quinta-feira, 3 de novembro de 2011

OS QUATRO SANTOS COROADOS - PADROEIROS DOS ESCULTORES - 08 DE NOVEMBRO








Quatro Santos Coroados





















Os Quatro Mártires Coroados. Os chamados "Santi Quatro Incoronato".

Os quatros santos coroados são: Castório, Cláudio, Nicóstrato e Sinfrônio e foram torturados e depois martirizados em Pannonia (hoje Hungria) visto que eram escultores em Sirmium (antiga Iugoslávia) e se recusaram a esculpir uma estatua pagã para o Imperador Diocleciano (243-305).

Um quinto mártir chamado Simplício também morreu com eles.

Uma basílica foi erigida em Roma em honra desses mártires

Na Colina de Caelian em Roma existe uma linda igreja chamada "Santi Quatro Incoronato.

Ela foi feita provavelmente no século sexto e muito se tem escrito sobre os quarto mártires coroados .

Mas a Igreja comemora não 4, mas 5 mártires .

A explicação mais convincente é que os 5 homens que foram martirizados em Pannonia um dos quais era Simplicio e este teria sido foi omitido na contagem.

Alguns tempo depois as relíquias de quatro foram trazida para Roma e enterradas na Via Labicana e de Simplicio teria ficado lá.

A tradição diz que eles foram torturado por não quererem fazer um escultura do deus Aesculapius, o deus grego da medicina.

 Mais tarde o Papa Miltiades indicou os nomes dos cinco com sendo os mártires coroados.

Ao lenda mais popular conta que eles eram grandes escultores em pedra e trabalhavam juntos.





O seu trabalho exibia um perfeito equilíbrio entre a pedra e o espaço, e o Imperador Diocleciano havia adquirido um certo número de trabalhos deles e admirava os mesmos.

Outros escultores menos talentosos, com inveja, persuadiram a Diocleciano a ordenar uma escultura de Aesculapius sabendo que eles, sendo cristãos, iriam recusar.

 Realmente os escultores educadamente recusaram a esculpir a referida estátua.

Eles foram então ordenados a fazerem sacrifícios ao deus Sol.

Isto era ainda menos aceitável para eles.

Quando o oficial de Diocleciano de nome Lampadius, que estava tentando convecer os escultores a oferecer os sacrificios, morreu repentimanemte, os seus parentes culparam os escultores pela sua morte.

 Para aplacar os parentes, Diocleciano ordenou que eles fossem amarrados vivos dentro de caixas de chumbo e jogados no rio.

Esses dados do século quarto tem um especial interesse porque conta onde era o quartel imperial, onde ficava a montanha onde os deuses eram adorados (na montanha perto de Sirmium) e apresenta uma visão das intrigas palacianas e dá a Diocleciano uma personalidade mais humana do que a de um simples e sanguinário tirano, representado por quase todos os demais martírios de sua época.

Os corpos foram enterrados mais tarde a três quilômetros de Roma e mais tarde o Papa Gregório magno ( um estudioso dos mártires) mencionou pela primeira vez na Igreja os "quatro mártires coroados" e o Papa Leão IV em 841 trasladou as relíquias para a igreja da Via Lavican.

Quando a igreja foi quase destruída pelo fogo o Papa Paschoal II a reconstruiu e no curso da reconstrução duas ricas urnas–uma em mármore e outra em porcelana foram descobertas embaixo do altar.

As urnas foram depositadas em um cofre de pedra debaixo do altar mor, quando foram de novo encontradas pelo Papa Paulo V.












 


Eles são venerados na maçonaria inglesa visto que os escultores em pedra (maçons)da Idade Média tinhas os quatro mártires em especial veneração.


















 


Existe ainda uma capela dos "quatro mártires coroados" em Canterbury, Inglaterra, erigida em 619 DC.

Na arte litúrgica da igreja os quatro homens aparecem com ferramentas de escultores.

