domingo, 23 de outubro de 2011

SANTA ÚRSULA VIRGEM E MÁRTIR - ORAÇÕES, IMAGENS, LOUVORES, RELICÁRIO - 21 DE OUTUBRO


SANTA ÚRSULA



A IGREJA VENERA NO DIA 21 DE OUTUBRO
UM GRUPO DE VIRGENS QUE FORAM EM COLÔNIA
TRUCIDADAS PELA FÉ
PELOS FINS DO SÉCULO III OU PRINCÍPIOS DO IV.

A LENDA DAS ONZE MIL VIRGENS,
COMPANHEIRAS DE SANTA ÚRSULA
E MASSACRADAS PELOS HUNOS,
FOI MUITO CÉLEBRE NA IDADE MÉDIA. 








 Ursula era uma princesa bela e virtuosa, filha de Dionotus, o rei da Cornualha.
Por ordem do imperador Maximiliano, ela e muitas mulheres jovens foram desposada com alguns dos seus súditos na Armórica.








Ursula já havia consagrado sua vida a Cristo e desejava permanecer virgem, então ela insistiu em muitas condições difíceis de ser cumpridas antes do casamento.
 Ela exigiu três anos de carência para ir e visitar vários santuários da cristandade, em peregrinação.

Ela exigiu que ela e seus dez damas de honra ser acompanhado por mais mil companheiras.
Eles visitaram Roma e foram recebidos pelo Papa São Ciríaco















SANTA ÚRSULA RECEBE ,EM SONHOS, O AVISO DO ANJO,
ANTES DE VIAJAR, DE QUE NÃO IRIA VOLTAR.













Mas na sua viagem de regresso foram levados para terra por uma violenta tempestade e desembarcou em Colônia.
Lá elas encontraram um grupo de hunos que queriam levá-las como esposas, mas eles recusaram.

Cheio de ódio contra os cristãos, os hunos mataram atirando com flechas.




Ursula foi a última a morrer e encorajou os outros a permanecer fiel à sua fé












FUNERAL DE SANTA ÚRSULA








Oração



Santa Úrsula,

Você teve a coragem e liderança

Para reunir os outros para

E uni-los no amor e discipulado

De Jesus, nosso Senhor e Salvador.

Como você:

Que possamos ser testemunhas de oração e devoção a Cristo;

de serviço cristão e unidade na Igreja.

Quando nos depararmos com ressentimentos e má vontade,

Que possamos encontrar coragem e fé inabalável.

E juntos possamos honrar e servir

a Cristo que morreu e ressucitou

e para quem você

e  nós vivemos.

Intercedei por nós

a este Jesus, a quem todos nós amamos.
AMÉN










RELICÁRIO DE SANTA ÚRSULA







RELICÁRIO DE SANTA ÚRSULA







Ó DEUS,
CUJA FORÇA SE MANIFESTA NA FRAQUEZA,
FAZEI QUE , AO CELEBRARMOS A GLÓRIA DE SANTA ÚRSULA,
QUE DE VÓS RECEBEU A FORÇA PARA VENCER, OBTENHAMOS,
POR SUA INTERCESSÃO, A GRAÇA DA VITÓRIA.
POR NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, VOSSO FILHO,
NA UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO.
AMÉM





QUEM PERDER A SUA VIDA NESTE MUNDO,
VAI GUARDÁ-LA ETERNAMENTE PARA OS CÉUS.



" DEPOIS DE TERDES SOFRIDO UM POUCO,
O DEUS DE TODA GRAÇA,
QUE VOS CHAMOU PARA A SUA GLÓRIA ETERNA, EM CRISTO,
 VOS RESTABELECERÁ E VOS TORNARÁ
FIRMES, FORTES E SEGUROS.
A ELE PERTENCE O PODER ,
PELOS SÉCULOS DOS SÉCULOS.
AMÉM "
IPd 5, 10-11









EIS UMA VIRGEM SÁBIA E DO NÚMERO DAS PRUDENTES. ALELUIA





AS VIRGENS SERÃO CONDUZIDAS
 APÓS ELA DIANTE DO REI:
AS SUAS COMPANHEIRAS SERÃO APRESENTADAS
NO MEIO DA ALEGRIA.
ALELUIA






NÓS VOS PEDIMOS , SENHOR,
QUE A BEM-AVENTURADA VIRGEM E MÁRTIR ÚRSULA
NOS ALCANCE O VOSSO PERDÃO,
ELA QUE SEMPRE VOS AGRADOU
COM O MÉRITO DA SUA CASTIDADE E COM O TESTEMUNHO DA SUA VIRTUDE.
POR CRISTO, NOSSO SENHOR.
AMÉM





