quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

SÃO CANUTO - PADROEIRO DA DINAMARCA - 19 DE JANEIRO











Canuto IV (c.1043 — 17 de Julho de 1086), também conhecido como Canuto, o Santo (em dinamarquês, Knud den Hellige), foi rei da Dinamarca entre 1080 e 1086.

É o santo padroeiro da Dinamarca.





 
Canuto IV era o filho ilegítimo do rei Svend II, tendo sucedido o seu irmão Haroldo III.

 Casou-se com Adelaide da Flandres, filha de Roberto I, conde da Flandres, e teve um filho, Carlos, que se tornou conde da Flandres.

 
Canuto pretendia estabelecer uma forte autoridade real com base numa igreja poderosa.

Ele considerou ser seu o título de Rei da Inglaterra, já que era o sobrinho-neto do rei Canuto, o Grande, que reinou a Inglaterra, a Dinamarca e a Noruega entre 1016 e 1035.

Canuto IV tentou forçar os camponeses da Jutlândia a participar numa invasão à Inglaterra.

No entanto, esta acção provocou antes uma rebelião que culminou com o regicídio de Canuto na igreja de S. Alban, em Odense.

Na mesma, morreram o seu irmão Bento e 17 dos seus seguidores.

Em 1101, Canuto IV foi canonizado e em 1300, ele e o seu irmão foram enterrados na nova catedral de S. Canuto.



 

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Após a expansão do Luteranismo, e apesar da sua canonização, Canuto foi visto como um tirano que explorava o povo e foi assassinado pelo mesmo em busca da sua liberdade.

 Esta interpretação da História é predominantemente vista em escrita de influência liberal e esquerdista.

No entanto, os camponeses da Dinamarca medieval tinham liberdade e influência política, ao contrário do feudalismo continental europeu.

É de notar que Canuto IV seguia contudo uma linha absolutista, à qual a Dinamarca não tinha sido exposta devido à grande resistência a influências provindas da zona do Mediterrâneo, em reinados anteriores











São Canuto, o quarto deste nome entre os reis da Dinamarca, nasceu pelo meado do século onze.






 Menino ainda, revelou uma índole bem diferente da dos companheiros; tudo que era trivial e baixo, lhe desagradava.



Tanto mais era amigo da oração e em tudo se deixava guiar pelo temor de Deus.

Quando a divina Providência lhe depositou nas mãos os destinos da nação, seu primeiro cuidado foi trabalhar pela cristianização do povo, como daqueles outros povos, que em guerras justas foram sujeitos ao seu cetro.



Casado com Elta, nobre princesa de Flandres, teve um filho, Carlos, que mereceu da Igreja a honra dos altares.

 Para os súditos foi Canuto um verdadeiro pai; seu regime era a caridade e a justiça.


As leis eram severas, mas obedeciam aos ditames da justiça; era necessário um certo rigor, para exterminar rudes vícios e implantar sentimentos cristãos nos corações dos semibárbaros.


Caridoso em extremo para com os órfãos, viúvas e necessitados, era inquebrantável quando malvados lhe provocavam a sentença de juiz.

Sabendo que o melhor educador duma nação é o bom exemplo que vem de cima, considerou como primeiro dever seu servir de modelo aos súditos.


Em casa lhe reinava o Espírito de Deus, e nada lá se percebia que não se coadunasse com os bons costumes e regras da vida cristã. Para consigo era de grande rigor.

Por baixo das vestes régias trazia sempre cilício.




19 de janeiro: dia de São Canute Lavard (São Canuto)

Horas inteiras eram dedicadas à oração.

Em compensação não ia atrás dos divertimentos, como fossem a caça, o jogo e outros. Terníssima devoção tinha à Mãe de Nosso Senhor.

Em toda a parte do reinado se ergueram igrejas, conventos, escolas e hospitais, todos subvencionados pelo santo rei.

“Para Deus o melhor”, costumava dizer. “O mais precioso convém ser aplicado ao adorno dos templos e não deve servir à vaidade ou à ambição dos poderosos do mundo”.



Infeliz nos empreendimentos bélicos contra a Inglaterra, Canuto introduziu o dízimo eclesiástico, medida que não teve o apoio da nação.