 As vezes as pinturas mostram o cinzel, a coluna e ferramentas de escultura as vezes mostra Cláudio planejando em uma prancheta e Sinfrônio e ou Simplicio com uma talhadeira e Castório como um velho

São padroeiros dos escultores e dos cortadores de pedras e os trabalhadores em mármore.

Sua festa é celebrada no dia 8 de novembro.









BASÍLICA DOS QUATRO SANTOS COROADOS,
EM ROMA







FAZEI, SENHOR ONIPOTENTE,
QUE, RECONHECENDO O VALOR DOS GLORIOSOS MÁRTIRES
NA CONFISSÃO DA FÉ,
SINTAMOS OS EFEITOS DA SUA INTERCESSÃO.
POR NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.
AMÉM




" SÃO ESTES OS SANTOS
QUE PARA FICAREM FIÉIS A DEUS
ENTREGARAM OS CORPOS AOS SUPLÍCIOS,
E TINGIRAM AS SUAS TÚNICAS
 NO SANGUE DO CORDEIRO "
APO 7,14






SENHOR,
HUMILDEMENTE VOS SUPLICAMOS A GRAÇA DE MERECER A PROTEÇÃO DAQUELES CUJO TRIUNFO ELEBRAMOS.
POR NOSSO SENHOR.
AMÉM






























































































quarta-feira, 2 de novembro de 2011

COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS - DIA DE FINADOS - 02 DE NOVEMBRO






O Dia dos Fiéis Defuntos (português europeu) ou Dia de Finados (português brasileiro), conhecido ainda como Dia dos Mortos, é celebrado pela Igreja no dia 2 de novembro.







Desde o século II, alguns cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram.

No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava.

Também o abade de Cluny, santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos.


 Desde o século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos.


 No século XIII esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1 de novembro é a Festa de Todos os Santos.


A doutrina católica evoca algumas passagens bíblicas para fundamentar sua posição (cf. Tobias 12,12; Jó 1,18-20; Mt 12,32 e II Macabeus 12,43-46), e se apóia em uma prática de quase dois mil anos.



O MÊS DAS ALMAS E O PURGATÓRIO

O mês de novembro é dedicado às Almas do Purgatório.


 A doutrina da Igreja Católica sobre o Purgatório compreende três pontos:





 1º O Purgatório existe;

2º Nele as almas serão purificadas;

3º Os fiéis da Igreja militante, podem, pelas orações e obras meritórias, aliviar as penas das almas do Purgatório.


1º. O purgatório existe deveras - Deus revelou esta verdade no Antigo Testamento.


É um pensamento santo e salutar orar pelos mortos, para que sejam livres dos seus pecados”. (2 Macab. 12, 46).


 Destas palavras devemos deduzir que já no Antigo Testamento se acreditava num lugar expiatório, em que as almas dos defuntos eram detidas, até que fossem absolvidas dos pecados.


Jesus Cristo fala de pecados que “não serão perdoados nem aqui, nem no outro mundo”. (Mt. 12, 13).

Logo, para certos pecados, há possibilidade de serem perdoados ainda no outro mundo.

O lugar onde estes pecados serão expiados, é o Purgatório.


A Igreja ensina, com toda a precisão, a existência do Purgatório.

Assim, escreve São Gregório Magno: “Sei que alguns devem fazer penitência ainda depois desta vida, nas chamas do Purgatório”.


– “Uma coisa é esperar o perdão – diz São Cipriano – e outra entrar na eterna glória;

uma coisa é ser metido no cárcere e dele não sair, enquanto não for pago o último ceitil, e outra coisa é receber imediatamente a recompensa da fé e da virtude;

uma coisa é penar muito tempo e purificar-se nas chamas do Purgatório e outra coisa é ter removido todos os pecados, pelo martírio”.


Os Concílios ecumênicos de Cartago, Lyon, Florença e Trento definiram bem claramente a fé na existência do Purgatório.

