerra -

"Um dia fui a sua casa, para estar um pouco com ela. Encontrei-a sentada na cama, muito pensativa.

 Jacinta, que estás a pensar? –







Na guerra que há-de vir. Há-de morrer tanta gente! E vai quase toda para o inferno!

 Hão-de ser arrasadas muitas casas e mortos muitos Padres (tratava-se da Segunda Guerra Mundial). Olha: eu vou para o Céu. E tu, quando vires, de noite, essa luz que aquela Senhora disse que vem antes, foge para lá também!



– Não vês que para o Céu não se pode fugir?

 – É verdade! Não podes. Mas não tenhas medo! Eu, no Céu, hei-de pedir muito por ti, por o Santo Padre, por Portugal, para que a guerra não venha para cá, e por todos os Sacerdotes.






Visitas de Nossa Senhora


 - A 23 de Dezembro de 1918, Francisco e Jacinta adoeceram ao mesmo tempo. Indo visitá-los, Lúcia encontrou Jacinta no auge da alegria.

Na sua Primeira Memória, Lúcia conta:







"Um dia mandou-me chamar: que fosse junto dela depressa. Lá fui, correndo.

 – Nossa Senhora veio-nos ver e diz que vem buscar o Francisco muito breve para o Céu. E a mim perguntou-me se queria ainda converter mais pecadores. Disse-Lhe que sim.

 Disse-me que ia para um hospital, que lá sofreria muito; que sofresse pela conversão dos pecadores, em reparação dos pecados contra o Imaculado Coração de Maria e por amor de Jesus. Perguntei se tu ias comigo. Disse que não. Isto é o que me custa mais.
Disse que ia minha mãe levar-me e, depois, fico lá sozinha!

Em fins de Dezembro de 1919, de novo a Santíssima Virgem se dignou visitar a Jacinta, para Ihe anunciar novas cruzes e sacrifícios.

 Deu-me a notícia e dizia-me:

Disse-me que vou para Lisboa, para outro hospital; que não te torno a ver, nem os meus pais; que, depois de sofrer muito, morro sozinha, mas que não tenha medo; que me vai lá Ela buscar para o Céu.

Durante a sua permanência de 18 dias no hospital em Lisboa, Jacinta foi favorecida com novas visitas de Nossa Senhora, que lhe anunciou o dia e a hora em que haveria de morrer.

Quatro dias antes de a levar para o Céu, a Santíssima Virgem tirou-lhe todas as dôres.

Nas vésperas da sua morte, alguém lhe perguntou se queria ver a mãe, ao que ela respondeu:

- A minha família durará pouco tempo e em breve se encontrarão no Céu… Nossa Senhora aparecerá outra vez, mas não a mim, porque com certeza morro, como Ela me disse".


 FOTO DE JACINTA NO DIA DO ENTERRO





 Eventos históricos

Apresenta-se a seguir uma cronologia de alguns eventos históricos relacionados com a vida de Jacinta Marto:

11 de Março de 1910 - Nasce em Aljustrel, Fátima.

23 de Dezembro de 1918 - Jacinta e Francisco adoecem, vítimas de pneumónica.

21 de Janeiro de 1920 - É levada para Lisboa, onde fica internada no Orfanato de Nossa Senhora dos Milagres, na Rua da Estrela, nº 17. No dia 2 de Fevereiro de 1920 muda para o Hospital de Dona Estefânia, em Lisboa.

20 de Fevereiro de 1920 - Morre no Hospital de Dona Estefânia. É sepultada no cemitério de Vila Nova de Ourém, no jazigo da família do Barão de Alvaiázere.






12 de Setembro de 1935 - Os seus restos mortais são trasladados para o cemitério de Fátima, data em que a urna foi aberta e revelado o seu corpo incorrupto.

1 de Maio de 1951 - Os seus restos mortais são trasladados para a Basílica de Fátima onde é sepultada.

13 de Maio de 1989 - O Papa João Paulo II publica o decreto que proclama a heroicidade das virtudes dos videntes Francisco e Jacinta Marto.

13 de Maio de 2000 - Beatificação em Fátima dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto pelo Papa João Paulo II.

11 de Março de 2010 - Celebração do centenário do seu nascimento com a audiência do Papa Bento XVI.

12 e 13 de Maio de 2010 - O Papa Bento XVI, visita o Santuário de Fátima no 10º aniversário da beatificação dos pastorinhos Jacinta e Francisco.









Francisco de Jesus Marto (Fátima, Ourém, 11 de Junho de 1908 — Fátima, Ourém, 4 de Abril de 1919) , conhecido mundialmente como Beato Francisco de Fátima e da Igreja Católica, foi um dos três pastorinhos que dizem ter visto Nossa Senhora na Cova da Iria, de 13 de Maio até 13 de Outubro de 1917.

Índice

 
1 Biografia
2 Eventos históricos

 

Biografia

Filho mais velho de Manuel Pedro Marto e de sua mulher Olímpia de Jesus dos Santos, Francisco era uma criança típica do Portugal rural da época.


Como não era obrigatório, ele não frequentava a escola e trabalhava como pastor em conjunto com a sua irmã Jacinta e a sua prima Lúcia.

Como Nossa Senhora sugeriu numa das aparições, Francisco ingressou no ensino primário, mas acabou por deixar de assistir às aulas.

De acordo com as memórias de Lúcia, Francisco era um rapaz muito dado, mas calmo, e gostava de música, o qual mostrava habilidade no pífaro.

Sendo muito independente nas opiniões, no entanto era pacificador, e mostrava-se muito respeitoso pelas pessoas.

Conta a sua prima que até os animais não escapavam a sua caridade.