O rigor com que foi extorquido o imposto, causou grande descontentamento, e em muitos lugares franca oposição.

Houve casos em que o povo, exasperado, linchou os fiscais.

 O descontentamento degenerou em rebelião, que obrigou o rei a procurar abrigo em Odensee.

São Canuto


Os inimigos, porém, perseguiram-no até à igreja, onde o assassinaram ao pé do altar.






Canuto IV foi canonizado por Pascoal I.



São Canuto é padroeiro da Dinamarca.



 








DA VIDA DOS SANTOS 2, 
DE PADRE ROHRBACHER, SOBRE A VIDA DE SÃO CANUTO:

O REI , RECONHECNDO INEVITÁVEL O PERIGO, ABANDONOU O CUIDADO DO PRÓPRIO CORPO PARA SE OCUPAR EXCLUSIVAMENTE DA SALVAÇÃO DA ALMA.
CONFESSOU-SE  COM TRANQUILIDADE, COMO SE NÃO ESTIVESSE CORRENDO O MENOR PERIGO, E , ESTANDO A ORAR AO PÉ DO ALTAR , FOI ATRAVESSADO POR UMA SETA.
MORREU NO SEU SANGUE, DE BRAÇOS ESTENDIDOS, COMO VÍTIMA QUE SE OFERECIA A DEUS PARA A EXPIAÇÃO DOS PECADOS DO POVO E DOS SEUS, NO LUGAR EM QUE JESUS CRISTO, TAL QUAL HÓSTIA IMACULADA, SE OFERECIA AO PAI PARA A SALVA ÇÃO DE TODOS OS HOMENS .
ERA O DIA 10 DE JULHO DE 1081.






IGREJA EM OLDENSE



CATEDRAL DE SÃO CANUTO


SAXÃO, O GRAMÁTICO, AUTOR DE GRANDE PESO, QUE VIVEU NO SÉCULO SEGUINTE, TESTEMUNHA QUE DEUS ATESTOU A SANTIDADE DE CANUTO MEDIANTE DIVERSOS MILAGRES, CONTRA A INSOLÊNCIA DOS DINAMARQUESES, OS QUAIS  PRETENDIAM FAZER PASSAR TAMANHO PARRICÍDIO COMO ATO DE PIEDADE, LIBERTADOS DA TIRANIA DO PAÍS.
ACRESCENTA QUE OS MISERÁVEIS, NÃO LOGRANDO OFUSCAR O BRILHO DOS MILAGRES , QUE AINDA CONTINUAVAM NO SEU TEMPO EM FAVOR DO SANTO, PREFERIAM DIZER QUE DEUS LHE HAVIA PERDOADO AS INJUSTIÇAS, CONCEDENDO-LHE A PENITÊNCIA NA HORA DA MORTE.
NO ENTANTO, OS DESCENDENTES RECONHECERAM A SANTIDADE DO REI CANUTO POR UM CULTO PÚBLICO PRESTADO À SUA MEMÓRIA.
PARA, DE QUALQUER MODO, EXPIAREM O CRIME COMETIDO PELOS PAIS, ERGUERAM ALTARES E IGREJAS EM HONRA DE SÃO CANUTO, E ESTABELECERAM AS FESTAS EM 10 DE JULHO, DIA DA SUA MORTE, E EM 19 DE ABRIL, DIA DA SUA TRANSLAÇÃO.





SÃO CANUTO CHEGOU ATÉ A DAR  À IGREJA DE ROTSCHILD, CAPITAL DO REINO , A COROA QUE USAVA NAS GRANDES SOLENIDADES, E QUE ERA VALIOSÍSSIMA.









CONCEDEI-NOS, DEUS ONIPOTENTE,
PELA INTERCESSÃO DO VOSSO BEM-AVENTURADO MÁRTIR SÃO CANUTO,
CUJA FESTA CELEBRAMOS,
A GRAÇA DE SERMOS FORTIFICADOS NO AMOR DO VOSSO NOME.
POR NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.
AMÉM

SÃO CANUTO, PADROEIRO DA DINAMARCA, ORAI POR NÓS!
SÃO CANUTO, MÁRTIR DA FÉ, INTERCEDEI POR NÓS!
SÃO CANUTO, FILHO DA IGREJA, ROGAI POR NÓS!