Nas antiqüíssimas orações litúrgicas, a Igreja pede a Deus que “absterja as manchas que ainda aderirem às almas dos fiéis defuntos” – que “delas se compadeça e lhes conceda o lugar da paz e da luz” – "que as tire das tristes moradas e as faça gozar da sorte dos justos”.


Esta doutrina da Igreja está muito de acordo com a razão.

Se é certo que no céu entrarão somente as almas purificadas; se é certo que poucos homens na hora do trânsito estão isentos da mais leve culpa, certo é também que, com pouquíssimas exceções, os homens ficariam sempre excluídos do céu, se não houvesse na eternidade um lugar de expiação, salvo se Deus, na sua misericórdia, perdoasse sumariamente todos os pecados e as respectivas penas na hora da morte, o que não acontece.


Na eternidade Deus “dará a cada um a paga, segundo as suas obras”. (Mt. 16, 27).


Negar a existência do Purgatório equivaleria à exclusão do gênero humano quase inteiro da eterna bem-aventurança, o que seria contra a fé e a razão.


2º. No Purgatório serão purificadas as almas dos justos -

O Purgatório é um lugar, onde não prevalece a misericórdia, mas a justiça divina.

As penas das almas devem ser de natureza a satisfazerem plenamente à justiça divina.

 É claro que devem estar em proposição exata com a gravidade da ofensa, que Deus pelo pecado sofreu.

Quem poderá aliviar a gravidade da ofensa, que uma pobre criatura se atreva a fazer ao Criador ? “Terrível é cair nas mãos de Deus vivo” . (Hebr. 10, 31).


O Purgatório é um lugar de penitência, que igual não tem aqui na terra.

A razão é clara. Toda a penitência feita aqui, por mais rigorosa que seja, tem por fim preservar o homem da penitência futura na eternidade.


Se assim é, a penitência a fazer-se na eternidade deve ser extremamente dolorosa.

Se os maiores Santos castigavam o corpo com tanto rigor; se os primeiros cristãos prontamente tomavam sobre si as disciplinas mais duras e humilhantes, não era para outro fim, senão para deste modo se livrarem das penas temporais na eternidade.


Se os rigores dos Santos, se as penitências públicas que estavam em uso no tempo da Igreja primitiva, não suportam comparação com as penitências do Purgatório, forçoso é concluir que estas devem ser mui dolorosas.


3º. Natureza das penas -

O Purgatório é um lugar de purificação, que assustaria, porém, os maiores penitentes, os mais dedicados amigos da Cruz.


Por quê ? Porque a purificação realizada no Purgatório é inteiramente diferente daquela que Deus costuma aplicar nesta vida.





A purificação feita aqui é meritória, em atenção à Paixão e Morte de Jesus Cristo.

A purificação, porém, no Purgatório é um sofrimento que não oferece o menor merecimento; são penas de que a alma, contra a vontade de Deus, se tornou merecedora pelos pecados.

Davi pediu a Deus: “ Senhor, não me arguas em teu furor, nem me castigues na tua ira”; isto, segundo a explicação de Santo Agostinho, quer dizer: Assisti-me, ó meu Deus, para que não mereça vossa ira, isto é, as penas do purgatório.


Quem são aquelas almas que penam no Purgatório ?

Pela maioria não são nossas conhecidas, mas entre todas nenhuma há que nos seja estranha.

Todas elas, sem exceção alguma, são unidas a nós pelo laço da graça santificante: são portanto nossas irmãs em Jesus Cristo.

 Como não negamos o nosso socorro ao nosso irmão grandemente necessitado, não devemos negá-lo às pobres almas, que sofrem incomparavelmente mais, sem a possibilidade de melhorar a sua sorte, ainda mais, quando temos em nossas mãos meios poderosos para aliviar-lhes as dores.

Não haverá entre as almas uma ou outra, que nos deva interessar mais de perto ?