Na sequência das aparições, o comportamento dos dois irmãos alterou-se e desde então Francisco passou a preferir rezar sozinho.




Marcado pelas palavras de Nossa Senhora para "que não ofendam mais a Deus", ele retirava-se na solidão "para consolar Jesus pelos pecados do mundo".

As três crianças, particularmente o Francisco, tinham o costume de praticar mortificações, mas que Nossa Senhora numa das aparições pedira moderação.






Contudo, como penitência, Francisco deixara de ir à escola e escondia-se para atenuar pelos pecadores.









É possível que prolongados jejuns o tenham enfraquecido a ponto de sucumbir à epidemia do vírus influenza que varreu a Europa em 1918, em consequência da Primeira Guerra Mundial.

Ele acabou por falecer em casa em 1919.

Francisco e a irmã Jacinta foram beatificados pelo Papa João Paulo II em 13 de Maio de 2000.

O seu dia festivo é 20 de Fevereiro.

Eventos históricos

Apresenta-se a seguir uma cronologia de alguns eventos históricos relacionados com Francisco Marto:

11 de Junho de 1908 - Nasce em Aljustrel, Fátima.
23 de Dezembro de 1918 - Adoece, vítima de pneumónica.
4 de Abril de 1919 - Morre na casa da sua família, em Aljustrel. É sepultado no cemitério de Fátima.
13 de Março de 1952 - Os seus restos mortais são trasladados para a Basílica de Fátima. É sepultado junto de sua irmã Jacinta.
13 de Maio de 1989 - O Papa João Paulo II publica o decreto que proclama a heroicidade das virtudes dos videntes Francisco e Jacinta Marto.
13 de Maio de 2000 - João Paulo II visita Fátima pela última vez para a beatificação dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto. Aí se encontra pela última vez com a Irmã Lúcia. O Cardeal Ângelo Sodano, no final da solene Concelebração Eucarística, anuncia o Terceiro Segredo de Fátima.
19 de Fevereiro de 2006 - Os restos mortais de Lúcia são trasladados para a Basílica de Fátima onde é sepultada junto dos seus primos, Francisco e Jacinta.



12 e 13 de Maio de 2010 - O Papa Bento XVI, visita o Santuário de Fátima no 10º aniversário da beatificação dos pastorinhos Jacinta e Francisco. Concede a 2ª Rosa de Ouro ao Santuário, colocando-a aos pés da imagem da Virgem na Capelinha das Aparições







CANONIZAÇÃO

13 de Maio de 2017 - No Centenário das Aparições de Nossa Senhora de Fátima - O Papa Francisco Canonizou os Beatos Jacinta e Francisco Marto.  A canonização precisava ainda da comprovação de um milagre, fato que ocorreu em 23 de março deste ano.





A missa da Canonização teve a participação do menino brasileiro Lucas Baptista, de 9 anos, que sofreu uma grave lesão cerebral ao cair por uma janela, em março de 2013, quando tinha 5 anos, e que foi curado "milagrosamente" graças à intercessão dos pastorinhos, Jacinta e Francisco.

Esta foi a cura "milagrosa" escolhida para poder santificar os pastorinhos, enquanto que o processo de beatificação da irmã Lúcia, que morreu em 2005, continua. Eles se converteram nos primeiros meninos santos por terem feito um milagre e não por serem considerados mártires.

LEIA MAIS SOBRE O MILAGRE EM:
https://padrepauloricardo.org/blog/conheca-o-milagre-da-canonizacao-dos-pastorinhos-de-fatima



TÚMULO DOS PASTORINHOS EM FÁTIMA.













ESTÁTUA RETRATANDO A APARIÇÃO DO ANJO
QUE OS ENSINOU A REZAR E PEDIU PENITÊNCIA















ORAÇÃO AOS BEATOS JACINTA E FRANCISCO DE FÁTIMA

 
Jacinta e Francisco, Pastorinhos de Fátima, queremos aprender convosco o caminho que nos leva a uma vida de verdadeira união com Jesus.



Ensina-nos Jacinta, a amar os outros com todo o nosso coração,

a reconhecer neles o Amor de Deus e a dar a vida para que nenhum se perca.

Ensina-nos a desejar tão intensamente como tu a conversão dos pecadores,

a começar por cada um de nós.



Ensina-nos, Francisco, o teu enorme amor, fiel e silencioso, por Jesus.

Faz-nos desejar cada vez mais a sua companhia na oração e identificar-nos

com a dor do seu Coração ferido pela ingratidão dos homens.

Pastorinhos de Fátima, pela vossa mão queremos entrar cada vez mais no coração de Maria, nosso refúgio, que nos há de conduzir até Deus.
 Ámen.





JACINTA CARREGADA POR UM CAVALHEIRO
 NA ÚLTIMA APARIÇÃO DE FÁTIMA





OS PASTORINHOS REZAVAM COM O RSOTO PROSTRADO ATÉ O CHÃO
COMO O ANJO DE PORTUGAL OS ENSINOU




OS PAIS DE JACINTA E FRANCISCO





O JORNAL ANUNCIANDO O MILAGRE DE FÁTIMA







CAPELINHA ERGUIDA SOBRE O LOCAL DAS APARIÇÕES
ONDE ANTES ERA A AZINHEIRA, ENCONTRA-SE A IMAGEM DA VIRGEM MARIA










CASA DE JACINTA E FRANCISCO












JACINTA E FRANCISCO ,
INTERCEDEI POR NÓS PELA IGREJA E PELO SANTO PADRE!























PAPA BENTO XVI EM VISITA AO TÚMULO DE JACINTA E FRANCISCO

















CORPO DE JACINTA EM SUA EXUMAÇÃO ENCONTRADO SEM SE DECOMPOR.