FONTES:
VIDA DOS SANTOS 2, DE PADRE ROHRBACHER. EDITORA DAS AMÉRICAS, 1959.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Canuto_IV_da_Dinamarca
http://www.paginaoriente.com/santosdaigreja/jan/canuto1901.htm









 RESTOS MORTAIS DE SÃO CANUTO





quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

SANTA PRISCA (PRISCILA), VIRGEM E MÁRTIR - 18 DE JANEIRO













Foi uma virgem e martir, muito venerada em Roma.

A tradição diz que ela teria sido martirizada nas primeiras execuções dos cristãos e teria sido enterrada nas catacumbas.

 Santa Prisca tem uma igreja no monte Aventino.







De acordo com as Actas de Prisca, Prisca era uma moça ainda jovem, que foi condenada à morte no anfiteatro para ser devorada pelos leões, mas os dois leões que foram soltos, em vez de atacá-la, para o espanto de todos, foram lamber os seus pés.

Ela então foi enviada de volta à prisão e depois decapitada.


Uma águia teria ficado vigiando seu corpo, protegendo-o de qualquer predador, até que o mesmo foi enterrado.



Na colina onde foi enterrada, foi-lhe dedicada uma igreja.



Na liturgia da Igreja Católica ela é mostrada como uma jovem cristã com dois leões a seus pés, uma espada e uma águia perto dela.

O leão a seus pés significa a conquista do paganismo.
 
 
 
 
 
 




 
 Ela é venerada em Roma onde suas relíquias são guardadas na igreja de Santa Prisca e sua festa consta em calendários de 16 monastérios .








Santa Prisca ou Priscilla se trata de uma importante Santa, que conquistou a admiração de todos desde os primeiros tempos do Cristianismo.



Além de ser considerada a mais antiga Santa romana também se tornou uma das mulheres mais veneradas na Igreja.



Prisca foi batizada aos treze anos de idade por São Pedro e se tornou a primeira mulher do Ocidente a testemunhar com o martírio, sua fé em Cristo.










 


BATISMO DE SANTA PRISCA







 


Ela morreu decapitada durante a perseguição do imperador Cláudio, na metade do século I, em Roma.



As "Atas de Santa Prisca" mostram, que ela foi martirizada durante o governo do imperador Cláudio e seu corpo sepultado na Via Ostiense, nas catacumbas de Priscila.

 Depois foi levada  para a igreja do monte Aventino.

Ainda hoje a Igreja, mantém uma cripta que guarda uma preciosa relíquia: a concha com que São Pedro apóstolo batizou seus seguidores e discípulos.





 

A PAIXÃO DE SANTA PRISCA:




Santa Prisca foi presa com um grande número de cristãos.














 
O imperador Claudius vendo-a tão jovem, acreditava que facilmente a conveceria a apostatar a fé, levando-a ao Templo de Apolo para queimar incenso.



Porém, apesar de ser esbofeteada até sangrar a boca, não ofereçeu o incenso que foi lhe dado.

Foi encarcerada numa cela com criminosos que lhe insultaram o tempo todo, mas isso não abateu-a.


Depois, torturaram-na com tochas e azeite fervendo, porém diante da aclamção do povo , o Imperador mandou encarcerá-la de novo.

Durante à noite, recebeu a visita de seus pais e parentes, que em vão, lhe suplicaram para salvar-se.

Foi torturada de novo, queimada com graxa derretida, rasgada com pregos de aço, depois foi lançada aos leões, que não a tocaram.
Finalmente, foi decapitada noa arredores de Roma sobre a via Ostia. 

 Ela foi enterrada nas catacumbas próximas, que ficaram conhecidas como catcumbas de Santa Priscila.







 






CATACUMBAS DE SANTA PRISCILA
















PRISCA OU PRISCILA?

Com o passar do tempo, criou-se uma confusão e Prisca foi identificada com Priscila.

Temos aí, três Priscas ou Pricilas. Uma é a que tem a Igreja e relíquias  no Monte Avelino, a outra pode ter sido uma matrona romana, fundadora das catacumbas que leva seu nome.