Descendo em espírito às trevas do Purgatório, lá não descobriremos talvez as almas de nossos pais, parentes, amigos e benfeitores ?

A caridade, a gratidão não exigem de nós, que lhes prestemos o nosso auxílio ?

 Não têm elas direito à nossa intervenção, ainda mais quando as penas lhe foram causadas por pecados que cometeram talvez por nossa culpa ?


É natural e justo que devemos expansão à nossa dor, quando um dos nossos queridos entes nos é arrebatado pela morte; o verdadeiro amor, porém, exige de nós alguma coisa mais.


Cumpre que unamos as nossas lágrimas ao sacrifício de Jesus Cristo no Gólgota; cumpre que a nossa dor seja uma dor ativa, como ativa foi também a dor que Jesus Cristo sentiu junto ao túmulo do amigo Lázaro.


A nossa dor pela perda dos nossos pais, parentes e amigos não se deve limitar a manifestações exteriores.


Por mais ricas que sejam as coroas depositadas nos túmulos dos nossos mortos; por mais vistosos que se apresentem os monumentos que lhes erigimos sobre os restos mortais, não preservam o corpo da decomposição, nem defendem a alma contra os tormentos do Purgatório.

 Não querendo fazer-nos culpados de ingratidão e inconsciência, é mister que empreguemos os meios que a Igreja tão generosamente nos oferece, como sejam: a recepção dos santos Sacramentos, em particular a SS. Eucaristia, o santo sacrifício da Missa, obras de penitência e caridade, as santas indulgências, etc.







Um Pai Nosso rezado com devoção e humildade pelas almas, vale mais que muitas coroas; uma santa Missa celebrada pelo descanso eterno de uma alma, aproveita-lhes infinitamente mais que um suntuoso monumento, porque a santa Missa é o sacrifício expiatório por excelência.


O espírito pagão, que, com sua ostentação vaidosa e balofa, se infiltrou em todas as camadas da nossa sociedade, procura também se insinuar no santuário, o que em grande parte já conseguiu.


 Como são diferentes os enterros de hoje, daqueles que os primeiros cristãos faziam nas catacumbas !


Naquele tempo havia muita devoção e pouca flor; hoje há pelo contrário, uma imensidade de flores e coroas e pouca ou nenhuma devoção.


Os primeiros cristãos levavam os defuntos ao cemitério, cantando salmos e recitando orações; os cristãos de hoje acompanham os enterros por simples formalidade, sem lhes vir a idéia de rezar uma Ave Maria sequer pelo descanso do falecido; os primeiros cristãos confiavam os defuntos com muito carinho à terra, como uma semente preciosa da futura ressurreição gloriosa; os enterros de hoje são quase destituídos por completo de tudo que possa lembrar as verdades eternas.


Como é bela a devoção às almas do Purgatório!

Agradável a Deus, proveitosa às pobres almas, é utilíssima a nós mesmos.


Não fechemos o nosso ouvido aos gemidos dos nossos irmãos, que padecem no Purgatório.


Eles levantam as mãos para nós, suplicando o nosso auxílio.











SANTA TERESA DÀVILA REZANDO PELAS ALMAS.












 Talvez sejam nossos pais; um pai amoroso, que nos dedicava os seus cuidados, dia e noite; talvez a mãe, que nos amava tão ternamente; irmãos, cuja morte tanto nos entristeceu; filhos, que eram o encanto da nossa vida; o esposo, sempre tão dedicado e fiel cumpridor dos deveres; a esposa, a fiel companheira, o anjo do lar.


Todos sofrem, sofrem penas amargas, impossibilitados de melhorar a sorte.

A nós se dirigem suplicantes: “Compadecei-vos de mim, ao menos vós, que sois meus amigos, porque a mão do Senhor me tocou” . (Job. 19, 21).


Reflexões:


Há pessoas que não temem o Purgatório e tampouco cuidam de dar a Deus a necessária satisfação das suas culpas.