ADOREMOS O CORDEIRO A QUEM AS VIRGENS SEMPRE SEGUEM. ALELUIA


ORAÇÃO PELOS EDUCADORES

SANTA ÚRUSLA, VIRGEM DE CRISTO,
QUE POR AMOR AO SENHOR NÃO TEMESTES OS HOMENS COM SUAS ARMAS
E CONDUZISTES POR EXEMPLO E PALAVRA AS ONZE MIL VIRGENS AO REINO DOS CÉUS PELO MARTÍRIO DA FÉ.

VÓS, QUE NÃO PERDESTES NENHUMA DAQUELAS QUE VOS FOI CONFIADA,
OLHAI POR TODOS OS QUE TRABALHAM NA DIFÍCIL TAREFA DA EDUCAÇÃO,
PARA QUE CONFORME VOSSO EXEMPLO
 CONDUZA E ILUMINE
A TODOS
 COM CIÊNCIA, SABEDORIA , CONHECIMENTO E
A GRAÇA DE DEUS NOSSO PAI , DE JESUS CRISTO SEU FILHO
E A LUZ DO ESPÍRITO SANTO.

ASSIM SEJA








O REINO DOS CÉUS VOS PERTENCE,
POIS DESTES A VIDA POR CRISTO;
LAVASTES AS VESTES NO SANGUE
E CHEGASTES AO PRÊMIO DA GLÓRIA.





VIRGEM ADMIRÁVEL E VENERÁVEL, ÚRSULA,
LEMBRAI-VOS DE NÓS AOS PÉS DE CRISTO,
VOSSO E NOSSO DEUS E SENHOR


QUADRO APOTEOSE DE SANTA ÚRSULA



Ó CRISTO, FLOR DOS VALES,
DE TODO BEM ORIGEM,
COM PALMAS DE MARTÍRIO
ORNASTES VOSSA VIRGEM.

PRUDENTE FORTE E SÁBIA,
PROFESSA A FÉ EM VÓS
PORQUEM ACEITA , IMPÁVIDA,
A PENA MAIS ATROZ.

BONDOSO REDENTOR,
POR SUA INTERCESSÃO
UNI-NOS , DE ALMA PURA,
À VIRGEM, COMO IRMÃOS.


SANTA ÚRSULA, NOSSA SENHORA E SANTA ESCOLÁSTICA






















































sexta-feira, 21 de outubro de 2011

SANTO EDUARDO - REI E CONFESSOR - 13 DE OUTUBRO









Santo Eduardo, o Confessor (cerca 1004 - 5 de Janeiro, 1066) foi o penúltimo Rei saxão de Inglaterra, entre 1042 e 1066. Era filho de Ethelred II e de Ema da Normandia.

Juntamente com o pai, o irmão Alfredo e o resto da família, Eduardo fugiu para a Normandia durante a invasão dinamarquesa de 1013. Permaneceu na corte do Duque da Normandia, Roberto I da Normandia até 1041, data em que foi convidado pelo meio irmão Canuto II a regressar a Inglaterra.

No ano seguinte Canuto II morreu, possivelmente envenenado, e Eduardo subiu ao trono restaurando a dinastia saxã que se iniciara com Alfredo, o Grande.

Eduardo foi coroado a 3 de Abril de 1043 na Catedral de Winchester.








O exílio na Normandia teve bastante influência no reinado de Eduardo, nomeadamente no favor que concedia aos nobres normandos em desfavor dos saxões e dinamarqueses.

A discórdia entre os súbditos aumentou e Eduardo acabou por casar com Edite, filha de Godwin, Conde de Wessex, em 1045 para acalmar a situação.

O pai de Edite mostrou-se inicialmente favorável, mas depois se revelou um opositor, interessado nas regalias que poderia o reinado inglês oferecer.

 O casamento não durou nem gerou filhos, pois de comum acordo mantiveram-se castos, já que Eduardo era extremamente religioso, mas Edite e Eduardo se tornaram profundos amigos.