 No século VIII, essa Prisca se confunde com a esposa de Áquila , a quem São Paulo menciona em suas epístolas.  Esse casal , também tinha uma Igreja dedicada a eles em Roma, descobertas em recentes escavações arqueológicas  .

Assim, a única certeza que se tem é que Santa Prisca foi uma mártir.

Porém os fatos históricos , além de suas relíquias e de sua Igreja, se perderam no tempo, ficando a lenda , que pode ser verdade ou não.






Permite, nós te clamamos,
ó Deus onipotente,
que nós que honramos a data de nascimento
da Bem-Aventurada Prisca,
tua Virgem e Mártir,
 possamos nos alegrar em seu festival anual,
e nos beneficiar pelo seu exemplo de tão grandiosa fé. Por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor.
 Amém.





A PRISÃO DE SANTA PRISCA





IGREJA DE SANTA PRISCA EM ROMA




ALTAR PRINCIPAL DE SANTA PRISCA

QUE AS ORAÇÕES QUE VOS OFERECEMOS,
 SENHOR,
 EM MÉMÓRIA DOS VOSSOS SANTOS,
EM PARTICULAR,
 DA VIRGEM E MÁRTIR PRISCA,
NOS LIBERTE DOS GRILHÕES DE NOSSA INIQUIDADE
 E NOS CONCILIE OS DONS DA VOSSA MISERICÓRDIA.
POR CRISTO NOSSO SENHOR.








SOCORREI-NOS, SENHOR,
COM AS PRECES DAQUELA CUJA MEMÓRIA CELEBRAMOS.

SANTA PRISCA, MÁRTIR DE CRISTO, ORAI POR NÓS!
SANTA PRISCA, SERVA DE CRISTO, INTERCEDEI POR NÓS!
SANTA PRISCA, EXEMPLO DE FÉ E CORAGEM, ROGAI POR NÓS!






















SÃO MARCELO, PAPA E MÁRTIR - PADROEIRO DOS COCHEIROS E TREINADORES DE CAVALOS - 16 DE JANEIRO







 







O Papa Marcelo I (em latim, Marcellus) foi o trigésimo papa da Igreja, exercendo sua função de maio de 308 a 309, sucedendo o Papa Marcelino, após uma considerável lacuna de tempo.


 








 
Sob o Império de Magêncio, ele foi expulso de Roma, em 309, em virtude do tumulto causado pela gravidade das penitências que impusera aos cristãos que haviam renegado a fé, sob recente perseguição.

Ele morreu martirizado no mesmo ano, sendo substituído pelo Papa Eusébio.

Seus restos mortais estão sob o altar da Igreja de San Marcello al Corso, em Roma. Sua festa é celebrada em 16 de janeiro.









Índice

1 Situação de Roma à época do martírio de Marcelino

2 Biografia

2.1 A Passio Marcelli

3 A tese de Theodor Mommsen

4 O Culto




Situação de Roma à época do martírio de Marcelino
 





Ficheiro:The Christian Martyrs Last Prayer.jpg
A última oração dos mártires cristãos, por Jean-Léon Gérôme (1883).








A perseguição de Diocleciano tinha o único fim de travar a rápida expansão do Cristianismo, e terá sido a mais violenta de todas.

O Império Romano estava em paz desde 260 e, nesta situação, cerca de sete milhões de pessoas professam a religião cristã, em meio a cinqüenta milhões que seguiam a religião oficial.

Tudo andava bem, quando o partido da antiga religião conseguiu persuadir Galério que a política de restauração e centralização do imperador Diocleciano exigia a supressão do cristianismo.

Por causa disso, o imperador proclamou a última perseguição.

Diocleciano emitiu quatro editos que condenavam à destruição as igrejas e as Sagradas Escrituras, como também aprisionar os líderes das comunidades cristãs, torturando aqueles que não quisessem sacrificar aos antigos deuses, e matando aqueles que, a despeito das torturas, não tivessem renunciado à fé apostólica.



Tal perseguição teve conseqüências dramáticas sobre a disciplina interna da Igreja: foram inúmeros os mártires, mas também os apóstatas, isto é, aqueles que, para salvarem-se da morte, ofereciam sacrifícios aos ídolos ou fazendo-se inscrever nos registros daqueles que tinham obedecido aos editos.