Dou-me por muito satisfeito, assim dizem, se Deus não me condenar.
Outros há que confiam nas orações e sufrágios dos parentes e amigos ou nas santas Missas, para cuja celebração providenciaram no testamento.

Aqueles se convençam de que impunemente ninguém ofende a Deus e que o pecado leve é caminho seguro para culpas graves.

Os outros leiam e ponderem as seguintes palavras de Tomás a Kempis: “ Não te fies demais nos amigos e parentes e não proteles tua salvação para mais tarde; mais depressa que pensas, se esquecerão de ti os homens. – É melhor providenciar em tempo e despachar já de antemão boas obras para a eternidade, do que confiar no auxílio de outros depois da morte. Se não providenciares em teu interesse quem o fará por ti?”.


Só por estas palavras, não deveríamos nós, tomarmos consciência quanto à nossa responsabilidade em elevar diariamente nossas orações e sacrifícios, mandar celebrar missas pelo menos às almas dos nossos parentes e amigos que partiram para a eternidade?

Aproveitemos o pouco tempo que nos resta para socorrer as almas do purgatório, pois nós também precisaremos em breve desse precioso auxílio, especialmente da intercessão das almas que de lá forem libertadas com a nossa ajuda.












"É NESTE ESPÍRITO  QUE ELE (CRISTO) FOI PREGAR ASO ESPÍRITOS QUE ERAM DETIDOS NO CÁRCERE, ÀQUELES QUE OUTRORA, NOS DIAS DE NOÉ , TINHAM SIDO REBELDES" (...) I Pd 3,19







UMA POSSÍVEL ORIGEM CELTA PARA CRISTIANIZÁ-LOS?

Sua origem mais provável vem da cultura do povo Celta, que habitava no início o centro da Europa, mas entre o II e o I milênios a.C. (1900 - 600 a.C.) foram ocupando várias outras regiões, até ocupar, no século III a.C., mais da metade do continente europeu.

Os celtas são conhecidos, segundo as zonas que ocuparam, por diferentes denominações: celtíberos na Península Ibérica, gauleses na França, bretões na Grã-Bretanha, gálatas no centro da Turquia, etc, e tem como característica religiosa a concepção reencarnacionista pagã.

 

Segundo diversas fontes sobre o assunto, o Catolicismo se utilizou da data, que já era usada pelos Celtas desde muitos séculos atrás, para o dia da reverências aos mortos.

Para os Celtas, dia 31 de outubro era o fim de um ciclo, de um ano produtivo, quando se iniciava o período denominados por nós de outono e de inverno, tempo este que nesta região a colheita tinha acabo de se encerrar e de ser estocada, especialmente para os meses frios e escuros do inverno neste período nesta região.


 Na celebração do fim de um ano (31 de outubro no hemisfério norte e dia 30 de abril no hemisfério sul) e início do outro ano (1 de novembro), acreditava-se que este seria o dia de maior proximidade entre os que estavam vivos e os mortos  nas festas, de muita alegria e comemoração por este fato também, cada um levava algo como uma vela ou uma luminária que era feita em gomos de bambu, a fim de se iluminar os dias de inverno que estariam por vir.


 Alguns textos falam que nesses dias de festas, as luminárias eram feitas com abóboras esvaziadas e esculpidas com o formato de cabeças, isto para indicar o caminhos àqueles que eles acreditavam serem visitados por seus parentes e receber o perdão daqueles a quem eles haviam feito sofrer, além de ter o significado de sabedoria pela humildade para saber pedir perdão e como prova de vida além da vida.


Este ciclo se encerra e um novo se iniciasse em outra da importante, dia 01 de maio no hemisfério norte, que era o dia do início dos trabalhos para a nova plantação e colheita de un novo ciclo que iniciava.










A MISSA É A MEMÓRIA DO SACRIFÍCIO DE CRISTO.