Quando Eduardo morreu em 1066, o seu primo Guilherme, Duque da Normandia declarou-se seu sucessor baseado numa alegada promessa de Eduardo em lhe deixar a coroa de Inglaterra.

 Os nobres ingleses elegeram Haroldo II, filho de Godwin de Wessex, mas Guilherme invadiu Inglaterra com um exército de 7000 homens e derrotou-o na Batalha de Hastings.

Eduardo encontra-se sepultado na Abadia de Westminster que mandou construir.

Foi canonizado pelo papa Alexandre III, em 1161.
 
MAIS UM POUCO SOBRE SANTO EDUARDO


Depois do abandono, as lutas e a opressão durante o reinado dos dois soberanos dinamarqueses, Harold Harefoot e Artacanuto, o povo inglês acolheu com júbilo ao representante da antiga dinastia inglesa, Santo Eduardo, Confessor.






As qualidades que mereceram a Eduardo ser venerado como santo, referiam-se mas bem a sua pessoa que a sua administração como soberano pois era um homem piedoso, amável e amante da paz.

Eduardo era filho do Eteredo e da normanda Ema.

Durante a época da supremacia dinamarquesa, foi enviado à Normandia quando tinha 10 anos e retornou a sua pátria em 1042 quando foi eleito rei.


À idade de 42 anos contraiu matrimônio com o Edith, a filha do Conde Godwino, a maior ameaça para seu reino.

A tradição diz que Santo Eduardo e sua esposa guardaram perpétua continência por amor a Deus e como um meio pró alcançar a perfeição.











A administração justa e eqüitativa de Santo Eduardo o fez muito popular entre seus súditos.






















 

A perfeita harmonia que reinava entre ele e seus conselheiros se converteu mais tarde no sonho dourado já que durante o reinado de Eudardo, os barões normandos e os representantes do povo inglês exerceram uma profunda influência na legislação e o governo.

 Um dos atos mais populares do reinado de Santo Eduardo foi a supressão do imposto para o exército; os impostos arrecadados de casa em casa na época do santo foram repartidos entre os pobres.












Durante o desterro na Normandia, Santo Eduardo tinha prometido ir em peregrinação ao sepulcro de São Pedro em Roma, se Deus se dignasse pôr fim às desventuras de sua família.





















Depois de sua ascensão ao trono, convocou um concílio e manifestou publicamente a promessa com que se ligou. Entretanto, a Assembléia manifestou que com sua partida se abriria o caminho às dissensões no interior do país e os ataques das potências estrangeiras.

O rei decidiu submeter o assunto a julgamento do Papa São Leão IX, que sugeriu repartir o dinheiro que teria gasto na viagem entre os pobres, e construir um mosteiro em honra a São Pedro.

O último ano de vida do santo viu-se atormentado pela tensão entre o Conde Tostig Godwinsson da Nortumbría e seus súditos; finalmente o monarca teve que desterrar o conde. Faleceu em 1065.





A canonização de Santo Eduardo teve lugar em 1161, e dois anos depois de que seu corpo se mantinha incorrupto, foi transladado por Santo Tomás Becket a uma capela do coro da abadia de Westminster, da qual Santo Eduardo foi seu promotor, em 13 de outubro, data em que se celebra atualmente sua festa.


























São João Evangelista, o rei Santo Eduardo e seu anel







Certo dia, o rei Santo Eduardo o Confessor (1005-1066), rei da Inglaterra, já velho assistia à cerimônia de consagração de uma igreja construída em honra de São João Evangelista.





















Nessa hora, um homem muito pobre aproximou-se dele e mendigou-lhe uma esmola “pelo amor de São João”.






























O grande monarca passou a mão na bolsa, mas não encontrou nem prata nem ouro.

Santo Eduardo, então, mandou vir seu tesoureiro, mas não foi localizado no meio da multidão. E o pobre seguia implorando esmola.

Santo Eduardo sentia-se muito mal à vontade. Nesse momento lembrou que trazia um anel grande e muito precioso. Então, ele o tirou do dedo, e pelo amor de São João o deu ao miserável, que lhe agradeceu gentilmente e desapareceu.

Eis o que aconteceu com o anel.




Aquela mesma noite, muito longe na Palestina, dois peregrinos ingleses extraviaram-se no caminho e ficaram andando no deserto.