 A perseguição, provavelmente, em 304 golpeou também o papa Marcelino, que tinha abdicado e feito sacrifícios aos ídolos, mas que posteriormente se arrependeu e morreu mártir.

 A Sé romana permaneceu vacante por quase quatro anos, ainda que, já em 305, com a abdicação de Diocleciano e de Maximiano, a perseguição foi diminuindo gradativamente de intensidade e, depois de 307, com a proclamação de Magêncio, na Itália e na África, praticamente acabou.

Sob seu domínio, os cristãos de Roma foram retomando lentamente a posse de seus bens e puderam reunir-se novamente sem medo para as celebrações eucarísticas.

Iniciaram, assim, a reorganização da comunidade.



 Biografia






 

Segundo o "Catálogo Liberiano", Marcelo, um romano, foi eleito papa pelo clero romano por volta da última metade de 308 (Fuit temporibus Maxenti a cons. X et Maximiano usque post consulatum X et septimum).




 Com base na interpretação do arqueólogo italiano Giovanni Battista de Rossi, tal anotação deveria ser lida A cons. Maximiano Herculio X et Maximiano Galerio VII [308] usque post cons. Maxim. Herc. X et Maxim. Galer. VII [309].

À sua ascenção, encontrou a Igreja numa situação desastrosa.

Os locais de reunião e alguns cemitérios foram confiscados e as atividades ordinárias foram interrompidas.

 Além disso, ocorriam alguns desentendimentos internos causados pelo grande número de pessoas que tinham renunciado a fé durante o período de perseguição e que, sob a direção de um apóstata, pretendiam ser readmitidos à Eucaristia sem que tivessem feito um ato de arrependimento, porque, na opinião deles, a longa vacância da Cátedra de São Pedro, depois da abdicação do próprio pontífice, lhes permitiria retomar tais procedimentos na comunidade.


 






Uma vez eleito, Marcelo assumiu de imediato o compromisso de reorganizar a Igreja.

 Segundo o Liber Pontificalis, ele subdivide o território metropolitano em 25 distritos (tituli) assemelháveis às atuais paróquias, à chefia dos quais era posto um presbítero que presidia a preparação dos catecúmenos, o batismo, a administração das penitências, as celebrações litúrgicas e o cuidado dos locais de sepultura e de memória.





Além disso, seu mome é ligado, sobretudo, à fundação do cemitério de Novella (Cœmeterium Novellœ), situado na Via Salária, em frente à Catacumba de Priscila.

O Liber Pontificalis relata: Hic fecit cymiterium Novellae via Salaria et XXV titulos in urbe Roma constituit quasi diœcesis propter baptismum et pœnitentiam multorum qui convertebantur ex paganis et propter sepulturas Inartyrum.

No início do VII século, provavelmente, Roma contava com 25 igrejas titulares, existindo uma tradição histórica que sustenta que a administração eclesiástica tenha sido reformada depois da perseguição de Diocleciano, portanto, o compilador do Liber Pontificalis a atribui a Marcelo.



O trabalho como papa foi, porém, rapidamente interrompido pela controvérsia dos apóstatas.

Marcelo, forte defensor das antigas tradições, endureceu a sua posição e exigiu penitência daqueles que queriam ser readmitidos.

Em testemunho dessa posição, existe uma epígrafe composta pelo Papa Dâmaso I para o seu túmulo:

“Pastor verdadeiro, porque manifestou aos lapsi as obrigações que tinham no sentido de expiarem os seus delitos com as lágrimas da penitência, foi considerado por aqueles miseráveis como terrível inimigo.

Eis aqui o motivo pelo furor, ódio, discórdia, sedição, morte.

Por causa do delito de um que também durante a paz renegou a Cristo, Marcelo foi deportado, vítima da crueldade de um tirano”.





 Em virtude de tal situação, formou-se uma ala que se opunha ao papa e que criava disputas, sedições e massacres.

Magêncio, que deu crédito às acusações dos turbulentos, reponsabiliza Marcelo pelas desordens e o exila em lugar até hoje ignorado.

Tudo isso acontece no final de 308 ou no início de 309, com base no que se reporta no “Catálogo Liberiano”, que fala de um pontificado não maior que dois anos.