NADA MELHOR DO QUE SEU SACRIFÍCIO REDENTOR PARA PURIFICAR AS ALMAS.











Com o domínio desses povos pelo Império Romano, rico em armas e estratégias de guerras e conquistas e pobre em intelectualidade, as culturas foram se misturando e expandindo com todo o Império, que mais tarde viria a ser - e o é até hoje - a sede do Império Católico ou da Religião Católica, hoje fixada no Estado do Vaticano, na área urbana de Roma, Itália. 


 No México, o dia dos mortos é uma celebração de sincretismos indígena, que honra os defuntos no dia 2 de novembro.

É uma das festas mexicanas mais animadas, pois, segundo dizem, os mortos vêm visitar seus parentes.

Ela é festejada com comida, bolos, festa, música e doces, os preferidos das crianças são as caveirinhas de açúcar.





Segundo a tradição da Igreja , o Dia dos fiéis defuntos, Dia dos mortos ou Dia de finados é celebrado no dia 2 de Novembro, logo a seguir ao dia de Todos-os-Santos.

Desde o século II, os cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram.

No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. Também o abade de Cluny, santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos.

 Desde o século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos.

No século XIII esse dia anual, que até então era comemorado no dia 1 de novembro, passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1 de novembro é a Festa de Todos os Santos.


A DIFERENÇA ENTRE DEFUNTO E FINADO


Entretanto, adentrando-se a fundo no significado e na origem das palavras, podemos notar que há sim uma diferença, e relevante.

 A palavra finado significa, em sua origem, aquele que se finou, ou seja, que teve seu fim, que se acabou, que foi extinto.

A palavra defunto, por sua vez, originada no latim, era o particípio passado do verbo "defungor", que significava satisfazer completamente, desempenhar a contento, cumprir inteiramente uma missão.

 Mais tarde, foi utilizada e difundida pelo cristianismo, para dizer que uma pessoa morta era aquela que já havia cumprido toda a sua missão de viver.

 Modernamente, porém, tornou-se sinônimo de cadáver.
O Dia dos Fiéis Defuntos, portanto, é o dia em que a Igreja celebra o cumprimento da missão das pessoas queridas que já faleceram, através da elevação de preces a Deus por seu descanso junto a Ele.

É o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca, mesmo que esteja distante; amar é saber que o outro necessita de nossos cuidados e de nossas preces mesmo quando já não o podemos ver.

Pois a vida cristã é viver em comunhão íntima com Deus e com os irmãos, agora e para sempre.






















NOSSA SENHORA
SOCORRE AS ALMAS
COM SUA ORAÇÃO.



































































































terça-feira, 1 de novembro de 2011

DIA DE TODOS OS SANTOS - 1º DE NOVEMBRO - HISTÓRIA E CULTO






A festa do dia de Todos-os-Santos é celebrada em honra de todos os santos e mártires, conhecidos ou não.







A Igreja Católica celebra a Festum omnium sanctorum a 1 de novembro seguido do dia dos fiéis defuntos a 2 de novembro.

 A Igreja Ortodoxa celebra esta festividade no primeiro domingo depois do Pentecostes, fechando a época litúrgica da Páscoa.

Na Igreja Luterana o dia é celebrado principalmente para lembrar que todas as pessoas batizadas são santas e também aquelas pessoas que faleceram no ano que passou.

Em Portugal, neste dia, as crianças costumam andar de porta em porta a pedir bolinhos, frutos secos e romãs.


Índice

1 História

2 Intenção catequética da festividade

3 Citações do Catecismo da Igreja Católica

4 Pão-por-Deus



História

Na Igreja Católica, o dia de "Todos os Santos" é celebrado no dia 1 de novembro e o de "Finados" no dia 2 de novembro.