O sol já tinha desaparecido por trás das montanhas e os dois homens estavam sós num local desolado. Eles sabiam que não havia jeito de voltar e que não encontrariam refúgio contra os ladrões e os animais selvagens.

Enquanto se perguntavam o quê fazer, um bando de jovens com roupas brilhantes apareceu diante deles. No meio dos jovens estava um ancião, alvíssimo, de cabelos grisalhos, e maravilhoso de se olhar.

‒ “Caros irmãos”, disse ele aos romeiros. “De onde vindes? Qual é vosso credo e vosso berço? De qual reino e de qual rei? O quê vós procurais aqui?”

‒ “Nós somos cristãos e da Inglaterra. Viemos a expiar nossos pecados, procurado os lugares sagrados onde Jesus viveu e morreu. Nosso rei chama-se Eduardo, e nós perdemos a estrada”.

‒ “Vinde atrás de mim, e eu vos conduzirei a uma boa hospedagem pelo amor do rei Eduardo”.

Assim, ele conduziu-os até uma cidade onde encontraram albergue que tinha a ceia servida numa mesa. E, após terem jantado, eles foram dormir.









































Na manhã seguinte o ancião veio até eles, e disse:




‒ “Eu sou João o Evangelista. Pelo amor de Eduardo eu não vos faltarei, e vós chegareis sãos e salvos à Inglaterra. Então ireis até Eduardo, e lhe direis que comprastes o anel que ele me deu no dia da consagração da minha igreja, quando eu implorei a ele vestido com pobres roupagens. E dizei-lhe que dentro de seis meses ele vai estar comigo no Paraíso”.







Os romeiros voltaram à Inglaterra sem percalços e entregaram o anel ao rei Eduardo junto com a mensagem de São João.



Quando o monarca ouviu que iria morrer em breve, doou todo seu dinheiro aos necessitados, e consagrou o tempo que lhe restava às suas devoções.

















 


Na Catedral de St. Alban, na Inglaterra, venera-se a imagem de Santo Eduardo mostrando seu símbolo: o anel.


E sua festa celebra-se no dia 13 de outubro.









CAPELA-TÚMULO DE SANTO EDUARDO










SANTO EDUARDO, ROGAI POR NÓS!










O SENHOR AMOU SEU SANTO
E O ORNOU COM SUA GLÓRIA.

O SENHOR O REVESTIU COM O MANTO DA VITÓRIA.

E O ORNOU COM A SUA GLÓRIA







O JUSTO CRESCERÁ COMO A PALMEIRA
FLORIRÁ IGUAL AO CEDRO QUE HÁ NO LÍBANO
SL 91, 13





COROA DE SANTO EDUARDO





Ó DEUS VÓS SOIS SANTO E SEM VÓS NINGUÉM PODE SER BOM.
PELA INTERCESSÃO DE SANTO EDUARDO,
DAI-NOS VIVER DE TAL MODO
QUE NÃO SEJAMOS DESPOJADOS DA VOSSA GLÓRIA.
POR NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, VOSSO FILHO,
NA UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO.







O HOMEM SÁBIO E PREVIDENTE
CONSTRUIU A SUA CASA SOBRE A ROCHA




SANTO EDUARDO FOI UM HOMEM PIEDOSO
E POPULAR ENTRE SEUS SÚDITOS



Ó SENHOR, EM VOSSA FORÇA O REI SE ALEGRA;
QUANTO EXULTA DE ALEGRIA EM VOSSO AUXÍLIO!
SL 20, 2





FELIZ O HOMEM QUE RESPEITA O SENHOR
E QUE AMA COM CARINHO A SUA LEI!
SL 111, 1













Ó DEUS,
 QUE VOS DIGNASTES RECOMPENSAR
 O BEM-AVENTURADO EDUARDO REI E CONFESSOR
COM A COROA IMARCESCIVEL DA GLÓRIA,
FAZEI QUE O VENEREMOS NA TERRA
DE MODO A MERECER REINAR COM ELE NO CÉU.
POR NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, NA UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO.




 






ORAI POR NÓS SANTO EDUARDO,
PARA QUE SEJAMOS DIGNOS DAS PROMESSAS DE CRISTO.