Marcelo morreu exilado pouco depois de ter deixado Roma e foi rapidamente venerado como santo.



Com base no Depositio Episcoporum, na “Cronografia” de 354 e em outros documentos, a sua festa acontece em 16 de janeiro.

 Não obstante, ignora-se qual teria sido o local de seu exílio, bem como a data precisa de sua morte.

É certo, porém, segundo o “Martirológio Jeronimiano”, que suas relíquias foram trasladadas a Roma e sepultadas na Catacumba de Priscila.











OS seus restos mortais foram depositados na antiga urna de basalto verde no altar-mor da Igreja de São Marcelo, na Via del Corso, em Roma.










A Passio Marcelli

No Liber Pontificalis e no Breviário Romano é reportada uma versão diferente da morte de Marcelo, versão conhecida como Passio Marcelli do século V e descrita nos Acta Sanctorum:

Magêncio, enfurecido pela reorganização da Igreja, comandada por Marcelo, exigia ao papa que renunciasse à sua dignidade episcopak e que adorasse aos ídolos pagãos, como seu predecessor.

À sua recusa, este foi codenado a trabalhar como escravo numa estação postal (catabulum) de Roma.

Depois de nove meses, foi libertado pelo clero romano, mas foi novamente condenado por ter consagrado a casa da matrona romana Lucina.










A condenação consistia em cuidar dos cavalos recolhidos no mesmo catabulum.

Poucos dias depois, Marcelo morreu.







Tal versão foi criada para localizar de alguma forma o lugar do martírio do papa: o título de Marcelo, que era localizado nos correios públicos, chamava-o de "San Marcello in Catàbulo".

 Por tal motivo, é considerado o padroeiro dos cocheiros e dos treinadores de cavalos.

 















A construção da atual Igreja de San Marcello al Corso remonta ao século XVI, e foi provavelmente edificada sobre as ruínas da igreja precedente que, por sua vez, se achava no lugar do catábulo, onde Marcelo teria sido morto.


 






 

A tese de Theodor Mommsen

Segundo o famoso estudioso alemão, a despeito da versão oficial da Igreja Católica, Marcelo não teria sido realmente o bispo de Roma, mas um simples presbítero romano, a quem alegadamente se confiou a regência da administração eclesiástica durante o último período de vacância do trono de Pedro.

Com base neste ponto de vista, a data de 16 de janeiro de 309 não é outra senão a de morte de Marcelino (não mais papa desde sua abdicação), a quem o Papa Eusébio teria sucedido.

O dia 25 de outubro de 304 não seria, portanto, a data de sua morte, mas de sua abdicação.

Tal hipótese se valoriza pelo fato de que alguns catálogos mencionam só um papa, chamado algumas vezes de Marcelino e outras de Marcelo.

Seja como for, não existem provas históricas que possam sustentar esta tese.




O Culto






Do Martirológio Romano:



16 de janeiro – Em Roma, na Via Salária, o natal de São Marcelo I, o qual, tendo confessado a fé católica, por ordem do tirano Magêncio, foi primeiro espancado com bastões, depois destinado ao serviço dos animais sob boa custódia, onde morreu, servindo, vestido de cilício.
 
 
 
 
 
FONTE:
TEXTO DA WIKIPEDIA

 







ALTAR PRINCIPAL
DA IGREJA DE SÃO MARCELO AL CORSO,
 EM ROMA.


ORAÇÃO:

DIGNAI-VOS ESCUTAR,
SENHOR,
BENIGNAMENTE AS  AS PRECES DO VOSSO POVO
E FAZEI QUE NOS SIRVAM DE AUXÍLIO
 OS MÉRITOS DO BEM-AVENTURADO MARCELO,
VOSSO MÁRTIR E PONTÍFICE,
 CUJO MARTÍRIO,  HOJE, CELEBRAMOS.

POR NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.




DEUS ETERNO E TODO PODEROSO,
QUE DESTES A SÃO MARCELO
A GRAÇA DE LUTAR PELA JUSTIÇA ATÉ A MORTE, CONCEDEI-NOS,
 POR SUA INTERCESSÃO,
SUPORTAR POR VOSSO AMOR AS ADVERSIDADES,
E CORRER AO ENCONTRO DE VÓS
QUE SOIS A NOSSA VIDA.