 Esta tradição de recordar (fazer memória) os santos está na origem da composição do calendário litúrgico, em que constavam inicialmente as datas de aniversário da morte dos cristãos martirizados como testemunho pela sua fé, realizando-se nelas orações, missas e vigílias, habitualmente no mesmo local ou nas imediações de onde foram mortos, como acontecia em redor do Coliseu de Roma.

Posteriormente tornou-se habitual erigirem-se igrejas e basílicas dedicadas em sua memória nesses mesmos locais.


O desenvolvimento da celebração conjunta de vários mártires, no mesmo dia e lugar, deveu-se ao facto frequente do martírio de grupos inteiros de cristãos e também devido ao intercâmbio e partilha das festividades entre as dioceses/ paróquias por onde tinham passado e se tornaram conhecidos.

A partir da perseguição de Diocleciano o número de mártires era tão grande que se tornou impossível designar um dia do ano separado para cada um.

O primeiro registo (Século IV) de um dia comum para a celebração de todos eles aconteceu em Antioquia, no domingo seguinte ao de Pentecostes, tradição que se mantém nas igrejas orientais.









Com o avançar do tempo, mais homens e mulheres se sucederam como exemplos de santidade e foram com estas honras reconhecidos e divulgados por todo o mundo.









Inicialmente apenas mártires (com a inclusão de São João Baptista), depressa se deu grande relevo a cristãos considerados heróicos nas suas virtudes, apesar de não terem sido mortos.

O sentido do martírio que os cristãos respeitam alarga-se ao da entrega de toda a vida a Deus e assim a designação "todos os santos" visa celebrar conjuntamente todos os cristãos que se encontram na glória de Deus, tenham ou não sido canonizados (processo regularizado, iniciado no Século V, para o apuramento da heroicidade de vida cristã de alguém aclamado pelo povo e através do qual pode ser chamado universalmente de beato ou santo, e pelo qual se institui um dia e o tipo e lugar para as celebrações, normalmente com referência especial na missa).

 Intenção catequética da festividade

Segundo o ensinamento da Igreja, a intenção catequética desta celebração que tem lugar em todo o mundo, ressalta o chamamento de Cristo a cada pessoa para o seguir e ser santo, à imagem de Deus, a imagem em que foi originalmente criada e para a qual deve continuar a caminhar em amor.








Isto não só faz ver que existem santos vivos (não apenas os do passado) e que cada pessoa o pode ser, mas sobretudo faz entender que são inúmeros os potenciais santos que não são conhecidos, mas que da mesma forma que os canonizados igualmente vêem Deus face a face, têm plena felicidade e intercedem por nós.










O Papa João Paulo II foi um grande impulsionador da "vocação universal à santidade", tema renovado com grande ênfase no Segundo Concílio do Vaticano.


Nesta celebração, o povo católico é conduzido à contemplação do que, por exemplo, dizia o Cardeal Beato John Henry Newman: não somos simplesmente pessoas imperfeitas em necessidade de melhoramentos, mas sim rebeldes pecadores que devem render-se, aceitando a vida com Deus, e realizar isso é a santidade aos olhos de Deus.

 Citações do Catecismo da Igreja Católica


957. A comunhão com os santos. «Não é só por causa do seu exemplo que veneramos a memória dos bem-aventurados, mas ainda mais para que a união de toda a Igreja no Espírito aumente com o exercício da caridade fraterna.

Pois, assim como a comunhão cristã entre os cristãos ainda peregrinos nos aproxima mais de Cristo, assim também a comunhão com os santos nos une a Cristo, de quem procedem, como de fonte e Cabeça, toda a graça e a própria vida do Povo de Deus» .


«A Cristo, nós O adoramos, porque Ele é o Filho de Deus;

quanto aos mártires, nós os amamos como a discípulos e imitadores do Senhor;


e isso é justo, por causa da sua devoção incomparável para com o seu Rei e Mestre.


Assim nós possamos também ser seus companheiros e condiscípulos!».






Martyrum sancti Polycarpi 17, 3: SC 10bis, 232 (FUNK 1, 336).