ADOREMOS O SENHOR , ADMÍRÁVEL NOS SEUS SANTOS.





















































































































































































































quinta-feira, 13 de outubro de 2011

SÃO BENEDITO - O NEGRO OU O AFRICANO - PADROEIRO DOS COZINHEIROS E NEGROS - 05 DE OUTUBRO













São Benedito, o Mouro

Nascimento: 31 de março de 1524 em Sicília, Itália

Morte: 4 de abril de 1589 em Palermo, Itália


Festa litúrgica : 5 de outubro

Padroeiro: dos cozinheiros



São Benedito OFM  (Sicília, 31 de Março de 1524 - Palermo, 4 de Abril de 1589) (São Benedito, o Negro, ou São Benedito, o Africano ou São Benedito, o Mouro) .


Algumas versões dizem que ele nasceu na Sicília, sul da Itália, em 1524, no seio de família pobre e era descendente de escravos oriundos da Etiópia.

Outras versões dizem que ele era um escravo capturado no norte da África, o que era muito comum no sul da Itália nesta época.

 Neste caso, ele seria de origem moura, e não etíope.

 De qualquer modo, todos contam que ele tinha o apelido de “mouro” pela cor de sua pele.



Foi pastor de ovelhas e lavrador.



Aos 18 anos de idade já havia decidido consagrar-se ao serviço de Deus e aos 21 um monge dos irmãos eremitas de São Francisco de Assis chamou-o para viver entre eles e aceitou.

Fez votos de pobreza, obediência e castidade e, coerentemente, caminhava descalço pelas ruas e dormia no chão sem cobertas.







CONVENTO EM QUE MOROU SÃO BENEDITO



 Era muito procurado pelo povo, que desejava ouvir seus conselhos e pedir-lhe orações.



Cumprindo seu voto de obediência, depois de 17 anos entre os eremitas, foi designado para ser cozinheiro no Convento.

 Sua piedade,sabedoria e santidade levaram seus irmãos de comunidade a elegê-lo Superior do Mosteiro, apesar de analfabeto e leigo, pois não havia sido ordenado sacerdote.

Seus irmãos o consideravam iluminado pelo Espírito Santo, pois fazia muitas profecias.

 Ao terminar o tempo determinado como Superior, reassumiu com muita humildade mas com alegria suas atividades na cozinha do convento.



Sempre preocupado com os mais pobres do que ele, aqueles que não tinham nem o alimento diário, retirava alguns mantimentos do Convento, escondia-os dentro de suas roupas e os levava para os famintos que enchiam as ruelas das cidades.

Conta a tradição que, em uma dessas saídas, o novo Superior do Convento o surpreendeu e perguntou:

 “Que escondes aí, embaixo de teu manto, irmão Benedito?”

E o santo humildemente respondeu: “Rosas, meu senhor!” e, abrindo o manto, de fato apareceram rosas de grande beleza e não os alimentos de que suspeitava o Superior.




São Benedito morreu aos 65 anos, no dia 4 de abril de 1589, em Palermo, na Itália.



Na porta de sua cela, no Convento de Santa Maria de Jesus de Palermo se encontra uma placa com a inscrição em italiano indicando que era a Cela de São Benedito e embaixo as datas 1524-1589, para indicar as datas do nascimento e de sua morte.

Alguns autores indicam 1526 como o ano de seu nascimento, mas os Frades do Convento de Santa Maria de Jesus consideram que a data certa é 1524.



Todos os anos a seguir à Páscoa, há uma missa e festa em sua honra na localidade portuguesa de Coval, concelho de Santa Comba Dão.













OUTRA NARRATIVA

 

Corre o ano de 1589. Em uma pobre cela no convento franciscano de Santa Maria de Jesus, a três quilômetros de Palermo, sul da Itália, o enfermeiro observa o irmão leigo, iletrado, que faz alguns movimentos no leito de dores em que se encontra há dois meses.



Seu rosto, alquebrado pela fadiga de 63 anos transcorridos em meio a intensas atividades apostólicas, em dado momento ilumina-se. Sua boca se abre e os olhos tornam-se fixos e extáticos. "É o fim, o irmão está cruzando o limiar da eternidade" - pensou o enfermeiro. E sai correndo a fim de chamar outros frades para as derradeiras orações que se fazem pelos agonizantes.



O doente, entretanto, terminado o êxtase e após o retorno do enfermeiro, diz-lhe: "Fique tranqüilo. Eu o avisarei do dia e hora da minha morte. Vou falecer no dia 4 de abril".