POR NOSSO SENHOR JESUSCRISTO,
 VOSSO FILHO,
 NA UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO.




SÃO MARCELO, PAPA E MÁRTIR,
ORAI POR NÓS
 E PELA SANTA IGREJA!
































segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

SÃO PAULO O EREMITA OU SÃO PAULO DE TEBAS - 15 DE JANEIRO



São Paulo, Eremita - Paulo de Tebas

(† 347dc)






São Paulo, o primeiro eremita no Egito, nasceu na Tebaida.







De pais cristãos recebeu o filho educação aprimorada. Favorecidos pela fortuna, puderam proporcionar-lhe os meios para instruir-se nas ciências gregas e egípcias.

Na idade de 15 anos ficou órfão de pai e mãe e proprietário de grandes bens. O coração, porém, não lhe apetecia os prazeres do mundo; pelo contrário, sua maior satisfação era servir a Deus, na prática das virtudes cristãs.

Contava 23 anos, quando a grande perseguição de Décio se estendeu também sobre a Tebaida.

O inimigo não poupou esforços para afastar as almas da doutrina de Cristo.

Blandícias e torturas entraram em ação para conseguir este fim. Paulo, impressionado com o que via e, com receio de não ter força para enfrentar o martírio, fugiu para o deserto, com a intenção de lá ficar, enquanto durasse a perseguição.













Penetrando mais no deserto a dentro, encontrou um dia uma grande gruta, que no tempo da rainha Cleópatra tinta servido de esconderijo a criminosos e moedeiros falsos.







Paulo resolveu passar o resto da vida naquela gruta.


Água receberia da fonte que lá se achava, e uma palmeira fornecer-lhe-ia alimento e folhas para cobrir-se.

Assim ficou.

 Quando escassearam as frutas, Deus lhe mandou um corvo, que lhe trazia pão todos os dias.


Pelo espaço de noventa anos, Paulo morou naquela gruta, sem que tivesse visto mais rosto humano.







Quando contava com 113 anos, recebeu a visita de Santo Antão.

Este santo varão igualmente eremita, tinha noventa anos, e julgando-se o homem mais velho do mundo com este pensamento se envaideceu.





Deus lhe revelou a existência de um ente mais idoso, mais santo e ordenou-lhe que o procurasse.





Sem saber para onde se dirigir, pôs toda a confiança em Deus e entrou no deserto.

Tendo andado metade do dia, encontrou um desconhecido, ao qual pediu informações relativas a Paulo.

O homem, sem dizer palavra, indicou com a mão a direção e fugiu.

Dois dias e duas noites pisou Antão a areia do deserto, quando percebeu uma loba faminta, que fugitiva, se escondeu na gruta. Antão foi-lhe ao encalço e, penetrando mais no interior da gruta, viu-se diante da cela de Paulo.

 Este, vendo-se descoberto, fechou-se no esconderijo e Antão põe-se a orar, até que o eremita se resolvesse a aparecer.

Depois de muito esperar, a porta se abriu e Paulo saiu da cela.

 Os dois abraçaram-se e apesar de nunca se terem visto na vida, chamaram-se pelo nome, reconhecendo naquele encontro uma singular permissão da Divina Providência.

Afinal achaste – Disse Paulo a Antão a quem procuraste. Estás vendo um homem que daqui a pouco será pó e cinza”.

 Depois pediu ao hóspede informações sobre o estado das cousas do mundo, sobre a perseguição, etc., a que Antão respondeu de modo que lhe era possível.







Enquanto dialogavam, veio o corvo e trouxe duas rações de pão. Paulo, cheio de admiração, disse:

Vê, como Deus é bom e misericordioso, mandou-nos o nosso manjar. Sessenta anos aqui estou e recebo diariamente um “pãozinho”; por causa de tua visita, mandou-me hoje ração dobrada”.








Nisto os dois varões reconheceram a intervenção da Divina Providência.

Muitas horas permaneceram em colóquio e a noite passaram em oração.


No dia seguinte disse Paulo ao companheiro:

“ Há muito tempo sabia eu que moravas nesta redondeza. Estando eu no fim da minha vida, Deus te mandou, para dar sepultura ao meu corpo”.