1173. Quando a Igreja, no ciclo anual, faz memória dos mártires e dos outros santos, «proclama o mistério pascal» realizado naqueles homens e mulheres que «sofreram com Cristo e com Ele foram glorificados, propõe aos fiéis os seus exemplos, que a todos atraem ao Pai por Cristo, e implora, pelos seus méritos, os benefícios de Deus» .

2013. «Os cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade» . Todos são chamados à santidade: «Sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito» (Mt 5, 48):






«Para alcançar esta perfeição, empreguem os fiéis as forças recebidas segundo a medida em que Cristo as dá, a fim de que [...] obedecendo em tudo à vontade do Pai, se consagrem com toda a alma à glória do Senhor e ao serviço do próximo.

Assim crescerá em frutos abundantes a santidade do povo de Deus, como patentemente se manifesta na história da Igreja, com a vida de tantos santos» .

 Pão-por-Deus








Em Portugal, no dia de Todos-os-Santos as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos bandos para pedir o pão-por-deus de porta em porta.

 As crianças quando pedem o pão-por-deus recitam versos e recebem como oferenda: pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, amêndoas ou castanhas, que colocam dentro dos seus sacos de pano.



















































É também costume em algumas regiões os padrinhos oferecerem um bolo, o Santoro. Em algumas povoações chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’.



Esta tradição teve origem em Lisboa em 1756 (1 ano depois do terramoto que destruiu Lisboa). Em 1 de Novembro de 1755 ocorreu o terramoto que destruiu Lisboa, no qual morreram milhares de pessoas e a população da cidade, que era na sua maioria pobre, ainda mais pobre ficou.



Como a data do terramoto coincidiu com uma data com significado religioso (1 de Novembro), de forma espontânea, no dia em que se cumpria o primeiro aniversário do terramoto, a população aproveitou a solenidade do dia para desencadear, por toda a cidade, um peditório, com a intenção de minorar a situação paupérrima em que ficaram.



As pessoas, percorriam a cidade, batiam às portas e pediam que lhes fosse dada qualquer esmola, mesmo que fosse pão, dado grassar a fome pela cidade. E as pessoas pediam: "Pão por Deus".



Esta tradição perpetuou-se no tempo, sendo sempre comemorada neste dia e tendo-se propagado gradualmente a todo o país.



Até meados do séc. XX, o "Pão-por-Deus" era uma comemoração que minorava as necessidades básicas das pessoas mais pobres (principalmente na região de Lisboa). Noutras zonas do país, foram surgindo variações na forma e no nome da comemoração. A designação indicada acima (Dia dos Bolinhos) em Lisboa nunca foi utilizada, nem era sequer conhecido este nome.



Nas décadas de 60 e 70 do séc. XX, a data passou a ser comemorada, mais de forma lúdica, do que pelas razões que criaram a tradição e havia regras básicas, que eram escrupulosamente cumpridas:



Só podiam pedir o "Pão-por-Deus", crianças até aos 10 anos de idade (com idades superiores as pessoas recusavam-se a dar).

As crianças só podiam andar na rua a pedir o "Pão-por-Deus" até ao meio-dia (depois do meio-dia, se alguma criança batesse a uma porta, levava um "raspanete", do adulto que abrisse a porta).

A partir dos anos 80 a tradição foi gradualmente desaparecendo e, actualmente, raras são as pessoas que se lembram desta tradição.



Até a comunicação social, contribui para o empobrecimento da memória coletiva. Neste dia todas as estações de TV, Rádio e jornais, falam no Halloween, ignorando completamente o "Pão-por-Deus".



























OS SANTOS ( A IGREJA TRIUNFANTE) INTERCEDEM
PELOS VIVOS ( A IGREJA MILITANTE),
E PELOS MORTOS
QUE SE ENCONTRAM EM PURIFICAÇÃO ( A IGREJA PADECENTE).