 Ao que o enfermeiro retruca: "Imagine, Frei, como esta casa ficará cheia!"


Pois ele bem conhecia a extraordinária fama de santidade daquele frade, a qual foi tão grande por toda parte, quando ainda vivo, que raramente se encontra algo semelhante na História da Igreja.



- "Pode ficar sossegado, não virá ninguém", garantiu-lhe o Santo. As duas profecias cumpriram-se ao pé da letra.



Com efeito, no dia da morte e do sepultamento houve um grande afluxo de gente para a festa do Divino, numa igreja do Espírito Santo, nos arredores de Palermo, e por isso ninguém foi ao convento.



No dia aprazado, o Santo recebeu o consolo dos Sacramentos da Igreja: confissão, comunhão, extrema-unção, inclusive a bênção papal.



O enfermo senta-se na cama e, olhando para o céu, reza e contempla. Invoca seus santos padroeiros: São Francisco de Assis, São Miguel Arcanjo, os Apóstolos São Pedro e São Paulo.



Em determinado momento das orações, e depois de uma visão de Santa Úrsula, Benedito - é esse o nome do moribundo - pronuncia em alta voz: "Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito". Em seguida, deita-se, fecha os olhos e dá o último suspiro.










RELÍQUIAS: HÁBITO USADO POR BENEDITO










 


Naquele exato momento, não longe dali, Benedita Nastasi, de 10 anos de idade e sobrinha do Santo, observando uma pombinha que entrara dentro de casa, ouviu a voz do tio:



- "Benedita, queres alguma coisa de lá.



- "De lá, onde, meu tio?" - indaga a menina.



- "Lá do Céu, minha filha" - completa a conhecida voz. E a pombinha desaparece ...



Nosso tão popular São Benedito, o Negro, chamava-se Benedito de São Filadelfo, pois tal era o nome da localidade (hoje San Fratello) perto de Messina (Sicília) onde ele nasceu, em 1526. Era filho de escravos etíopes, comprados pela família Manasseri.



Sabe-se que o Santo foi pastor, tornando-se depois eremita. Para obedecer a uma ordem do Papa, ingressou posteriormente como irmão leigo na Ordem Franciscana, no convento de Santa Maria de Jesus, nas imediações de Palermo.

Ali notabilizou-se como cozinheiro milagroso, pois, com freqüência, os Anjos do Céu desciam para ajudá-lo na preparação das refeições.



Apesar de iletrado e de ser apenas irmão leigo, eram tais os dons e carismas com os quais a Divina Providência ornou sua alma, que foi eleito Superior e Mestre de Noviços do convento.



A exemplo do Seráfico Pai São Francisco, seu Fundador, o sem número de milagres e prodígios operados já em vida por São Benedito constituem também verdadeiros fioretti. Impossível referi-los todos. Resta-nos mencionar ao menos alguns.



Cura de cancerosa



Antes de fixar-se no convento de Santa Maria, Benedito levou vida eremítica em Nazana, durante oito anos, e em Mancusa, na região de Palermo.



Então, sua fama de santidade já ia alta. Certo dia em que atravessava Mancusa, chamaram-no para ver uma doente num casebre. "Não posso fazer muita coisa por ela, pois não sou sacerdote. Mas posso fazer-lhe uma visita e rezar por ela", respondeu.

"Me acode, Frei", gritava a pobre mulher, roída por um câncer no seio, que se alastrava terrivelmente. "Me dá uma bênção, por amor de Deus!"





Condoído pelas dores da enferma e pela aflição de seus familiares, o Santo aproximou-se do leito, rezou com todos os presentes, animou a enferma a ter Fé em Deus, e depois, a pedido dela, traçou o sinal da cruz sobre a chaga do seio. Instantaneamente foi curada, restando-lhe uma cicatriz apenas!






Logo em seguida, Benedito bateu em retirada, para fugir de qualquer agradecimento ou louvor.



Ressurreição de mortos



Certa vez, quatro senhoras de Palermo - Eulália, Lucrécia, Francesca e Eleonora, esta última com o filho de cinco meses nos braços vieram visitar o Santo no convento de Santa Maria.

De regresso à cidade, ainda perto do convento, a carroça virou e prensou a criança, que teve morte instantânea. Os frades vieram socorrê-las, e Benedito deparou-se com a patética cena da mãe abraçada ao corpinho disforme.