Antão se entristeceu com estas palavras e pediu ao santo eremita que, indo para o céu, o levasse consigo.

Este, porém, respondeu:

 “ É da vontade divina, que tu fiques ainda algum tempo no mundo, para o bem daqueles que te veneram como mestre”.




Pediu então a Antão que fosse buscar o manto, que tinha recebido de Santo Atanásio, para nele lhe envolver o corpo depois de morto.

Assim fez, para que Antão, não fosse testemunha da sua morte para mostrar e para mostrar o grande respeito que tinha ao grande Bispo, que tanto sofrera em defesa da fé.

Antão foi apressadamente cumprir a ordem do santo eremita. A pergunta dos Irmãos de hábito, onde se tinha demorado tanto, respondeu:

Ai! De mim, pobre pecador, que mui injustamente levo o nome de monge! Vi Elias, vi S. João no deserto, vi Paulo no Paraíso”.

Nada mais falou.

O medo de não mais encontrar com vida o eremita Paulo, não o deixou demorar-se no convento.

Tomou o manto de Atanásio, e com ele pôs-se a caminho para a gruta.





 Antes de chegar, viu a alma do santo varão, rodeada de grande esplendor, subir ao céu, acompanhada de Anjos, Profetas e Apóstolos.

Impressionado com a visão, continuou a jornada, até chegar à morada de Paulo.







 Ao entrar na gruta, um quadro singular se lhe deparou.


 Lá estava Paulo, de joelhos, com os braços em cruz, a cabeça elevada ao céu – imóvel.

Se Antão, ao principio, julgava ver o santo homem em oração, logo se convenceu de que tinha um cadáver diante de si.

 Imediatamente dispôs o necessário para dar sepultura ao defunto.

Envolveu o corpo do companheiro no manto de Santo Atanásio, como desejará.

Para fazer uma cova, viu-se embaraçado, visto que não existia instrumento nenhum, com que pudesse remover a terra. Deus veiu-lhe em auxilio.







Da floresta próxima vieram dois leões, os quais com grandes uivos se deitaram aos pés do cadáver; depois de terem assim dado sinal de gratidão, escavaram na terra uma abertura assas larga e funda, para nela poder-se sepultar o corpo do Santo Eremita.





Antão rezou sobre o defunto e sepultou-o.

A única roupa que Paulo possuía, uma túnica feita de folhas de palmeira, Antão levou-a como lembrança preciosa e dela se servia só nos grandes dias de festa.

São Paulo, segundo o cálculo de São Jerônimo, morreu no ano de 347, tendo a idade de 113 anos.







Ó DEUS,
QUE NOS DAIS A ALEGRIA DE CELEBRAR TODOS OS ANOS
A FESTIVIDADE DO BEM-AVENTURADO PAULO,
VOSSO CONFESSOR, FAZEI COM QUE ,
CELEBRANDO O SEU NASCIMENTO,
IMITEMOS AS SUAS VIRTUDES.
POR NOSSO SENHOR.
AMÉM

O ENCONTRO DE SANTO ANTÃO E SÃO PAULO, EREMITA.




Ó DEUS,
SÓ VÓS SOIS SANTO E SEM VÓS NINGUÉM PODE SER BOM.
PELA INTERCESSÃO DE SÃO PAULO DE TEBAS, DAI-NOS VIVER DE TAL MODO,
QUE NÃO SEJAMOS SDESPOJADOS DA VOSSA GLÓRIA.
POR NOSSO SENHOR JESUS CRISTO,
VOSSO FILHO, NA UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO.
AMÉM















O JUSTO CRESCERÁ COMO A PALMEIRA
 E COMO O CEDRO DO LÍBANO SE MULTIPLICARÁ.

ESTÁ PLANTADO NA CASA DO SENHOR,
NOS ÁTRIOS DA CASA DO NOSSO DEUS.
SL 91,13-14







SÃO JOÃO BATISTA, SANTO AGOSTINHO E SÃO PAULO


SÃO PAULO DE TEBAS , ORAI POR NÓS!
SÃO PAULO, EREMITA, INTERCEDEI POR NÓS!