Benedito aproximou-se e disse: "Pare de chorar. A criança não está morta; pode dar-lhe de mamar".

Os circunstantes pensavam que o Santo delirava. Entretanto, mal a mãe lhe obedecera, a criança começou a sorrir, deixando a todos atônitos.



Fato análogo sucedeu com o filho de João Jorge Russo. Quando visitava o convento com sua esposa e alguns parentes, a carroça em que viajavam caiu de uma ponte e a criança ficou esmagada.



"Tenham muita confiança em Nossa Senhora. Vamos rezar". Esse recurso à mediação da Santíssima Virgem, aliás, era uma constante em todas as intervenções de São Benedito.



Todos se ajoelharam e começaram a rezar; ato contínuo, a criança abriu os olhos, despertando do sono da morte.



Antes mesmo de fazer-se eremita - e talvez este tenha sido o primeiro milagre operado por São Benedito -, trouxeram à sua presença uma criancinha morta.



Condoído, o Santo tomou aquele corpo inanimado em seu braço esquerdo, e com a mão direita fez o sinal da cruz sobre a pequena fronte enregelada. Após os presentes rezarem o Pai Nosso e a Ave Maria, o milagre da ressurreição se realizou!



Milagre das flores



São Benedito tinha o costume de recolher os restos de comida do convento em seu avental de cozinha, para distribuí-los depois aos pobres.



Certa vez o Santo encontrou-se com o vice-rei da Sicília, Dom Marcantonio Colonna, que, atraído pela fama de sua santidade, veio visitá-lo. Curioso, o ilustre visitante perguntou a Benedito o que levava com tanto cuidado.







Ele simplesmente abriu o avental e mostrou ... flores, tão frescas e aromáticas, que o vice-rei levou-as para o altar de sua capela particular.











 


Peixes que aparecem e pães que se multiplicam



Em certa ocasião acabaram as provisões do convento. Era inverno e chovia torrencialmente. E os religiosos não tinham sequer condições de sair para pedir esmolas.



Benedito pediu a um frade, que o auxiliava na cozinha, que abrisse os Santos Evangelhos em qualquer lugar e lesse o que estava escrito. A seguinte passagem foi lida: "Não vos preocupeis com a vossa vida, quanto ao que haveis de comer, nem com o vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Olhai as aves do céu: não semeiam, nem colhem, nem ajuntam em celeiros. E, no entanto, vosso Pai celeste as alimenta" (Mt 6,25-26).



Iluminado por essas palavras e movido pela sua heróica confiança na Providência, o Santo pôs-se a agir. Encheu com água todas as panelas, tachos e latas grandes que havia no convento. Na manhã seguinte, estavam cheios de peixes frescos, muitos deles vivos.


Em outra ocasião em que Benedito, então superior do convento, deu ordem ao irmão porteiro, Vito da Girgenti, de distribuir pão aos pobres, o religioso, vendo que a fila era enorme, reservou no fundo do cesto alguns pães para os frades.


O fato chegou ao conhecimento de Benedito, que intimou o porteiro a chamar de volta todos os pobres que ficaram sem pão: "Dê aos pobres tudo o que estiver na cesta mandou Benedito -, pois a Providência nos socorrerá".



Ao obedecer, o irmão Vito notou maravilhado que o pão da cesta não se acabava mais; quanto mais ele tirava, mais aparecia!



Os frades relapsos



Certa vez, três noviços resolvem fugir do convento e voltar para casa. De madrugada galgam o muro, e na rua, quando cantam vitória pela pseudo-façanha, divisam um vulto que vinha ao seu encontro. Era Frei Benedito, que os interpela: "Que jazem aqui a estas horas? Voltem já para o convento!" E os aconselhou a rezar muito pela perseverança na vocação.



Meses depois, eles caem de novo na tentação de fugir, e tomam o maior cuidado para que ninguém saiba de nada. Quando novamente ganham a rua, dão de frente com Frei Benedito, que abre os braços, dizendo: "Alto lá, onde pensam que vão?" Os três reconhecem um sinal de Deus a fim de perseverarem, pedem perdão ao Santo, prometendo não mais reincidir na falta.



"O Santo, o Santo" ...


A cada milagre que acontecia, o povo acorria à portaria do convento, aclamando e louvando o Santo. Sua popularidade e veneração se tornaram tais que ele acabou, certa vez, transtornando uma procissão de "Corpus Christi". Nessa ocasião, os frades tomaram parte na procissão da Catedral de Palermo.





E São Benedito foi designado para portar a cruz processional, à frente do cortejo. Ao fixar os olhos no Crucificado, sentiu-se arrebatado pelo amor a Nosso Senhor e entrou em êxtase. Seu corpo passou a deslizar suavemente, sem que ele movesse os pés.



Ao ver aquilo, o povo irrompeu em gritos de admiração: "Olhem o Santo, o Santo!" As filas da procissão se desorganizaram completamente. Os encarregados da ordem gritavam para que as pessoas se enfileirassem. Mas não houve jeito, e a procissão retomou logo para a Catedral...



O corpo incorrupto



Quando, após as comemorações do Divino Espírito Santo, o povo ficou sabendo que Benedito havia falecido e já estava sepultado, todos se dirigiram para Santa Maria de Jesus. O túmulo estava em local de difícil acesso, e o grande afluxo de peregrinos perturbava a vida dos frades. E o seu número crescia a cada dia, na proporção em que se difundia a notícia dos milagres operados junto à sepultura.



Começaram a implorar relíquias do Santo. Suas vestes e as roupas da cama onde faleceu foram transformadas em tiras. Até mesmo sua cama e colchão foram reduzidos a pedacinhos, avidamente disputados pelos visitantes.


A 7 de maio de 1592, três anos após sua morte, seu corpo, incorrupto e exalando suave perfume, foi colocado numa uma instalada em cavidade aberta em parede da sacristia da igreja de Santa Maria de Jesus. Entretanto, a sacristia logo transformou-se em capela, com o povo cantando, rezando, pagando promessas. Isso durante dezenove anos a fio.







 

No dia 3 de outubro de 1611, com a presença do Cardeal Dória, o corpo de São Benedito foi transladado novamente para magnífica urna de cristal numa capela lateral da própria igreja de Santa Maria de Jesus, no antigo convento franciscano, a três quilômetros de Palermo, cidade que, antes mesmo do reconhecimento oficial da Igreja, tomou-o por Padroeiro, em 1652.



São Benedito foi declarado bem-aventurado em 1763, por Clemente XIII, e canonizado pelo Papa Pio VII em 25 de maio de 1807.



Culto no Brasil


O Estado da Bahia foi o pioneiro na devoção a São Benedito em terras brasileiras.


Já antes mesmo de sua canonização havia lá uma irmandade em sua honra. Simultaneamente, a devoção ao Santo deitou profundas raízes no Maranhão.






Sabe-se da existência de imagens de São Benedito pelo menos desde 1680, em Olinda, Recife, Igaraçu (PE), Belém do Pará e Rio de Janeiro.



O mesmo sucedia em São Paulo. Um século antes de ele ser declarado santo pela Igreja, já era venerado como tal nas igrejas freqüentadas pelos membros da Venerável Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos (1707). E hoje a devoção ao Santo já é um fenômeno nacional. Não faltam pelo Brasil afora paróquias, capelas, ou ao menos um altar com a imagem do Santo Negro.













ORAÇÃO

Ó DEUS, QUE EM SÃO BENEDITO, O NEGRO,
MANIFESTAIS AS VOSSAS MARAVILHAS,
 CHAMANDO À VOSSA IGREJA
HOMENS DE TODOS OS POVOS, RAÇAS E NAÇÕES,
CONCEDEI POR SUA INTERCESSÃO,
QUE TODOS ,
FEITOS VOSSOS FILHOS E FILHAS PELO BATISMO, CONVIVAM COMO VERDADEIROS IRMÃOS.

POR NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, VOSSO FILHO,  NA UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO.
AMÉM












EU TE LOUVO E BENDIGO, MEU PAI,
DOS CÉUS E DA TERRA SENHOR,
PORQUE REVELASTES AOS PEQUENOS
OS MISTÉRIOS OCULTOS DO REINO!









SERVO BOM E FIEL, VEM ENTRAR NA ALEGRIA
DE JESUS, TEU SENHOR!








SÃO BENEDITO, ORAI POR NÓS!
SÃO BENEDITO, O NEGRO, INERCEDEI POR NÓS!
SÃO BENEDITO, PATRONO DOS COZINHEIROS, ROGAI POR NÓS!